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sábado, janeiro 17, 2009

Deputada do BE defende avaliação de políticas educativas, antevendo greve muito significativa

Santarém, 17 Jan (Lusa) -- A deputada do Bloco de Esquerda (BE) Cecília Honório, do Movimento Escola Pública, defendeu hoje durante um debate em Santarém uma avaliação das políticas educativas, antevendo para segunda-feira uma greve "muito significativa".
"Não há, nem nunca houve uma avaliação das políticas educativas, nunca acontece nada aos ministros", afirmou Cecília Honório, durante o encontro promovido pelo MEP e que reuniu duas dezenas de pessoas.
Após o debate, a deputada, que disse não ter reservas à necessidade de "avaliar as escolas e os professores com seriedade", reiterou esta posição.
"Estivemos aqui boa parte da tarde a falar sobre a responsabilidade e esquecemo-nos muitas vezes que a máxima responsabilidade é dos governantes, dos ministros e das ministras, e que o país tem uma larga experiência de políticas educativas, cada ministro que chega vê-se ao espelho e faz a sua reforma e depois sobre isso não há, de facto, avaliação", frisou.
Para a Cecília Honório, "os danos em educação só são avaliados daqui a muito tempo a todos os níveis, os traumas que uma ministra provoca nas escolas e no seu funcionamento demora a verificar".
A deputada disse ainda esperar que segunda-feira ocorra "uma greve muito significativa", porque "está muita coisa em jogo" e considerando a greve como "uma boa altura para avaliar as políticas deste Ministério da Educação nas questões centrais".
"O que é que mudou na qualidade de ensino e de trabalho? Mudaram as condições de trabalho? Mudaram as turmas sobrelotadas? Os alunos aprendem melhor? Houve reforma curricular?", questionou Cecília Honório, enaltecendo a oportunidade de "mostrar, claramente, à senhora ministra da Educação que as suas políticas não têm sido as melhores para a defesa da escola pública".
Além da deputada e representante do MEP, participaram no debate representantes das associações de pais, conselhos executivos e dos professores do distrito de Santarém.
JPS.

Aimar e Rúben Amorim vestiram a pele de professores

Pablo Aimar e Rúben Amorim trocaram os relvados pela sala de aula. Os dois jogadores do Benfica encabeçaram a comitiva encarnada, que se deslocou esta quinta-feira ao Colégio Atlântico, em Pinhal de Frades, no âmbito do projecto «O Benfica Faz Bem». A iniciativa dos encarnados pretende promover o desporto, alimentação e saúde.
À sua espera estavam centenas de crianças vestidas a rigor, exibindo cachecóis e camisolas do Benfica, embora também se vislumbrassem adereços alusivos aos clubes rivais dos encarnados. Os responsáveis pelo colégio, «Tó» e «Tina», como são carinhosamente conhecidos entre os miúdos, foram os mentores de uma recepção condimentada com diversas supresas.
Para começar, o avançado argentino e o médio português tiveram direito a uma visita guiada e personalizada ao interior do colégio. Ao subirem as escadas de acesso ao edifício, Aimar e Amorim foram presenteados com a «hola» mexicana, simulada por dezenas de miúdos. Os maiores pediam autógrafos. «Olha a águia vitória», comentava-se entre os miúdos de idade mais tenra, deliciados com a presença do símbolo do clube encarnado.
Para ver o vídeo, clique aqui
Foi ao som de «Sou Benfica», dos UHF, que um pavilhão lotado recebeu os ídolos encarnados. Bateu-se palmas, fez-se a festa e todos os olhos na sala se centraram nos três protagonistas da tarde: Rúben Amorim, Pablo Aimar e, a inesperada águia vitória. No palco pedia-se às crianças para fazerem o «jogo do silêncio», mas a felicidade de estarem perante os ídolos, que se habituaram a ver na TV, parecia ser incontrolável.
O jogo só resultou quando chegou a vez de Pablo Aimar e Rúben Amorim se apresentarem. O médio, ex-Belenenses, aproveitou a ocasião para lembrar que ainda está no início da carreira. «Só sou um pouco mais velho que vocês», recordou o jogador de 23 anos.
Crianças assumem papel de jornalistas
Enfrentar as perguntas complicadas das crianças nunca é fácil, mas Amorim e Aimar tiveram sempre a resposta na ponta da língua. Os temas quentes da actualidade foram também chamados à conversa. «Vale a pena fingir que é penálti?», perguntou um dos miúdos. Amorim assumiu as despesas e optou por jogo directo: «Não é bonito, mas às vezes na guerra vale tudo.»
E porque se falta tanto dos árbitros? «Como reagem perante os erros de arbitragem?», perguntou uma das crianças. «Os árbitros equivocam-se, mas não fazem de propósito. Faz parte do jogo», defendeu Aimar.
No entanto, o momento de maior exaltação na sala aconteceu quando Rúben Amorim revelou o motivo pelo qual gosta de jogar contra o Sporting. «Ganhamos sempre», afirmou, o que suscitou alguns assobios dos jovens sportinguistas.
Mas, porque a tarde era de «fair-play» e os temas em debate eram a Saúde, Desporto e Alimentação, os jogadores do Benfica deixaram alguns conselhos aos mais pequenos. «É muito importante ter uma boa alimentação. Comer muitos hidratos e verduras, para ter uma vida sã. Façam desporto porque vos aproxima das coisas boas, e vos afasta das más», apontou Aimar.
O clímax da festa foi impulsionado pela distribuição de dois mil bilhetes, três para cada criança, válidos para o desafio Benfica-Belenenses, a contar para a Taça da Liga, marcado para este sábado, dia 17.
Para os próximos meses estão previstas visitas a outras escolas, com a promessa de um dia diferente para muitas outras crianças.