quarta-feira, setembro 26, 2007

AR: CDS-PP pede demissão da ministra da Educação

26 de Setembro de 2007, 16:36

Lisboa, 26 Set (Lusa) - O líder parlamentar do CDS-PP, Diogo Feio, pediu hoje a demissão da ministra Maria de Lurdes Rodrigues devido às várias decisões do Ministério da Educação consideradas ilegais pelos tribunais.
Diogo Feio recordou as decisões dos tribunais administrativos que consideraram ilegal a repetição de exames nacionais do 12º ano.
"A sra. ministra anunciou em Julho no ano passado nesta sala que a decisão tomada era justa e legal. Nem uma coisa nem outra afirmam os tribunais. De que estará à espera o sr. primeiro-ministro para dispensar de funções uma equipa ministerial cujas decisões são chumbadas de forma consecutiva pelos tribunais?", questionou Diogo Feio.
Na sua primeira intervenção no plenário como líder parlamentar - que o presidente do partido não ouviu, já que Paulo Portas só entrou na sala durante o período dos pedidos de esclarecimento - Diogo Feio considerou que "o Governo Sócrates está hoje bem mais perto do fim do que do seu início".
"Nesta segunda metade do mandato, o Governo aparece com menor energia, menor imaginação, menor pudor e menor noção da realidade. Até nas promessas está mais fraco", criticou, referindo-se ao compromisso do primeiro-ministro no último debate mensal com a abertura, nas Lojas do Cidadão, do balcão "Perdi a Carteira".
"Será que também assistiremos à abertura de balcões sucessivos como o perdi a segurança, perdi o emprego, perdi a consulta, perdi a escola, perdi a empresa, perdi anos e anos nos tribunais, tudo culminando daqui a dois anos num balcão a abrir no Largo do Rato perdi as eleições?", questionou.
Criticando os aumentos constantes de impostos por parte do Governo PS, o novo líder parlamentar do CDS-PP referiu-se também ao aumento do Imposto Municipal sobre Imóveis, anunciado terça-feira pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, o socialista António Costa.
"É caso para dizer que com socialistas a entrar os impostos andam sempre a aumentar", frisou.
Diogo Feio reiterou a promessa de que o CDS irá apresentar, no próximo Orçamento de Estado, uma proposta de aumento da dedução à colecta do IRS dos juros a pagar nos empréstimos à habitação e anunciou a entrega, hoje mesmo, de uma iniciativa que cria um novo regime fiscal das sociedades detentoras de participações sociais no estrangeiro.
"E que fico claro sr. ministro, se no próximo Orçamento aparecer um aumento de impostos o CDS votará contra o documento", garantiu.
Os líderes parlamentares do PS, Alberto Martins, do PSD, Marques Guedes, e do PCP, Bernardino Soares, fizeram questão de saudar Diogo Feio pela sua eleição como presidente da bancada democrata-cristã.
SMA.
Lusa/fim

terça-feira, setembro 25, 2007

Os professores portugueses não são assim tão maus!

O nosso Presidente da República referiu nas primeiras horas de 2007 que queria resultados imediatos na educação... pois, mas não vaiter enquanto tivermos um governo que hostiliza os professores, aescola pública e os trabalhadores do estado em geral. E ele também nãofaz nada para melhorar a situação. O relatório OCDE sobre ensino revela o que o ministério da educação sabe masesconde cobardemente de forma a virar os portugueses menos esclarecidoscontra os que labutam dia a dia por um ensino público de melhor qualidade. Consulte a última versão (2006) do Education at a Glance, publicado pela OCDE.
Em http://www.oecd.org/dataoecd/44/35/37376068.pdf . Se for à *página58*, verá desmontada a convicção generalizada de que os professoresportugueses passam pouco tempo na escola e que no estrangeiro não é assim.Nesse estudo é apresentado o tempo de permanência na escola, ondeos professores portugueses estão em 14º lugar (em 28 países), com tempos de permanência superiores aos japoneses, húngaros, coreanos, espanhóis, gregos,italianos, finlandeses, austríacos, franceses, dinamarqueses,luxemburgueses,checos, islandeses e noruegueses. Se considerarmos apenas países da União Europeia, Portugal ocupa a 7ª posição em 19 países,portanto acima da médiade tempo de permanência na Escola. No mesmo documento poderá verificar, na 56*, que os professores portuguesesestão em 21º lugar (em 31 países) quanto a salários, e em 15ºlugar de 22 países europeus. Na 32* poderá verificar que, quanto a investimento na educação em relação aoPIB, estamos num modesto 19º lugar (em 31 países) e em 23º lugar (em 31países) quanto ao investimento poraluno. E isto, o governo não manda publicar...mas não faz mal, divulgamos nós para que se SAIBA A VERDADE.

Sindicato denuncia falta de professores e más condições nas escolas da região centro


O Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) denunciou hoje a falta de professores e de condições em escolas do 1º ciclo e jardins de infância, num balanço da abertura do novo ano lectivo.
Em conferência de imprensa, o sindicato referiu que no distrito de Leiria, "só no universo dos 2º e 3º ciclos e do ensino secundário, faltam 51 professores". O sindicato queixou-se da falta de condições em escolas do 1º ciclo e jardins de infância que acolheram crianças transferidas de estabelecimentos que encerraram, no âmbito da alteração da rede escolar, e da incorrecta instalação ou inexistência de cintos de segurança nos transportes escolares."Em Condeixa-a-Nova, por exemplo, a componente de apoio à família do respectivo jardim de infância é feita numa sala para 25 crianças, onde são metidas 41", denunciou o SPRC.O sindicato lamentou também que não tenham sido construídos os centros educativos de média dimensão em número e qualidade ajustados, afirmando que, no distrito de Viseu — um dos mais flagelados pelo encerramento de escolas do 1º ciclo —, "dos 54 concelhos apenas se conhece a construção de um centro escolar, em Resende"."Todo o restante distrito ficou a zero", referiu, acrescentando que os restantes distritos da região integram nas suas cartas educativas a construção de centros educativos, cujos planos "esbarram na falta de financiamento". O SPRC denunciou ainda problemas na descontinuidade das actividades curriculares e a falta de instalações de muitas escolas para garantirem as Actividades de Enriquecimento Curricular, que são obrigadas a recorrer à instalação de contentores (salas modelares amovíveis).

Pais de alunos falam em contradições da DREN


Os pais dos alunos da escola de Merufe acusam a DREN de contradição no processo de transferência destes estudantes para a escola de Barbeita. A porta-voz dos pais, Célia Rodrigues, diz que a DREN autorizou a transferência de todos os alunos e agora apenas de alguns.
( 13:27 / 25 de Setembro 07 )
Os pais dos alunos da escola de Merufe, no concelho de Monção, acusam a Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) de contradição na transferência destes estudantes para a escola de Barbeita.Numa primeira fase, a DREN autorizou a transferência dos 29 alunos desta escola, mas depois surgiu uma indicação de que apenas seriam transferidas algumas crianças ao limite máximo de capacidade da escola de acolhimento.Em declarações à TSF, a porta-voz dos pais adiantou que essa transferência da totalidade dos alunos foi confirmada pela própria directora regional Margarida Moreira, mas que com a informação que surgiu depois ainda não se sabe quais os alunos que vão ser transferidos.«Estamos perante informações contraditórias. Já nos disseram o contrário: que iriam transferir os alunos até ao limite máximo de capacidade da outra escola», adiantou Célia Rodrigues.Esta porta-voz justificou também o pedido de transferência dos alunos para tentar que as crianças não fiquem sem escola, muito embora se mantenha o protesto a favor da reabertura da escola de Merufe.«Não vamos baixar os braços. Na sexta-feira, vamos à assembleia municipal de Monção e estaremos presentes numa vigília à entrada da assembleia municipal para denunciar o nosso caso», acrescentou. Célia Rodrigues adiantou também que os pais dos alunos vão pedir explicações ao presidente da câmara de Monção, isto depois de José Emílio Moreira ter dito que a ministra da Educação mentiu ao dizer que o encerramento da escola de Merufe aconteceu por vontade da autarquia.«Ele já teve mais de oito dias para desmentir isso e vir ter com os pais de Merufe e dizer que ele não teve culpa nenhuma. Mas até ao momento não o fez, o que nos faz acreditar cada vez mais que a culpa foi dele», concluiu.

Ministério alerta para equilíbrio nos horários


As orientações dadas pelo Ministério da Educação às escolas aquando da organização do novo ano escolar são claras "O horário deve ter uma distribuição lectiva equilibrada, de modo que não existam dias muito sobrecarregados".As orientações, emanadas do Gabinete do secretário de Estado da Educação, alertam as escolas para o facto de as disciplinas de línguas estrangeiras e Educação Física não deverem ser leccionadas em dias seguidos."Sempre que as actividades escolares decorram no período da manhã e da tarde, o intervalo do almoço não poderá ser inferior a uma hora para estabelecimentos de ensino dotados de refeitório e de uma hora e trinta minutos para os restantes", refere a circular.Por outro lado, as aulas de Educação Física só poderão iniciar-se uma hora depois de findo o período que a escola definiu para o almoço.A circular alertava, ainda, para o facto de, nos dias com um maior número de aulas, os horários deverem ter uma distribuição onde se integrem disciplinas de carácter teórico e disciplinas de carácter prático.De igual forma, no mesmo dia, o número de aulas curriculares não deve ultrapassar quatro blocos, ou seja, oito tempos lectivos. E, por outro lado, a distribuição da carga lectiva semanal deve evitar a existência de aulas isoladas e de "furos".Com base nestas orientações, a Inspecção-Geral de Educação desenvolve, todos os anos, um trabalho de investigação à organização do ano lectivo numa amostra de escolas. Alguns dos resultados desse trabalho, realizado no ano lectivo passado, são descritos acima.


Horários feitos para professores impõem carga excessiva a alunos


Entrar na escola às 8,25 horas e sair às 18,30 horas é, para milhares de alunos dos 2.º e 3º.º ciclos do Ensino Básico, uma realidade violenta, quando não anti-pedagógica. Apesar das orientações dadas pelo Ministério da Educação às escolas no sentido da elaboração de horários com uma carga semanal distribuída de forma equilibrada, a inspecção-geral da Educação identificou, no seu último relatório, centenas de casos irregulares. Desde turmas com excesso de carga horária, às que nem o intervalo para almoço é respeitado . As causas do fenómeno são oficialmente desconhecidas. Há quem aponte a sobrelotação de muitos estabelecimentos de ensino, que dificulta a construção de horários justos. Porém, pais e até mesmo professores acreditam que a razão principal reside, ainda, no facto de os horários escolares continuarem a ser feitos em função da vontade dos professores, conjugada com a permeabilidade dos órgãos de gestão, num jogo de interesses. Em que alunos e pais não entram…Não é só do preço dos manuais e material escolares que alunos e pais se queixam no início de um novo ano lectivo. Os horários escolares - elaborados pelos próprios estabelecimentos de ensino - constituem motivo de muitos lamentos dada a "violência" com que marcam o dia-a-dia dos estudantes.Numa visita a várias escolas, o JN testemunhou horários que implicam longas jornadas para os jovens, com entrada às 8,30 e saída no final do turno da tarde, ou seja, por volta das 18,30 horas. Um exemplo numa escola secundária do Porto, alunos do 9.º ano de escolaridade dispõem de apenas 45 minutos para o almoço, numa jornada que se prolonga desde as 8,25 horas até às 18,30 horas.Numa outra escola secundária da cidade, outras turmas do 9.º ano de escolaridade são sujeitas a horário idêntico, mas com uma agravante o bloco de 90 minutos de Matemática é o último da tarde, apesar do dia escolar se ter iniciado às 8,30 horas. Isto num ano de escolaridade onde a disciplina tem um exame final e em cuja escola existe um plano de acção para promover o sucesso a Matemática.Rita Bastos, presidente da Associação de Professores de Matemática (APM), acredita que em muitas escolas existem situações muito complicadas que as incapacitam de fazer horários equilibrados. "Nesses casos, os conselhos executivos tentam seguir critérios pedagógicos", disse.Um dirigente de outra associação de professores - que solicitou o anonimato - é também da opinião que a sobrelotação das escolas tem a sua influência. Contudo, no seu entender, a principal razão está no facto de os horários serem feitos à medida das necessidades dos professores."Nos primeiros anos em que dei aulas, tive horários terríveis, que me ocupavam na escola o dia todo. Isto acontecia - e ainda acontece - porque os professores mais velhos escolhem os dias e os períodos em que lhes convém não ir à escola. Eles conseguiam ter um dia todo livre, à custa dos professores mais novos e dos alunos, claro", revelou.Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Encarregados de Educação, também não tem dúvidas "Os horários desequilibrados existem porque, infelizmente, continuam a ser feitos em função dos professores. Não acontecerá isto em todas as escolas, como é óbvio. Mas há professores ainda jovens que desabafam com os pais, quando estes se queixam", afirmou.Albino Almeida realçou, também, que a sobrelotação de algumas escolas - fruto, muitas vezes, das falsas moradas dadas pelos encarregados de educação - nem sempre permite a construção de horários equilibrados.

Encontro com professores em Almada

A Câmara Municipal de Almada promove amanhã, dia 25 de Setembro de 2007, pelas 18h, na Escola Básica nº1 com Jardim de infância da Charneca de Caparica (Avenida de Vale Bem), a Recepção aos Professores e Educadores, no âmbito da Recepção à Comunidade Educativa 2007/2008, promovida pela autarquia.
Na Recepção à Comunidade Educativa estão previstas actividades como ateliers de expressão plástica, acções de formação no âmbito da segurança escolar, passeios e reuniões que visam o estímulo aos hábitos de leitura, reunindo professores, técnicos, auxiliares e autarcas que trabalham para melhorar a qualidade da educação no concelho de Almada.No âmbito do programa irá decorrer a inauguração das novas instalações da sede da UCAPA – União Concelhia das Associações de Pais de Almada, no dia 29 de Setembro, evento coincidente com o IV encontro Concelhio desta associação. Destaque para a entrega, no dia 10 de Outubro, pelas 16h30, no Museu da Cidade (Cova da Piedade), de Planos de Emergência dos Estabelecimentos Educativos.A inauguração de duas novas bibliotecas escolares, a 18 de Outubro: 10h - Biblioteca escolar da EB1/JI Maria Rosa Colaço; 15h - Biblioteca escolar da EB1/JI do Monte da Caparica nº2, são iniciativas a destacar.
24.9.2007 - 15:42

Governo e Microsoft promovem II Jornadas Pedagógicas Professores Inovadores em São Miguel

As II Jornadas Pedagógicas Professores Inovadores, promovidas pela Direcção Regional da Educação (DRE), com o apoio da Microsoft, decorrem nos próximos dias 21 e 22 de Setembro, na Escola Secundária da Lagoa, em São Miguel.
Com um número de inscrições já confirmadas que esgotam a capacidade do Auditório da Secundária da Lagoa, estas Jornadas abordarão temáticas ligadas às Tecnologias de Informação e Comunicação e às Metodologias de Informação e Comunicação, com a presença de especialistas nacionais e estrangeiros. Participam, nomeadamente, João Carlos Paiva, da Universidade do Porto, António Reis, do Instituto Superior de Economia e Gestão, Dean Jackson, Inspector TIC na área de Newcastle, Reino Unido, e Luciana Maria Allan, da Universidade de São Paulo.As II Jornadas Pedagógicas Professores Inovadores estão desenhadas também para constituírem um momento de partilha de experiências e recursos inovadores entre os professores das escolas dos Açores, com a apresentação, presencial ou em suporte digital, de um elevado número de trabalhos e experiências originais, desenvolvidos em várias escolas da Região, especialmente no âmbito do Programa de Informatização Educativa Escolas Digitais. No encontro, será ainda abordada a formação de professores em contextos de inovação, dedicando um painel específico a esta temática.As Jornadas dão continuidade a uma parceria duradoura entre a Secretaria Regional de Educação e Ciência e a Microsoft, que tem resultado em colaborações específicas em várias áreas de intervenção, e serão abertas pelo Secretário Regional de Educação e Ciência, Álamo de Meneses e por Joice Fernandes, da Microsoft.

Jornadas Pedagógicas em Beiriz promovem formação de professores


Com o objectivo de melhorar os resultados escolares dos alunos, mais de uma centena de docentes e funcionários participaram na iniciativa “Rumo às novas oportunidades”, organizado pelo Agrupamento de Escolas de Beiriz

"Rumo às novas oportunidades" foi o título das Jornadas Pedagógicas organizadas pelo Agrupamento de Escolas Campo Aberto, de Beiriz, que durante dois dias (13 e 14 de Setembro) reuniu cerca de uma centena de professores e funcionários, no auditório da Escola Prática de Serviços. A acção pretendeu, sobretudo, preparar, através de formação, estes agentes educativos para as dificuldades que possivelmente irão encontrar no seu dia-a-dia na escola, numa altura em que se inicia o ano lectivo, de forma a melhor responderem às necessidades dos alunos.
Com um vasto painel de palestrantes, que abordaram temas tão diversificados como: "novas realidades, novas oportunidades"; "práticas fundamentais para o sucesso"; "desafios à construção profissional do professor"; ou "a escola como comunidade", a iniciativa contou ainda com a presença de altos representantes do governo ligados panorama educacional: o Secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, a Directora Regional de Educação do Norte, Margarida Moreira, e o seu adjunto António Leite.
Para Luísa Tavares Moreira, presidente do Agrupamento de Escolas Campo Aberto, estas jornadas são, essencialmente, feitas em prol dos alunos: "Em todos os inícios dos anos lectivos dedicamos alguns dias para reflectirmos e nos prepararmos para melhor servirmos os alunos e atingirmos os objectivos do nosso projecto educativo, que se baseia numa escola de valor, que trabalha para a inclusão a caminho do sucesso. Por isso, ouvimos técnicos e formadores preparados para nos esclarecerem todas as dúvidas" disse Luís Tavares Moreira, mostrando-se "orgulhosa" com a presença do Secretário de Estado da Educação na abertura dos trabalhos: "Só demonstra que o Ministério da Educação valoriza a formação dos professores. Creio que é importante porque não somos uma escola da cidade, estamos num freguesia, e isso é motivo de grande orgulho", acrescentou.
Já o Secretário de Estado, Valter Lemos, centrou o seu discurso na prossecução dos objectivos do sucesso escolar, reiterando que iniciativas como esta das Jornadas Pedagógicas, dirigidas a professores e funcionários, são de uma importância fulcral, para que o nosso país possa deixar a cauda da Europa no que diz respeito aos números da prestação escolar.
"Não temos o problema das crianças não irem a escola, mas temos o problema sério de não obtermos os resultados escolares que deveríamos ter. Os nossos resultados dos percursos escolares são insuficientes para as nossas aspirações enquanto professores e pais. Temos tido dificuldades para os conseguir. Temos as maiores taxas de abandono e insucesso escolar da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico]. Depois de ultrapassar este défice será mais fácil atingir os outros patamares", referiu o representante do Governo.
José Pedro Gomes

SAÍU A 2.ª CÍCLICA COM O M.E. A MANTER A MESMA GRAVE ILEGALIDADE EM RELAÇÃO AO GRUPO 210

PROTESTO E EXIGÊNCIA À PORTA DO M.E. – AV. 5 DE OUTUBRO
Quarta-feira, 26 de Setembro, 10.00 horas


Afinal a 2.ª cíclica saiu hoje! E o ME manteve a mesma asneira, que corresponde a uma gravíssima ilegalidade: apenas foi colocado um QZP do grupo 210 (provavelmente para leccionar Francês), tendo sido contratados 98 do grupo 300. Ou seja, o ME voltou a contratar professores do grupo 300 para ocupar vagas desse grupo e do 210.

Fazendo contas, o ME coloca 52 QZP e 98 contratados do 300 (total de 150 professores, que acrescem a várias centenas colocados na 1.ª cíclica). Ao mesmo tempo coloca apenas 1 QZP do 210 (na primeira cíclica tinha havido 3 afectações e 9 contratações neste grupo). É preciso ter em conta que há, ainda por afectar, 33 QZP do 210 (agora serão 32) e cerca de um milhar de candidatos a um contrato no 210.


ISTO É ILEGAL E, LOGO QUE VERIFICÁMOS TER SAÍDO A CÍCLICA,
PROTESTÁMOS JUNTO DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO.


A resposta do ME foi, e cita-se: “O concurso está a decorrer da forma prevista e portanto os que se julguem prejudicados têm à sua disposição os instrumentos constitucionais e legais que julguem adequados”.

Pensamos que está a acontecer o mesmo com o grupo 260, estando a ser contratados colegas do 620, e com o 220 estando, neste caso, a ser contratados do 330. Todavia, por ser de menor dimensão, tem-se sentido menos o impacto.

Esta situação é inaceitável e tem de ser combatida por todos para que seja resolvida. A culpa não é dos colegas que estão a ser indevidamente colocados, mas do Ministério da Educação que é incompetente até para dar resposta às questões mais simples.

É claro que o recurso aos Tribunais está em aberto, mas, sem deixar de o fazer, temos de encontrar uma forma mais expedita de resolver o problema e isso só se consegue exigindo a reposição da legalidade e lutando.

Assim, deverão os professores, de imediato, enviar faxes e mails de protesto para a DGRHE (correio@dgrhe.min-edu.pt; fax: 213 938 600) e para o ME (gme@me.gov.pt; fax: 217 811 385).



PROTESTO E EXIGÊNCIA À PORTA DO M.E. – AV. 5 DE OUTUBRO
Quarta-feira, 26 de Setembro, 10.00 horas


Visto que na próxima quarta-feira, dia 26 de Setembro, pelas 10.00 horas, a FENPROF reúne no Ministério da Educação (a questão principal é a regulamentação da avaliação dos professores), compromete-se esta Federação a levar para a reunião, à cabeça, este problema.

Contudo, pela importância que tem a presença dos professores prejudicados, a FENPROF apela a todos os colegas do 210 (como de outros grupos em que o mesmo esteja a acontecer) para estarem presentes na Avenida 5 de Outubro, pelas 10.00 horas, se possível envergando luto contra mais esta prova de grande incompetência do Ministério e de desrespeito total e absoluto pelos professores e pelas leis em vigor no nosso país.

A presença dos professores será fundamental para denunciarmos o problema na comunicação social e para pressionarmos o ME a resolvê-lo.

Pede-se a todos que, por todos os meios (faxes, sms, telefonemas, sites de temas de Educação…), divulguem esta deslocação de professores ao ME!

Um Abraço Solidário



O Secretariado Nacional da FENPROF

Escolas sem intérpretes

Ainda não há resultados do concurso para apoio especializado a alunos

O Ministério da Educação está a preparar um novo programa de língua gestual portuguesa como língua materna, no âmbito de um decreto-lei que vai ainda determinar que os professores deverão ser, preferencialmente, surdos. Uma iniciativa que é pretendida há muito pelas associações da comunidade portuguesa e que decorre numa altura em que o novo ano lectivo se inicia com falhas no que diz respeito ao acompanhamento dos alunos surdos. As aulas já começaram, mas os intérpretes ainda não chegaram às escolas.De acordo com Arlindo Ilídio Oliveira, presidente da Federação Portuguesa de Associações de Surdos, "ainda não saíram os resultados dos concursos para intérpretes e formadores e, portanto, estes já vão chegar atrasados para apoiar os alunos". Assim, adianta ainda o responsável da FPAS - que organiza até amanhã a Conferência Internacional sobre Língua Gestual no Ensino, a decorrer no Porto - "o ano lectivo já começou, mas falta-nos informação para saber como vai correr".É que este ano está em curso uma estratégia de concentração de alunos com necessidades educativas especiais e de professores especializados em agrupamentos de referência. A FPAS manifesta reservas sobre esta medida, mas por enquanto, diz, "vai acompanhar a situação". Margarida Moreira, directora regional de Educação do Norte, explica que "este é um ano de transição" e que continuam a ser estudadas as actuais opções de concentração, também em termos de localização das unidades de referência, para ver se são "as mais adequadas". Mas a ideia, explica, é "mudar o paradigma e deixar de ter professores especializados sozinhos em escolas, porque o isolamento não gera crescimento".Entretanto, a comunidade de surdos portuguesa aguarda as iniciativas ministeriais nesta matéria, porque, até agora, diz Arlindo Ilídio Oliveira, "apesar de se estar no bom caminho, ainda não há acções concretas". A deputada Maria José Gamboa - da Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, que está actualmente a elaborar um relatório sobre o tema - assinala os últimos avanços, nomeadamente a preparação do decreto-lei que estabelece a importância da "educação em ambiente bilingue", assim como a defesa dos surdos como professores de língua gestual portuguesa. Este ano, afirmou ainda a deputada, foram colocados nas escolas 263 técnicos de apoio especializado, contra os 153 de 2006/07. Mas, reconhece, "muito está ainda por fazer em Portugal".

Secundária da Lagoa modelo no país

Regional 2007-09-23 20:34

O projecto "Escola Digital" chegou há um ano à Escola Secundária da Lagoa que se prepara para dar o último passo: a criação de uma plataforma digital que permitirá colocar o estabelecimento de ensino em rede com os professores, alunos e encarregados de educação, através da Internet.

O objectivo do projecto "Escola em Rede" passa por proporcionar a toda a comunidade educativa um contacto e interacção com o estabelecimento através da sua página, em qualquer momento e para vários fins, desde a simples consulta de um horário, passando pelo acesso a materiais que permitam a consolidação dos conhecimentos, de acordo com a directora do conselho executivo, Graça Almeida.
A página da escola permitirá o acesso ao "Espaço Net" que se subdivide em três áreas: a sala de estudo (destinado aos utentes registados, alunos, professores e outros), a que acrescem mais dois espaços disponíveis aos docentes como a sala de professores e substituições.
Trata-se de um projecto que a directora do conselho executivo da Escola Secundária da Lagoa abraça com entusiasmo.
Nesta altura foram investidos mais de 90 mil euros só em quadros interactivos, tirando computadores e videoprojectores, que preenchem as 63 salas de aula.
Equipamento este que traduz um novo modelo de aprendizagem mais apelativo, permitindo colocar em rede não só as salas de aula dentro da mesma escola como com outras escolas digitais do arquipélago e do continente.
O investimento em equipamento e formação do corpo docente da escola está feito, agora só falta mesmo reorganizar o "Espaço Net" com a Microsoft para completar o processo, adianta Graça Almeida ao Açoriano Oriental.

Alunos e professores receptivos
A prioridade concentra-se na utilização das novas tecnologias. E não basta ter os equipamentos, requere-se uma maior interactividade. E professores abertos à inovação.
Nesta fase, a directora do conselho executivo admite que os estudantes estão muito mais receptivos ao visual e a taxa de abandono escolar tem vindo a reduzir substancialmente.
Daí que acredite que o método de ensino está no caminho certo.
"Há cinco anos – altura em que o estabelecimento de ensino abriu as portas – a taxa de abandono escolar pontuava-se nos 15 por cento. Hoje, é de três por cento. E o número de alunos mantém-se nos 930 há uns anos para cá", afirma.
E não foi difícil convencer o corpo docente a aderir às novas tecnologias e a reinventar as aulas. Bem pelo contrário. Segundo Graça Almeida, "assiste-se a uma grande receptividade por parte dos professores que admitem que com o novo modelo, a participação e disciplina dos alunos, veio melhorar".
Que o diga Filipa Botelho, professora de Físico-Química há três anos.
Com a entrada dos quadros interactivos nas salas de aula, a docente confirma que a motivação dos jovens estudantes aumentou, a par da sua disciplina.
De acordo com a docente, "o novo método implicou uma alteração substancial do ensino, que valeu a pena".
Embora durante o curso universitário não tenha aprendido a utilizar as novas tecnologias, cedo sentiu a necessidade de captar a atenção dos alunos e sabia que a resposta estava precisamente aí. "Nunca pensei que os métodos de ensino evoluíssem tão rápido. Desde que me formei até hoje foram três anos de grandes mudanças", termina.

Rita Vasconcelos Rebelo

Desafio à ministra


Portugal
2007-09-20 - 00:00:00: Estudo sobre frio nas escolas

Deco pretende que ministra revele estudos
O Ministério da Educação está sob fogo cruzado devido à má qualidade do ar, ao frio e à existência de placas de fibrocimento com amianto nas escolas portuguesas. De um lado a DECO desafiou Maria de Lurdes Rodrigues a revelar estudos que comprovem o conforto térmico nas escolas. Do outro, o Sindicato dos Professores da Região Centro lembra que este é um problema antigo.

Na sequência do comunicado emitido anteontem pelo Ministério da Educação (ME), que contestou os resultados obtidos no estudo da DECO e acusa a associação de falta de rigor e de estar a autopromover-se, os seus responsáveis lançou o repto: “Uma vez que o Ministério da Educação contesta o nosso estudo, apelamos a que tornem público os estudos efectuados sobre o bom conforto térmico e a qualidade do ar das escolas portuguesas.”“Se em 20 escolas foram detectados tantos problemas, como estarão as restantes?”, questiona Rita Rodrigues, da Defesa do Consumidor.O Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) manifestou ontem total apoio à DECO, recordando que a 3 de Março de 2004 denunciou que o “frio afecta mais de metade das escolas da região Centro” e que “muitos dos sistemas de aquecimento do 1.º Ciclo e Pré-escolar são ilegais e inseguros”.Após acusar o Ministério da Educação de desvalorizar os resultados, o SPRC afirma que as escolas básicas 2+3 e Secundárias são onde se sente mais frio, com consequências negativas para ensino e aprendizagem. Mas também há risco nas escolas do 1.º Ciclo e nos jardins-de-infância.

André Pereira

terça-feira, setembro 18, 2007

Educação: Ministério acusa Deco de usar escolas para auto-promoção com base em estudos "errados"

Lisboa, 18 Set (Lusa) - O Ministério da Educação (ME) acusou hoje a Deco de usar as escolas públicas para se auto-promover e considerou tecnicamente errados estudos hoje divulgados pela associação sobre a temperatura e a qualidade do ar nas salas de aula.
Dois estudos que a Deco realizou em Fevereiro em 40 salas de 20 escolas de todo o país, e cujos resultados foram hoje divulgados, revelaram que quatro em cada cinco têm temperaturas baixas e excesso de humidade no ar.
Os estudos concluem que muitas escolas portuguesas são frias, húmidas e com ar interior de má qualidade, os edifícios estão degradados e não têm ventilação adequada.
Em reacção, o Ministério da Educação acusa a Deco de estar a recorrer às escolas públicas "para efeitos de auto-promoção mediática baseada em relatórios tecnicamente errados".
Ainda de acordo com o Ministério, esta é a segunda vez - a primeira foi em Outubro de 2006, quando a Deco publicou um estudo sobre violência nas escolas - que a associação divulga "resultados de pretensos estudos sobre escolas que dão uma imagem negativa do sistema e ensino públicos".
"As insuficiências, deficiências e falta de rigor desta instituição na produção destes pretensos estudos levam o ME a não lhe reconhecer qualquer capacidade técnica para o efeito", lê-se numa nota de imprensa.
O Ministério da Educação assegura ainda que, ao contrário do que é dito pela Deco, a tutela não recebeu "qualquer comunicação dos resultados" das duas avaliações.
Os dois estudos da Deco, publicados nas revistas Pro Teste e Teste Saúde, revelam ainda que 80 por cento das amostras analisadas denunciam renovação insuficiente do ar e dois terços das salas acusaram valores de humidade superiores ao aconselhável, um problema que pode favorecer o desenvolvimento de fungos e bactérias.
Do total de escolas avaliadas, apenas quatro apresentavam ar com qualidade aceitável ou boa, ao passo que as restantes apresentavam níveis de contaminantes acima dos valores legais de referência.
A associação portuguesa para a defesa dos consumidores detectou ainda problemas de construção e conservação dos edifícios, o mais grave dos quais foi a presença de placas de fibrocimento com amianto, material que devia ter sido substituído, na sequência de uma recomendação nesse sentido feita pela Assembleia da República em 2003.
Os resultados estudo provam que o aquecimento eficiente e a qualidade do ar das escolas "exigem atenção urgente do Governo", afirma a associação de defesa dos consumidores.
HSF/AL.
Lusa/Fim

Alunos especiais pedem integração social

A educação inclusiva "pode ser uma experiência maravilhosa ou horrível" - o alerta foi proferido ontem, em tom de desabafo, por uma aluna portadora de deficiência na audição sobre educação especial no Parlamento. A iniciativa promovida pela presidência portuguesa da União Europeia reuniu mais de 250 participantes, desde professores, alunos, técnicos ou governantes.O ministério da Educação quis dar a palavra aos jovens e eles aproveitaram para transmitirem as suas maiores dificuldades, reivindicações e receios. "O maior desafio da educação inclusiva são os colegas", afirmou o aluno da Finlândia.Eliane tem 17 anos, está no 12º ano e quer entrar em Direito. Quer ser juíza. Tem nanismo hipofisário e por ter de se deslocar numa cadeira de rodas a sua maior dificuldade é "encontrar escolas com acessibilidade". Eliane defendeu aos jornalistas as vantagens da educação inclusiva. "Temos um papel pedagógico mostrar aos outros as nossas dificuldades, para que pesem com duas medidas certas situações. Nem tudo corre bem na vida", argumentou, com voz doce e, absolutamente segura, de quem está habituada a enfrentar desde cedo grandes batalhas e não se perde nas futilidades do dia-a-dia.Daniel, tem 19 anos e passou para o 2.º ano de Gestão, na Universidade de Évora. É invisual. E a sua maior dificuldade é conseguir material em braille para estudar. Zé Guilherme, tem 21 anos e acabou de entrar em Informática, no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra. Dos três representantes do ensino português, foi o único a intervir na audição tendo sido o aluno mais directo na sua reivindicação "Tive um professor que achava que um autista não pode concluir um curso. Quero que façam legislação para que no futuro outros não sofram o que sofri". A Sala do Senado explodiu em palmas.Melhores acessibilidade, mais técnicos e professores devidamente formados, apoio psicológico e mais reprodução dos materiais foram algumas das reivindicações. Alguns confessaram sentir-se "perdidos e sozinhos por não conseguirem interagir com os colegas de turma". Quase todos afirmaram querer ter acesso às mesmas oportunidades para ingressarem no ensino superior.

Dez escolas com problemas, diz CONFAP


Confederação das Associações de Pais diz que pelo menos dez escolas têm problemas no arranque do seu ano lectivo. Albino Almeida, presidente da CONFAP, quer que as associações negoceiem a resolução dos problemas para evitar que as crianças fiquem sem aulas.
( 15:02 / 18 de Setembro 07 )
O presidente da Confederação das Associações de Pais diz que há pelo menos uma dezena de escolas com problemas no arranque do seu ano lectivo, uma situação que deixa Albino Almeida preocupado.Ouvido pela TSF, este dirigente da CONFAP diz que estes problemas se relacionam com o transporte de crianças, falta de auxiliares de acção educativa e na falta de professores, que provocam o boicote às aulas por parte dos pais.«São situações dramáticas para quem as vive e de certeza absoluta que neste momento estão crianças são aulas e isso é lamentável. Há aqui responsabilidades de quem achou que, com a pressão da comunicação social, do início do ano e das famílias, conseguiria impor uma solução que as famílias não querem», explicou. Albino Almeida pediu às associações de pais que falem construtivamente sobre estes problemas e disse que a confederação que dirige está à disposição para apoiar em casos que sejam mais complicados.«É preciso uma negociação séria e efectiva e não esperar pela pressão do início do ano e da comunicação social para cada parte resolver a seu contento os seus problemas. É isso que eu lamento, porque as crianças, entretanto, estão sem aulas», adiantou. Na localidade de Covas, concelho de Vila Verde, os pais de cerca de 20 alunos da escola local impediram que os seus filhos se deslocassem de autocarro para a escola básica de Portela do Vade, num boicote que se prolonga desde segunda-feira.Em causa está o facto de os pais destes alunos não compreenderam a razão que leva os seus filhos a ter de frequentar a escola de Portela do Vade, quando a escola de Covas tem todas as condições para funcionar.Os pais querem pressionar as autoridades para que a escola local não seja encerrada, até porque consideram que a escola de Covas tem o número mínimo de alunos para continuar a funcionar.

Frio e má qualidade de ar nas salas de aulas, diz DECO


DECO considera que em muitas das escolas portugueses há frio e má qualidade de ar. Num estudo feito em 20 escolas, foram ainda detectados problemas de construção em edifícios e falta de ventilação.
( 15:39 / 18 de Setembro 07 )
Um estudo da DECO revela que muitos alunos portugueses passam frio e respiram mal nas aulas devido às temperaturas baixas e excesso de humidade no ar em muitas das escolas do país.«Em 16 das 20 escolas estudadas, há excesso de humidade no ar e temperaturas baixas», revela o estudo realizado em Fevereiro e publicado agora nas revistas PRO TESTE e TESTE SAÚDE.Esta associação de defesa do consumidor fala no caso da escola de Vila Cova (Braga) onde as temperaturas chegam a descer ao 10ºC, mas onde não existem qualquer tipo de aquecimento.«Em 31 salas encontrámos temperaturas abaixo do ideal e em nove delas as temperaturas registadas eram inferiores a 16 graus, quando o ideal em Fevereiro seria uma temperatura interior entre os 20 eos 24 graus», explica Fátima Ramos, redatora deste estudo, ouvida pela TSF.Este estudo fala ainda de situações em que existe aquecimento, mas onde este não é suficiente para garantir o conforto térmicoFoi ainda colocada a hipótese de os maus resultados relacionados com o aquecimento também poderem estar ligados a defeitos de construção.Fátima Ramos lembrou que as paredes envidraçadas, os vidros simples e as caixilharias de alumínio simples permitem a perda de calor.Ainda segundo a DECO a escola de Gavião, em Portalegre, tem bom consumo térmico, por causa de intensivo uso do aquecimento, numa escola que está entre as piores relativamente à qualidade do ar, devido à falta de ventilação, que provoca o excesso de humidade no ar.O estudo da DECO saliente que em 80 por cento das amostras analisadas se pode comprovar a renovação insuficiente do ar, enquanto que em dois terços se detectou valores de humidade superiores ao aconselhável.«O excesso de humidade leva à formação de fungos e bactérias que podem ser prejudiciais à saúde. A qualidade do ar da maior das salas de aulas que analisámos era deficiente», acrescentou Fátima Ramos.Só quatro das escolas analisadas tinham ar com qualidade aceitável ou boa, ao passo que as restantes apresentavam problemas relacionados com dióxido de carbono, bactérias ou fungos, que podem provocar problemas alérgicos, respiratórios ou mesmo de concentração aos alunos.Foram ainda detectados neste estudo problemas de construção e conservação de edifícios, como a presença de placas de fibrocimento com amianto em sete escolas.«Tudo isto, depois de a Assembleia da República ter recomendado, em 2003, o inventário dos edifícios públicos com amianto e a substituição deste material, que pode libertar fibras cancerígenas», recordou a associação.Para a DECO, este estudo demonstra que os problemas detectados «exigem atenção urgente do Governo», pois é necessário prever sistema de ventilação adequados, inventariar edifícios com amianto e definir regras apara substituí-lo com urgência.A DECO recomendou ainda às escolas que verifiquem a iluminação das salas e arejem-nas com mais frequência para garantir o conforto visual e a renovação do ar.Os resultados deste estudo já foram entregues aos Ministérios da Educação, Obras Públicas e Saúde pela DECO, que considerou, contudo, que os problemas detectados não justificam o encerramento das escolas.

DREN autoriza contratação de tarefeiras para escola fechada a cadeado


DREN autorizou a contratação de duas tarefeiras para fazer o lugar de duas funcionárias de uma escola de Famalicão que foi fechada esta terça-feira de manhã a cadeado. A situação deixava crianças sem vigilância até às 10:30.
( 13:45 / 18 de Setembro 07 )
A Direcção Regional de Educação do Norte autorizou a contratação de duas tarefeiras que vão fazer o lugar dos dois dos três funcionários que se encontram em falta na Escola Básica de Santa Ana, em Famalicão, hoje fechada a cadeado pelo pais dos alunos deste estabelecimento.Os pais dos 320 alunos desta escola fecharam o estabelecimento de educação a cadeado em protesto pelo facto de apenas uma funcionária garantir a vigilância das crianças, mas apenas a partir das 10:30, o que deixava muitas sem segurança desde antes das 8:00.A garantia da contratação destas duas funcionárias foi feita pela vice-presidente da conselho executivo do agrupamento de escolas, que garantiu ainda que o boicote dos pais que se deveria repetir esta terça-feira à tarde vai ser levantado.Em declarações à TSF, Ivone Lima assegurou que o problema tinha sido referenciado várias vezes à DREN e que as tarefeiras entram ao serviço ainda esta terça-feira.«Só podemos dar autorização a partir da autorização da DREN. Neste momento, as tarefeiras já estão a tomar posse do lugar e os pais já estão a abrir a escola. Já me comunicaram que estavam a abrir os cadeados», acrescentou.O presidente da associação de pais desta escola dava conta que a ausência destas duas funcionária fazia com que «muitas crianças, que chegam antes das 8:00» ficavam «à porta da escola numa das artérias mais movimentadas do Ribeirão, o que é um perigo».Ouvido pela agência Lusa, Avelino Faria acusou a DREN de «incompetência», «indiferença e inoperância» perante esta questão, que tinha sido remediada no último ano com a contratação de uma tarefeira pela própria associação de pais.

Gastos em educação inferiores à média da OCDE

Portugal gasta anualmente 5030 euros em despesas de educação por aluno, desde o ensino básico até ao superior. A média na OCDE é de 6110 euros, segundo um estudo divulgado por esta organização. O relatório diz ainda que Portugal é o segundo país da OCDE com menor percentagem de conclusão do ensino secundário nos adultos entre os 25 e os 64 anos.
Segundo um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), divulgado esta terça-feira, Portugal gasta anualmente 5030 euros em despesas de educação por aluno, desde o ensino básico até ao superior, estando no 23º lugar entre os 34 países analisados pela organização. O relatório indica que Portugal está abaixo da média de investimento anual dos países da OCDE na Educação, fixada em 6115 euros por aluno. No topo dos 34 países analisados neste indicador, surgem a Suíça e os Estados Unidos, os únicos países com gastos superiores aos 10 mil euros. Com menor investimento do que Portugal ficam apenas seis países europeus, nomeadamente a Grécia (4.447), a República Checa (3.884), a Hungria (3.747), a Estónia (2.946), a Polónia (2.877) e a Eslováquia (2.648). No fim da tabela, constam ainda México, Turquia, Chile, Rússia e Brasil, este último o que menos gasta com a educação dos alunos, despendendo um valor anual de 1.128 euros por estudante. Nos diferentes níveis de ensino, Portugal surge sempre abaixo da média dos países da organização.Portugal é o 2º país com menos adultos com o 12º ano. O estudo dá ainda conta que Portugal é o segundo país da OCDE com menor percentagem de conclusão do ensino secundário nos adultos entre os 25 e os 64 anos. De acordo com o relatório, só 26 por cento dos adultos portugueses concluíram o 12º ano, um número muito abaixo da média dos 34 países analisados, fixada nos 68 por cento. Atrás de Portugal, onde a escolaridade obrigatória termina no 9º ano, surge apenas o México, com apenas 21 por cento dos adultos a concluírem o liceu. Já a Espanha é o segundo país europeu com a mais baixa percentagem de conclusão do secundário, mas ainda assim muito acima de Portugal, com 49 por cento. No topo da tabela, surge a República Checa, com 90 por cento, seguida da Estónia e da Rússia, ambas com 89 por cento.

Ministra garante normalidade e sindicatos atacam más condições

Escolas sem condições preocupam a Fenprof no início do ano lectivoNo início de mais um ano lectivo, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, garantiu toda a normalidade. No entanto, para Mário Nogueira, da Fenprof, "a normalidade não está em discussão há algum tempo. A questão está nas condições que as escolas oferecem".Em declarações à SIC, a ministra afirmou terem sido encerradas cerca de duas mil escolas, por falta de condições. Mas em alguns casos, as escolas que receberam essas crianças não têm infra-estruturas melhores. Em Meridões, concelho de Cinfães, as crianças têm aulas em contentores. Algumas delas viram a sua escola encerrada por falta de condições. "Estão a encerrar escolas que não se justificam. Muitas vezes transferem alunos para escolas com as mesmas condições ou piores. Se é para isso, mais vale ficarem quietos", constatou Mário Nogueira.Questionada pelo facto de algumas escolas se encontrarem em situação provisória, Maria de Lurdes Rodrigues garantiu que "é preferível encontrar uma situação provisória, onde as crianças possam conviver, com um contexto de aprendizagem mais rico, do que estarem isoladas". Mário Nogueira discorda: "Se fechar escolas com 30 alunos é isolamento, então temos que rever esse conceito."No dia em que a ministra anunciou a abertura de 50 centros educativos, Mário Nogueira lançou uma questão: "Tive uma reunião com o secretário de Estado da Educação e o próprio não sabia dizer onde estavam esses centros", criticou, lamentando o facto de o Ministério da Educação não ter dirigido nenhuma palavra de apreço aos professores. "Os professores são fundamentais no funcionamento de uma escola."