domingo, janeiro 28, 2007

Professores comunistas de Lisboa preparam assembleia



Levar o Partido para as escolas

Em vésperas da VII Assembleia da Organização dos Professores de Lisboa do PCP, o Avante! falou com três dirigentes da organização – Ana Lourido, do Comité Central e responsável pelo sector, Sílvia Fialho e José Manuel Vargas, da direcção da organização. A luta dos professores e a acção do Partido foram os temas em destaque.Avante! – Quais os objectivos definidos para esta Assembleia? Ana Lourido - Pretendemos fazer um balanço do trabalho que realizámos desde a última assembleia, realizada em 2001, bem como uma análise da situação política e social, particularmente em relação à educação e às questões socio-profissionais dos professores. Vamos também traçar linhas de trabalho para o futuro, ao nível da organização e, claro, da intervenção junto dos professores. No projecto de resolução política avançam já com medidas, nomeadamente no sentido de aproximar o Partido da realidade concreta dos professores…Ana Lourido – Nós temos já vindo a conseguir, nestes últimos anos, um maior reforço de organização e temos tido uma presença mais regular junto dos professores, com o nosso boletim Pela Educação, que já vai no número 19. Com a situação que se viveu – e vive, ainda – no Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL), entendemos que era importante o Partido ter uma voz própria e levá-la até junto dos professores. Assim nasceu este boletim, que tem conseguido uma grande regularidade, com cerca de quatro números por ano.Temos o objectivo de recrutar, em 2007, cinco novos camaradas e de responsabilizar mais quadros. Também pretendemos alargar o número de militantes em organismos. José Manuel Vargas - Há uma linha de trabalho importante e que vamos prosseguir que é a acção dos professores comunistas junto dos outros professores. Temos tido um papel muito importante nas lutas dos professores, e o prestígio do Partido é cada vez maior. Ainda recentemente, isso foi visível, nas eleições para a direcção do SPGL. Foi constituída uma lista unitária, a Lista B, na qual a maioria dos elementos não eram comunistas. Esta lista teve como opositora uma outra, com elementos do PS e do BE, numa espécie de «Santa Aliança» contra o PCP. Apesar de tudo, a Lista B teve um resultado espantoso (ver caixa). O alargamento e a intervenção junto dos outros professores é uma linha que deve prosseguir. Temos regularmente reuniões unitárias com professores e este é um trabalho para continuar…No projecto de resolução política são feitas acusações sérias à actual direcção do SPGL…Sílvia Fialho – A direcção do SPGL afastou-se das escolas e do trabalho com os professores e para os professores. O que se procurou fazer nas últimas eleições foi aproximar o sindicato das escolas, foi fazer com que os dirigentes voltassem às escolas. Os dirigentes não iam às escolas, e continuam a não ir! Excepto os que foram eleitos pela Lista B…José Manuel Vargas – A intervenção da lista B permitiu travar a des-sindicalização. Permitiu que os professores voltassem a acreditar que havia uma alternativa e que havia uma linha de intervenção sindical que era mais correcta e que correspondia aos seus interesses. Apesar do processo ter corrido como correu, isto foi possível.Ana Lourido – Os resultados obtidos foram possíveis também graças ao trabalho do Partido, e, claro, ao trabalho de muita gente que fez parte da Lista B. Mas houve escolas onde esta lista quase não teve forças para ir e os resultados foram favoráveis à lista B. O que mostra que há, de facto, um grande descontentamento com a direcção do sindicato. Tínhamos esta ideia antes e confirmámo-la depois. José Manuel Vargas – Esta acção da direcção do SPGL não é tão visível perante os professores porque, de certa maneira, é disfarçada e coberta pela FENPROF, que é uma organização prestigiada e que continua a ter uma actuação que consideramos correcta em defesa dos direitos dos professores. Diria até de outra maneira: a FENPROF não vai, por vezes, mais além porque há entraves dos elementos da direcção da SPGL. Agora vai haver um Congresso da FENPROF e nós esperamos que saia dali uma direcção renovada, combativa, mais interveniente e que seja capaz de dar resposta à ofensiva contra os professores, que se agrava dia a dia… Organização tem que responderao aumento da precariedadeDe que forma isto a precariedade entre os professores condiciona a intervenção do Partido? Como pretendem contornar isto? José Manuel Vargas - O nosso princípio base é este: intervenção directa dos professores comunistas nas escolas. Isso permite uma ligação aos concelhos na actuação junto dos professores que se encontram naquela escola e naquele momento. Esse é um princípio essencial. Em algumas escolas já há núcleos de professores comunistas.Ana Lourido – A vida de todos os professores tem sido mais dura e é cada vez mais difícil encontrar as disponibilidades necessárias. Sobretudo nos trabalhadores mais jovens, que têm três ou quatro empregos em diferentes colégios. Assim, um dos nossos objectivos é regularizar os plenários da organização dos professores. Para que saibam que naquele dia, todos os meses, hão-de ter uma reunião do Partido, onde contribuem para traçar as orientações e as levam, depois, para as suas escolas. E como fazer com os que saem? Um ano estão numa escola e depois saem…Sílvia Fialho – Às vezes nem um ano. Às vezes é um mês… José Manuel Vargas – Temos que encontrar, e estamos a encontrar, as formas de organização que permitam esses contactos. Havendo uma ligação ao Partido os camaradas sabem o que o Partido pensa em cada momento e o que devem defender junto dos outros professores. Para que as posições do Partido chegue aos professores, a organização tem que se adaptar – mantendo determinados princípios – a estas circunstâncias particulares. E estamos a conseguir isso agora melhor do que há um tempo atrás…Ana Lourido – Mais uma coisa, a Organização Regional de Lisboa tem estado a fazer um esforço para reactivar os núcleos concelhios de professores. Há exemplos de concelhos em que os professores se reúnem mais regularmente…Falando de instabilidade tem que se falar do Estatuto da Carreira Docente…Sílvia Fialho – O que está estipulado no novo Estatuto da Carreira Docente é que os professores são divididos em duas carreiras – professores e professores titulares. Mas há ainda uma terceira categoria, que são os professores contratados, que não estão incluídos no estatuto e que o secretário de Estado da Educação já disse que os considera professores. E a forma como vão ser contratados vai depender de cada agrupamento e de cada escola. Pode ser contrato individual ou mesmo recibos verdes. Uma carreira marginal…Sílvia Fialho – Nem se chama carreira… E tem tendência para aumentar. Além do mais, o contrato de trabalho só vigora durante o tempo lectivo, portanto em Julho e Agosto não se ganha nada. E a nível da capacidade de reivindicação também piora. A recibo verde, é a qualquer hora… E neste momento, em que nós já interiorizarmos a ideia que qualquer um avalia os professores, é ainda mais complicado… Direcção do SPGLReformista, conciliadora e ilegítimaNo projecto de Resolução Política, os comunistas acusam a direcção do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, SPGL, de ter retirado, de modo fraudulento, a vitória nas eleições sindicais à Lista B. Esta lista obteve a maioria dos votos nas urnas, mas essa vitória foi-lhe retirada com a contagem de «votos irregularmente expressos (votos ditos por correspondência, entregues em mão)». A Lista B apresentou um recurso em tribunal que ainda decorre, mas a direcção acabou por tomar posse, apesar dos protestos. A actual direcção, acusam, tem confirmado não reunir condições para dirigir o SGPL. E está a causar graves prejuízos ao movimento sindical docente e ao movimento sindical unitário». Nomeadamente através do boicote às lutas unitárias promovidas pela Frente Comum e, de forma encapotada, as promovidas pela CGTP.Acusando a direcção do SPGL de ser incapaz de organizar a luta dos professores e a acção reivindicativa, o PCP lembra que a direcção deixa-se enredar em «ilusões negociais» com o Ministério da Educação e envolve-se em alianças com «forças sindicais inconsequentes, como a FNE e outros sindicatos paralelos». Em tudo, aponta, agem «como uma organização similar à dos sindicatos da UGT», de carácter reformista e conciliador.

Professores que se manifestaram chamados à PSP



Os professores que participaram num manifestação na Madeira durante a visita de José Sócrates ao arquipélago vão ser chamado a prestar declarações na polícia. Responsáveis dos sindicatos dos professores disseram à TSF que não se sentem intimidados.
( 22:47 / 25 de Janeiro 07 )

O protesto aconteceu no dia oito de Outubro e hoje os docentes foram notificados para prestarem declarações no Comando Regional da PSP.Jaime Freitas, dirigente do Sindicato dos Professores da Madeira, disse à TSF que se trata de uma atitude de intimidação aos que ousam criticar o Estado.«Estão a tentar usar a máquina do Estado para intimidar futuras manifestações contra a política do Governo. Se isto é um Estado democrático, então não sei o que será um Estado de ditadura», afirmou o sindicalista.Também convocada para prestar declarações na Polícia, Marília Azevedo, dirigente do Sindicato dos Professores da Madeira, garante que não se sente intimidada.«Não me intimidam, nem me assustam. Vou lá [prestar declarações] e perceber qual é o interesse na minha pessoa, já que lá estavam mais pessoas. Não sei o que é que querem mas não vou deixar de dizer o que quero sobre a vinda do engenheiro Sócrates à Madeira», garante Marília Azevedo.

Cambridge encerra curso de Português



Lusa 2007-01-25

A Universidade de Cambridge vai encerrar a licenciatura em Português em 2008, alegando falta de fundos para financiar os estudos.
Num comunicado enviado hoje à agência Lusa, assinado pela vice-reitora Melveena McKendrick, a Universidade de Cambridge indica que o curso deixará de fazer parte dos seus prospectos a partir do próximo ano.O curso está actualmente incluído no Departamento de Espanhol e Português, que por sua vez pertence à Faculdade de Línguas Medievais e Modernas.Há alguns meses os responsáveis da Faculdade decidiram criar um grupo de trabalho para analisar a viabilidade financeira do curso, juntando o responsável pelo Departamento de Espanhol e Português e o responsável do ensino de Português da Universidade."A Faculdade decidiu agora aprovar a proposta deste grupo de trabalho para suspender o Português como licenciatura, com efeito a partir de Outubro de 2008", informa McKendrick.De acordo com esta vice-reitora, responsável pelo pelouro da Educação, a Universidade continuará empenhada em manter as línguas "menos estudadas" nos seus currículos.No entanto, acrescenta, a instituição viu-se obrigada a fazer uma "melhor utilização dos recursos actualmente disponíveis para os estudos portugueses".Os moldes dessa utilização ainda não estão definidos, mas a Universidade garante que vai continuar "a oferecer a popular disciplina de Português a todos os estudantes do curso de Línguas Medievais e Modernas".De acordo com um porta-voz da Universidade, contactado pela Lusa, há neste momento 18 estudantes na licenciatura de Português e 17 outros que conjugam o Português com outra língua, o que também deixará de ser possível a partir de 2008.No mesmo comunicado, Melveena McKendrick refere-se também ao apoio que a Universidade de Cambridge tem recebido do Estado português, via Instituto Camões, manifestando esperança de que tal financiamento não desapareça como resultado desta decisão."A Faculdade é privilegiada por ter recebido fundos do Instituto Camões durante muitos anos para apoiar o ensino da língua portuguesa. Espera-se que esse apoio nos continue a ajudar a dar aos estudantes de Cambridge a instrução profissional de mais alto nível", diz a vice-reitora.Quanto à possibilidade de reverter esta decisão, a responsável diz apenas que a Faculdade "não afastou a possibilidade de vir a restabelecer o Português como uma licenciatura completa caso sejam disponibilizados mais fundos.

Universidade do Minho lança site para a inserção de licenciados


Joana Santos 2007-01-25

O novo site visa facilitar a inserção dos licenciados, bem como aumentar e dinamizar a cooperação entre todos os actores que fomentam o emprego da região.
Desenvolvido no quadro institucional do Programa Operacional Emprego, Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS) e co-financiado pelo FSE e pelo Estado Português, o Projecto MeIntegra - "Mercados e Estratégias de inserção de jovens licenciados" deu origem ao site www.meintegra.ics.uminho.pt.O Projecto MeIntegra - "Mercados e estratégias de inserção de jovens licenciados" pretende analisar a inserção profissional de jovens recém-licenciados da Universidade do Minho - oriundos de várias áreas científicas como Humanidades, Ciências Sociais, Tecnologias e Engenharias - e, ao mesmo tempo, fazer um diagnóstico às empresas da Região Norte, abrangendo os sectores de actividade que têm vindo a recrutar este tipo de mão-de-obra.O Projecto MeIntegra procura não só identificar os mecanismos facilitadores de acesso ao primeiro emprego, mas também os factores de consolidação de um percurso profissional "favorável". Tudo isto com o objectivo de reformar os dispositivos de inserção profissional, nomeadamente através de medidas de prevenção e de combate ao desemprego e de desenvolvimento de recursos humanos e promoção da igualdade de oportunidades no acesso ao mercado de trabalho.O site surge com o objectivo de devolver aos grupos-alvo deste estudo os seus principais resultados - que serão divulgados em breve - e agrega informações sobre novas oportunidades de inserção, quer para os licenciados da Universidade do Minho, quer para as empresas da região que pretendam recrutar mão-de-obra qualificada.Para os licenciados da Universidade do Minho, estará disponível um leque de serviços diversificado que lhes permitirá colocar os currículos on line e consultar diversas informações sobre emprego, formação, notícias, e links temáticos.Com o novo site as empresas poderão também aceder aos currículos dos licenciados da Universidade do Minho que se candidatarem a emprego, e colocar ofertas de emprego e/ou estágio através do preenchimento de um formulário próprio.

Fenprof mantém reivindicação de novo concurso de professores

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) insiste na realização de um novo concurso de colocação de docentes, apesar de a ministra da Educação ter afastado essa hipótese, e acusa Maria de Lurdes Rodrigues de manter uma atitude de «posso, quero e mando».
«Aquilo que a ministra está a dizer é: eu dirijo pelas regras do quero, posso e mando. Não tenho nada a ver com as 15 mil assinaturas e digo já que não quero saber delas para nada», criticou o secretário-geral da Fenprof, Paulo Sucena, ressalvando que se trata de uma posição pessoal, à entrada do Ministério da Educação para entregar uma petição contra o que os sindicatos consideram ser irregularidades no último concurso de professores.
Maria de Lurdes Rodrigues garantiu hoje, em declarações à margem da apresentação do Prémio Nacional de Professores, não estar disposta a ponderar um novo concurso de colocação de professores e acrescentou não ter havido quaisquer irregularidades.
«Eu não faria isso. Teria respeito por 15 mil professores, receberia primeiro e falaria alguma coisa aos jornalistas. A senhora ministra resolve proceder com o sentido de quem tem o poder absoluto nas suas mãos e é exactamente essa concepção de política que, do nosso ponto de vista vai prejudicar grandemente o sistema educativo, a educação e as escolas em Portugal», acrescentou Paulo Sucena.
O dirigente sindical fez também questão de sublinhar que esta petição nada tem a ver com a validação dos concursos de colocação de professores para três anos, mas com as irregularidades e as ilegalidades que a Federação terá detectado no último concurso.
O abaixo-assinado entregue pela Fenprof, subscrito por 15 mil docentes, reivindica a realização de um novo concurso de colocação nas escolas em 2007.
«Como os professores e os educadores de infância vão ser colocados durante três anos e como está provado que houve irregularidades e, principalmente, 1.500 vagas que desapareceram do concurso, nós achamos que seria sensato que o Ministério da Educação, de uma maneira excepcional, abrisse um novo concurso para suprimir esses erros e essas irregularidades», explicou.
Com as novas regras introduzidas pela tutela o ano passado, os resultados do concurso de professores são válidos por três anos e não por um como acontecia anteriormente, pelo que novo processo de colocação só deverá realizar-se em 2009.
Entretanto, Mário Nogueira, também dirigente da Fenprof, acrescentou que há uma acção em Tribunal contra as colocações com «ilegalidades».


Diário Digital / Lusa
24-01-2007 18:40:36

Prémio Nacional de Professores
Joana Santos 2007-01-24

A ministra da Educação pretende distinguir e galardoar os docentes que contribuam de forma excepcional para a qualidade do sistema de ensino. O prémio tem o valor de 25 mil euros e serão também atribuídos prémios de mérito.
Educadores de infância, professores do 1.º, 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário já podem ser propostos para a atribuição do Prémio Nacional de Professores, anunciado hoje pela ministra de Educação, Maria de Lurdes Rodrigues.De cariz anual, esta iniciativa tem como objectivo distinguir os profissionais em exercício que contribuam para a qualidade do sistema de ensino em Portugal, quer no exercício da actividade docente, em contacto directo com alunos, quer na defesa de boas práticas com impacto na valorização da escola. Para Maria de Lurdes Rodrigues esta é uma oportunidade para "devolver ao país o conhecimento da excelência dos professores" e reconhecer o trabalho feito dado que "parte do nosso percurso é tributário do trabalho dos professores."Além do Prémio Nacional, serão ainda atribuídos quatro prémios de mérito. O Prémio Carreira pretende distinguir os profissionais que ao longo da sua carreira se tornaram uma referência para os seus pares, alunos e restante comunidade educativa, pela adopção de boas práticas e capacidade de lidar com as dificuldades. O Prémio Integração destaca antes os professores que dêem particular atenção às necessidades educativas dos alunos com ritmos e estilos diversos de aprendizagem ou de diferentes culturas. O Prémio Inovação visa premiar professores que introduzam métodos inovadores de ensino na sua prática educativa e o Prémio Liderança reconhece professores que revelem um desempenho excepcional nas actividades de coordenação e dinamização ou gestão da escola.Para a atribuição de qualquer um dos prémios os candidatos têm de ser propostos pelos estabelecimentos de ensino, pelas associações profissionais de professores ou por um grupo constituído por um mínimo de 50 docentes. Cada entidade só pode propor apenas um docente, especificando claramente o prémio a que o candidata. Para já os alunos ficam fora deste processo e não podem nomear nenhum candidato uma vez que, entende a ministra da Educação, existe uma dimensão técnica que requer a validação dos pares e dos estabelecimentos de ensino. Ainda assim, adianta, pais e alunos acabam por participar indirectamente nestas nomeações uma vez que está previsto que as assembleias escolares apresentem candidaturas. Não está excluída a possibilidade de alargar este processo à comunidade estudantil, em próximas edições.A análise das propostas apresentadas e a escolha dos candidatos vencedores de cada um dos prémios cabem ao júri, presidido por Daniel Sampaio e formado por mais sete personalidades «de reconhecida competência e idoneidade»: António Nóvoa, Reitor da Universidade de Lisboa; Dulce Lavajo, responsável pelo apoio e divulgação do modelo pedagógico Ensinar é Investigar no Porto; Isabel Alarcão, professora catedrática aposentada da Universidade de Aveiro; Manuel Rangel Henriques, director e coordenador pedagógico da Escola Tangerina, Educação e Ensino, no Porto; Manuela Castro Neves, professora do 1º ciclo reformada e autora de vários livros; Raquel Seruca, investigadora e professora da Faculdade de Medicina do Porto; e Roberto Carneiro, antigo ministro da Educação e professor da Universidade Católica.Cada candidatura será acompanhada por um texto justificativo, que especifique os contributos do candidato para a melhoria do sistema de ensino, pelo currículo do professor e pelo respectivo poretfólio, com trabalhos e documentos relevantes para a avaliação das candidatura.As propostas de candidatura têm de ser apresentadas até dia 30 de Abril, através do site http://www.min-edu.pt/premio. Daniel Sampaio acredita que a escolha será difícil, mas salienta a importância de "distinguir o trabalho dos professores". Por isso mesmo, garante, as candidaturas serão analisadas "com todo o cuidado".O Prémio Nacional de Professores será no valor de 25 mil euros e os restantes prémios serão materializados em Diplomas de Mérito Pedagógico, visitas de estudo a escolas ou a instituições de referência no estrangeiro, bem como a publicação e divulgação de trabalhos dos candidatos.O processo de análise e de selecção das candidaturas deverá estar concluído até 30 de Outubro. A cerimónia de atribuição e divulgação dos prémios deverá ter lugar até 15 de Dezembro.

Nova Imagem da escola!!!

Alguns dos professores que, no dia 8 de Outubro do ano passado, participaram, na Madeira, numa manifestação contra as políticas de Educação do Governo

Vivemos em ditadura ou em democracia??????
Alguns dos professores que, no dia 8 de Outubro do ano passado, participaram, na Madeira, numa manifestação contra as políticas de Educação do Governo da República estão a ser convocados para deporem na PSP, disseram ontem fontes sindicais.Contactada pela Agência Lusa, uma fonte oficial da PSP no Funchal escusou-se a confirmar a informação avançada pelas estruturas representativas da classe docente, mas as presidentes do Sindicato dos Professores da Madeira, Marília Azevedo, e da direcção do secretariado regional do Sindicato Nacional dos Professores Licenciados pelos Politécnicos e Universidades, Alzira Garcia, foram já convocadas pela Polícia. “É estranho que, decorrido este tempo todo, sejamos agora chamados a depor”, considerou a presidente regional do SPLIU. “Há quem goste de viver no passado, e esta poderá ser uma tentativa para uma possível intimidação, mas só se deixa intimidar quem quer”, acrescentou Alzira Garcia, que disse ter sido “informada por via telefónica” da convocatória, e aguardar “com calma” o momento em que deverá depor, agendado para o dia 31” deste mês. No dia 8 de Outubro, o primeiro-ministro, na qualidade de secretário-geral do PS e no âmbito da sua campanha à liderança do partido, deslocou-se à Madeira, onde, à chegada ao hotel para um jantar com militantes, foi recebido pela manifestação de descontentamento dos professores locais contra o modelo de revisão do Estatuto da Carreira Docente.

quarta-feira, janeiro 24, 2007

A literatura em perigo


Vasco Graça MouraEscritor

Comprei há dias em Estrasburgo um pequeno ensaio de Tzvetan Todorov intitulado La littérature en péril (Paris, Flammarion, 2007), que acabou de sair e cuja leitura recomendo a quantos se interessam pelas questões do ensino da literatura, muito em especial no secundário.Todorov, que colaborou desde 1966 com Roland Barthes e Gérard Genette, afigura-se hoje, e pelo menos neste seu texto, muito mitigadamente ligado ao estruturalismo, embora não o renegue. Em La littérature en péril ele parte do princípio de que o que interessa para a generalidade dos leitores é fundamentalmente a compreensão do sentido das obras literárias, sendo para essa compreensão que devem ser proporcionadas as abordagens adequadas na escola. Isto porque cada obra tem um sentido portador de modalidades insubstituíveis de compreensão do mundo e de nós mesmos, ao veicular experiências singulares e criar personagens na diversidade do vivido que tornam possível um enquadramento e um conhecimento mais profundos da realidade humana nas suas múltiplas dimensões. Ora, como ele diz, os grandes autores ensinam-nos pelo menos tanto sobre a condição humana como os maiores sociólogos, psicólogos e filósofos.A proliferação de análises radicadas nos mais diversos pressupostos teóricos acarreta uma grande distorção quanto a esse objectivo. Os programas escolares exigem aos alunos, não propriamente o conhecimento das obras, mas antes o das teorias, métodos, classificações e instrumentos analíticos, de tal modo que eles têm de aprender a captar, não o sentido de determinada obra ou a vibração existencial que ela provoca ao desvendar-se na leitura, mas uma determinada grelha de análise dela, e esta imposição contribui em grande medida para gerar um desinteresse generalizado e crescente em relação à literatura.Todorov faz um lúcido bosquejo da evolução da estética a partir do século XVII, percorre várias construções teóricas (desconstrucionismo, estruturalismo "clássico", pós-estruturalismo, etc.) que negam ser a literatura um discurso sobre o mundo, ou que afastam a hipótese de verdade dos textos, ou que rejeitam a possibilidade de verificação dela, e, embora protestando não denegrir disciplinas como a semiótica, a pragmática, a retórica e a poética, interroga-se sobre se "é preciso fazer delas a principal matéria estudada na escola", uma vez que "todos esses objectos de conhecimento são construções abstractas, forjadas pela análise literária para abordar as obras; nenhum respeita àquilo de que falam as obras propriamente ditas, o seu sentido, o mundo que elas evocam". E por isso "a análise das obras na escola não deveria mais ter por finalidade ilustrar os conceitos que acaba de introduzir este ou aquele linguista, este ou aquele teórico da literatura, mas fazer-nos aceder a todos ao sentido delas, que nos conduz a um conhecimento do humano que a todos importa".Sendo assim, Todorov propõe que o ensino volte a recentrar-se nos textos, uma vez que os instrumentos teóricos não passam de meios de acesso, que até podem ser úteis, mas cujo estudo "nunca se deve substituir ao do sentido, que é a sua finalidade".Não basta, escreve ainda, a estrita abordagem interna de um texto, porque as obras existem sempre num contexto e em diálogo com ele. "Em regra, o leitor não profissional (...) lê essas obras, não para dominar melhor um método de leitura, nem para dele extrair informações sobre as sociedades em que elas foram criadas, mas para nelas encontrar um sentido que lhe permita compreender melhor o homem e o mundo, para nelas descobrir uma beleza que enriqueça a sua existência; fazendo-o, compreende-se melhor a si mesmo. O conhecimento da literatura não é um fim em si, mas uma das estradas reais que conduzem à realização de cada um." Ora o ensino volta as costas a este caminho... "Porquê estudar a literatura se ela não passa da ilustração dos meios necessários para a sua análise?" E ainda: "O ensino secundário, que não se dirige aos especialistas da literatura, mas a todos, não pode ter o mesmo objecto [do ensino superior]: é a literatura propriamente dita que é destinada a todos, não os estudos literários." Por fim, a grande questão: "E ter como professores Shakespeare e Sófocles, Dostoievski e Proust, não é beneficiar de um ensino excepcional?"Percorre-se este conjunto de tópicos e também não se pode deixar de perguntar: em que país bem nosso conhecido é que estas ideias são tão necessárias como o pão para a boca?

Desaparecidos em combate

Em Fevereiro Bibliotecas abrem ao Sábado


As bibliotecas municipais de Lisboa deverão passar a estar abertas ao sábado em Fevereiro, tendo a maioria, por falta de recursos humanos, de encerrar à segunda-feira, anunciou ontem o vereador da Cultura na autarquia lisboeta, José Amaral Lopes.
A medida, que tem sido contestada pela oposição de esquerda, decorre das conclusões de um levantamento das necessidades das bibliotecas municipais apresentado por Amaral Lopes, na Casa dos Bicos, em Lisboa. As bibliotecas Central Palácio Galveias, República e Resistência, Orlando Ribeiro e a Hemeroteca funcionarão de segunda a sábado, enquanto as restantes 13 estarão abertas de terça a sábado

Google disponibiliza mais um milhão de livros da Universidade do Texas

Motor de pesquisa já tem protocolos com várias universidades americanas


O motor de pesquisa Google estabeleceu uma parceria com a biblioteca da Universidade do Texas, em Austin, cujas obras passam a estar integradas na biblioteca virtual do Google, anunciou hoje a empresa.
A biblioteca académica da Universidade do Texas, conhecida como a quinta maior dos Estados Unidos, possui algumas das principais colecções do país, incluindo a Colecção latino-americana Nettie Lee Benson.Em conjunto, o Google e a Universidade do Texas irão digitalizar mais de um milhão de livros da colecção desta Universidade para pesquisa.Inicialmente dotada de um conjunto único de livros raros e manuscritos sobre o México, a Colecção Benson, está enriquecida com documentação sobre a América Latina, especialmente relativa ao Brasil, Chile, Peru, bem como de outros países do Rio de la Plata e da América Central.As crónicas da Colecção Benson contêm acervos da riqueza histórica, política e social da região e inclui trabalhos de autores notáveis latino-americanos."A descoberta intelectual está no centro do processo de pesquisa escolar", segundo Fred Heath, director da Biblioteca da Universidade do Texas. "As melhores colecções documentais só são úteis se tiverem associadas boas ferramentas de pesquisa. A parceria com este novo programa de pesquisa de livros do Google irá permitir que a riqueza das nossas colecções possa ser apreciada por um leque muito maior de estudantes e interessados em história", acrescentou Fred Heath.Qualquer pessoa poderá livremente pesquisar e ler os documentos públicos da biblioteca da Universidade.Relativamente aos livros protegidos por direitos de autor, os utilizadores poderão ver os dados bibliográficos (como o título do livro e o nome do autor) e algumas linhas do texto relacionado com a sua pesquisa, bem como informações relativas aos locais onde poderão comprar ou requisitar o livro em questão.A biblioteca do Google tem, neste momento, digitalizados livros das maiores bibliotecas de todo o mundo

Prémio Nacional de Professores

O Ministério da Educação apresenta hoje a primeira edição do Prémio Nacional de Professores. A iniciativa, que será revelada em conferência de imprensa, em Lisboa, conta com a presença da ministra e secretários de Estado da tutela e dos membros do júri, presidido por Daniel Sampaio. Segundo uma nota do gabinete de Maria de Lurdes Rodrigues, o prémio é dirigido a todos os educadores de infância e professores dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos dos ensinos básico e secundário. E acrescenta que “visa reconhecer e galardoar aqueles que contribuam de forma excepcional para a qualidade do sistema de ensino nos seus mais variados aspectos, quer no exercício da actividade docente propriamente dita, em contacto directo com os alunos, quer na defesa de boas práticas e condutas com impacto na dignificação e valorização da escola”.Estatuto de carreira regionalProfessores da ilha de São Miguel manifestaram-se favoráveis, por larga maioria, à adopção de um estatuto da carreira docente específico para os Açores, cujo processo negocial com o Governo Regional deverá ficar concluído até Março. Num plenário sindical em Ponta Delgada, dos 501 votantes, 419 consideraram-se favoráveis ao estatuto regional, 64 rejeitaram a proposta do Governo açoriano, 26 votaram em branco e registaram-se, ainda, dois votos em branco. O presidente do Sindicato dos Professores da Região Açores (SPRA) adiantou, no final do plenário de segunda-feira, que o resultado do escrutínio “não significa uma adesão incondicional à proposta regional”, uma vez que irão decorrer plenários idênticos nas restantes ilhas açorianas.

Sindicato dos Professores exige auditoria às AEC

O Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) defendeu hoje a realização de uma auditoria ao processo de criação das actividades de enriquecimento curricular (AEC) do 1º Ciclo do Ensino Básico.
«O Ministério da Educação está a vender gato por lebre», acusou hoje o coordenador do SPRC, Mário Nogueira, numa conferência de imprensa em que foi divulgado um estudo sobre as AEC em 81 dos 89 concelhos da Região Centro.
O sindicato, que integra a FENPROF, concluiu que pelo menos 2.500 professores estão envolvidos naquelas actividades no centro do país, verificando que a situação é caracterizada pela «falta de regras».
«Um problema que preocupa muito autarcas, professores, órgãos de gestão de agrupamentos e famílias», afirmou Mário Nogueira, para garantir que «apenas os empresários promotores destas actividades e os responsáveis do Ministério da Educação parecem satisfeitos com o resultado».
O sindicalista esclareceu que estas actividades são frequentemente asse guradas por empresas privadas.
«Muitas autarquias contratualizam o serviço de promoção, que, muitas vezes, coexiste com a promoção directa (pelos municípios). Os agrupamentos e escolas têm muito pouca voz no assunto e, na maior parte dos casos, desconhecem o que se passa nessas actividades», disse.
Os contratos firmados com os professores que ministram as AEC «chegam a roçar o escândalo, com normas ilegais», e os pagamentos variam entre os quatro e os 15 euros ilíquidos, havendo situações em que existe subsídio de refeição, outras em que são pagas deslocações ou em que se institui um subsídio de assiduidade.
«Há de tudo. O que não há são regras, porque o ME esgota o seu envolvimento na transferência da verba, tarde e a más horas», para as câmaras municipais, segundo Mário Nogueira.
O estudo efectuado pelo SPRC, baseado num questionário, envolveu contactos com responsáveis autárquicos, órgãos de gestão dos agrupamentos de escolas, professores pais e empresários que promovem as AEC.
«Face ao que o sindicato encontro na Região Centro, é necessário que tenha lugar uma auditoria a todo o processo», defendeu o dirigente, cuja intervenção foi seguida de uma apresentação mais detalhada dos resultados do estudo por Helena Arcanjo, também da direcção do SPRC.
Diário Digital / Lusa
23-01-2007 14:30:00

Fenprof vai entregar abaixo-assinado ao Ministério da Educação

Quinze mil professores querem que concurso de colocação seja repetido este ano23.01.2007 - 23h12 Lusa

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) vai entregar amanhã no Ministério da Educação um abaixo-assinado, subscrito por 15 mil docentes, que reivindica a realização de um novo concurso de colocação nas escolas em 2007.
O próximo processo de colocação só deverá realizar-se em 2009 porque, desde 2006, os resultados do concurso passaram a ser válidos por três anos. Mas a Fenprof pede a realização de um novo concurso alegando que o anterior “ficou marcado por um anormal e extraordinário conjunto de irregularidades e ilegalidades, resultado do desaparecimento massivo de vagas e colocações”.A Fenprof denuncia ainda colocações feitas por telefone, “à margem do concurso”.A federação pede uma correcção das injustiças que, a manterem-se, “serão ainda mais penalizadoras pelo facto de se fazerem para três anos”.



terça-feira, janeiro 23, 2007

Professores falam sobre o Estatuto Regional

Centenas de professores da ilha de São Miguel estiveram ontem reunidos em plenário para tomarem uma posição sobre a proposta do Governo açoriano de Estatuto da Carreira Docente diferenciado do nacional, que entrou recentemente em vigor. À margem do plenário de Ponta Delgada, o presidente do Sindicato dos Professores da Região Açores adiantou que, em breve, sairá uma posição final, uma vez que os educadores e professores vão votar se preferem o Estatuto Nacional ou a proposta regional.De acordo com Armando Dutra, existe a garantia do secretário açoriano da tutela de “só avançar” com a proposta regional “se ela merecer a concordância dos professores” das ilhas.Nos plenários, que vão decorrer nos Açores até ao próximo mês, Armando Dutra esclareceu que será feita uma análise comparativa para que os professores façam uma opção.“Nenhuma das propostas merece uma aprovação total pelos professores”, disse, alegando que os documentos são “mais penalizadores” do que o «antigo» Estatuto da Carreira.O sindicalista alegou que o Estatuto, publicado a 19 deste mês, “é altamente penalizador” para a classe, por ter sido concebido na base de “preocupações meramente economicistas” e por “desvalorizar” a profissão. No caso da proposta do Governo Regional, o sindicalista admitiu que existem “aspectos importantes, ao nível de questões de princípio e de outras”, que “vão ao encontro” dos sindicatos.

O que o futuro nos reserva

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Professor único no 5º e 6º ano é uma «infatilização», critica professor da Universidade de Coimbra

O presidente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) criticou hoje a intenção do governo de introduzir um professor generalista no II ciclo, considerando que representa «uma infantilização» deste nível de ensino.
«Vai provocar uma perda da qualidade do ensino e a infantilização do 5º e 6º anos» , declarou hoje João Gabriel Silva, que preside aos conselhos científico e directivo da maior faculdade da Universidade de Coimbra.

Para o catedrático, os alunos do 5º e 6º anos «estão muito mais próximos do III ciclo do que do I. Os requisitos de formação dos professores do III ciclo é que deviam ser estendidos aos do II ciclo. Está-se claramente a andar para trás», considerou.

Na óptica do responsável, esta transformação implica «aumentar no II ciclo a percentagem de formação pedagógica e didáctica, diminuindo a formação na área científica».

«Ninguém, por muito extraordinário pedagogo que seja, consegue ensinar aquilo que não sabe» , frisou João Gabriel Silva.

A possibilidade de um único professor acompanhar os alunos do 1º ao 6º ano nas áreas básicas foi admitida pelo secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, como «uma alternativa para o futuro, entre outras», no âmbito do novo Regime de Habilitações para a Docência.

Na edição de quinta-feira do DN, Valter Lemos considerava «estranho que só agora surjam críticas a um diploma que está há vários meses em consulta».

«Manifestámos o nosso desacordo quer formal, quer informalmente» , refutou hoje João Gabriel Silva, aludindo, nomeadamente, a pareceres da FCTUC e da UC sobre o ante-projecto, enviados, em Novembro passado, ao Ministério da Educação .

Ao frisar que a introdução de professores generalistas no II ciclo «não é uma boa aposta», o parecer da FCTUC sublinha não ser razoável que «o mesmo professor ensine, simultaneamente, Ciências da Natureza, História e Português».

«A especialização do ensino da Matemática no segundo ciclo deve ocorrer , mesmo que se mantenha o figurino dos professores generalistas no segundo ciclo, mas achamos que esse próprio modelo deve ser abandonado» , lê-se no documento.

Segundo o parecer, «como está, é uma mera extensão do ensino do primeir o ciclo para o segundo ciclo, algo que só seria justificável se o modelo do primeiro ciclo tivesse um grande sucesso, o que não ocorre».

Por seu turno, o parecer global da UC considera a opção por professores generalistas no II ciclo como «um erro estratégico que conduzirá, a curto prazo , a consequências preocupantes, nomeadamente por se traduzir na perda de qualidade desse mesmo ensino».

«É sabido que duas das mais sérias deficiências na formação actual dos nossos jovens se verificam na Matemática e no Português. Deveria ser, por isso, objectivo prioritário investir fortemente em ambas essas áreas. Ora, presumir qu e o docente que ensina Português possa também ensinar Matemática conduzirá neces sariamente à situação oposta» , é sublinhado na posição da Universidade de Coimbra.

Segundo este documento, «exigir idêntica formação para educadores de infância, professores do 1º ciclo e professores do 2º ciclo seria regressar a um modelo que provou já a sua ineficácia há largos anos, quando essa era uma solução de recurso em zonas desfavorecidas e que ficou conhecida como 6ª classe».

Carta duma professora


Carta duma professora
Autor: R. Mateus <ribeiromateus@hotmail.com>
Data: 14-01-2007
No número 1784 do Jornal Expresso, publicado no passado dia 6 de Janeiro, o colunista Miguel Sousa Tavares desferiu um violentíssimo ataque contra os professores (que não queriam fazer horas de substituição), assim como contra os médicos (que passavam atestados falsos) e contra os juízes (que, na relação laboral, pendiam para os mais fracos e até tinham condenado o Ministério da Educação a pagar horas extraordinárias pelas aulas de substituição). Em qualquer país civilizado, quem é atacado tem o direito de se defender. De modo que a professora Dalila Cabrita Mateus, sentindo-se atingida, enviou ao Director do Expresso, uma carta aberta ao jornalista Miguel Sousa Tavares. Contudo, como é timbre dum jornal de referência que aprecia o contraditório, de modo a poder esclarecer devidamente os seus leitores, o Expresso não publicou a carta enviada. Aqui vai, pois, a tal Carta Aberta, que circula pela Net. Para que seja divulgada mais amplamente, pois, felizmente, ainda existe em Portugal liberdade de expressão.
«Não é a primeira vez que tenho a oportunidade de ler textos escritos pelo jornalista Miguel Sousa Tavares. Anoto que escreve sobre tudo e mais alguma coisa, mesmo quando depois se verifica que conhece mal os problemas que aborda. É o caso, por exemplo, dos temas relacionados com a educação, com as escolas e com os professores. E pensava eu que o código deontológico dos jornalistas obrigava a realizar um trabalho prévio de pesquisa, a ouvir as partes envolvidas, para depois escrever sobre a temática de forma séria e isenta.O senhor jornalista e a ministra que defende não devem saber o que é ter uma turma de 28 a 30 alunos, estando atenta aos que conversam com os colegas, aos que estão distraídos, ao que se levanta de repente para esmurrar o colega, aos que não passam os apontamentos escritos no quadro, ao que, de repente, resolve sair da sala de aula. Não sabe o trabalho que dá disciplinar uma turma. E o professor tem várias turmas.O senhor jornalista não sabe (embora a ministra deva saber) o enorme trabalho burocrático que recai sobre os professores, a acrescer à planificação e preparação das aulas.O senhor jornalista não sabe (embora devesse saber) o que é ensinar obedecendo a programas baseados em doutrinas pedagógicas pimba, que têm como denominador comum o ódio visceral à História ou à Literatura, às Ciências ou à Filosofia, que substituíram conteúdos por competências, que transformaram a escola em lugar de recreio, tudo certificado por um Ministério em que impera a ignorância e a incompetência.O senhor jornalista falta à verdade quando alude ao «flagelo do absentismo dos professores, sem paralelo em nenhum outro sector de actividade, público ou privado». Tal falsidade já foi desmentida com números e por mais de uma vez. Além do que, em nenhuma outra profissão, um simples atraso de 10 minutos significa uma falta imediata.O senhor jornalista não sabe (embora a ministra tenha obrigação de saber) o que é chegar a uma turma que se não conhece, para substituir uma professora que está a ser operada e ouvir os alunos gritarem contra aquela «filha da puta» que, segundo eles, pouco ou nada veio acrescentar ao trabalho pedagógico que vinha a ser desenvolvido. O senhor jornalista não imagina o que é leccionar turmas em que um aluno tem fome, outro é portador de hepatite, um terceiro chega tarde porque a mãe não o acordou (embora receba o rendimento mínimo nacional para pôr o filho a pé e colocá-lo na escola), um quarto é portador de uma arma branca com que está a ameaçar os colegas. Não imagina (ou não quer imaginar) o que é leccionar quando a miséria cresce nas famílias, pois «em casa em que não há pão, todos ralham e ninguém tem razão». O senhor jornalista não tem sequer a sensibilidade para se por no lugar dos professores e professoras insultados e até agredidos, em resultado de um clima de indisciplina que cresceu com as aulas de substituição, nos moldes em que estão a ser concretizadas.O senhor jornalista não percebe a sensação que se tem em perder tempo, fazendo uma coisa que pedagogicamente não serve para nada, a não ser para fazer crescer a indisciplina, para cansar e dificultar cada vez mais o estudo sério do professor. Quando, no caso da signatária, até podia continuar a ocupar esse tempo com a investigação em áreas e temas que interessam ao país.O senhor jornalista recria um novo conceito de justiça. Não castiga o delinquente, mas faz o justo pagar pelo pecador, neste caso o geral dos professores penalizados pela falta dum colega. Aliás, o senhor jornalista insulta os professores, todos os professores, uma casta corporativa com privilégios que ninguém conhece e que não quer trabalhar, fazendo as tais aulas de substituição.O senhor jornalista insulta, ainda, todos os médicos acusando-os de passar atestados, em regra falsos. E tal como o Ministério, num estranho regresso ao passado, o senhor jornalista passa por cima da lei, neste caso o antigo Estatuto da Carreira Docente, que mandava pagar as aulas de substituição.Aparentemente, o propósito do jornalista Miguel Sousa Tavares não era discutir com seriedade. Era sim (do alto da sua arrogância e prosápia) provocar os professores, os médicos e até os juízes, três castas corporativas. Tudo com o propósito de levar a água ao moinho da política neoliberal do governo, neste caso do Ministério da Educação.Dalila Cabrita Mateus, professora, doutora em História Moderna e Contemporânea».

Novo Sinal de Trânsito

A paixão pela educação


Francisco José Viegas, Escritor
A"paixão pela educação", manifestada por António Guterres, revelou-se um dos grandes embustes políticos da época. Periodicamente, uma série de sociólogos e de especialistas em "mentalidades" vem lembrar-nos que o nosso problema é a educação e a necessidade - nunca satisfeita, afinal - de investir na educação. A actual ministra da educação tomou algumas medidas para disciplinar a vida das escolas e torná-las menos dependentes das arbitrariedades dos sindicatos e do corporativismo dos professores. No entanto, aquilo que seria um conjunto de medidas necessárias e urgentes acabou por transformar-se na criação de um clima de arrogância em que os professores passaram a ser publicamente apontados como responsáveis por tudo o que acontecia de mau nas escolas. A peregrina e estapafúrdia ideia de permitir que os pais e encarregados de educação possam funcionar como instâncias de avaliação da qualidade dos professores (entretanto abandonada) não passou de populismo de pacotilha. O problema é que o próprio ministério não tem a coragem de avaliar os professores. Expliquemos. Desde os anos setenta que o Ministério da Educação tem sido ciclicamente invadido por técnicos que se acham investidos de uma luminosa presciência para educar o povo - impondo modelos pedagógicos e científicos (na matemática como no ensino da História ou da Língua) conforme a sua vontade de experimentar e de mudar, mas vivendo na impunidade e na quase inimputabilidade. Muitos desses técnicos estão afastados do mundo real das escolas há muitos anos, circulando de seminário em seminário, de congresso em congresso, certamente munidos de muito boa-vontade, mas ignorando que a boa-vontade não é um instrumento generoso quando se trata de educação. Seria, aliás, muito útil saber quanto o Estado despendeu, nos últimos anos, em "reformas pedagógicas" incompletas e inconsequentes e na sucessivamente chamada "inovação pedagógica" ou "curricular". E, paralelamente, o que sobra dessas experiências, cujas vítimas são, em primeiro lugar, os alunos do básico e do secundário e, depois, os próprios professores que vivem parte do seu tempo de trabalho ocupados a interpretar o "eduquês" das senhoras e dos senhores técnicos do Ministério da Educação, distribuído por inenarráveis documentos que aparentemente são escritos em português e que, virtualmente, talvez falem de educação e de ensino. Recomendo que os interessados visitem os "sites" do Ministério e leiam, com atenção, os documentos teóricos sobre pedagogia, ensino da Língua e da Matemática - e que, se sobreviverem, entrem nos domínios reservados pelas associações de professores dessas matérias. Um dos exemplos desse temperamento estapafúrdio é a TLEBS, uma experiência do génio de alguns técnicos de linguística, deixados à solta pelos corredores e gabinetes do Ministério, autorizados a tratar a Língua Portuguesa como coisa sua, cometendo dislates na maior impunidade - e recebendo as críticas com uma arrogância que lembrava os velhíssimos lentes quando confrontados com a irrelevância dos seus conhecimentos e o abuso do seu poder. Quando oiço o primeiro-ministro apresentar o QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) e os seus fundos como uma oportunidade para valorizar a educação, temo estarmos a cair num erro crasso o de pensar-se que a educação precisa apenas de mais investimento e de mais dinheiro. Não. O problema não é dinheiro. É também juízo e exigência. Infelizmente, o Ministério da Educação, depois de "meter na ordem os professores", não parece querer meter-se a si mesmo na ordem. A demora a reagir no caso da TLEBS é um exemplo de como o Ministério, que enfrentou com facilidade o corporativismo sindical, tem agora receio de enfrentar o corporativismo ideológico que mina os seus corredores. E esse será o principal obstáculo ao investimento na educação.

Manifesto: juristas defendem vida desde a concepção



Jorge Miranda , Marcelo Rebelo de Sousa e Germano Marques da Silva são três dos cerca de 40 subscritores do manifesto pelo ‘Não’Cerca de 40 professores das Faculdades de Direito subscrevem um manifesto pelo ‘não’ ao referendo sobre o aborto. Jorge Miranda, Marcelo Rebelo de Sousa e Germano Marques da Silva são alguns dos subscritores do documento que destaca um fundamento “básico e incontestável: A inviolabilidade da vida humana a partir do momento da concepção, o que hoje não é posto em causa nem pela Medicina nem pelo Direito”, consideram

Para os subscritores, “o carácter inviolável da vida humana resulta do artigo 24.º, n.º 1, da Constitui- ção da República e do Direito Internacional dos Direitos do Homem, ao qual Portugal se vinculou”.Também contra a despenalização do aborto, o movimento ‘Diz que não’ anunciou ontem que vai associar-se à organização Ajuda de Berço, com o projecto ‘Mulher Merece Mais’, para mostrar que a solução para o aborto está na ajuda às mães e aos seus filhos. Sandra Anastácia, presidente da Ajuda de Berço, explicou que o trabalho do movimento ‘Diz que não’ vai passar pela recolha de bens até ao dia do referendo, 11 de Fevereiro, e considerou que é da sociedade civil que devem nascer forças que “apoiem verdadeiramente a família e as crianças”. O CM mostra-lhe os argumentos de figuras públicas a favor e contra a interrupção voluntária da gravidez até às dez semanas.PORQUE NÃO: "PORQUE FERE UM BEBÉ" (Isilda Pegado, Federação pela Vida)“Porque o aborto fere um bebé [de morte], fere uma mulher/mãe, fere um pai, uma família e fere uma nação. Porque é dizer não à liberalização do aborto.” PORQUE SIM: "SOFRIMENTO ADICIONAL" (Rui Pereira, Professor de Direito)“A punição da mulher grávida que aborte nas primeiras dez semanas não é a melhor forma de defender a vida intra-uterina e cria um sofrimento adicional.”

ODE MARÍTIMA

Casa d´Os Dias da Água estreia «Ode Marítima» dia 25


O monólogo «Ode Marítima» estará em cena na Casa d´Os Dias da Água, em Lisboa, entre 25 de Janeiro e 4 de Fevereiro. O actor João Miguel Garcia sobe ao palco de terça-feira a domingo, às 21:30 horas.

Encenada por Alberto Lopes, a peça não segue a regra do texto teatral, cabendo ao actor «dar corpo às palavras, revelando os seus sentidos».
Sem personagens e sem acção, «Ode Marítima» é um texto com uma estética implícita e intensa, misturando a relação entre ideia e expressão.


22-01-2007 12:12:00

domingo, janeiro 21, 2007

Manuais com nova terminologia suspensos


Lusa 2007-01-17

O Ministério da Educação mandou suspender os novos manuais para a disciplina de Português do 8.º ano já adaptados à nova Terminologia Linguística do Ensino Básico e Secundário.
De acordo com o Diário de Notícias, a decisão de suspender, pelo menos por um ano, os novos manuais foi comunicada às duas principais associações de editores de manuais.Fontes da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) e da União de Editores Portugueses (UEP) confirmaram que a decisão de suspender os manuais de Português está relacionada com a Terminologia Linguística do Ensino Básico e Secundário (TLEBS), cuja aplicação está ainda por definir.Contudo, o assessor de imprensa do Ministério da Educação negou que a suspensão esteja apenas relacionada com a nova terminologia gramatical.Segundo esta fonte, além da nova gramática está a ser desenvolvido um processo de avaliação mais amplo na disciplina de Português, que inclui aspectos como o número de aulas no Ensino Básico e os hábitos de leitura.Envolta em polémica, a nova terminologia, aprovada pelo Ministério da Educação (ME) no final de 2004, começou este ano a ser leccionada de forma generalizada, para já no 3.º, 5.º e 7.º anos, devendo abranger todo o sistema de ensino em 2009, com o objectivo de uniformizar os termos gramaticais ensinados na escola.O director-geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, Luís Capucha afirmou no início do mês que a nova lista de termos "tem deficiências", tendo sido suspensa, para já, a generalização a todo o Ensino Básico e Secundário, por não haver "neste momento" uma formação suficiente dos professores.Em declarações à agência Lusa, José Nunes, o primeiro subscritor de uma petição online para a suspensão da experiência, afirmou, contudo, que não foi emitida qualquer portaria a suspender a TLEBS, mantendo-se, por isso, nos estabelecimentos de ensino a introdução dos conteúdos experimentais, que garante estarem " cheios de erros científicos".

Substituição de professores alvo de críticas


FNE e FENPROF alegam que o processo conduzido pelas escolas nos concursos para substituição de professores é burocrático e demorado e querem que seja restabelecido o recurso à lista nacional de graduação.
«O Ministério da Educação está a provocar uma grande confusão nas escolas e angústia nos professores». A afirmação é feita num comunicado divulgado pela Federação Nacional de Professores (FENPROF) e justifica-se pelo fim das colocações cíclicas no final do 1.º período.Até aqui todo o processo era conduzido pelo Ministério da Educação. Um professor de baixa ou licença de maternidade, por exemplo, era substituído pelo docente desempregado com a graduação mais elevada, recorrendo à lista nacional de graduação. Desde o início deste mês, são as próprias escolas que têm que assegurar estas substituições através da contratação directa, com anúncios na imprensa e na Internet.A alteração está já a provocar dificuldades em diversas escolas do País. A FENPROF aponta como exemplos os casos da EB 2,3 da Mealhada, em que surgiram mais de 700 candidatos para um horário, ou do Agrupamento de Escolas de Taveiro, em Coimbra, onde surgiram mais de 300 candidaturas para uma substituição num jardim de infância.A análise das centenas de candidaturas obriga os estabelecimentos de ensino a uma sobrecarga de trabalho que, defende a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE), seria "dispensável se pudessem continuar a recorrer ao processo das colocações cíclicas".Mas este não será o único problema. De acordo com a FNE, este procedimento está a decorrer sem qualquer uniformidade de actuação entre as escolas, nomeadamente no que respeita aos documentos a apresentar para a candidatura e ainda à sua forma de apresentação. Algumas escolas estarão a exigir que a candidatura seja apresentada em impressos que apenas se obtêm na secretaria da própria escola, enquanto que outros estabelecimentos de ensino exigem o envio de currículos dos candidatos apenas em suporte de papel. A FENPROF garante que esta decisão "está a consumir recursos humanos, recursos materiais e recursos financeiros das escolas sem que tal se justificasse", salientando que são os alunos os principais prejudicados pela morosidade do processo. Os sindicatos exigem que seja restabelecido, por parte do Ministério da Educação, o recurso à lista nacional de graduação como referencial para as colocações para que o recrutamento de docentes volte a respeitar a ordem existente e para que se possa voltar a simplificar todo o processo.

Mudanças em vigor a partir de sábado


Estatuto dos professores publicado em DR

Última Hora
2007-01-19 - 15:33:00
O novo Estatuto da Carreira de Docente (ECD) foi esta sexta-feira publicado em Diário da República (DR), entrando sábado em vigor as alterações introduzidas na actividade de cerca de 180 mil professores e que causaram, nos últimos meses, diversos protestos contra o Ministério da Educação.


A principal mudança, e mais polémica, contemplada no diploma diz respeito à divisão da carreira em duas categorias (professor e professor titular), com quotas estabelecidas para subir de escalão e aceder à segunda e mais elevada.O exame de ingresso na carreira e a avaliação de desempenho, dependente de critérios como a observação de aulas e as taxas de insucesso e abandono escolar do alunos, são outros dos temas que têm criado atritos entre o Ministério e os sindicatos do sector, e que ficam consagrados a partir de hoje, com a publicação do documento em Diário da República.

Professores de Educação Física no 1º ciclo em Tomar estão sem receber desde Outubro

19 Jan 2007, 15:36h
O Mirante on line
Os professores contratados pelo Ginásio Clube de Tomar para as actividades extra-curriculares nas escolas do 1º ciclo do concelho, protocolizadas com a autarquia, estão sem receber desde de Outubro. A notícia foi confirmada a O MIRANTE por Filipe Fernandes, coordenador técnico do Ginásio, que garante, no entanto, que os professores já tinham sido avisados de que haveria atrasos. Segundo o técnico, a dívida aos 9 docentes ultrapassa os 5 mil euros, no entanto, Filipe Fernandes revela que a situação deverá estar resolvida a partir da próxima Segunda-feira. Para fazer face à situação, o Ginásio Clube chegou mesmo a adiantar uma pequena verba a cada um dos professores no Natal, de forma a tornar menos difícil a época de festas.
Um dos professores que está sem receber desde Outubro, confirmou a O MIRANTE, que já tinha sido avisado sobre os atrasos no pagamento, mas nunca pensou “que fosse tanto tempo”. O docente acrescenta que apesar de não estar em causa a sua sobrevivência, a situação é no mínimo, “desagradável”.
Paulo Arsénio, coordenador educativo do Médio Tejo, garante, entretanto, que a primeira tranche de pagamentos realizada pelo Ministério da Educação já foi entregue a todas as instituições que gerem as actividades extra-curriculares no 1º ciclo, como aulas de inglês, música, informática ou educação física. Questionado sobre os atrasos nos pagamentos, o responsável sublinha que “independentemente de receber ou não, as entidades quando fazem contratos, devem ter nos seus orçamentos as verbas para pagar os serviços”.
Apesar de tentar várias vezes, ainda não foi possível a O MIRANTE obter esclarecimentos por parte da Câmara de Tomar.

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Concurso para substituição de professores "é burocrático, demorado e prejudica os alunos"

A Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) e a Federação Nacional de Professores (Fenprof) criticaram hoje as condições em que estão a decorrer os concursos para substituição de professores de baixa, alegando que o processo está "a lançar a confusão", "é burocrático, demorado e está a prejudicar os alunos".
Em comunicado, a FNE considera que deve ser restabelecido o recurso à lista nacional de graduação "como referencial para as colocações" e defende que as substituições devem voltar a ser realizadas pela tutela, como acontecia até agora.Até aqui vigoravam as chamadas colocações cíclicas, um processo conduzido pelo Ministério da Educação através do qual um professor de baixa ou licença de maternidade, por exemplo, era substituído pelo docente desempregado que tivesse a graduação mais elevada, de acordo com a referida lista nacional.No entanto, o decreto-lei que introduziu as alterações ao concurso de professores estabelece que, a partir deste mês, passam a ser as escolas a abrir concursos para assegurar estas substituições, publicitando-os na imprensa e na Internet.De acordo com a federação sindical afecta à UGT, "este procedimento está a decorrer sem qualquer uniformidade ou sequer proximidade de actuação entre as diferentes escolas, no que toca aos documentos a apresentar para a candidatura e ainda à forma da sua apresentação".Além disso, refere que os estabelecimentos de ensino "estão hoje com uma sobrecarga inútil de trabalho perfeitamente dispensável se pudessem continuar a recorrer ao processo das colocações cíclicas", uma vez que têm de analisar centenas de candidaturas. "Trata-se de uma situação em que obviamente nem as escolas nem os candidatos saem beneficiados", conclui a FNE, sublinhando que sempre se manifestou contra esta opção do Ministério da Educação.Também a Fenprof, afecta à CGTP, acusou o ministério de "lançar a confusão" ao permitir que sejam as escolas a contratar docentes para substituir outros que fiquem de baixa, sem recorrer à lista nacional de graduação.Para a estrutura sindical, a contratação por parte das escolas torna mais difícil e demorado o processo de substituição de docentes, uma vez que para cada horário disponível há centenas de candidatos. "Os grandes prejudicados são também os alunos, que ficarão sem aulas durante um período mais longo do que o possível, o desejável e o necessário", argumentou a federação, em comunicado, adiantando que a decisão de acabar com as colocações cíclicas "está a consumir recursos humanos, recursos materiais e recursos financeiros das escolas".A Fenprof exige do Ministério da Educação "a reorganização da lista nacional para que o recrutamento de docentes para as escolas volte a respeitar essa lista".

Despacho n.º 546/2007

A melhoria das condições de ensino e aprendizagem da língua portuguesa e a valorização das competências dos professores desta área disciplinar constituem objectivos prioritários da política educativa do XVII Governo Constitucional. A necessidade de melhorar o ensino do Português na educação básica está solidamente fundamentada nos resultados de todos os projectos internacionais em que Portugal participou (Reading Literacy - IEA, 1992, Pisa 2000 e 2003), nos estudos nacionais (A Literacia em Portugal, 1995), nas provas nacionais de aferição (2000 a 2005) e, mais recentemente, nos exames nacionais do 9.º ano (2005). Em reforço da premência da tomada de medidas urgentes que melhorem os desempenhos dos alunos em competências referentes ao domínio da língua materna, assinalam-se os objectivos referenciais (benchmarks) estabelecidos para a União Europeia na Cimeira de Estocolmo de 2001, que apontam para a urgência do decréscimo de maus leitores de 15 anos para valores de 15,5% em 2010. O Ministério da Educação decidiu, para tal, e em articulação com as escolas de 1.º ciclo e os agrupamentos escolares e com os estabelecimentos de ensino superior com responsabilidades na formação inicial de professores, desenvolver um programa nacional de ensino do português destinado aos professores de 1.º ciclo e educadores de infância. Importa, por isso, criar, no âmbito do Ministério da Educação, a Comissão Nacional de Coordenação e Acompanhamento, com o objectivo de desenvolver as linhas orientadoras do Programa Nacional de Ensino do Português no 1.º Ciclo do Ensino Básico e de acompanhar a execução do mesmo, em consonância com os objectivos definidos no presente despacho. Assim, determina-se o seguinte:
1 - É criado o Programa Nacional de Ensino do Português no 1.º Ciclo do Ensino Básico, adiante designado por PNEP.
2 - O PNEP contempla uma vertente de formação em rede regida por três grandes princípios: a) A formação dos professores é centrada na escola ou no agrupamento de escolas, exigindo a adesão voluntária da escola/agrupamento; b) A formação dos professores visa a utilização de metodologias sistemáticas e estratégias explícitas de ensino da língua na sala de aula; c) A formação dos professores é regulada por processos de avaliação das aprendizagens dos alunos, ao nível individual, da classe e da escola.
3 - É objectivo central do PNEP melhorar os níveis de compreensão de leitura e de expressão oral e escrita em todas as escolas do 1.º ciclo, num período entre quatro a oito anos, através da modificação das práticas docentes do ensino da língua.
4 - As actividades a desenvolver no quadro do PNEP revestem a forma de acções de formação e de acompanhamento de professores do 1.º ciclo a que se poderão associar os educadores de infância.
5 - A formação é dinamizada por formadores que integram os núcleos regionais de formação sediados nas escolas superiores de educação (ESE) e universidades que desenvolvam formação inicial de professores do 1.º ciclo.
6 - A coordenação regional da formação é da responsabilidade de cada núcleo regional que articula com a Comissão Nacional de Coordenação e Acompanhamento.
7 - A formação, num total não inferior a cento e vinte horas por ano por formando, integra sessões temáticas, organizadas em sessões regionais e sessões de formação em grupo, e sessões tutoriais de acompanhamento na sala de aula.
8 - As sessões temáticas incluem:
a) Sessões regionais (trinta horas anuais), programadas e realizadas pela coordenação do núcleo de formação, destinadas à actualização científica e ao sucessivo aprofundamento de temas; nelas participam todos os docentes em formação no respectivo núcleo;
b) Sessões quinzenais de formação em grupo (sessenta horas anuais, distribuídas por 15 sessões), orientadas pelo formador da escola, destinadas a debater temas e a apresentar e explorar materiais didácticos e de avaliação; nelas participam todos os docentes em formação na escola/agrupamento.
9 - As sessões tutoriais (trinta horas anuais), individuais e orientadas pelo formador da escola, visam o apoio directo ao docente na actividade lectiva do ensino da língua à respectiva turma.
10 - Após a formação, objecto de avaliação, é atribuído um diploma de formação em Ensino do Português, passível de creditação em unidades de crédito (ECTS) em cursos de pós-graduação.
11 - As actividades previstas nos números anteriores serão executadas a partir do ano lectivo de 2007-2008.
12 - No ano lectivo de 2006-2007 será desenvolvida a formação dos formadores que incluirá docentes do ensino superior e professores de 1.º ciclo seleccionados pelos agrupamentos. Esta formação ocorrerá nos anos lectivos seguintes até estar coberta a totalidade dos agrupamentos de escolas.
13 - As actividades referidas no n.º 4 são financiadas pelo Ministério da Educação, através do Programa de Desenvolvimento Educativo para Portugal (PRODEP) no período correspondente ao III Quadro Comunitário de Apoio e através do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) no que se refere ao próximo período de programação.
14 - O PNEP é executado e promovido através de protocolos a celebrar entre o Ministério da Educação, e os estabelecimentos de ensino superior, em conformidade com o presente despacho.
15 - No quadro dos protocolos a celebrar, o Ministério da Educação assegura:
a) A articulação com as direcções regionais de educação (DRE) e com as escolas e os agrupamentos;
b) O financiamento, através do PRODEP/QREN, da execução das acções a prever nos protocolos;
c) A manutenção de um sítio na Internet para disponibilização de conteúdos produzidos no âmbito do Programa, em articulação com a Comissão Nacional de Coordenação e Acompanhamento.
16 - Os estabelecimentos de ensino superior asseguram, no quadro dos referidos protocolos:
a) A nomeação de um coordenador institucional do Programa, com formação e experiência nos domínios da leitura ou da escrita, que constituirá o grupo de formadores, seleccionados de acordo com os critérios definidos nacionalmente, que ficarão responsáveis pela formação e acompanhamento dos professores-formandos;
b) A definição da área de intervenção, identificando as escolas do 1.º ciclo do ensino básico que farão parte da rede de escolas do estabelecimento, em articulação com as DRE e com os conselhos executivos dos agrupamentos de escolas;
c) O envio ao Ministério da Educação, para homologação, do plano das acções a realizar, explicitando, nomeadamente: i) O número de acções de acompanhamento a efectuar; ii) O calendário e a data de início das mesmas; iii) O resumo do conteúdo das acções; iv) A composição da equipa de formação; v) A estratégia de envolvimento dos municípios, da DRE, das escolas e agrupamentos, das associações de pais ou de professores, dos centros de formação das associações de escolas e de outras entidades que, em razão da matéria, seja oportuno associar ao Programa;
d) A realização, nos termos definidos pela Comissão Nacional de Coordenação e Acompanhamento do Programa, das sessões de tipologia diversa definidas nos n.os 7 e 8;
e) A atribuição de um diploma de frequência e aproveitamento aos professores do 1.º ciclo do ensino básico, nos termos e em conformidade com o modelo a definir pela Comissão Nacional de Coordenação e Acompanhamento do Programa e a homologar pelo Ministério da Educação;
f) A colaboração e informação solicitada pelo Ministério da Educação, pela Comissão Nacional de Coordenação e Acompanhamento do Programa e pela comissão de avaliação do Programa a que se refere o n.º 24;
g) A apresentação ao Ministério da Educação dos relatórios de progresso e do relatório final.
17 - É criada a Comissão Nacional de Coordenação e Acompanhamento.
18 - Compete à Comissão Nacional de Coordenação e Acompanhamento, no âmbito do Programa Nacional de Ensino do Português no 1.º Ciclo:
a) Conceber e acompanhar o programa de formação;
b) Definir os conteúdos e as metodologias para operacionalização da formação;
c) Promover a articulação com todas as escolas de formação envolvidas no Programa;
d) Acompanhar nacionalmente a implementação das medidas, ajustando-as aos resultados;
e) Construir e divulgar brochuras, em suporte de papel e online, que funcionem como organizadores da formação e da actividade do ensino da língua no 1.º ciclo;
f) Divulgar bibliografia útil para a formação de professores;
g) Definir critérios nacionais para a selecção dos formadores;
h) Disponibilizar meios de formação para os formadores sobre domínios necessários à implementação do Programa;
i) Desenvolver e alimentar uma plataforma de comunicação via RCTS, que difunda directivas e materiais, acessível a todas as escolas e agrupamentos de escolas;
j) Construir e divulgar materiais didácticos, em suporte de papel e online para os professores e para os alunos; k) Recolher e seleccionar os materiais produzidos pelas escolas de formação e divulgá-los na RCTS, sempre que a qualidade o justificar;
l) Articular com serviços, programas e projectos de âmbito nacional, nomeadamente, com o Plano Nacional de Leitura, com a Direcção-Geral de Desenvolvimento e Inovação Curricular (DGIDC), com a Equipa de Missão Computadores, Redes e Internet nas Escolas e com o Gabinete de Avaliação Educacional.
19 - A Comissão Nacional de Coordenação e Acompanhamento integra um núcleo central, o qual é responsável pela concepção e acompanhamento nacional do Programa e uma equipa alargada.
20 - A equipa do núcleo central da equipa será constituída por:
a) Inês Sim-Sim, professora coordenadora da ESE de Lisboa, que coordenará;
b) Inês Duarte, professora catedrática da Faculdade de Letras de Lisboa e presidente da Associação Portuguesa de Linguística;
c) Maria Luísa Álvares Pereira, professora auxiliar da Universidade de Aveiro;
d) Maria João Freitas, professora auxiliar da Faculdade de Letras de Lisboa.
21 - A equipa alargada será composta por docentes de ESE e universidades que realizam formação para professores do 1.º ciclo e educadores de infância, de acordo com a seguinte composição:
a) Clara Ferrão, professora-coordenadora da ESE de Santarém;
b) Fernanda Leopoldina Viana, professora associada da Universidade do Minho;
c) Luís Filipe Barbeiro, professor-coordenador da ESE de Leiria;
d) Fernanda Gonçalves, professora auxiliar da Universidade de Évora;
e) Lucília Salgado, professora-adjunta da ESE de Coimbra;
f) Adriana Baptista, professora-adjunta da ESE do Porto;
g) Maria do Sameiro Pedro, professora-adjunta da ESE de Beja;
h) Paula Guerreiro, equiparada a professora-adjunta da ESE de Portalegre.
22 - A Comissão Nacional de Coordenação e Acompanhamento tem um mandato de dois anos, devendo apresentar ao Ministério da Educação:
a) Até 15 de Junho de 2007, um primeiro relatório de progresso;
b) Até 15 de Abril de 2008, um segundo relatório de progresso;
c) Até 15 de Dezembro de 2008, um relatório final.
23 - O Ministério da Educação assegura a colaboração necessária ao cumprimento dos objectivos estabelecidos para a Comissão Nacional de Coordenação e Acompanhamento no n.º 18 do presente despacho, sendo o apoio técnico e logístico à Comissão assegurado pela Direcção-Geral de Desenvolvimento e Inovação Curricular, devendo esta inscrever no seu orçamento as respectivas verbas.
24 - A avaliação final da execução dos protocolos a celebrar será promovida pela comissão de avaliação do Programa, a criar por despacho do Ministro da Educação, que determinará a respectiva composição e modo de funcionamento.
25 - Os termos de referência da avaliação referida no número anterior serão definidos após consulta estabelecimentos de ensino superior em causa.
26 - O presente despacho produz efeitos a partir da data da assinatura.
30 de Agosto de 2006.
- A Ministra da Educação, Maria de Lurdes Reis Rodrigues.

Professores reúnem-se em Silves

Os corpos gerentes do Sindicato dos Professores da Zona Sul (Fenprof) vão reunir-se amanhã e no sábado, no Hotel Colina dos Mouros, em Silves.

Da ordem de trabalhos dessa reunião destaca-se, na análise da situação política, as consequências nefastas para os professores e sistema educativo do novo Estatuto da Carreira Docente, recentemente promulgado.Os professores vão ainda debater a instabilidade gerada pelo novo regime de contratação docente, bem como a situação caótica criada nas escolas pelas Actividades de Enriquecimento Curricular e a falta de apoio às crianças com Necessidades Educativas Especiais. A direcção do Sindicato deverá decidir sobre o prosseguimento da acção de luta e sua calendarização, bem como as propostas a apresentar às restantes organizações sindicais da Fenprof, «no sentido de travar, de algum modo, a ofensiva do Ministério da Educação na destruição da Escola Pública».

18 de Janeiro de 2007 17:13

terça-feira, janeiro 16, 2007

Que escola?????

Centenário de Torga


A «Poesia Completa» de Miguel Torga vai ser reeditada em Fevereiro, num volume de cerca de mil páginas que inclui os poemas publicados nos seus famosos «Diários», revelou fonte das Publicações Dom Quixote. A reedição insere-se nas comemorações do centenário do nascimento de Torga, considerado um dos grandes escritores portugueses do século XX. Autor de mais de trinta títulos de poesia, ficção e teatro, Miguel Torga nasceu em 12 de Agosto de 1907 e morreu em Janeiro de 1995. Foi o primeiro vencedor do Prémio Camões, o mais importante galardão literário da lusofonia, em 1989.

Apresentado em Coimbra livro que analisa o “desastre no ensino da matemática”

Os professores são o problema“Se queremos enfrentar o problema da matemática, temos que ter atenção ao centro. E o centro são os professores”, afirmou ontem Carlos Fiolhais na apresentação do livro «Desastre no ensino da matemática: como recuperar o tempo perdido».Apesar de tudo, par ao físico da Universidade de Coimbra esta é uma obra optimista, que “indica problemas e fala de soluções”. Até porque, assegurou Fiolhais, “o desastre existe!”, apesar de “os cérebros dos nossos jovens não terem nada de errado”. “Desastre no ensino da matemática: como recuperar o tempo perdido” resulta de um debate entre especialistas de várias áreas – psicologia, economia, neurologia, matemática, física e filosofia, entre outras – e pretende colocar a descoberto quais são as posições em confronto em Portugal sobre o ensino da matemática. Para o coordenador da obra, Nuno Crato, o essencial é compreender que há posições diferentes sobre o problema e quais são essas posições. Ao longo das cerca de 200 páginas da obra, são analisadas questões como com que deficiências chegam os estudantes portugueses à universidade ou como são formados os professores de matemática em Portugal. “Há cursos que visam formar professores de matemática e que só têm um semestre da cadeira”, revelou Nuno Crato. Esta é, aliás, a questão que mais preocupa João Queiró, um dos participantes na obra, e para quem são três os factores mais importantes. “Os professores, os manuais e os programas, por esta ordem”. Mas João Queiró considera ainda que nos últimos vinte anos tem havido “uma política de incentivos à falta de qualidade na formação de professores”.
Paula Alexandra Almeida
JN

Governo quer professor único para o 2.º ciclo



Joana Santos 2007-01-16

O Ministério da Educação pretende criar a figura de "professor-tutor" no 5.º e 6.º anos. O docente terá de leccionar várias áreas básicas como a Matemática e o Português.
O executivo de José Sócrates pretende que os alunos até ao 6.º ano tenham um único professor a leccionar áreas básicas. A medida vai ao encontro do que é praticado na maioria dos países da União Europeia e, segundo o Secretário de Estado da Educação, Válter Lemos, «prevê a criação de um regime de monodocência coadjuvada ou de um professor central ou tutor no 5.º e 6.º anos de escolaridade». Por outras palavras, e como explicou Válter Lemos ao Diário Económico, com o novo sistema passará a existir «um professor-tutor que tenha capacidade para leccionar as áreas básicas (Português, Matemática, Ciências da Natureza, História, Geografia de Portugal e Expressões) apoiado por docentes de outras áreas profissionais». Com esta medida pretende-se também amenizar a transição curricular das crianças do 4.º para o 5.º ano, onde os alunos passam de um único professor no 1.º ciclo para 10 professores no 2.º ciclo. Esta situação não existe em mais nenhum país europeu e tem sido aliás uma das principais críticas ao sistema de educação português. O secretário de Estado da Educação adianta ainda que «a evolução natural do sistema português prevê que exista um docente no 1.º ciclo e quatro ou cinco no 2.º ciclo». Actualmente há já uma recomendação do Ministério da Educação para, sempre que possível, existirem professores multidisciplinares, situação que é seguida já em algumas escolas do País. Esta alteração está já a ser preparada com a aprovação do novo regime de habilitações para a docência que cria um perfil de docente generalista que passa a incluir a habilitação conjunta para o 1.º e 2.º ciclos. Os docentes polivalentes terão de ter uma qualificação extra. «Para além da licenciatura em educação básica, terá de ter um mestrado com 30 créditos em Português, 30 créditos em Matemática, 30 créditos em Estudo do Meio que inclui Ciências da Natureza, História e Geografia em Portugal para além de 30 créditos em Expressões» adiantou Válter Lemos. Para o secretário de Estado da Educação, o objectivo é formar professores que estejam preparados para assumir este perfil, comum na maioria dos países europeus. Haverá assim um «reforço na formação de professores na componente científica, académica e prática profissional». Por outro lado, as alterações ao diploma vão também permitir travar o acesso à profissão de docente de «diplomados do Ensino Superior sem qualificação principal para a docência» e sem «qualificação disciplinar ou profissional adequadas». O novo diploma que regula as habilitações para a docência está agora na Presidência da República onde aguarda promulgação.Os sindicatos já reagiram a estas alterações e têm opiniões divergentes. Para Francisco Almeida, da Federação Nacional de Professores (FENPROF), esta medida é «uma tentativa de facilitar a gestão de recursos humanos nestes ciclos em detrimento da qualidade». Já a sindicalista Conceição Alves Pinto, da Federação Nacional de Educação (FNE), considera serem necessárias mais explicações sobre esta matéria, mas adianta ser possível a redução de docentes «desde que seja dentro da lógica de que há professores com formação para mais do que uma disciplina». O secretário de Estado Válter Lemos recusa a acusação de esta medida ter uma vertente economicista e sublinha ainda que «temos os piores resultados da Europa». Por isso, garante, o que está em causa com estas medidas é «alcançar melhores resultados» e «aproximar Portugal dos outros países europeus».

País de anedota

E Revolução é mesmo a palavra. Não será pacífico. Senão vejamos. O novo regime para o ensino básico já foi aprovado. Espera promulgação do Presidente da Republica e prevê que exista um só professor responsável por leccionar todas as disciplinas até ao 6º ano - é o chamado "professor generalista". Será, no entanto, coadjuvado por professores de outras áreas que lhe poderão dar algum apoio que venha a ser necessário.
Quem são os iluminados que têm estas ideias maravilhosas???
Estamos a voltar ao ESTADO NOVO?
QUANTOS PROFESSORES IRÃO PARA O DESEMPREGO???????

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Alteração de estatutos aprovada pelos professores


A proposta de alteração dos estatutos da Associação Nacional de Professores, apresentada pela Direcção, foi ontem aprovada pelo Congresso reunido em Braga, mas não conseguiu os 75 por cento dos votos necessários, disse à Lusa o presidente do organismo. João Grancho adiantou que dos 132 delegados presentes no Congresso, realizado no auditório da Escola de Música Calouste Gulbenkian de Braga, 80 votaram a favor, 29 contra e 23 abstiveram-se. A votação inviabiliza a mudança das regras de funcionamento do organismo, já que os actuais estatutos determinam que tal exige a aprovação de três quartos dos congressistas. "A Direcção vai convocar, para daqui a seis meses novo Congresso Extraordinário, que terá fins electivos, mas onde será apresentada a mesma proposta para a alteração estatutária", adiantou, frisando que a mudança pedida pela Direcção visava criar condições para que a Associação se tornassem em Ordem. João Grancho sublinhou que a mudança dos Estatutos, desejada pela Direcção, transformava a Associação Nacional de Professores numa organização profissional, o que, frisou, "seria o primeiro passo para a transformação numa ordem". A Associação Nacional de Professores é uma organização profissional, não sindical, de docentes de todos os níveis e graus de educação e ensino (educação pré-escolar, ensinos básico, secundário e superior), em exercício no sector público ou no sector privado.
Agência Lusa

domingo, janeiro 14, 2007

Atenção- exames 2007

Novas Informações para os exames de 2007
consulte o GAVE



Sugestões de Leituras

T.P.C, sim ou não?


O que dizem os professores, os pais, os alunos e agora os psicólogos.
Outubro/2004

O tema dos TPC foi sempre polémico e é, cada vez mais…menos consensual!
Questiona-se se se devem mandar trabalhos para fazer em casa, muitos ou poucos, sempre ou às vezes.

- Devemos mandar trabalhos escolares para casa? Muitos ou poucos?

- Todos os dias ou só às vezes?

- Os trabalhos são todos corrigidos ou só “vistos”?

- Devem os pais ajudar? Devem os pais ensinar ?

- Quais as vantagens e desvantagens destes trabalhos?

- Quanto tempo devem ocupar os tais deveres dos trabalhos de casa?

Do ponto de vista dos professores, raros são os que não exigem muitos trabalhos de casa e esses nem sempre são bem vistos pelos pais e pelos próprios colegas; já o mesmo não se pode dizer dos alunos que os referem ou comentam como “ ele/a é fixe não manda muitos trabalhos de casa” ou “ ele/a não bate nem nos deixa de castigo por causa dos trabalhos” “ ele/a deixa-nos escolher o trabalho e dá-nos coisas”.

Do ponto de vista das famílias muitas ficam angustiadas com a resolução dos trabalhos de casa. Obrigam o filho a fazer os trabalhos nem que ele chore ou suplique, nem que vá mais tarde para a cama? E quando ele não os consegue fazer? Deve insistir e tentar ensinar, obrigar a fazer como sabe ou fazer-lhe os trabalhos e pronto?

Há famílias que entram em ruptura, porque, entre os elementos do casal existem opiniões diferentes: Um quer que se exija, outro que se desculpe ou facilite e há ainda a criança que passa a fazer xixi na cama, a vomitar a não querer ir para a escola …têm medo! Muitos pais chegam a pedir ajuda a psicólogos e psiquiatras porque o seu filho tem problemas na escola.

Há ainda pais que querem que os professores passem mais trabalhos para casa, tanto para os manterem mais ocupados como para “puxar” mais por eles! E se os professores não passarem passam eles e com que grau de exigência!

E no ATL (Actividades de Tempos Livres) devem fazer os trabalhos de casa ou não? Durante muito tempo? Quanto? Com ajuda da monitora ou dos seus colegas? Ou não?! Ainda há pais que querem acompanhar os filhos nestes trabalhos para os verem desabrochar e sintonizarem as suas dificuldades!

Ora bem: Agora dou eu a minha opinião!

Eu sou aquela de que muitos dizem “cuidado que ela é contra os trabalhos de casa!”

Mas que TPC?

Eu sou contra os trabalhos para casa que pouco contribuem para o desenvolvimento do aluno, que sendo em grande quantidade (muitas vezes são tantos que a criança não conseguiria realizar numa manhã de trabalho junto do seu professor) se tornam um castigo. Sou também contra os trabalhos de casa que o aluno não possa realizar de forma independente por não os compreender ou não ter capacidade ou condições para os resolver e, por isso, se tornam um pesadelo! Sou ainda contra os trabalhos de casa do “verbo encher”, como por exemplo: grandes cópias para quem não precisa de aperfeiçoar a caligrafia ou não é prioridade porque tem outras dificuldades para ultrapassar; escrever os números até 1000, um a um, de uma assentada só; escrever as tabuadas todas repetidamente, ler uma “lição” (texto) nova e responder às perguntas do texto que, no dia seguinte, será corrigido na sala de aula! Desculpem lá mas o processo está invertido: Primeiro o professor deverá apresentar e explorar o texto com os alunos e só depois poderá propor a construção de novos textos, novas ideias e sistematização das novas aprendizagens! A qualquer momento posso explicar o porquê destes contras!

No entanto, sou a favor dos Trabalhos de Casa quando eles servem para:

- Responsabilizar os alunos por compromissos.
- Envolver os vários intervenientes e contextos no processo de aprendizagem da criança.
- Sistematizar aprendizagens significativas, ajudando a recuperar dificuldades.
- Estimular a criatividade.
Assim sendo e porque não podemos esquecer que as crianças e jovens necessitam de tempo para brincar, jogar, ouvir música ou, simplesmente, não fazer nada, sugere-se que:
- Os trabalhos sejam significativos.
- Não ocupem demasiado tempo do tempo livre que têm.
- Tenham um carácter livre, responsabilizando o aluno ao mesmo tempo que o incentivamos a fazer alguma coisa significativa.
- Se promova os grandes ou pequenos esforços feitos na realização dos mesmos.
- Se reconheça publicamente (turma e família) quem os faz, seja elogiando ou divulgando o produto.
- Aos alunos que não são sensíveis a este tipo de incentivo, recorrer a outras estratégias tipo contrato de trabalho.
- Haja um dia da semana sem TPC, dia esse a escolher com os alunos e/ou outros intervenientes (pais e ATL).

Algumas sugestões de TPC significativos e que se podem tornar muito criativos:
Eles podem ser de carácter individual ou de grupo:

- Investigar as histórias da terra, receitas culinárias, rezas, responsos, etc..
- Construir um diário (não secreto) durante uma semana ou um mês.
- Construir um livro sobre curiosidades.
- Construir um livro da matemática.
- Construir um livro de palavras difíceis, um dicionário ilustrado, etc..
- Construir um “Livro da Vida” com a sua identificação, o seu desenvolvimento e as suas preferências (amigos, jogos, animais, comidas, etc.)

Estes são trabalhos que dão trabalho aos alunos, professores e outros envolvidos, mas donde resultam produtos significativamente interessantes, muito ricos em vivências e que não se deitam fora quando o caderno acaba.

Mais tarde serão recordados e unem os vários elementos envolvidos no seu processo de aprendizagem.

ODE MARÍTIMA - A não perder

Para todos os Prof's que têm 12º Ano e todos os que leccionam Fernando Pessoa, aqui está um espectáculo a não perder!!!!!
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Biblioteca da Escola Secundária D. Dinis

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Biblioteca da Escola Secundária D. Dinis

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