quarta-feira, junho 27, 2007

1.ª fase de exames terminou


A 1.ª fase dos exames nacionais do Ensino Secundário chegou ontem ao fim. Os resultados serão afixados no próximo dia 6 de Julho.
Embora envolta em menor polémica do que no ano passado, a 1.ª fase de exames nacionais do Ensino Secundário ficou marcada por algumas críticas por parte dos professores, sobretudo à prova de Português, em que se contestou o facto de não ter sido avaliada a maior parte do programa e, em particular, os conhecimentos de Gramática.Também na semana passada, uma incorrecção numa pergunta do exame de Física e Química A levou o Ministério da Educação (ME) a anular a questão e a decidir que a classificação final da prova será multiplicada por 1,0417, para que os alunos não fossem prejudicados.A classificação do exame nacional vale 30% da nota final da disciplina e conta entre 35% e 50% para a nota de candidatura às universidades e institutos politécnicos, sendo as pautas afixadas a 06 de Julho.A 1.ª fase dos exames nacionais terminou hoje com a realização das provas de História da Cultura e das Artes e de Aplicações Informáticas B.A 2.ª fase dos exames do Ensino Secundário decorre entre 12 e 17 de Julho, sendo os resultados afixados a 27 do mesmo mês.Os alunos que hoje concluírem todos os exames na 1.ª fase podem candidatar-se ao Ensino Superior entre 09 e 13 de Julho. Os alunos que optam pela 2.ª fase de provas concorrem entre 27 de Julho e 03 de Agosto.Embora ainda não sejam conhecidos os custos dos exames nacionais deste ano, o director do Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE), Carlos Pinto Ferreira, já garantiu que o custo da realização dos exames nacionais diminui relativamente ao ano passado, em que foram gastos 6,5 milhões de euros.Sem querer precisar um valor, o responsável atribuiu esta redução à diminuição do número de provas, que baixou de 56 para 38, e ao facto de os critérios de classificação já não serem distribuídos em papel, mas apenas disponibilizados na Internet.Além do pagamento aos milhares de professores correctores, que recebem por cada prova revista, o Governo tem ainda encargos muito avultados com a operação de segurança que envolve cerca de 500 agentes da PSP e mais de 14 mil militares da GNR.A protecção, entrega e recolha dos exames nacionais fica a cargo da "Operação Athena 2007", que se prolonga durante mais de dois meses.

Sindicato dos Professores do Norte analisa a actuação da ministra da Educação


“Pior ano lectivo desde o 25 de Abril”
A direcção da área sindical do SPN/FENPROF afirma que o ano lectivo que está a terminar fica marcado como o “pior desde o 25 de Abril”. As medidas de política educativa do Governo português desagradam os profissionais da educação, que as apontam como sendo anti-democráticas.
Patrícia SantosEm conferência de imprensa, a direcção da área sindical do SPN aproveitou para fazer um balanço do ano lectivo que está a terminar. Perante as medidas “anti-democráticas” do Governo português, este organismo sublinhou que este ano fica “indelevelmente marcado como o pior desde o 25 de Abril”. Além das alterações no Estatuto de Carreira Docente, o ministério da Educação tem levado a cabo “o abate cego de escolas, a imposição ilegal de fusões/extinções de escolas e/ou agrupamentos e a redução estatística do número de alunos com necessidades educativas especiais”.Segundo os responsáveis, as acções protagonizadas pela ministra atingem “negativamente o exercício profissional docente, o reordenamento da rede escolar do ensino básico e secundário e o cumprimento do currículo do 1º ciclo”. Sem professores valorizados a educação não avançaAlém disso, o Estatuto da Carreira Docente do ministério da Educação, o novo regime de contratação e a modalidade de prestação de serviços, implementados já este ano lectivo, conduziram à “degradação das carreiras, à precarização dos vínculos e, inevitavelmente, ao aumento do desemprego”. Estas alterações desmotivam, por certo, os professores, que não se sentem valorizados numa profissão que abraçaram como sendo sempre uma causa a defender em prol do desenvolvimento do país.Já o encerramento de estabelecimentos de ensino, nomeadamente no que concerne ao 1º ciclo, não é muito perceptível pelo SPN, que entende que estas medidas têm, acima de tudo, um cariz economicista. A novidade da fusão de escolas básicas e secundárias também surpreendeu os sindicatos, que afirmam que estas megas unidades escolares colocarão em causa a gestão de espaços. Prevê-se o ‘abate’ de 4500 até 2010A reorganização da rede escolar englobou o encerramento de mais de 1.500 escolas a nível nacional, prevendo um total de 4.500 até 2010. Nos concelhos de Oliveira de Azeméis, Arouca e Vale de Cambra ainda não é quantificável o número de escolas que a encerrar. No entanto, se o critério a adoptar passar pela criação das turmas de ano e o fim dos desdobramentos, fecharão mais de 20 escolas nos três concelhos. Esta situação torna-se cada vez mais preocupante, visto que não se vislumbram para o próximo ano lectivo “os tão apregoados centros escolares”. Aliás, “Arouca continuará com os seus contentores, Oliveira de Azeméis sem solução para acabar com o regime de desdobramento e Vale de Cambra com uma situação atípica com evidentes prejuízos pedagógicos”. ------------------Dificuldades inerentes ao prolongamento do horário Segundo o SPN, o currículo do 1º ciclo foi empobrecido e ‘disciplinarizado’, através da marcação rígida de horas para Língua Portuguesa, Matemática e Estudo do Meio. A área das expressões – fundamental para o desenvolvimento das crianças – foi transferida para as designadas actividades de enriquecimento curricular, o que lhes atribui um papel menos importante. Além disso, os discentes passaram a ter mais dez horas semanais de aulas, uma vez que “não existe uma clara distinção entre o que é curricular e o que é enriquecimento curricular”. É de referir que estes prolongamentos são conseguidos através de mão-de-obra barata, qualificada e paga em regime de jorna.Educação serve para formar pessoasPara a direcção do SPN, a ideia do programa ‘Novas Oportunidades’ é em si benéfica. Através desta iniciativa, o governo pretende melhorar as qualificações de, aproximadamente, um milhão de habitantes até 2010. Porém, “começa a ser assustador verificar que um aluno vai conseguir adquirir equivalências escolares em poucos meses”, disse o sindicalista, lembrando que os centros escolares vão receber mediante os indivíduos que vão qualificar, ou seja, “é possível que se verifique uma verdadeira promiscuidade”. E, convém salientar, que ainda não há um estudo feito no que concerne às reais necessidades do mercado de trabalho. Desta forma, aumentar a qualificação não implica que as ofertas de emprego aumentem.

Esta é o máximo

Rir é mesmo o melhor remédio



























Por incumprimento legal Professores queixam-se da tutela



A falta de cumprimento da Lei da Negociação Colectiva para a definição do calendário escolar do próximo ano lectivo é o motivo de uma queixa institucional que a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) vão apresentar à Provedoria de Justiça.






Segundo a Federação, o despacho da ministra Maria de Lurdes Rodrigues não foi previamente apresentado aos sindicatos, a fim de ser dado um parecer, segundo a regulamentação legal. A Fenprof considera esta atitude “inédita em mais de 30 anos de democracia” e revela o “profundo desrespeito” do presente executivo do Ministério da Educação para com os professores e suas organizações representativas.A estrutura sindical, afecta à CGTP vai ainda apresentar um protesto formal junto da ministra da Educação, acusada de “falta de cultura democrática”.





Maria de Lurdes Rodrigues não estabelece prazos




A ministra da Educação considera que os grandes temas do futuro próximo são a reorganização dos ciclos do ensino e a discussão sobre a manutenção ou antecipação da idade para a entrada na escola. A proposta coloca a questão da obrigatoriedade do pré-escolar.




O gabinete de Maria de Lurdes Rodrigues esclareceu que o alargamento do percurso escolar, através da antecipação da entrada na escola e do aumento da escolaridade obrigatória até ao 12º ano, é um dos objectivos do Governo, mas que se recusa para já a fixar um prazo para a implementação destas medidas.A Fenprof discorda da antecipação da entrada na escola, pois “as orientações curriculares estabelecidas desde 1999 é que estão correctas, por se adequarem ao desenvolvimento da criança”. Quanto à FNE, concorda com a proposta da ministra


domingo, junho 24, 2007

CONCURSO PARA ACESSO A "TITULAR"


MANUAL DE RECLAMAÇÕES
Já é possível ter acesso às minutas no âmbito do concurso a professor titular, a que os docentes poderão recorrer, após a sua notificação pelo júri.
O SPRC recomenda aos seus sócios que contactem sempre o Gabinete Jurídico ou os serviços de atendimento do Sindicato.
Acesso ao Manual - <http://www.sprc.pt/paginas/Legislacao/legislacao.html>
LEIA SEMPRE AS INSTRUÇÕES COM CUIDADO E SIGA-AS AO PORMENOR.
O Departamento de Informação e Comunicação

Professores de Português criticam prova do 9.º ano

A Associação de Professores de Português (APP) criticou ontem o exame nacional do 9.º ano à disciplina, lamentando que a prova não tenha abordado nenhuma das obras literárias obrigatórias no final do terceiro ciclo.Cerca de 107 mil alunos do 9.º ano realizaram ontem o exame de Língua Portuguesa, uma prova que não testou os seus conhecimentos relativamente a "Os Lusíadas", de Luís Camões, e à obra de Gil Vicente, que ocuparam grande parte das suas aulas durante este ano lectivo."Os professores gastam muito tempo a dar "Os Lusíadas" e Gil Vicente, que depois não saíram no exame. Devia ter aparecido pelo menos uma pergunta sobre uma das duas obras literárias", defendeu Paulo Feytor Pinto, presidente da APP.Em declarações à agência Lusa, o responsável da associação criticou ainda a parte da prova destinada a testar a elaboração de respostas de desenvolvimento, considerando que a tarefa foi demasiado facilitada aos estudantes. O problema, explicou, reside nas instruções dadas para a elaboração das respostas que os docentes de Português consideram "pouco correctas".

Mais críticas ao ministério da Educação

Professores de História arrasam exame
Carolina Reis

A Associação de Professores de História criticou fortemente os documentos apresentados como fontes e os critérios de correcção do ministério para o Grupo II do exame.

As críticas da APH-Associação de Professores de História à prova ontem realizada em todo o país, constam de um parecer a que o Expresso teve acesso, e visam, sobretudo, o Grupo II da prova. Para os professores de História, os alunos do antigo programa curricular foram prejudicados.
"Não se teve em consideração que este exame, que se destinava não só aos alunos de História A e História B, mas também, aos alunos de História do decreto-lei 286/89, de 29 de Agosto [antigo programa curricular], nunca abordaram esta temática, porque não fazia parte do programa", afirma-se no documento em jeito de conclusão. A “temática” em causa – as dinâmicas de transformação da economia de mercado nas últimas décadas – é a que consta do Grupo II da prova.
Acresce que, na opinião da APH, as fontes utilizadas, como base de resposta às quatro perguntas deste grupo, suscitam algumas dúvidas.
Os professores dão especial importância à primeira pergunta do Grupo II, que se apoia num quadro (documento 1) no qual se misturam países e regiões económicas. "[O quadro] faz referência a países numa coluna onde surgem também pólos de desenvolvimento económico correspondentes a grupos de países."
Além de identificar na coluna intitulada “países” uma região económica (União Europeia), os países identificados como “Quatro ‘Tigres’ Asiáticos” também motivam reparos. Segundo a APH, é utilizada uma “terminologia polémica, visto que a designação para os quatro países considerados como ‘Tigres’ asiáticos aparece em vários autores para designar o grupo dos quatro países correspondentes a uma fase seguinte no desenvolvimento do comércio do sudeste asiático – Malásia, Indonésia, Tailândia e Filipinas”. Ora, segundo o documento em causa, os “Quatro ‘Tigres’ asiáticos” são: “Coreia do Sul, Taiwan, Hong Kong e Singapura”.
Mas as críticas não ficam por aqui. Com base no documento 1 do Grupo II é pedido aos alunos que apresentem “três razões justificativas do crescimento anual dos Quatro ‘Tigres’ asiáticos” quando “a fonte indica o crescimento médio por década” (1982-1992 e 1992-2002), sublinham os professores.
No conjunto das fontes apresentadas para responder à questão quatro do Grupo II, a associação considera que não foi possibilitado "o cruzamento de informação, uma vez que o relacionamento entre si é muito forçado. Torna-se difícil partir deste conjunto de documentos para chegar às conclusões pretendidas na questão". ("Explique, integrando os dados dos documentos 1 a 4, os processos de globalização da economia").
Em relação aos critérios de correcção, a associação afirma que as matrizes continuam a não explicitar as competências de avaliação. A atribuição de 60 pontos é considerada "excessiva" para o primeiro grupo.
Nas propostas de correcção da questão dois do Grupo I é criticado um dos descritores, apresentados como critério de avaliação pelo ministério, a saber, "distanciamento relativamente aos princípios anticoloniais incluídos na Carta das Nações Unidas e na Declaração Universal dos Direitos do Homem". A associação considera que é forçado e não decorre da fonte.
Os professores consideram ainda que uma parte do descritor proposto para correcção da questão quatro do Grupo II não está referida nos documentos para análise no exame. A temática do Grupo II foi considerada pela associação "pouco pertinente devido, por um lado à excessiva contemporaneidade da informação, pouco trabalhada do ponto de vista historiográfico; por outro, tratando-se do último módulo de um programa tão extenso, inibe a reflexão, o debate aprofundado e o correcto treino de competências".

Ministra admite antecipar idade de entrada na escola




Alfredo Maia e Helena Norte




A ministra da Educação considera que os grandes temas do futuro próximo são a reorganização dos ciclos do ensino e a discussão sobre a manutenção ou antecipação da idade para a entrada na escola, recolocando na ordem do dia a obrigatoriedade do pré-escolar. Embora Maria de Lurdes Rodrigues, citada pela agência Lusa, não tivesse precisado, numa reunião com militantes socialistas em Viseu, se se referia à antecipação da idade de entrada no 1.º Ciclo ou à obrigatoriedade da frequência do pré-escolar aos cinco anos, a segunda possibilidade é que colhe maior consenso de fontes ouvidas pelo "Jornal de Notícias". A ideia de alargar o percurso escolar, antecipando a entrada no sistema de ensino e aumentando a escolaridade obrigatória até ao 12.º ano, é um dos objectivos do Governo, esclareceu ao JN o gabinete de Maria de Lurdes Rodrigues. A obrigatoriedade da frequência do pré-escolar insere-se naquele objectivo, mas o ministério recusa, para já, fixar um horizonte para as medidas "Talvez daqui a seis meses, talvez daqui a seis anos", diz a mesma fonte.Há pelo menos seis anos que a Federação Nacional de Professores (Fenprof) defende a obrigatoriedade da entrada no sistema de ensino, ao nível do pré-escolar, no grupo etário dos cinco anos, como factor de diminuição das desigualdades no 1.º Ciclo, recordou ao JN o seu secretário-geral, Mário Nogueira, esperando ser este o objectivo da governante. A medida responsabiliza o Estado e implica o alargamento da rede de equipamentos, acentua.Também a Federação Nacional da Educação (FNE) defende a mesma obrigatoriedade aos 5 anos, por considerar que promove um percurso escolar de sucesso, e um regime facultativo para os 3 e 4 anos, explicitou ao JN o secretário-geral da organização, João Dias da Silva.Quanto à eventualidade de a ministra estar a pensar na antecipação da idade de entrada no 1.º Ciclo, a Fenprof discorda. "As orientações curriculares estabelecidas desde 1999 para o grupo dos 5 anos é que estão correctas, por se adequarem ao desenvolvimento da criança", afirma Mário Nogueira."É habitualmente aceite que é aos 6 anos, aproximadamente, que a criança está preparada para o cumprimento de regras e objectivos e para realizar tarefas de aprendizagem da educação formal", observa a investigadora em psicologia do desenvolvimento da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, Orlanda Cruz, defendendo o alargamento e maior qualidade da rede pré-escolar. O jardim-de-infância é importante para o estímulo e de-senvolvimento de competências e das relações interpares, diz. Enquanto a Fenprof não encontra "nada que justifique a reorganização dos ciclos do Básico e do Secundário" a que Maria de Lurdes Rodrigues se referiu, a FNE admite uma mudança, desde que precedida de "um consenso gerado através de um debate nacional".Em discussão está a possibilidade de fusão dos dois primeiros ciclos do Ensino Básico, o que implica que, nos primeiros seis anos, as crianças tenham apenas um professor. No regime actual, o 1.º Ciclo é leccionado por um professor, à excepção dos conteúdos de Inglês, Educação Musical e Educação Física, enquanto no 2.º cada disciplina é ministrada por um docente específico.João Dias da Silva considera que as alterações só poderão ser implementadas após mudanças no sistema de formação de professores, que os habilitem a leccionar matérias de seis anos.

Ensino do português nos EUA

O Presidente da República, Cavaco Silva, admitiu que os emigrantes têm razão nas queixas sobre o ensino do português nos Estados Unidos, ao fazer um balanço da visita que termina este sábado àquele País.
"O ponto em que eu penso que têm razão é o do ensino da língua portuguesa", referiu Cavaco Silva questionado sobre as queixas que ouviu do Conselho das Comunidades Portuguesas, que recebeu na passada quinta-feira em Boston. À saída dessa reunião, os representantes do Conselho, entre várias críticas ao Governo, estranharam a "coincidência" da assinatura de um novo protocolo com o Estado de Massachusetts para a continuação do ensino da língua portuguesa nas escolas locais apenas na véspera desta visita, quando o protocolo anterior caducara há cerca de um ano. Confrontado com estas críticas, o secretário de Estado das Comunidades, António Braga, que acompanhou a vista de Cavaco Silva aos EUA, respondeu que a assinatura nesta ocasião fora coincidência e justificou os atrasos com a transferência de competências do ensino do português no estrangeiro do Ministério da Educação para o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Ensino da língua portuguesa no estrangeiro "Ao longo do tempo as coisas não têm ido bem e em resultado de reajustamentos em matéria de competências no ensino do português no estrangeiro, ocorreram alguns atrasos, mas antes de partir para esta viagem assegurei-me que eram corrigidos, por isso foi possível assinar o acordo com o Estado de Massachusetts", explicou Cavaco Silva. "Houve contactos, como é obvio, entre o meu gabinete e dois ministérios, mas o próprio Governo estava empenhado em que este assunto fosse resolvido antes da minha viagem, talvez para evitar muitas perguntas dos senhores jornalistas", adiantou o Presidente, questionado sobre a sua intervenção neste caso. "Temos de fazer mais e melhor quanto ao ensino da língua portuguesa", insistiu. Portugal "um País de oportunidades"Sobre a visita de quatro dias aos Estados Unidos, três dos quais dedicados a contactos com a comunidade portuguesa, Cavaco Silva disse que tentou "mobilizar portugueses, luso-descendentes e amigos de Portugal para olharem o País, que é diferente do que conheceram há 20 ou 30 anos, e vê-lo como um País de oportunidades". O Presidente revelou que se reuniu quinta-feira última com um grupo que se chamará "Grupo dos Amigos de Portugal em Massachusetts", constituído por americanos que se comprometem a divulgar Portugalnos EUA. Portugal e os EUA "Tive oportunidade de falar com professores do MIT e da Escola Médica de Harvard que têm neste momento protocolos de cooperação com universidades portuguesas e ouvi os mais rasgados elogios a cientistas e professores que estão envolvidos na apresentação no próximo ano de um programa conjunto de pós-graduação com o MIT envolvendo universidades portuguesas", disse. "E o mesmo vai ser feito, penso, entre a Escola Médica de Harvard e as universidades portuguesas", adiantou. Presidente não visitou a Casa Branca Numa viagem em que passou ao lado da Casa Branca, Cavaco Silva justificou que George W. Bush, o presidente norte-americano - "que era a única pessoa com quem eu eventualmente podia encontrar-me" - não tinha o dia 20 disponível e esse era o dia em que o Chefe de Estado português tinha de estar em Washington para inaugurar a exposição "Encompassing the Globe". "Decidi que viria independentemente de quaisquer contactos ao mais alto nível com a administração norte-americana", disse. O Presidente da República almoçou este sábado com membros da comunidade portuguesa de Newark antes de partir para Lisboa.
Lusa

sábado, junho 23, 2007

Professores não vêem novidades em medidas de ministra

Os professores de matemática não vêem qualquer novidade no anúncio da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, em alargar o Plano Nacional de Acção para a Matemática ao 2º Ciclo. A presidente Rita Bastos lembra que algumas medidas deste plano já estavam em acção.
A presidente da Associação de Professores de Matemática não percebe o sentido das palavras da ministra da Educação, que decidiu alargar o Plano Nacional de Acção para a Matemática ao 2º Ciclo, ou seja, ao quinto e sexto ano de escolaridade.Ouvida pela TSF, Rita Bastos explicou que algumas das medidas deste plano já estavam alargadas ao 2º Ciclo, nomeadamente a formação contínua de professores e revisão dos programas da disciplina, que já estava alargada aos três ciclos.«Não vejo novidade nenhuma nisso. A única novidade é os resultados irem agora para as escolas e os professores terem oportunidade de usarem isso como regulador da sua própria acção», esclareceu.A medida da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, foi anunciada na sequência dos maus resultados obtidos nas provas de aferição de matemática do 2º Ciclo, em que cada quatro em dez alunos registaram resultados negativos.Esta quinta-feira, cerca de 175 mil alunos do 3º Ciclo e do secundário fazem os exames nacionais de matemática, 107 mil dos quais do 9º ano, que farão assim estes testes obrigatórios para a conclusão do ensino básico.

sexta-feira, junho 22, 2007

Novo concurso para professores titulares no próximo ano lectivo

A ministra da Educação comprometeu-se hoje a abrir, já no próximo ano lectivo, um novo concurso para professores titulares, a que poderão candidatar-se todos os docentes que este ano não conseguirem aceder à mais alta categoria da carreira.
Em entrevista à Antena 1, Maria de Lurdes Rodrigues disse que "o pacote legislativo relativo à regulamentação do Estatuto da Carreira Docente", que ainda falta, deverá estar concluído no final deste mês, prevendo-se a abertura de um novo concurso em 2007/2008."O meu compromisso com as escolas e com os professores é abrir no próximo ano um novo concurso para professor titular, em data que ainda não é possível antecipar porque os instrumentos ainda não estão produzidos", adiantou a ministra.Cerca de 50 mil docentes do topo da carreira candidataram-se ao primeiro concurso de acesso a professor titular, cuja fase de candidaturas decorreu entre 4 e 11 de Junho.Dos 49.884 professores que concorreram à mais elevada das duas categorias em que se divide a nova carreira, 30.168 são dos 8º e 9º escalões, estando dependentes de vaga para aceder a titular.Como a tutela abriu apenas 18.563 lugares nos agrupamentos de escolas, 11.605 docentes não terão vaga, ficando assim impedidos de subir na carreira.Ao concurso candidataram-se ainda 19.716 professores do 10º escalão (o último da profissão), sendo que estes não estão sujeitos a vaga, bastando-lhes somar 95 pontos no conjunto dos diversos factores em análise.No entanto, muitos destes docentes também poderão não chegar a titular, uma vez que aquela pontuação não é fácil de alcançar, sendo mesmo impossível para um professor que não tenha desempenhado cargos nos últimos sete anos, mesmo que tenha tido uma avaliação positiva e nunca tenha faltado.Alegando a escassez de vagas e a existência de ilegalidades no aviso de abertura do concurso, a plataforma sindical de professores já avisou que iria recorrer à justiça, admitindo entupir os tribunais com milhares de processos interpostos pelos docentes que não conseguirem aceder a titular.Na entrevista de hoje à Antena 1, Maria de Lurdes Rodrigues desvalorizou, no entanto, as críticas das organizações sindicais, considerando que as mesmas não representam a opinião dos docentes."Os sindicatos protestam, mas os professores sabem que nem todos poderão passar. Uma quota de 50 por cento nas categorias do 8º e 9º escalões é muitíssimo generosa e os professores sabem isso", concluiu.

Videovigilância em todas as escolas no próximo ano lectivo

O sistema de videovigilância vai ser generalizado a todas as escolas no próximo ano lectivo, garantiu hoje a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, em entrevista à Antena 1.
Em declarações à rádio, a ministra disse que a instalação de câmaras vai permitir, sobretudo, "proteger as escolas do exterior", uma vez que se têm registado "alguns assaltos" a estabelecimentos de ensino."Para criar melhores condições de trabalho para os professores e para as escolas e um clima de maior confiança para os alunos, o que está previsto é a instalação dos sistemas de vigilância. Já era um compromisso para este ano e estamos a cumpri-lo. [O Ministério da Educação] vai criar condições para que todas as escolas possam dispor desse equipamento", disse.A generalização de circuitos de videovigilância nos estabelecimentos de ensino foi anunciada em Janeiro, na sequência de um encontro entre o Ministério da Educação e o grupo coordenador do Programa Escola Segura.Segundo um relatório da PSP divulgado no final de 2006, a criminalidade nas escolas portuguesas aumentou 15 por cento no passado ano lectivo, tendo sido efectuadas 46 detenções pelos efectivos do Programa Escola Segura, principalmente por roubo, tráfico de droga, agressões e furtos. Em Novembro do ano passado, o Governo anunciou uma reestruturação deste programa, criando uma equipa de missão que, até 2009, vai avaliar a situação de violência nos estabelecimentos de ensino e propor novas políticas de segurança.

Ministério anula uma pergunta da prova de Física e Química

O Ministério da Educação anulou uma pergunta do exame nacional de Física e Química A do ensino secundário devido à existência de um erro.
Em causa está a prova de Física e Química A–715, no item 4.2.1. Na alínea D da versão 1 e na alínea B da versão 2, a figura apresenta "uma incorrecção que inviabiliza a concretização de uma resposta correcta", segundo um comunicado da tutela.Para não prejudicar os alunos na classificação final da prova, o ministério decidiu que a nota de cada um dos estudantes que realizou o exame será multiplicada por 1,0417.Ou seja, no caso de um aluno ter 12 valores na prova, por exemplo, a sua nota final no exame será de 12,5, o que corresponde a 13 valores.Ana Rego, da Sociedade Portuguesa de Química, congratulou-se com a decisão tomada pelo Gabinete de Avaliação Educacional (Gave), salientando a rapidez no processo."Antes do meio-dia já tinha recebido um telefonema do director do Gave a avisar que a questão estava errada e que iria ser anulada", disse.

quinta-feira, junho 21, 2007

Concurso Professor Titular- Informação


No âmbito do procedimento do concurso para acesso à categoria de professor titular, esclarece-se o seguinte:
1. O prazo de candidaturas decorreu entre 4 e 11 de Junho.
2. A comissão de certificação procede à validação dos dados de cada candidatura, no período compreendido entre 12 e 25 de Junho, nos termos dos n.ºs 1 e 2 do art. 15.º do Decreto-Lei n.º 200/2007, de 22/05.
3. De 26 a 28 de Junho, decorre um período de aperfeiçoamento da candidatura.
4. Os candidatos, nesses três dias, têm acesso à sua candidatura, podendo alterar dados, validados ou não validados pela comissão de certificação, tendo em conta os elementos constantes nos respectivos processos individuais.
5. No período de 29 de Junho a 5 de Julho, a comissão procede à certificação desses dados, conforme solicitação dos candidatos.
6. Posteriormente, serão divulgadas as listas dos candidatos admitidos e excluídos.
7. Após análise das participações dos docentes excluídos, o júri elabora a lista final dos admitidos e procede à selecção e ordenação dos candidatos.
8. O Presidente do Conselho Executivo e o Director do Centro de Formação da Associação de Escolas, enquanto elementos do júri, mais próximos dos candidatos e das comissões de certificação, deverão acompanhar todos os procedimentos do concurso.

Com os melhores cumprimentos,
A DGRHE - Direcção Geral dos Recursos Humanos da Educação

EXAMES 2007 - História



Mais críticas ao ministério da Educação
Professores de História arrasam exame
Carolina Reis

As Associação de Professores de História criticamente fortemente os documentos apresentados como fontes e os critérios de correcção do ministério para o Grupo II do exame.
As críticas da APH-Associação de Professores de História à prova ontem realizada em todo o país, constam de um parecer a que o Expresso teve acesso, e visam, sobretudo, o Grupo II da prova. Para os professores de História, os alunos do antigo programa curricular foram prejudicados.
"Não se teve em consideração que este exame, que se destinava não só aos alunos de História A e História B, mas também, aos alunos de História do decreto-lei 286/89, de 29 de Agosto [antigo programa curricular], nunca abordaram esta temática, porque não fazia parte do programa", afirma-se no documento em jeito de conclusão. A “temática” em causa – as dinâmicas de transformação da economia de mercado nas últimas décadas – é a que consta do Grupo II da prova.
Acresce que, na opinião da APH, as fontes utilizadas, como base de resposta às quatro perguntas deste grupo, suscitam algumas dúvidas.
Os professores dão especial importância à primeira pergunta do Grupo II, que se apoia num quadro (documento 1) no qual se misturam países e regiões económicas. "[O quadro] faz referência a países numa coluna onde surgem também pólos de desenvolvimento económico correspondentes a grupos de países."
Além de identificar na coluna intitulada “países” uma região económica (União Europeia), os países identificados como “Quatro ‘Tigres’ Asiáticos” também motivam reparos. Segundo a APH, é utilizada uma “terminologia polémica, visto que a designação para os quatro países considerados como ‘Tigres’ asiáticos aparece em vários autores para designar o grupo dos quatro países correspondentes a uma fase seguinte no desenvolvimento do comércio do sudeste asiático – Malásia, Indonésia, Tailândia e Filipinas”. Ora, segundo o documento em causa, os “Quatro ‘Tigres’ asiáticos” são: “Coreia do Sul, Taiwan, Hong Kong e Singapura”.
Mas as críticas não ficam por aqui. Com base no documento 1 do Grupo II é pedido aos alunos que apresentem “três razões justificativas do crescimento anual dos Quatro ‘Tigres’ asiáticos” quando “a fonte indica o crescimento médio por década” (1982-1992 e 1992-2002), sublinham os professores.
No conjunto das fontes apresentadas para responder à questão quatro do Grupo II, a associação considera que não foi possibilitado "o cruzamento de informação, uma vez que o relacionamento entre si é muito forçado. Torna-se difícil partir deste conjunto de documentos para chegar às conclusões pretendidas na questão". ("Explique, integrando os dados dos documentos 1 a 4, os processos de globalização da economia").
Em relação aos critérios de correcção, a associação afirma que as matrizes continuam a não explicitar as competências de avaliação. A atribuição de 60 pontos é considerada "excessiva" para o primeiro grupo.
Nas propostas de correcção da questão dois do Grupo I é criticado um dos descritores, apresentados como critério de avaliação pelo ministério, a saber, "distanciamento relativamente aos princípios anticoloniais incluídos na Carta das Nações Unidas e na Declaração Universal dos Direitos do Homem". A associação considera que é forçado e não decorre da fonte.
Os professores consideram ainda que uma parte do descritor proposto para correcção da questão quatro do Grupo II não está referida nos documentos para análise no exame. A temática do Grupo II foi considerada pela associação "pouco pertinente devido, por um lado à excessiva contemporaneidade da informação, pouco trabalhada do ponto de vista historiográfico; por outro, tratando-se do último módulo de um programa tão extenso, inibe a reflexão, o debate aprofundado e o correcto treino de competências".

quarta-feira, junho 20, 2007

SOS Professor recebeu 60 agressões a docentes só este ano

Linha telefónica de apoio aos docentes, a SOS Professor registou, só durante o ano lectivo que está prestes a terminar, mais de 60 agressões físicas a professores. Já o programa Escola Segura, registou uma diminuição de 5% no número de casos de agressões escolares, refere a TSF.
Contactada pela rádio, a SOS Professor revelou que, apesar de existir há apenas nove meses, a linha de apoio já recebeu mais de 60 chamadas de professores vítimas de agressões físicas.
De acordo com dados divulgados pelo coordenador do projecto, João Grancho, a Linha SOS Professor registou, durante o período em questão, «160 comunicações de professores de todos os distritos do país», «40% das quais tinham a ver com a agressão física».
Há mais tempo no terreno, o programa da PSP «Escola Segura» defende, no entanto, uma ligeira diminuição no número de casos de agressão, falando em cerca de 1500 ocorrências criminais, entre Setembro e Março.
Este valor, que corresponde a um decréscimo na ordem dos 5% em relação ao mesmo período do ano lectivo anterior, não esconde, no entanto, segundo o coordenador do programa, Luís Elias, a gravidade dos crimes mais habituais, nomeadamente «ofensas à integridade física, furtos e roubos».
«Na sua maioria, como estamos a falar de ocorrências no exterior dos estabelecimentos de ensino, são agressões dirigidas aos alunos» e «cometidas por indivíduos na sua maioria estranhos ao ambiente escolar», frisou Luís Elias.
18-06-2007 12:40:33

Exames: Professores de Português criticam prova do 12º ano

A Associação de Professores de Português (APP) criticou hoje o exame nacional do 12º ano à disciplina, considerando que a prova não avalia a maior parte dos objectivos do programa e descura, em particular, os conhecimentos de Gramática.
Para a APP, a prova realizada hoje, na qual estavam inscritos cerca de 67 mil alunos, acabou por ser pobre a nível das competências avaliadas, incidindo demasiado na interpretação de texto e negligenciando outro tipo de conhecimentos.
«O exame acaba por não avaliar a maior parte dos objectivos do programa. Ficam de fora conhecimentos tão importantes como a oralidade e a Gramática, o que é um aspecto muito negativo», disse à agência Lusa Paulo Feytor Pinto, presidente da associação.
Na opinião do responsável, a avaliação da Gramática foi negligenciada devido à polémica em torno da TLEBS, a nova terminologia linguística que em Abril foi suspensa no ensino básico devido à existência de erros e imprecisões científicas, mas que continuou a vigorar no secundário.
Envolta em polémica, a nova terminologia, aprovada pelo Ministério da Educação em 2004, devia ter começado este ano lectivo a ser aplicada de forma generalizada nas escolas, mas muitos professores acabaram por não ensinar os novos termos, continuando a leccionar a antiga nomenclatura.
Para resolver o problema, o Ministério da Educação emitiu um ofício em Janeiro, ainda antes da TLEBS ser suspensa no básico, para determinar que as perguntas relacionadas com a Gramática no exame do 12º ano deviam ser elaboradas e corrigidas de forma a admitir igualmente as respostas dadas por alunos que aprenderam a nova terminologia e pelos que não a deram.
No entanto, a prova hoje realizada acabou por não incluir perguntas específicas sobre Gramática, uma lacuna que a APP considera ser uma forma «de o Ministério da Educação fugir com o rabo à seringa».
«A forma como o ministério geriu a TLEBS foi muito atabalhoada e foram dadas orientações algo vagas. Por isso, devem ter optado por não fazer uma avaliação efectiva dos conhecimentos da gramática. Compreendemos as razões, mas não concordamos [com a decisão da tutela]», afirmou Paulo Feytor Pinto.
Defensora da realização de provas orais a Português, a par de exames escritos, a APP critica ainda que, todos os anos, os conhecimentos relacionados com a oralidade continuem sem ser testados.
«Basicamente, são avaliados os conhecimentos relacionados com saber ler e saber escrever. Já saber ouvir e saber falar são competências essenciais que não são testadas porque os exames orais dão muito trabalho e são muito dispendiosos», lamenta o responsável da associação.
Diário Digital / Lusa
18-06-2007 15:15:23

Exames: Professores de Português criticam prova do 9º ano

A Associação de Professores de Português (APP) criticou esta terça-feira o exame nacional do 9º ano à disciplina, lamentando que a prova não tenha abordado nenhuma das obras literárias obrigatórias no final do terceiro ciclo.
Cerca de 107 mil alunos do 9º ano realizaram hoje o exame de Língua Portuguesa, uma prova que não testou os seus conhecimentos relativamente a «Os Lusíadas», de Luís Camões, e à obra de Gil Vicente, que ocuparam grande parte das suas aulas durante este ano lectivo.
«Devia ter aparecido pelo menos uma pergunta sobre uma das duas obras literárias», defendeu Paulo Feytor Pinto, presidente da APP, criticando ainda a parte da prova destinada a testar a elaboração de respostas de desenvolvimento, uma «tarefa que foi demasiado facilitada aos estudantes».
O problema, explicou, reside nas instruções dadas para a elaboração das respostas que os docentes de Português consideram «pouco correctas», adiantando que referem «exactamente o que os alunos têm de saber e aquilo que se pretendia avaliar».
Ainda assim, a APP considera que a prova do 9º ano «é melhor» do que o exame nacional do secundário, realizado segunda-feira, que mereceu críticas duras por parte dos professores, por não avaliar a maior parte dos objectivos do programa e descurar, em particular, os conhecimentos de gramática.
«No exame do 9º ano, a gramática não foi deixada de fora, nessa perspectiva, é sem dúvida melhor», disse o presidente da associação.
A par da prova de Matemática, que se realiza quinta-feira, o exame nacional de Língua Portuguesa do 9º ano é obrigatório para a conclusão do ensino básico, sendo as pautas afixadas a 11 de Julho.
Em apenas 90 minutos, os alunos testaram hoje conhecimentos relativos a toda a matéria leccionada ao longo dos três anos do terceiro ciclo.
No ano passado, 46 por cento dos estudantes teve negativa no exame de Língua Portuguesa, uma percentagem de reprovações muito superior à registada em 2005, quando houve 33 por cento de chumbos na prova.
Os dois exames valem 30 por cento da classificação final das duas disciplinas, sendo cotados numa escala de zero a 100, depois convertida em notas de um a cinco.
Diário Digital / Lusa
19-06-2007 15:51:22

Juventude Popular pede demissão da ministra Lurdes Rodrigues

A Juventude Popular (JP) pediu hoje a demissão da ministra da Educação, acusando Maria de Lurdes Rodrigues de autismo, prepotência, injustiça, mentira, falta de rigor, arrogância e incompetência.
«A demissão da ministra é inevitável neste Estado democrático. Queremos mais rigor, consequência nos actos e liberdade», sublinha a comissão política nacional da JP, em comunicado.
A estrutura autónoma do CDS-PP denuncia «sete pecados políticos» cometidos pela ministra da Educação.
Em primeiro lugar, a JP acusa Maria de Lurdes Rodrigues de ter agido com autismo, «sem escutar devidamente os agentes educativos».
Por outro lado, a JP acusa a ministra de prepotência, que considera ter ficado clara no caso do processo disciplinar instaurado ao professor Fernando Charrua por alegadamente ter insultado o primeiro-ministro e na recente expulsão da Associação dos Professores de Matemático no processo de avaliação da área.
«A liberdade de expressão, contemplada na constituição, jamais poderá ser posta em causa e muito menos limitada por representantes do Ministério que assim respondem a uma discordância formal«, salienta o comunicado.
A JP acusa ainda Maria de Lurdes Rodrigues de injustiça, pela decisão de, no ano lectivo 2005/2006, autorizar a repetição dos exames de Física e Química, agora declarada inconstitucional pelo Tribunal Constitucional.
Mentira, falta de rigor, arrogância e incompetência são os outros pecados que a Juventude Popular aponta à ministra da Educação e que considera terem apenas uma conclusão.
«Só podemos chegar à conclusão que a incompetência impera e necessita de ser extirpada (...) Queremos a demissão de Maria de Lurdes Rodrigues!», conclui a JP, estrutura liderada por Pedro Moutinho.
Diário Digital / Lusa
19-06-2007 18:04:00