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sexta-feira, setembro 18, 2009

Professores em protesto amanhã em três pontos da cidade de Lisboa - PUBLICO.PT


Professores em protesto amanhã em três pontos da cidade de Lisboa - PUBLICO.PT: "Professores em protesto amanhã em três pontos da cidade de Lisboa"

18.09.2009 - 11h08 Lusa
Ministério da Educação, Assembleia da República e Palácio de Belém são os três locais escolhidos para uma manifestação de professores amanhã, convocada pelos movimentos independentes contra uma legislatura de medidas que consideram "negativas e prejudiciais" para a escola pública.A partir das 15h00, caberá a cada professor escolher o local onde se quer manifestar, tendo a organização apelado à utilização de vestuário negro. Ao contrário do que é habitual nos protestos dos docentes, não haverá lugar a discursos públicos. "A ideia é dar importância às mensagens que serão colocadas em cada um dos três locais e à voz dos professores anónimos para que possam dar o seu testemunho sobre o que passaram nos últimos quatro anos", disse à Lusa Ricardo Silva, coordenador da Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino (APEDE), um dos três movimentos que convocaram o protesto. Em relação ao Presidente da República, os professores pretendem mostrar o seu "claro descontentamento" com a forma como Cavaco Silva tem conduzido a sua intervenção no campo da educação: "Teve intervenções em relação a outras classes e sobre os professores nem uma palavra". "Isso não esquecemos. A principal figura do país tem de ter uma palavra e devia ter usado a sua influência para que este conflito tivesse sido ultrapassado", acusa o coordenador da APEDE. Na Avenida 5 de Outubro, a mensagem será naturalmente destinada à ministra Maria de Lurdes Rodrigues e aos secretários de Estado Valter Lemos e Jorge Pedreira, mas também ao primeiro-ministro, José Sócrates, "responsável máximo pela política educativa seguida nos últimos quatro anos". "O rosto do que é negativo na Educação deve ser responsabilizado. Esse responsável chama-se José Sócrates e não vamos permitir, de forma alguma, que seja esquecido. Nas basta chegar ao fim da legislatura e dizer que as coisas correram mal", afirmou. Para o docente, não basta anunciar que se vai mudar os ministros: "Isso é oportunismo político em plena campanha eleitoral. É preciso mudar de política", reclama.Quanto à Assembleia da República, serão colocadas duas mensagens, uma relativa "ao presente e outra ao futuro". "Será um protesto contra as políticas educativas, negativas e prejudiciais para a escola pública", resume Ricardo Silva. Para o coordenador da APEDE, a conflitualidade gerada nas escolas pela avaliação de desempenho e a divisão da carreira em duas categorias hierarquizadas, o fim da gestão democrática nos estabelecimentos de ensino, a precariedade e a "febre" do Governo com a melhoria das estatísticas, são matéria suficiente para considerar que "a legislatura não trouxe nada de bom ao sector". Quanto à adesão dos professores ao protesto, Ricardo Silva prefere não fazer prognósticos. "Estamos à espera de uma participação à medida das possibilidades dos professores. Entendemos que é um período difícil, com o arranque do ano lectivo, e que muitos estão à espera do dia 27 [data das eleições legislativas], dia que poderá ser decisivo para a classe", explica. O Movimento Mobilização e Unidade dos Professores (MUP) e o Movimento PROmova são as outras duas organizações que agendaram este protesto. Ao longo da legislatura, sindicatos e movimentos independentes convocaram diversas manifestações de rua. Duas das agendadas pelas estruturas sindicais reuniram em Lisboa mais de cem mil pessoas.

quarta-feira, novembro 05, 2008

Professores e governantes reunidos na FIL

Por Marta Clarinha

Temas como a importância da escola, o abandono escolar, o bullying, a igualdade de géneros e a avaliação de professores vão ser postos em cima da mesa hoje na FIL e discutidos por governantes, professores e peritos nacionais e estrangeiros

Empenhados em capitalizar as soluções produzidas pelos projectos EQUAL, o Gabinete de Gestão EQUAL tem vindo a realizar um conjunto de eventos temáticos que culminarão no Encontro Europeu designado por Projectar um Novo Futuro, no qual todos os projectos serão chamados a participar.

Para o dia de hoje está agendado um evento, em parceria com o Ministério da Educação, dedicado ao tema Educação para a Empregabilidade e Cidadania – Soluções Inovadoras, da iniciativa conjunta da Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular e da Iniciativa Comunitária EQUAL.

Este evento é a oportunidade dos professores apresentarem modelos para a sua própria avaliação, bem como explicar o trabalho desenvolvido com os seus alunos sobre a igualdade de género nas diversas disciplinas, o envolvimento da escola na comunidade, e como inverteram as taxas de insucesso, abandono escolar e comportamentos de risco.

Por fim, a EQUAL lançou dois Prémios de Jornalismo: o Prémio WEQUAL de Jornalismo Cidadão que visa abrigar e premiar a visão da população em geral sobre problemas sociais, e o Prémio de Jornalismo Inovação Social, destinado a premiar os trabalhos jornalísticos profissionais sobre a EQUAL e os seus projectos.

A EQUAL, uma iniciativa comunitária que actua no domínio da igualdade de oportunidades e da inclusão social, investiu nos últimos oito anos cerca de 140 milhões de euros em projectos de Inovação Social em Portugal.

A intervenção da EQUAL, financiada pelo Fundo Social Europeu e pelo Estado português, desenvolve-se em torno de cinco prioridades: empregabilidade, empreendedorismo, adaptabilidade, igualdade de oportunidades mulheres/homens e inserção de requerentes de asilo.

Neste âmbito, foram realizados 188 projectos em que se desenvolveram soluções aplicáveis às diferentes áreas de intervenção, tendo sido validadas 320 metodologias inovadoras, segundo uma nota de imprensa enviada à Agência Lusa.

A partir da identificação de soluções dentro das cinco áreas prioritárias, a EQUAL agrupou a intervenção em oito subáreas abrangentes que considerou serem fundamentais na Inovação Social.

A inclusão e interculturalidade, a educação para a empregabilidade e a cidadania, a modernização do sistema prisional e inserção de (ex) reclusos, bem como a igualdade de géneros são alguns exemplos de soluções consideradas inovadoras.

No caso da inclusão e interculturalidade, a EQUAL criou um Teatro Fórum em comunidades problemáticas com o objectivo de dramatizar problemas sociais, envolvendo o público nas apresentações, tentado, em conjunto, encontrar soluções para os problemas da comunidade.

Quanto à inserção dos reclusos, a solução encontrada tem como objectivo incentivar o empreendedorismo para que os participantes desenvolvam aptidões no planeamento de um negócio e na definição de um projecto de vida.

Na área da Educação, a iniciativa procurou sensibilizar as crianças entre os oito e os 12 anos para a escolarização e empregabilidade, «combatendo dificuldades de aprendizagem, o absentismo e o insucesso escolar» através de uma ferramenta pedagógica aplicada por professores e educadores.

A EQUAL, que irá concluir a sua acção no final deste ano a nível nacional e europeu, foi criada em 2000 com o propósito de promover soluções que contribuíssem para uma «sociedade mais justa e igualitária».

Temas como a importância da Escola, o abandono escolar, bullying, a igualdade de géneros e a avaliação de professores vão ser postos em cima da mesa e discutidos por governantes, professores e peritos nacionais e estrangeiros, que se reúnem hoje na FIL pelas 10h00.


A uma semana de mais uma manifestação de professores, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, foi uma das figuras que a EQUAL convidou, embora não vá poder estar presente, estando apenas o ministro do Trabalho, José Manuel Vieira da Silva.

online@sol.pt

segunda-feira, novembro 03, 2008

"Magalhães" enche docentes de burocracia

O "Magalhães" está a a sobrecarregar de trabalho os professores do 1.º Ciclo. A denúncia é da Federação Nacional da Educação (FNE) que diz ter recebido centenas de queixas de docentes sobrecarregados com tarefas burocráticas.

Nas últimas semanas, chegaram à FNE centenas de queixas de professores que "estão a realizar tarefas burocráticas e administrativas relacionadas com os computadores 'Magalhães' que, para lá de não dignificarem em nada a profissão docente, ainda mais sobrecarregam o tempo de trabalho destes profissionais, diminuindo-lhes o tempo para o que verdadeiramente conta: ensinar", denuncia a federação, em comunicado divulgado ontem.

Os docentes estão a receber instruções do Ministério da Educação (ME) que "os obrigam a ocupar tempo desnecessário", além de lhes imputar responsabilidades que ultrapassam as suas funções, de acordo com a estrutura sindical. "A FNE considera completamente despropositada a acção do ME, ao exigir que os professores tenham de fornecer os documentos de adesão ao computador 'Magalhães', validando posteriormente as fichas e os termos de responsabilidade."

Entre as tarefas consideradas desadequadas à função docente estão assinalar a efectivação dos pagamentos às operadoras móveis, tratar de receber e entregar aos encarregados de educação as facturas das respectivas operadoras e sugerir a operadora mais adequada para cada aluno.

"Para a FNE, estas obrigações revelam um desrespeito absoluto pela actividade docente, introduzindo até no acto de leccionar uma componente comercial abusiva", lê-se no comunicado.

O vice-presidente do Conselho Directivo da Casa Pia, José Lucas, disse, ontem, que a avaliação de desempenho dos professores dos centros educativos se mantém, apesar de existir uma proposta para suspender o processo. José Lucas esclareceu que o que existe é uma moção, que foi votada no Centro Educativo Pina Manique, na semana passada no sentido de se fazer uma proposta de suspensão do processo de avaliação de desempenho dos professores.

Anteontem, o vice-presidente do Sindicato de Professores da Grande Lisboa, Óscar Soares, disse à agência Lusa que os professores dos centros de educação e desenvolvimento de Pina Manique, Nuno Álvares e Jacob Pereira tinham decidido suspender a avaliação de desempenho de professores. José Lucas explicou que a avaliação não foi suspensa, esclarecendo que o assunto tem sido discutido com os sindicatos de professores e "até à data nunca o sindicato manifestou a sua proposta de se proceder à suspensão do processo na instituição".

JN

Trabalho dos professores para "vender" Magalhães

A Federação Nacional dos Sindicatos da Educação criticou a atribuição pelo Ministério da Educação de "tarefas burocráticas e administrativas" aos professores do primeiro ciclo relacionadas com o computador Magalhães, garantindo ter já recebido "centenas de queixas" de docentes.

Segundo Lucinda Manuela, dirigente da FNE, os professores do 1º ciclo estão a receber orientações da tutela, através de um "guião", para serem os próprios a fornecer os documentos de adesão do computador, validando posteriormente as fichas e os termos de responsabilidade e tratando inclusivé de receber e entregar aos encarregados de educação as facturas das operadoras.

"Somos a favor das novas tecnologias e do acesso de todos os alunos a elas, mas não pode ser à custa de mais trabalho burocrático e administrativo para os professores, que já estão nas escolas muito para além do seu horário de trabalho", afirmou a dirigente sindical, em declarações à agência Lusa.

Considerando "inaceitável e injustificável" este pedido do Ministério da Educação, a FNE sublinha ainda que "estas obrigações", que surgem no âmbito do programa e.escolinhas, revelam um "desrespeito absoluto pela actividade docente, introduzindo até no acto de leccionar uma componente comercial abusiva".

"Além do tempo que os professores perdem com a avaliação de desempenho, estas obrigações vão prejudicar ainda mais a preparação de aulas e o acompanhamento dos alunos. Só podem estar a desempenhar estas funções [relacionadas com o Magalhães] no tempo que deveriam ter para a sua vida pessoal", criticou Lucinda Manuela.

A Agência Lusa tentou contactar, sem sucesso, o Ministério da Educação

JN

terça-feira, junho 17, 2008

Número de alunos a aprender Latim diminuiu 80 por cento em dois anos

09.06.2008 - 09h21 Lusa

O número de alunos a aprender Latim diminuiu 80 por cento nos últimos dois anos lectivos. Perante os números, professores e investigadores temem o desaparecimento de uma disciplina que desenvolve o raciocínio e facilita a aprendizagem de todas as línguas.Este ano estão inscritos para realizar o exame nacional de Latim 313 alunos. Em 2006 eram 1651. Em todo o país, só quatro por cento das escolas secundárias oferece aos estudantes a possibilidade de aprender a disciplina conhecida como a "Matemática das Letras". "O ensino das Humanidades está cada vez mais desvalorizado e o caso do Latim, em vias de desaparecimento, reflecte esse problema. O discurso político passa a ideia de que 'letras são tretas' e o que é preciso são as tecnologias e as ciências exactas", lamenta Paula Dias, investigadora do Instituto de Estudos Clássicos, da Universidade de Coimbra. O problema, assegura, é quase exclusivamente português. Em Espanha e França, por exemplo, não tem havido redução do número de estudantes a aprender os clássicos e em países como a Inglaterra e a Alemanha, cujos idiomas nem sequer têm origem latina, o ensino "tem sido muito divulgado e incentivado pelo Estado". Os dados do Reino Unido não deixam dúvidas: entre 2004 e 2007 mais do que duplicou o número de secundárias a leccionar a disciplina e há mesmo 2500 escolas do primeiro ciclo que dão às crianças introdução ao Latim para as ajudar na aprendizagem da gramática inglesa. "Nós andamos sempre ao contrário dos outros. Lá fora percebem a importância do ensino da cultura clássica. Cá, os nossos governantes acham que só as tecnologias são importantes", corrobora Isaltina Martins, presidente da Associação de Professores de Latim e Grego (APLG).Secretário de Estado diz que o problema é a falta de interesse dos alunos Já o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, entende que o problema não está nas políticas educativas, mas nos estudantes, que simplesmente "não estão interessados". "Temos professores para ensinar Latim, mas não há procura. O problema existe nas línguas clássicas no geral e até em algumas línguas modernas. Tem a ver com as expectativas e os interesses das famílias", explica. Para a investigadora do Instituto de Estudos Clássicos, o desinteresse só revela "a falta de apreço geral dos portugueses pelo seu património cultural e literário". Paula Dias lamenta que o Ministério da Educação não tente combater esta realidade, promovendo o ensino de Latim, e questiona: "Como podem os alunos escolher o que não conhecem?". Talvez muitos optassem de forma diferente, afirma, se soubessem que a disciplina "facilita imenso a aprendizagem de todas as línguas, por ser matriz de muitos idiomas, ajudando a compreender melhor a etimologia e o vocabulário". Mas as vantagens não são apenas ao nível das línguas e do conhecimento da história e cultura clássica, em que se baseia a Europa. Os especialistas garantem que o Latim é uma "verdadeira ginástica mental, como a Matemática", desenvolvendo o raciocínio lógico, a memorização e a capacidade de concentração. Para muitos estudantes portugueses, o Latim ainda é apenas sinónimo de aulas difíceis e sem utilidade prática, implicando "competências habitualmente definidas como chatas, como a memorização".

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Professores podem presidir ao conselho geral


Lusa / EDUCARE 2008-02-19

O Ministério da Educação recuou no novo diploma sobre autonomia, gestão e administração escolar ao admitir a possibilidade dos professores presidirem ao conselho geral das escolas.
Em comunicado divulgado ontem à noite, o Ministério da Educação (ME) acrescenta que a versão final do diploma, a apresentar quinta-feira em Conselho de Ministros, deverá contemplar ainda o aumento da duração dos mandatos do director e do conselho geral, de três para quatro anos, bem como alterações na composição do conselho pedagógico.A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e os secretários de Estado Valter Lemos e Jorge Pedreira reuniram-se segunda-feira com o Conselho das Escolas, órgão consultivo do ME, para analisar o diploma. "Da reunião saiu o acolhimento da maior parte das sugestões apresentadas, designadamente a possibilidade de o Conselho Geral ser presidido por um professor, o aumento do prazo de duração dos mandatos de três para quatro anos, requisitos mais flexíveis na designação dos adjuntos do director e mais autonomia na forma de constituição e designação das estruturas intermédias, para além dos departamentos curriculares", afirma o ME, em comunicado.A versão deste projecto de Decreto-Lei aprovada em Conselho de Ministros a 20 de Dezembro, para discussão pública, excluía os professores da presidência do conselho geral, o que suscitou críticas dos sindicatos de professores, do Conselho Nacional de Educação e do próprio Conselho das Escolas. O diploma previa que só os representantes da autarquia, dos pais e da comunidade local poderiam presidir àquele órgão.Em relação à escolha dos adjuntos por parte do director, a proposta inicial do Governo indicava que aqueles tinham de ser designados entre os docentes do quadro de nomeação definitiva da escola e com pelo menos cinco anos de serviço. A este propósito, no seu parecer, o Conselho das Escolas questionava como era possível responsabilizar o director se lhe era limitada a escolha da sua equipa, sugerindo que a escolha dos adjuntos recaísse entre os professores do quadro "de qualquer escola pública e de qualquer nível de ensino", com pelo menos cinco anos de exercício efectivo de funções.Outra das alterações que o diploma vai sofrer prende-se com o conselho pedagógico. De acordo com a tutela, será criada uma comissão especializada com pais e alunos, mas as competências técnicas ficam reservadas aos professores, tal como defendia o Conselho das Escolas. O Governo vai alterar ainda a regra do regime de exclusividade dos directores "no sentido de lhes permitir a participação em organizações não governamentais e actividades de voluntariado".Por último, os actuais conselhos executivos em exercício terão a possibilidade de verem o seu mandato ser prorrogado, "de forma a facilitar a transição para o novo regime". "Os mandatos das direcções executivas que só terminem depois de 01 de Setembro de 2009, inclusive, terminam as suas funções no dia 31 de Agosto de 2009, devendo, neste caso, as operações de eleição do director estar concluídas até 31 de Julho de 2009", lia-se na versão inicial do documento.Sindicatos congratulam-se com as alterações ao diplomaPara a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE), as alterações ao diploma reconhecem a argumentação dos sindicatos, mas são insuficientes para garantir a autonomia das escolas. João Dias da Silva, secretário-geral da FNE, considera que apesar do recuo questões "essenciais" como a "excessiva concentração de poderes" no director de escola "continuam por resolver". Segundo o dirigente, um verdadeiro investimento na autonomia das escolas passa pela "diminuição dos poderes do director" e pela definição da participação dos parceiros na gestão escolar.Também a Federação Nacional de Professores (FENPROF) entende que há "mudanças imprescindíveis" a fazer ao projecto. "Trata-se de um recuo num ponto que consideramos uma agressão gratuita aos professores, mas há ainda outras questões importantes que é preciso alterar", disse à agência Lusa António Avelãs. Para o dirigente da FENPROF é ainda "imprescindível" alterar o texto do diploma no que toca à nomeação dos coordenadores das estruturas intermédias (departamentos e grupos) e à opção de entregar a gestão das escolas a um director e não a um órgão colegial.

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Educação: Reacção de Sócrates a manifestação de professores é sinal de "fim de ciclo" - Menezes

Porto, 17 Fev - O líder do PSD, Luís Filipe Menezes, afirmou que a reacção do secretário-geral do PS e primeiro-ministro à manifestação de professores frente à sede do PS, sábado, "é um sinal de intolerância que marca o fim de um ciclo".
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À entrada para uma reunião na sede nacional do PS no Largo do rato, em Lisboa, José Sócrates foi surpreendido por dezenas de manifestantes à porta do edifício, que afirmaram ter sido convocadas para o protesto através de mensagens de telemóvel de origem não identificada.
O secretário-geral do PS e primeiro-ministro, José Sócrates, considerou a manifestação "absolutamente lamentável" e afirmou que se tratavam de "militantes de outros partidos", sem no entanto especificar quais.
"O primeiro-ministro vê comunistas em tudo o que é esquina. Deus nos livre que estas manifestações em Portugal, um pouco por todo o lado, fossem sempre de comunistas", afirmou hoje o presidente do PSD, Luís Filipe Menezes, à margem de um encontro com condóminos em Gaia.
"São comunistas, centristas, sociais-democratas e pessoas do Bloco de Esquerda que estão completamente revoltadas e não se revêem num primeiro-ministro que pura e simplesmente afirma de uma forma autista a sua vontade mas não as suas políticas", argumentou.

PM/APN.
© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.2008-02-17 18:45:01

Nunca tinha visto isto

Mais de uma centena de professores surpreenderam ontem José Sócrates com uma manifestação frente à sede do PS, onde o primeiro-ministro se reuniu com professores socialistas para discutir a política para a Educação. Fortemente vaiado à entrada, José Sócrates reagiu indignado e acusou os protestantes de pertencerem a outros partidos políticos e de quererem condicionar o PS.

Nunca tinha visto isto em tantos anos de democracia e considero absolutamente lamentável”, afirmou o primeiro-ministro, numa declaração que fez questão de prestar aos jornalistas.Convocados por SMS para se concentrarem às 16h00 no Largo do Rato, foram dezenas os docentes que responderam ao apelo para protestarem contra as políticas do Governo para a área da Educação, mesmo desconhecendo a origem da convocação. “Sou professora e vim de livre vontade porque estou indignada com a política traçada para a Educação. Não sou militante, nem este protesto foi convocado por nenhum partido ao contrário do que o senhor primeiro-ministro afirmou”, disse ao CM uma professora que preferiu manter o anonimato. Questionada sobre a razão pela qual não se quis identificar, a resposta surgiu em eco: “Porque podemos ter negativa na avaliação.”Mas para José Sócrates não há dúvidas: “Não são professores, são militantes de outros partidos. Eu sei bem do que estou a falar”, declarou o primeiro-ministro, referindo que “são pessoas que já fizeram o mesmo no Congresso do PS” e que “há três anos” se manifestam onde quer que esteja.“É absolutamente lamentável que agora façam manifestações à porta do PS tentando condicioná-lo. Já deviam saber que o PS não se deixa condicionar e não deixará de seguir a sua linha política”, afirmou José Sócrates, garantindo que a avaliação dos professores e as mudanças na gestão das escolas vão avançar. “O que estamos a fazer é melhorar a escola pública”, rematou, antes de se reunir com a ministra da Educação e professores socialistas.Lá fora, os manifestantes assobiavam a todos os que entravam na sede socialista e chamavam José Sócrates de “mentiroso”.
MINISTRA PROMETE "DESCOMPLICAR
A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, considerou “necessário fazer o trabalho para descomplicar, para simplificar” o processo de avaliação dos professores. Na SIC Notícias, a ministra disse que serão dadas “todas as condições para que [as escolas] façam [a avaliação] com conforto”. Esta posição surgiu no dia em que um quarto tribunal deu razão aos sindicatos, aceitando a providência cautelar onde é pedida a suspensão da eficácia dos despachos do ME.Em discussão têm estado os prazos dados às escolas para definir os instrumentos de registo e indicadores de medida, que permitirão recolher a informação para o preenchimento das fichas de avaliação. O prazo terminava dia 25, mas o ME decidiu autorizar o não cumprimento, desde que a avaliação avance ainda este ano.Os resultados escolares e a redução das taxas de abandono contam para a avaliação. Os coordenadores de departamento e os presidentes dos conselhos executivos são os avaliadores, que serão, por sua vez, avaliados por inspectores. A avaliação é essencial para progredir na carreira.
CONSELHO GERAL SEM PROFESSOR
O novo regime de autonomia, gestão e administração escolar é um dos pontos de discórdia entre os sindicatos e o Ministério da Educação. A proposta do Governo prevê a criação do Conselho Geral, futuro órgão máximo da direcção estratégica da escola, que terá competência para poder escolher e destituir o director do estabelecimento de ensino – que terá de ser professor. A discórdia surge porque o Conselho Geral só poderá ser presidido por um encarregado de educação, elemento da autarquia ou representante da comunidade local. Os sindicatos consideram “diminuída ao máximo” a participação dos professores nas escolas. Até o Conselho das Escolas, órgão consultivo criado pelo Governo de José Sócrates, criticou esta proposta, sugerindo 20 alterações.
"PROTESTO NÃO É O MAIS ADEQUADO": Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof
Correio da Manhã – A Fenprof convocou o protesto à porta da sede do PS?Mário Nogueira – Não temos nada a ver com a manifestação. A Fenprof está solidária com os professores, mas não se identifica com este tipo de protestos. Não é adequado protestar à porta de um partido. Achamos mal. – A imagem dos professores sai manchada?– Há 150 mil professores e não são cem ou duzentos que mancham a classe.– Como vê o encontro de José Sócrates com professores socialistas? – Se o senhor primeiro-ministro quer discutir com os professores, tem de reunir com os sindicatos. Acho que o secretário-geral do PS quis juntar uns apóstolos para espalharem pelo País a sua mensagem.
REACÇÕES"QUERO UMA AVALIAÇÃO JUSTA": Jorge Rocha Prof. de Filosofia
“Concordo com a avaliação dos professores, mas quero uma avaliação justa. A avaliação de desempenho dos professores dependente dos resultados dos alunos é um estímulo à descredibilização do sistema de avaliação dos alunos. Com a nova lei teremos ainda um director todo-poderoso.”
NÃO DEVEM FECHAR ESCOLAS": Rui Ferreira Prof. de Ens. Especial
“Não concordo que fechem escolas de Ensino Especial sem estarem criadas as condições para receber estas crianças nas escolas. Não concordo com um sistema de avaliação por quotas. Por que é que apenas dois professores podem receber bom se houver dez que merecem a mesma nota?”
JÁ SE NOTA A DESMOTIVAÇÃO": Sílvia Ramos Prof. de Música
“Já se nota nas escolas a desmotivação. No meu caso, que sou professora no plano de integração especial, onde estão jovens em situação de marginalidade, nem sei como vou ser avaliada. A nova legislação não faz qualquer referência ao Programa para Prevenção e Eliminação da Exploração do Trabalho Infantil.”
PS REPUDIA PROTESTO NO RATO
O PS condenou o protesto dos professores, considerando-o um exemplo de “comportamento estalinista e antidemocrático”.
SÓCRATES NEGA PERSEGUIÇÕES
José Sócrates negou que os professores estejam a ser vítimas de perseguição: “Isso não existe nas nossas escolas.”
POLÍCIA NÃO FOI CHAMADA
Apesar de se tratar de uma manifestação ilegal, o PS optou por não pedir reforço policial, embora tivesse sido sugerido.
PROIBIDO
Apesar de a lei proibir o estacionamento na faixa reservada aos transportes públicos, os motoristas do líder do PS e primeiro-ministro não se coibiram de o fazer. Durante mais de duas horas as viaturas mantiveram-se à frente da sede do PS, no Largo do Rato, em Lisboa.A polícia não viu nada...
POLÍCIA NO SINDICATO
Em Outubro, na véspera da visita de Sócrates à Covilhã, a PSP foi a um sindicato recolher informações sobre o protesto dos docentes
CONSELHO POR CRIAR
Do Conselho Científico para a Avaliação dos Professores ainda só há um nome: o da presidente, Conceição Castro Ramos
MINISTRA NO PARLAMENTO
Maria de Lurdes Rodrigues vai à Comissão Parlamentar de Educação na terça-feira a pedido do Bloco de Esquerda
NÚMEROS
154 515 educadores de infância e professores nos estabelecimentos de ensino públicos, no ano lectivo 2006/07.10 972 estabelecimentos de ensino público, desde os jardins-de-infância às escolas profissionais, em 2006/07.1 450 073 alunos inscritos nos estabelecimentos de ensino público no ano lectivo de 2006/07.631,68 euros líquidos é o valor mínimo do vencimento de um professor que esteja em início de carreira.
Ana Patrícia Dias / Edgar Nascimento

sexta-feira, novembro 02, 2007

Educação: 140 professores sem formação específica colocados no grupo de Educação Especial - Fenprof

2 de Novembro de 2007, 19:49

Lisboa, 02 Nov (Lusa) - 140 professores sem formação específica ou experiência foram colocados no grupo 910 de Educação Especial, denunciou a Federação Nacional dos Professores (FENPROF), que considerou a decisão do Ministério da Educação "uma ilegalidade".
Segundo um comunicado da FENPROF, 140 professores - 53 dos Quadros de Escola e 87 dos Quadros de Zona Pedagógica - foram informados na tarde da passada quarta-feira, através de um e-mail da Direcção Geral de Recursos Humanos e da Educação (DGRHE), que tinham sido colocados no grupo de recrutamento de docentes 910 de Educação Especial.
Aos professores colocados no grupo 910 de Educação Especial compete, de acordo com o disposto em decreto-lei, prestar "apoio a crianças e jovens com graves problemas cognitivos, com graves problemas motores, com graves perturbações da personalidade ou da conduta, com multideficiência" e "apoio em intervenção precoce na infância".
"Os alunos com deficiências graves têm que ter apoios especializados que lhes permitam atenuar as suas dificuldades na aprendizagem e o que se passa é que vão passar a ser apoiados por pessoas sem qualquer formação ou experiência na área", afirmou o secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira, em declarações à Lusa.
De acordo com Mário Nogueira, os professores colocados "de forma ilegal" no grupo 910 são professores dos Quadros de Escola com 'horário-zero' e professores dos Quadros de Zona Pedagógica com afectação administrativa.
"Há professores de Educação Especial que concorreram para estes lugares que não foram colocados e que estão neste momento desempregados", denunciou o Secretário-geral da FENPROF.
Mário Nogueira revelou também que a Federação vai na próxima segunda-feira entregar "uma carta na Provedoria de Justiça a pedir que seja resposta a legalidade" e outra ao presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, a alertar para a situação.
A professora de Português-Francês Natalina Pereira é um dos docentes afectados pelas colocações irregulares.
Natalina Pereira, destacada para o distrito de Santarém, estava com 'horário-zero' na escola EB 2/3 de Pontevel, uma localidade próxima do Cartaxo, quando na quarta-feira soube que tinha sido colocada no grupo 910 na Escola Básica de Ourém.
"Não tenho formação em Educação Especial e não concorri sequer para esse grupo", explicou Natalina Pereira à Lusa, acrescentando que quando hoje se apresentou na escola de Ourém "ficaram todos muito surpreendidos, uma vez que não tinham sido sequer contactados".
"Fiz uma declaração para anexar ao boletim de apresentação em que explicava que não tinha concorrido para aquele grupo, que a colocação tinha sido imposta pela DGRHE e que não tenho qualquer formação na área", revelou a professora que diz esperar obter uma resposta por parte da escola que clarifique se terá ou não que dar aulas de Educação Especial.
"Os professores não podem recusar colocações para não sofrerem processos disciplinares, mas devem apresentar de imediato uma reclamação à escola onde se apresentam", explicou Mário Nogueira.
A avaliação do desempenho a que os professores agora estão sujeitos, preocupa Natalina Pereira e a FENPROF, uma vez que estes docentes podem vir a ser avaliados pelo desempenho de funções para as quais não estão preparados.
Contacto pela Lusa, o Ministério da Educação não prestou qualquer esclarecimento sobre esta questão em tempo útil.
IZA
Lusa/fim

terça-feira, setembro 25, 2007

Encontro com professores em Almada

A Câmara Municipal de Almada promove amanhã, dia 25 de Setembro de 2007, pelas 18h, na Escola Básica nº1 com Jardim de infância da Charneca de Caparica (Avenida de Vale Bem), a Recepção aos Professores e Educadores, no âmbito da Recepção à Comunidade Educativa 2007/2008, promovida pela autarquia.
Na Recepção à Comunidade Educativa estão previstas actividades como ateliers de expressão plástica, acções de formação no âmbito da segurança escolar, passeios e reuniões que visam o estímulo aos hábitos de leitura, reunindo professores, técnicos, auxiliares e autarcas que trabalham para melhorar a qualidade da educação no concelho de Almada.No âmbito do programa irá decorrer a inauguração das novas instalações da sede da UCAPA – União Concelhia das Associações de Pais de Almada, no dia 29 de Setembro, evento coincidente com o IV encontro Concelhio desta associação. Destaque para a entrega, no dia 10 de Outubro, pelas 16h30, no Museu da Cidade (Cova da Piedade), de Planos de Emergência dos Estabelecimentos Educativos.A inauguração de duas novas bibliotecas escolares, a 18 de Outubro: 10h - Biblioteca escolar da EB1/JI Maria Rosa Colaço; 15h - Biblioteca escolar da EB1/JI do Monte da Caparica nº2, são iniciativas a destacar.
24.9.2007 - 15:42