domingo, novembro 09, 2008

PSD: Governo não pode continuar a ser "autista e indiferente" na política educativa

08.11.2008 - 18h36 Lusa
O PSD aguarda por mudanças na política educativa do Governo, considerando que o Executivo socialista não pode ser "autista e indiferente" perante a manifestação que hoje reuniu milhares de professores em Lisboa.

"A manifestação de hoje é a prova evidente que não pode ficar tudo na mesma, o Governo não pode ser autista e indiferente", defendeu o deputado social-democrata Pedro Duarte, em declarações à Lusa.

Pedro Duarte, que integra a comissão parlamentar de Educação, recordou que existem cerca de 143 mil professores em Portugal, sendo que "entre 80 a 90 por cento estão hoje em Lisboa" a manifestar-se "não por motivações políticas ou partidárias".

Por isso, continuou, quando "entre 80 a 90 por cento de uma classe profissional" decide sair à rua para se manifestar é porque a política que está a ser seguida não está a ser compreendida.

"A partir deste momento, é insustentável a manutenção da política educativa que o Governo está a seguir", sublinhou, considerando que é tempo do Executivo de maioria socialista sair da "redoma" em que está fechado. "É quase unânime, há um consenso quase total entre os agentes educativos", acrescentou, insistindo não se lembrar de alguma vez ter-se assistido a uma manifestação tão representativa de uma classe profissional.

O deputado do PSD lembrou ainda que já na sexta-feira, a líder do partido, Manuela Ferreira Leite, defendeu a suspensão do actual modelo de avaliação dos professores e a aprovação de um novo modelo de avaliação externa e sem quotas administrativas. "O modelo em vigor assenta em princípios inadequados e injustos e num esquema de tal forma burocrático e complexo que está criar uma enorme perturbação nas escolas e a desfocar os professores da sua função essencial", afirmou, anunciando que, "por isso, o PSD defende a suspensão imediata deste modelo de avaliação" e entende que, "desde já, se deve começar a trabalhar num novo modelo de avaliação, sério e eficaz".

Milhares de professores vindos de todo o país desfilaram hoje entre o Terreiro do Paço e o Marquês de Pombal para exigir a suspensão do modelo de avaliação de desempenho proposto pelo Governo.

Ministra não vai recuar no modelo de avaliação de professores

Maria de Lurdes Rodrigues critica sindicatos por não cumprirem acordo com tutela

08.11.2008 - 17h51 Cláudia Bancaleiro
A ministra da Educação reafirmou hoje que não vai recuar no sistema de avaliação do desempenho de professores, mesmo com dezenas de milhares de professores a contestar a sua política educativa. Numa reacção à manifestação que decorre em Lisboa, Maria de Lurdes Rodrigues lamentou que os sindicatos do sector venham para a rua criticar o modelo de avaliação que resultou de um entendimento com o ministério.

Numa conferência de imprensa agendada pela própria ministra, Maria de Lurdes Rodrigues afirmou que, apesar da manifestação nacional de hoje reunir mais uma vez dezenas de milhares de professores, o seu ministério tem um objectivo muito claro e uma única preocupação, que “o processo de avaliação continue a processar-se nas escolas”.

Para a ministra, “é essencial garantir a qualidade do sistema de ensino, que permita distinguir aqueles que são os melhores professores”. “É esse o objectivo, que o modelo de avaliação se concretize”, reforçou.

A responsável sublinhou que a manifestação de hoje é de longe o momento mais preocupante do seu mandato no Ministério da Educação, lembrando a greve aos exames nacionais, em 2005, como o período “mais difícil”, mas que “foi ultrapassado”.

Salientando que não se pode “perder a noção do que é o interesse do país”, Maria de Lurdes Rodrigues lamentou que os mesmos sindicatos que hoje estão a manifestar-se contra a política do seu ministério tenham sido os mesmos que no final de várias reuniões com a tutela tenham chegado a um entendimento sobre o modelo de avaliação.

“Estão criadas condições institucionais e legais para que se concretize a avaliação. Não tem sentido para mim falar de outro modelo de avaliação. Este foi negociado durante mais de dois anos. Este modelo não saiu de uma cartola, foi negociado com os sindicatos em mais de 100 reuniões”, insistiu, dizendo esperar que “os sindicatos cumpram o que foi acordado”.

A ministra admite que se trata de um processo “difícil”, mas defende que o anterior modelo de avaliação “era injusto” e “não permitia distinguir”. “Temos que continuar a procurar soluções. A minha disponibilidade é para apoiar as escolas e os professores que querem concretizar a avaliação”, acrescentou.

Maria de Lurdes Rodrigues reconhece que é “exigido muito trabalho e sacrifício” aos professores, mas que essa exigência não está relacionada com o processo de avaliação de desempenho. Nesta questão, a ministra frisa que é apenas pedido aos docentes o preenchimento de uma ficha, afirmando não compreender os argumentos dos sindicatos.

A ministra assegurou que vai continuar a “apoiar as escolas e professores que querem distinguir-se como os melhores”, através de um “modelo que apenas discrimina positivamente”. “Suspender [o processo de avaliação] significa desistir e eu não desisto”, rematou.

Plataforma Sindical propõe greve nacional de professores para 19 de Janeiro


08.11.2008 - 17h00 Cláudia Bancaleiro, com Lusa
A Plataforma Sindical de professores convocou para 19 de Janeiro uma greve nacional, que a estrutura antevê como a maior de sempre contra as políticas educativas do Governo. A proposta foi anunciada durante a manifestação nacional de docentes que decorre esta tarde em Lisboa, com a participação de dezenas de milhares de pessoas.

A manifestação esteve concentrada desde as 14h30 no Terreiro do Paço mas os professores já começaram a deslocar-se em direcção ao Restauradores, para depois seguirem para o Marquês de Pombal, onde termina o desfile de protesto. Quando ainda não foram avançados números oficiais da adesão à manifestação, as estruturas sindicais avançam que entre 110 mil e 120 mil docentes estão nas ruas da capital.

Além da greve nacional, estão ainda previstas novas manifestações até ao final deste mês em todas as capitais de distrito, segundo uma moção lida em plenário, no Terreiro do Paço, pela porta-voz da Plataforma Sindical e secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira. A proposta de novos protestos irá ainda ser votada no final do desfile.

Na sua intervenção no palco montado no Terreiro do Paço, Mário Nogueira afirmou que “Sócrates, Lurdes Rodrigues, Valter Lemos, e Jorge Pedreira entraram para sempre na galeria das figuras mais negras da história da educação em Portugal (...) por que assumiram e desenvolveram uma atitude de desrespeito e desconsideração pelos professores”.

O sindicalista sustentou que o processo de avaliação de desempenho dos professores, que considerou “burocrática e penalizadora”, “estará a interferir de forma muito negativa na organização e financiamento das escolas, retirando tempo e disponibilidade para o trabalho com os alunos”.

Além do sistema da avaliação, o dirigente da Fenprof sublinhou ainda a contestação dos professores quanto aos “absurdos e esmagadores” horários de trabalho, ao novo regime de gestão escolar e ao concurso de colocação de professores.

Também João Dias da Silva, secretário-geral da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE), criticou a política educativa da ministra Maria de Lurdes Rodrigues, realçando que a adesão ao protesto de hoje mostra “o imenso mal-estar e o profundo desencanto dos professores portugueses”.

Terreiro do Paço ocupado por milhares de professores


08.11.2008 - 16h00 Cláudia Bancaleiro, com Lusa
Cerca de uma hora depois do início marcado para a manifestação nacional de professores, eram milhares os docentes que ocupavam o Terreiro do Paço, em Lisboa, e que se preparavam para arrancar no desfile contra as políticas de educação do Governo até ao Marquês de Pombal. A Fenprof, uma das estruturas sindicais que participa no protesto, diz que a ministra da Educação e o primeiro-ministro “têm boas razões para estarem nervosos”.

Ainda sem números oficiais sobre os participantes na manifestação, a ocupação do Terreiro do Paço é total, continuando a chegar ao local centenas de professores, que neste protesto se fazem também acompanhar por alguns familiares. Alguns autocarros são ainda esperados na capital, lotados por docentes que querem expressar o seu descontentamento ao ministério de Maria de Lurdes Rodrigues.

"Noto que já ninguém trabalha com alegria. A burocracia é santa, já não temos tempo para nos dedicarmos aos alunos, que é a nossa missão principal., Por isso viemos aqui pedir que nos deixem ser professores", disse à Lusa Conceição Guimarães, educadora de infância no Porto há 32 anos.
Além de professores, estão também familiares dos docentes, como Franquelim Fernandes, de 85 anos. "Sou pai e avô de professores e vim hoje de propósito de Esposende para ajudar os meus familiares e dizer ao país que os professores estão a ser maltratados", defendeu à agência.

Na última hora, seguem-se os discursos de dirigentes sindicais. Antes do protesto, em declarações à TSF, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, que também vai falar no palco montado no Terreiro do Paço, disse que não estar nervoso com esta manifestação, mas que a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e o primeiro-ministro, José Sócrates, é que têm motivos para tal. “Eu não estou nervoso. Quem deve estar nervosa é a ministra da Educação e o primeiro-ministro a verem tantos professores na rua”, afirmou.

Esta manifestação nacional segue-se à "Marcha da Indignação" que decorreu há exactamente oito meses e na qual participaram 100 mil professores, tornando-se num dos protestos mais participados no país nas últimas décadas. Para hoje, os sindicatos esperam uma adesão "semelhante ou superior" à de 8 de Março.

Na origem da manifestação de hoje estão questões que nos últimos meses têm indignado os docentes, nomeadamente a avaliação de desempenho, o concurso de colocação de professores, os horários de trabalho e o novo regime de gestão e administração escolar, ou ainda o Estatuto da Carreira Docente.

Ministra acusa professores de chantagem

A ministra da Educação garante que não desiste do modelo de avaliação das escolas. Maria de Lurdes Rodrigues acusa os professores de chantagem com a manifestação deste sábado.





Em entrevista à RTP, a governante considerou que o protesto que juntou dezenas de milhares de docentes em Lisboa serviu como forma de pressão às escolas que já começaram a avaliação.





Maria de Lurdes Rodrigues falou ainda em clima de guerrilha eleitoral e acusou os sindicatos aproveitarem o facto de ser ano de eleições para pressionar o Ministério da Educação.

A Ministra da Educação não vai desistir do actual modelo de avaliação

Depois da segunda mega manifestação em Lisboa, com 120 mil professores nas ruas de Lisboa, a plataforma sindical ameaça com greves nacionais. Maria de Lurdes Rodrigues não cede à segunda mega manifestação de professores em Lisboa. A Ministra da Educação reagiu esta tarde no Porto, lembra que já teve momentos mais complicados como a greve aos exames em 2005 e não vai desistir deste modelo de avaliação.
A Ministra da educação vai manter o mesmo regime de avaliação nas escolas para que seja garantido premiar aqueles que são os melhores professores", segundo disse, em conferência de imprensa no Porto. A Ministra lembra ainda que há escolas onde o modelo esta a ser implementado e por isso vai ficar tudo na mesma.



A plataforma sindical, diz que estiveram em Lisboa 120 mil professores. Foi aprovada hoje por unanimidade a realização de uma greve nacional a 19 de Janeiro, caso o Ministério da Educação não suspenda o processo de avaliação de desempenho. A manifestação no Terreiro do Paço por volta das três horas da tarde passou pelo Rossio e terminou no Marquês de Pombal. A PSP recusou avançar os números do protesto, alegando ser impossível fazer um cálculo "dada a dimensão do protesto".
A plataforma sindical prevê que ainda possa haver uma greve durante o primeiro período, antes da greve nacional marcada para 19 de Janeiro.

O PSD aguarda por mudanças na política educativa do Governo

PSD aguarda por mudanças na política educativa do Governo, considerando que o Executivo socialista não pode ser "autista e indiferente" perante a manifestação de milhares de professores em Lisboa. "Não pode ficar tudo na mesma", defendeu o deputado social-democrata Pedro Duarte.




O CDS-PP pela voz de José Paulo Carvalho apelou à Ministra da Educação para que corrija de imediato "o erro" que está a cometer, considerando que o clima de tensão que se vive nas escolas começa a ser "perturbador".




Berardino Soares, líder parlamentar do PCP exigiu uma mudança nas políticas educativas do Governo por forma a que não haja degradação da escola pública.

PSD acusa Sócrates de fazer declarações «totalmente insensatas»

O líder parlamentar social-democrata acusou, este domingo, o primeiro-ministro de estar a desviar as atenções dos problemas existentes nas escolas, fazendo oposição à oposição. Paulo Rangel acusou ainda José Sócrates de proferir palavras pouco sensatas.


Numa declaração proferida também este domingo, o Chefe do Governo acusou a oposição de aproveitamento político da manifestação que, sábado, reuniu 120 mil professores em Lisboa, em protesto contra o novo modelo de avaliação dos docentes.

Na opinião do líder da bancada social-democrata, estas palavras de Sócrates são «declarações totalmente insensatas, porque o PSD sempre esteve a favor de avaliação», estando apenas contra o novo modelo aplicado pelo Governo, sobretudo quando «já foi testado» e demonstrou que «está a falhar nas escolas».

José Sócrates «está a tentar deslocar as atenções dos problemas do Governo para os partidos da oposição», estando assim «a fazer oposição à oposição», criticou.

Para Paulo Rangel, o primeiro-ministro deveria antes tentar resolver o problema principal, ou seja, o facto de neste momento as escolas não estarem a funcionar em condições regulares, devido à aplicação do novo modelo de avaliação de desempenho dos professores.

Sócrates acusa oposição de «lamentável» oportunismo

O primeiro-ministro acusou, este domingo, os partidos da oposição de aproveitamento político do protesto que, sábado, levou à rua 120 mil professores. Para José Sócrates trata-se de um «lamentável» oportunismo.


«Não sei se repararam nas televisões o lamentável oportunismo dos partidos políticos. Realmente, as oposições comportaram-se como aquele anarquista que dizia ‘dêem-me um movimento porque eu quero liderar à falta de alguma coisa para liderar’», acusou.

Por outro lado, acrescentou, «os partidos da oposição, sem tema e sem discurso, andam à procura de qualquer manifestação, de qualquer descontentamento, para poderem eles liderar».

Esta manhã, no Congresso da Federação Distrital de Coimbra do PS, o chefe do Governo reafirmou ainda as palavras da ministra da Educação de que o processo de avaliação é para continuar, sublinhando que os sindicatos têm de «honrar» os compromissos.

Sócrates deve explicar porque não respeita os professores, diz BE

O líder do Bloco de Esquerda considerou, este sábado, que o primeiro-ministro tem de explicar porque é que «não respeita os professores». Para Francisco Louçã, o Governo está a submeter as escolas a um «processo tormentoso de confusão burocrática».

Em declarações à TSF, o bloquista defendeu que a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, devia sair, mas «como o primeiro-ministro não deixa», é com ele que se deve «acertar contas».

Para Francisco Louçã, é José Sócrates quem «tem de responder porque é que não respeita os professores e as escolas e porque é que não compreende o que se está a passar».

«Estes professores são a garantia de que tem de haver uma educação para a igualdade e para a qualificação em Portugal. Em contrapartida, o Ministério da Educação e o Governo submetem hoje as escolas a um processo tormentoso de confusão burocrática», acrescentou.

Estas declarações surgem depois da titular da pasta da Educação ter reagido a uma manifestação de milhares de professores contra o novo processo de avaliação dos docentes, garantindo que o novo modelo é para manter.

Professores de todo o país manifestaram-se, esta em Lisboa contra o modelo de avaliação de desempenho, contestando também o diploma de concursos de colocação de docentes e o novo regime de gestão e administração escolar, num protesto convocado por todos os sindicatos do sector.

CDS-PP vai pedir sessão especial no Parlamento para debater avaliação dos docentes

O CDS-PP vai pedir uma sessão especial no Parlamento para debater o novo modelo de avaliação de desempenho dos professores, anunciou, este sábado, o líder do partido. Paulo Portas espera que o Governo corrija os «erros» que considera existir no sistema.

«Pediremos uma sessão especial no Parlamento» no sentido «constitutivo de ajudar a resolver este problema e não a agudizá-lo», disse Paulo Portas, mostrando-se a favor da avaliação de professores, mas contra o novo modelo de avaliação de desempenho.

Paulo Portas acrescentou que «o Governo tem de entender que há erros no sistema, que têm de ser corrigidos, e que não é possível continuar a tentar atirar os professores contra a parede e a desautorizá-los sistematicamente», algo que tem «consequências muito más no funcionamento das escolas».

Estas declarações surgiram depois da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, ter reagido a uma manifestação de milhares de professores contra o novo processo de avaliação dos docentes, garantindo que o novo modelo é para manter.

Professores aprovam por unanimidade greve nacional a 19 de Janeiro

Cerca de 120 mil professores, que representam 85 por cento da classe, aprovaram, este sábado, por unanimidade a realização de uma greve nacional a 19 de Janeiro, caso o Ministério da Educação não suspenda o processo de avaliação de desempenho.
Esta é uma das medidas que consta na resolução aprovada no final da manifestação realizada, este sábado, em Lisboa na qual participaram 120 mil docentes, segundo os sindicatos.

De acordo com a moção aprovada no final da manifestação, fica agendada a realização de protestos descentralizados nas capitais de distrito na última semana de Novembro e uma nova marcha nacional ainda durante este ano lectivo.

Além da suspensão imediata do processo de avaliação de desempenho, os professores exigem o início de novas negociações para alterar o modelo proposto pela tutela, bem como para uma revisão do estatuto da carreira docente.

A Plataforma Sindical dos Professores decidiu ainda abandonar a comissão paritária de acompanhamento da aplicação do modelo de avaliação.

«Não há entendimento possível» com o Governo, dizem sindicatos

O porta-voz da Plataforma Sindical avisou, este sábado, no final de uma manifestação em Lisboa, que reuniu mais de cem mil pessoas, contra o novo modelo de avaliação dos professores, que «não há entendimento possível» com a ministra da Educação.

Neste momento não há espaço para meios-termos ou meias conversas. Não há entendimento possível com esta gente», disse Mário Nogueira, referindo-se ao Governo, em particular ao Ministério da Educação.

O dirigente sindical frisou que, entre os professores, «não há nenhuma abertura» para outra solução «que não seja a suspensão da avaliação» dos docentes «e de imediato».

Mário Nogueira acusou ainda a ministra da Educação de analfabetismo político, sublinhando que Maria de Lurdes Rodrigues vai ter de assumir a responsabilidade de não suspender o novo regime de avaliação dos professores.

O sindicalista prometeu ainda um ano de luta, caso a titular da pasta da Educação queira prosseguir com o modelo de avaliação de desempenho e lembrou que a manifestação deste sábado reuniu 120 mil pessoas, entre professores, pais e alunos. «Querem guerra, terão guerra», rematou.

Entre os professores, que entretanto começaram a desmoblizar do Marquês de Pombal, em Lisboa, onde protestavam contra o modelo de avaliação dos professores, ouviram-se várias frases, acusando a ministra da Educação de «mentirosa».

Estas declarações surgiram depois da ministra da Educação ter garantido, este sábado, que o novo processo de avaliação dos docentes é para cumprir, apesar da manifestação dos professores.

PSD lamenta insistência do Governo no novo modelo de avaliação dos docentes

O deputado social-democrata Pedro Duarte lamentou, este sábado, a teimosia do Governo em insistir num modelo de avaliação dos docentes «que não tem qualquer efeito positivo».

O social-democrata falava à TSF numa reacção às palavras da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, que reagiu a uma manifestação de milhares de professores contra a avaliação de desempenho, reiterando que o novo modelo de avaliação dos docentes é para manter.

«Aquilo que parece é que a ministra está bastante preocupada com a sua situação pessoal e sobrevivência política», mostrando que «está muito pouco preocupada com a qualidade de ensino» e com «a realidade que se vive» diariamente nas escolas portuguesas, disse.

Na opinião de Pedro Duarte, era preferível que os responsáveis governamentais tivessem a «humildade suficiente» para entender que «é insustentável esta teimosia num modelo de avaliação, que não tem qualquer efeito positivo».

O social-democrata acrescentou que, pelo contrário, o novo processo de desempenho está a «causar instabilidade, perturbação e desmotivação» junto dos professores, o que prejudica «o ensino nas escolas».

Modelo de avaliação «não saiu de nenhuma cartola», diz ministra

A ministra da Educação exortou, este sábado, os sindicatos a cumprir o memorando acordado para o modelo de avaliação de professores, depois de mais de «cem reuniões». Perante uma manifestação que reuniu mais de cem mil professores contra o novo processo de avaliação de desempenho, Maria de Lurdes Rodrigues frisou que a aplicação do modelo é difícil, acrescentando, no entanto, que desistir não é solução.

«É sempre necessário ter em atenção aquilo que são as divergências e as dificuldades dos processos de concretização das políticas, mas não podemos nunca perder a noção do que é o interesse público e o do país», disse Maria de Lurdes Rodrigues, para garantir que vai manter o processo de avaliação dos docentes.

Se a aplicação do novo processo de avaliação de desempenho «fosse fácil», continuou, o país não teria convivido, durante mais de 30 anos, com um modelo de avaliação que «tratava de forma igual os professores».

O «modelo de avaliação não saiu de nenhuma cartola», frisou, acrescentando que «não tem sentido falar de outro modelo» nesta altura.

Maria de Lurdes Rodrigues reafirmou esperar que os sindicatos «cumpram a lei e aquilo que foi acordado», no memorando de entendimento aprovado, após «mais de cem reuniões» entre a tutela e os sindicatos.

Numa declaração aos jornalistas, no Porto, a governante disse ainda que, «pesar da manifestação», aquilo que a «preocupa é que a avaliação continue a concretizar-se nas escolas», lembrando que o pior momento que passou enquanto ministra foi a greve aos exames nacionais.

Perante a manifestação, a ministra lembrou também que o novo modelo «prevê um espaço próprio para discussão» e está «validado por um concelho científico». «Quando alguém negoceia de boa-fé espera o cumprimento daquilo que está acordado», reforçou.

Plataforma Sindical propõe greve nacional de professores para 19 de Janeiro

A Plataforma Sindical de professores convocou, este sábado, para 19 de Janeiro uma greve nacional, que antevê como a maior de sempre contra as políticas educativas do Executivo.
A marcação de novas manifestações a realizar no final deste mês em todas as capitais de distrito foi outra das acções de luta anunciadas, este sábado, no Terreiro do Paço, onde milhares de professores estão a protestar contra o modelo de avaliação dos docentes.

As novas acções de luta constam de uma moção lida em plenário pela porta-voz da Plataforma Sindical, Mário Nogueira, que serão votadas no final do protesto.

No centro da contestação está o processo de desempenho proposto pela tutela, que o também secretário-geral da Federação Nacional dos Professores considera estar a «interferir de forma muito negativa na organização e financiamento das escolas, retirando tempo e disponibilidade para o trabalho com os alunos».

«Independentemente das filiações partidárias ou sindicais, toda uma classe profissional reuniu-se aqui para exprimir preocupações comuns com uma força que nasce da enorme insatisfação, do imenso mal-estar, e do profundo desencanto dos professores portugueses», disse João Dias da Silva.

«Está na hora da ministra ir embora» e «ministra mentirosa faz a escola desastrosa» foram algumas das palavras de ordem proferidas na manifestação deste sábado.

Muitos dos professores que vão aderir à manifestação deste sábado, contra o processo de avaliação e a burocracia no ensino , já chegaram ao Terreiro d

O PCP manifestou, este sábado, o seu apoio e solidariedade aos professores que se manifestam em Lisboa contra o sistema de avaliação de desempenho, exigindo uma mudança nas políticas educativas do Governo.

O líder parlamentar comunista, Bernardino Soares, manifestou «o apoio e a solidariedade do PCP aos professores», afirmando que o Governo «não pode continuar a ignorar o sentimento dos professores».

«A política educativa tem de ser mudada. Mudar o ministro e não mudar a política, como aconteceu na Saúde, é continuar a atacar a escola pública», afirmou o deputado do PCP.

Bernardino Soares encontra-se na praça do Comércio, onde decorre um plenário de professores, juntamente com os deputados da comissão de Educação João Oliveira e Miguel Tiago e o membro da comissão política do partido Jorge Pires.

O líder parlamentar comunista considerou ainda que o regime de avaliação de desempenho serve para atacar a carreira dos professores.

Milhares de professores estão concentrados na Praça do Comércio de onde partirão após o plenário em direcção ao Marquês de Pombal.

Fenprof diz que Sócrates e ministra da Educação devem estar «nervosos»

Muitos dos cerca de cem mil professores que os sindicatos estimam que adiram à manifestação deste sábado, contra o processo de avaliação e a burocracia no ensino, já chegaram ao Terreiro do Paço, em Lisboa. O dirigente da Fenprof diz que a ministra da Educação e o primeiro-ministro «têm boas razões para estarem nervosos». Porém, o secretário de Estado da educação desvaloriza o protesto.

Muitos dos professores que vão aderir à manifestação deste sábado, contra o processo de avaliação e a burocracia no ensino , já chegaram ao Terreiro do Paço, em Lisboa.

Os sindicatos esperam cerca cem mil docentes, sublinhando que se trata do maior protesto de sempre.

Mário Nogueira, dirigente da Fenprof, disse à TSF não estar nervoso, considerando que quem tem motivos para estar assim é a ministra da Educação, assim como José Sócrates.

«Eu não estou nervoso. Quem deve estar nervosa é a ministra da Educação e o primeiro-ministro a verem tantos professores na rua», afirmou.

O responsável disse ainda que o protesto não vai deixar dúvidas sobre aquilo que os docentes pensam acerca das políticas educativas do Governo.

Em contrapartida, o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, reafirmou que não entende o protesto dos professores, sublinhando que o processo de avaliação foi acordado entre os sindicatos e o Ministério da Educação.

Paulo Rangel classifica de «infelizes e insensatas» declarações de José Sócrates

O líder parlamentar do PSD classificou hoje como «infelizes e insensatas» as acusações do primeiro-ministro de «oportunismo político» da oposição, criticando a atitude de José Sócrates de «meter a cabeça na areia» em vez de resolver os problemas

«O primeiro-ministro não quer reconhecer a realidade, prefere meter a cabeça na areia como a avestruz e atacar a oposição, atacar o PSD», criticou o líder da bancada do PSD, Paulo Rangel, em declarações à Lusa.

Hoje ao início da tarde, José Sócrates acusou os partidos da oposição, em particular o PSD, de «oportunismo político» nas reacções à manifestação de milhares de professores no sábado, em Lisboa, contra o processo de avaliação.

Intervindo no XIII Congresso Distrital do PS de Coimbra, José Sócrates considerou «lamentável o oportunismo dos partidos», que «devem servir defender o interesse do geral do país e não para se colarem a reivindicações corporativas na esperança de ganhar uns míseros votos».

«Já não esperava nada dos partidos à nossa esquerda, que têm a habitual estratégia do protesto, mas que o principal partido da oposição, que ainda há uns meses atrás aquando da outra manifestação dizia ao PS que se recuasse era um vergonha, venha agora dizer que o Governo deve recuar», enfatizou José Sócrates.

Numa reacção a estas declarações, o líder da bancada social-democrata classificou-as de «infelizes e insensatas», lamentando que o primeiro-ministro prefira atacar a oposição «em vez de resolver os problemas que estão a afectar o normal funcionamento das escolas».

Paulo Rangel rejeitou ainda que o PSD tenha recusado ou entrado em contradição por defender a suspensão do actual modelo de avaliação de desempenho dos professores, lembrando que os sociais-democratas sempre foram a favor da avaliação.

Contudo, acrescentou, o que se passa é que «o modelo concreto que está em funcionamento falhou, é um fracasso», não havendo já a possibilidade de uma avaliação «justa e eficaz».

Por isso, continuou, os sociais-democratas defendem a suspensão do actual processo e a introdução de um novo modelo de avaliação simplificado e de avaliação externa.

«Não há nenhum recuo do PSD», insistiu Paulo Rangel, considerando que a atitude do primeiro-ministro de preferir atacar os sociais-democratas em vez de resolver os problemas «diz tudo».

Lusa/SOL




Sindicatos e políticos reagem a declarações da ministra

Por Margarida Davim com Andreia Félix Coelho

Sindicalistas e representantes dos partidos de Esquerda tecem duras críticas à ministra da Educação por «ignorar» um protesto da dimensão do de hoje e acusam-na de «cegueira total». Louçã diz que nas «eleições acertamos contas

Depois das declarações de Maria de Lurdes Rodrigues pelas 17h00, não tardaram em chegar reacções. Mário Nogueira, dirigente da Fenprof, considera que «se a ministra diz que os professores não querem ser avaliados é porque está a mentir. Nós dizemos que vamos suspender a avaliação», referiu aludindo às declarações da ministra que afirma não suspender a avaliação.

«Não há meios-termos. A diferença entre nós e a ministra é que nós temos aqui os professores à nossa frente a apoiar-nos e ela tem os professores a vaiá-la. Se a ministra não sabe ler os sinais de uma manifestação deste tamanho é porque não tem condições para fazer parte de um Governo democrático», defendeu ainda Mário Nogueira.

Francisco Louçã esteve também presente na manifestação e afirma que a «ministra está a fazer um braço de ferro com os docentes». E acrescentou que «se esta manifestação vai fazer com que mais escolas suspendam a avaliação, queria dar os parabéns aos professores. Porque se há força e dignidade está a ser mostrada aqui. A democracia está aqui».

O dirigente do Bloco de Esquerda deixou ainda o aviso: «Estamos muito longe das eleições, mal de nós se esperássemos pelas eleições. Esta avaliação tem de acabar agora. Nas eleições acertamos contas».

João Dias da Silva, da Federação Nacional de Educação, considera que as afirmações da ministra são de «cegueira total em relação a esta manifestação».

E conclui que «a avaliação não pode continuar e tem de ser suspensa». Carlos Chagas, dirigente do SINDEP, considera que este é «um governo que não está atento aos problemas da população e está contra as pessoas», por isso, «não tem capacidade para governar».

margarida.davim@sol.pt

Estão 120 mil professores nas ruas, dizem sindicatos

Os sindicatos estimam que estejam 120 mil professores no centro de Lisboa em protesto. Em declarações aos jornalistas, a PSP diz não poder avançar com um número por não ter «meios técnicos» para contar os manifestantes

«Não vamos desistir do modelo de avaliação», diz ministra

Em reacção ao protesto de hoje, Maria de Lurdes Rodrigues reagiu, sublinhando que não vai abrir mão do modelo de avaliação aprovado pelo Governo. Refere ainda que este não é o pior dia do seu mandato, mas sim o da greve aos exames

«Hoje tenho pensado que este não é o meu pior dia. O dia da greve aos exames foi o pior do meu mandato», começou por confessar a ministra da Educação.

«É sempre necessário ter em atenção àquilo que são divergências, as dificuldades dos processos das concretizações das políticas. Não podemos perder a noção do interesse público e do interesse do país», sublinhou Maria de Lurdes Rodrigues.

A ministra diz que pretende «que a avaliação continue a concretizar-se nas escolas», permitindo «distinguir e premiar os melhores professores. Este modelo é necessário ao país e este é aquele que resultou de um memorando de entendimento entre Governo e sindicatos»

A ministra assume que a adopção deste modelo de avaliação «é difícil» e justifica com o facto de «o país não tinha convivido durante mais de 30 anos com um modelo de avaliação. Tínhamos um modelo de avaliação que tratava os professores por igual, independentemente dos desempenhos».

«Desistir não é solução e não vamos voltar a um modelo injusto», deixou bem claro a ministra.

andreia.coelho@sol.pt

Sindicatos anunciam maior greve de sempre para 19 de Janeiro

Por Margarida Davim com Andreia Félix Coelho

O dirigente da Fenprof, Mário Nogueira, anunciou perante os milhares de professores concentrados na Baixa lisboeta que o dia 19 de Janeiro será marcado pela maior greve nacional de sempre. O protesto deste sábado arrancou do Terreiro do Paço rumo ao Marquês de Pombal e contaram-se milhares de pessoas entre estes dois pontos, sendo quase impossível circular

Mário Nogueira subiu ao palco da manifestação de hoje e anunciou que no dia 19 de Janeiro assinalar-se-á o Dia Nacional de Luto dos Professores e Educadores Portugueses porque contam-se dois anos sobre a publicação do Estatuto da Carreira Docente. Nesse dia, garantiu o dirigente sindical, vai haver greve nacional de todos os professores, que será a maior de sempre e que vai encerrar todas as escolas portuguesas.

Os sindicatos anunciaram também que vão suspender a participação sindical na comissão paritária de acompanhamento da avaliação dos professores.

Os docentes vão ainda ter novos protestos de rua na última semana de Novembro: Haverá manifestações em todas as capitais de distrito. A 25 será no Norte, a 26 no Centro, a 27 na Grande Lisboa e a 28 no Sul.

Os sindicatos vão também pedir reuniões com todos os grupos parlamentares da Assembleia da República.

Ainda durante este ano lectivo os docentes vão fazer uma marcha nacional pela Educação na qual juntarão alunos, pais, pessoal docente e não docente.

«É bom estarmos aqui mais do que estivemos em 8 de Março», afirmou Mário Nogueira. Para o dirigente sindical, «o país não pode continuar a ignorar o que se passa na Educação».

Em relação à actuação do Governo, Mário Nogueira afirma que os governantes de Sócrates «preferiram sempre a via do confronto e do conflito». «São muitas as razões que nos trazem para a rua, e todas jorram de uma só fonte: a política educativa de Sócrates», concluiu.

Ouviram-se muitas vaias cada vez que o nome de Sócrates e da ministra da Educação eram proferidos e uma grande vaia quando se fez referência ao computador Magalhães. Mário Nogueira sublinhou: «Tenham calma que o Magalhães não faz parte do Governo».

O Terreiro do Paço continua totalmente cheio de professores e a Rua do Ouro está já repleta com milhares de professores. Há ainda autocarros a caminho, por isso prevê-se um protesto em massa. As autoridades pedem já aos manifestantes para ocupar as ruas laterais.


Carlos Chagas, dirigente do Sindicato Nacional e Democrático dos Professores (SINDEP), afirmou também no seu discurso que «esta é uma grandiosa manifestação para que haja democracia em Portugal. À ministra da Educação exigimos o direito de sermos professores».

Chagas fez ainda uma referência ao memorando de entendimento entre a ministra e sindicatos assinado após o último protesto de professores: «Estamos aqui hoje porque fomos ludibriados pela ministra. Esta ministra não trabalha para a Educação, mas sim para a propaganda do Governo e para as estatísticas internacionais. Vamos lutar por um modelo de avaliação justo! Ninguém vai parar os professores de Portugal!».

Palavras de ordem não podem faltar em qualquer protesto e neste os alvos são Maria de Lurdes Rodrigues e José Sócrates: «A ministra quer poupar, nós queremos ensinar!» ou «Para o Sócrates ditador, a escola não tem valor!».

Na manifestação marcou presença o PCP, representado pelo líder da bancada parlamentar, Bernardino Soares, Jorge Pires, da Comissão Política e pelos deputados Manuel Tiago e António Filipe.

Ao SOL, Jorge Pires afirmou: «O PCP, ao longo destes últimos anos tudo tem feito na defesa da escola pública. Não podíamos deixar de estar presentes para dizer aos professores que podem continuar a contar com o PCP».

Jorge Pires considerou ainda que «o primeiro-ministro tem de tirar ilações políticas desta manifestação», mas os comunistas não exigem a demissão da ministra Maria de Lurdes Rodrigues. «Não é essencial a demissão, é preciso mudar a política. Na Saúde mudou o ministro, mas está tudo igual. A arrogância e a prepotência têm limites e há-de chegar um momento em que não vão resistir a este movimento de força».

Um acidente na auto-estrada do Norte ao início da tarde fez com que vários autocarros com professores chegassem bastante atrasados ao protesto. Segundo a organização tratava-se de cerca de três quilómetros de fila que, entretanto, ficou resolvida.

A Tuna Académica da Universidade de Coimbra actuou antes dos discursos dos sindicalistas.


margarida.davim@sol.pt

Professores na rua querem bater recorde

Segundo as contas da Plataforma Sindical, mais de 700 autocarros rumam hoje a Lisboa para uma manifestação que o sindicalista Mário Nogueira prevê que será «gigantesca»



Depois da adesão «histórica», conseguida na ‘Marcha do Descontentamento’, no dia 8 de Março, Nogueira está optimista em relação ao protesto deste sábado. «Vamos ter na rua, pelo menos, 100 mil professores», garante, ao mesmo tempo que deixa um aviso ao Governo: «Isto tem de ter um significado político». Em ano de eleições, os professores prometem endurecer a luta e Mário Nogueira não põe de parte a hipótese de anunciar «uma greve e novos protestos» durante a manifestação, que vai partir do Terreiro do Paço às 14h30.

A PSP, que alinha com os sindicatos na previsão de 100 mil manifestantes, já recomendou aos lisboetas que evitem a zona central da cidade, durante a tarde de hoje.

Continue a ler esta notícia na edição impressa espalhada nas bancas por todo o país





64 comentários / 755 visitas
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Comentários
Então os professores pelo que ouvi pareçeu - me que não é a avaliação, mas sim Recorde? Mas querem ir para o guiness? Então desculpem mas assim já não os entendo, primeiro não queriam ser avaliados,depois queriam mas por gente competente, e quem são os competentes na vossa lógica? É que eu pensava que eram os srºs,agora já é o maior recorde, em que ficamos? Recorde,avaliações, ou nem uma nem outra, mas sim a festa que fazem quando á alguma manifestação? ´E que eu também fiz parte de muitas mesmo, mas quando vi que estava a ser usado, deixei - me de ir fosse a qual fosse, chamem - me comodista o que queiram mas não embarco onde os partidos se aproveitem e agora nesta já vi o aproveitamento de alguns, que até estão no arco do poder, só espero qual vai ser a sua reacção quando lá estiverem eo ssrºs fizerem o mesmo, porque a vossa greve não é nada de novo e a srª M. Leite sabe - o bem.

antoniocandeias, em 2008-11-08 19:27:15
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É DE LAMENTAR, QUE PROFESSORES COMPETENTES, SE DEIXEM MANIPULAR, PELOS PARASITAS DO SISTEMA DOS SINDICATOS, QUE MUITO FALAM E NADA DIZEM, A NÃO SER BESTEIRADAS..................

Que apareça um Estado de Direito, em que se pague ordenado justo e muito compatível, mesmo com compensações extras,a quem faz por honrar e dignificar a profissão.

Para os restantes, o olho da rua como destino e sem indemenizações.

Não é só nos bairros da fonte, deste País, que há parasitas.................

Infelizmente, neste burgo, paga-se ordenados pela chico-espertice, e não pelo apego e alta competência.............

kanguru, em 2008-11-08 16:53:08
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mariomendonca, em 2008-11-08 14:36:26

SE PARA SI, SER DEMOCRATA, É CONCORDAR EM TER UMA CLASSE NO TOPO DA CARREIRA A GANHAR ACIMA DAS POSSIBILIDADES DE UM PAÍS, ENTÃO HÁ MUITOS ANTI-CHULICE..................

QUEM TEM DE ESTAR NAS ESCOLAS SÃO OS CALOIROS, PORQUE OS DE TOPO OU PERTO DISSO, TRABALHAM (que insulto) de 16/20horas, e não mais do que isso, MARIMBANDO-SE PARA OS QUE ESTÃO NOS PRIMEIROS ANOS DE CARREIRA.

Deuses e Endeusados, havia e muitos, nas sociedades retrógradas....................

Não estão bem, que procurem o olho da rua e novas alternativas, mas isso é que era bom!!!, a mama é suculenta...............

Os sindicatos,sejam eles quais forem, são uma corja de parasitas

kanguru, em 2008-11-08 16:44:18
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i

antas, em 2008-11-08 15:50:28
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É POR CAUSA DE PESSOAS COMO KANGURU E AFA QUE ESTEVE PAiS ESTÁ COMO ESTÁ ?
TRABALHEM , NÃO TENHAM INVEJA DOS OUTROS PROFISSIONAIS E NÃO SEJAM MALCRIADOS.
SEJAM DEMOCRATAS E RESPEITEM OS OUTROS

mariomendonca, em 2008-11-08 14:36:26
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Se os Professores se preocupassem em bater o recorde em relação á qualidade do ensino em Portugal, como o fazem em relação a manifestações e greves, de certeza que éramos os melhores da Europa, assim ficamos pelos últimos lugares, eu já percebi, eles querem a avaliação, mas tal e qual como estava até aqui, porque não diferencia os bons dos maus professores, e assim é que está bem, então não somos todos iguais, por isso sejamos todos bons, ou todos maus, “mas de preferência sejamos todos bons”.

jcesar, em 2008-11-08 13:51:48
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Que todo o Português se relembre, que esses arruaceiros, no topo de carreira, ganham entre 2400/3000 €, quando não deveriam ter direito a uma única gorgeta.
Vão para as reformas antecipadas com mais de 2000 € + as mordomias. Como se vê, são uns infelizes.

kanguru, em 2008-11-08 13:40:47
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TRABALHAR ATÉ AOS 65 ANOS NÃO PODE SER, TRABALHAR 35 HORAS POR SEMANA TAMBEM NÃO...ATURAR MAL EDUCADOS MUITO MENOS, AVALIAÇÕES NEM PENSAR PORQUE NÃO TRABALHAM EM EMPRESAS PRIVADAS...

Gelatina, em 2008-11-08 13:40:15
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Este País está entregue a muitos corruptos!
Este pais precisa de uma verdadeira DEMOCRACIA de Homens e Mulheres honestos ,NÃO precisa de Boys do Partido socialista a defender este Governo que de Socialista nada tem ;só estão a defender os seus tachos porque nada sabem fazer.
FORÇA PROFESSORES O POVO ESTÁ CONTIGO!
VIVA PORTUGAL LIVRE
VIVA PORTUGAL DEMOCRÁTICO!

mariomendonca, em 2008-11-08 13:37:56
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JChato, em 2008-11-08 13:01:40

É MESMO CHATO, PRIVILEGIADOS QUE ESTÃO A LEVAR ESTE PAÍS À RUÍNA.
NÃO ESTÃO BEM, VÃO PARA O OLHO DA RUA.

DÊEM LUGAR A QUEM QUER TRABALHAR E NÃO QUER VIVER DA CHULICE.

MALDITO GONÇALVISMO (que esvaziou as reservas de ouro, para contentar os malandros do funcionalismo público) QUE LHES DEU REGALIAS INCOMPORTÁVEIS PARA AS CAPACIDADES ECONÓMICAS DESTE PAÍS.

VÃO TRABALHAR CORJAS DE MALANDROS.

DEPOIS QUEIXAM-SE QUE OS ALUNOS SÃO ARRUACEIROS.PUDERA, O EXEMPLO VEM DOS SEUS PROFS, sendo a maioria uns inúteis.

PORCARIA DE PAÍS QUE NÃO SABE DOMESTICAR ESTA GENTE.

PONHAM-NOS A LIMPAR MATAS, CARREIROS PÚBLICOS E A LATRINEIROS, QUE ESSAS COISAS DARÃO GENTE.

UNS INFELIZES (maltrapilhos e muito caridosos, que até perdem 200€, como o tal de António) QUE VÃO PARA AS REFORMAS ANTECIPADAS COM REGALIAS INCOMPORTÁVEIS PARA O COMUM DOS CIDADÃOS.

USUFRUEM DE UMA MALDITA adse, que devia ser extinta.

ESSA DITA CLASSE, ESTÁ-SE MARIMBANDO PARA AS DIFICULDADES DE SOBREVIVÊNCIA DA MAIORIA DOS PORTUGUESES, E SÓ PENSAM NO SEU PRÓPRIO UMBIGO.

ACEITAM-SE, professores VOLUNTÁRIOS PARA LATRINEIROS (ordenado compatível com a produção e sem progressões automáticas, mas pela qualidade e aprumo de serviço), PORQUE UMA BOA PARTE NADA SABE FAZER, QUE NÃO SEJA RECEBER O VENCIMENTO, E FICAM CANSADINHOS............

Assim vai este esgoto à beira-mar plantado....................

kanguru, em 2008-11-08 13:34:53
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força professores !!!

rialto, em 2008-11-08 13:19:01
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Claro que os professores e professoras, tem o direito democrático, de se juntarem nas suas organizações, e virem para a rua. Isto, se essa for a melhor e única maneira de poderem verem os seus objectivos concretizados.

Agora, custa-me a compreender, o porquê de querem bater um recorde! Que recorde?...

Bastu, em 2008-11-08 13:10:50
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SINISTRA PARA A RUA!
SINISTRA PARA A RUA!
SINISTRA PARA A RUA!
SINISTRA PARA A RUA!
SINISTRA PARA A RUA!
SINISTRA PARA A RUA!
SÓCRATES PARA A RUA JÁ!
SÓCRATES PARA A RUA JÁ!
SÓCRATES PARA A RUA JÁ!
SÓCRATES PARA A RUA JÁ!
SÓCRATES PARA A RUA JÁ!
SÓCRATES PARA A RUA JÁ!
FORÇAS ARMADAS! IMPONHAM A DEMOCRACIA, JÁ!
FORÇAS ARMADAS! IMPONHAM A DEMOCRACIA, JÁ!
FORÇAS ARMADAS! IMPONHAM A DEMOCRACIA, JÁ!
FORÇAS ARMADAS! IMPONHAM A DEMOCRACIA, JÁ!
FORÇAS ARMADAS! IMPONHAM A DEMOCRACIA, JÁ!
FORÇAS ARMADAS! IMPONHAM A DEMOCRACIA, JÁ!
PARTIDOCRACIA NUNCA MAIS! DEMOCRACIA VERDADEIRA, JÁ!
PARTIDOCRACIA NUNCA MAIS! DEMOCRACIA VERDADEIRA, JÁ!
PARTIDOCRACIA NUNCA MAIS! DEMOCRACIA VERDADEIRA, JÁ!
PARTIDOCRACIA NUNCA MAIS! DEMOCRACIA VERDADEIRA, JÁ!
PARTIDOCRACIA NUNCA MAIS! DEMOCRACIA VERDADEIRA, JÁ!

A SINISTRA É MENTIROSA
FEIA TRISTE E CASMURRA
FORA COM ESTA TEIMOSA
QUE TAMBÉM É MUITO BURRA
(BOCAGE) hehehehehehehehe

DEMOCRATAS NAS RUAS JÁ!
VAMOS OBRIGAR A VERDADE SUPLANTAR A PARTIDOCRACIA!
VIVA A DEMOCRACIA!

JChato, em 2008-11-08 13:01:40
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OF54, a tua mãe é que foi a culpada, tinha tomado a pílula e estavas no inferno. Vai-re embora fASCISTA f.de p.

AFA, em 2008-11-08 12:55:01
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NÃO SOU PROFESSOR NEM ALUNO!
VIM DO ALGARVE DE PROPÓSITO PARA APOIAR OS PROFESSORES!

FORA COM A PARTIDOCRACIA JÁ!
VIVA A DEMOCRACIA
Alguns "recados":
deixamerir - já postou 2 vezes o mesmo Comentário!
xicosantos - quando disse "A maioria do povo está consigo" baseou-se em quê? Nas sondagens encomendadas pelo PS!

QUEREM SABER O QUE É ESTE GOVERNO?
PASSEM A VER O TELEJORNAL DAS 6ªS-FEIRAS NA T.V.I.!!!

DEMOCRACIA SIM, PARTIDOCRACIA NÃO!
FORA COM A PESTILENTE CLASSE POLÍTICA QUE GOVERNA PORTUGAL

DEMOCRACIA!
DEMOCRACIA!
DEMOCRACIA!
DEMOCRACIA!
DEMOCRACIA!
DEMOCRACIA! LUTAREI ATÉ AO FIM PELA DEMOCRACIA!
CHEGA DESTA MENTIRA (PARTIDOCRACIA)! VENHA A DEMOCRACIA!
HERÓIS DO MAR. . .CONTRA OS CANHÕES MARCHAR, MARCHAR!
DEMOCRACIA!
DEMOCRACIA!
DEMOCRACIA!
DEMOCRACIA!
DEMOCRACIA!

JChato, em 2008-11-08 12:54:17
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Todo o trabalhador tem direito a lutar por aquilo que acredita,necessita ou acha que está mal.
Concordem outros bem ou mal isso é um direito que assiste a todos,em qualquer profissão.
A isso se chama "liberdade"
Apesar de não concordar com alguns itens desta manifestação,acho que o sistema de avaliação que está em uso não está elaborado da melhor maneira.Quem como eu trabalha em empresas privadas,sabem que temos avaliações,mas estas são feitas pelas pessoas que conosco trabalham e que conhecem o nosso valor e os nosso defeitos.E mesmo assim estas ás vezes não são justas.conhecendo um pouco o sistema de avalações dos professores não tem ponto por onde se pegue,pois estão mal elaboradas e planeadas

Bigmama, em 2008-11-08 12:39:10
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Desde quando é que os réus escolhem os juizes ou o modus faciendi dos mesmos?


antoniopestana, em 2008-11-08 12:38:14
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Que engraçado, não tenho nada a ver com a classe dos professores (até porque trabalho numa privada), mas aprendi imensas coisas com excelentes profissionais desta área ao longo da minha longa vida académica, e ainda antes de existir qualquer modelo de avaliação.
No "meu tempo" os professores preocupavam-se, sobremaneira, com o ensino e muito menos com preenchimento de formulários e leitura de directrizes, quase diárias, do Ministério. É que para ensinar com disciplina, gosto, exigência e correcção, é necessário que qualquer professor se sinta bem no seu papel enquanto profissional.
Esta classe manifesta-se num Sábado. As escolas estão fechadas. Deslocam-se por vontade própria, num dia de descanso, para se fazerem ouvir. Onde está algo aqui de errado?
Um dos meus filhos já frequenta o ensino básico. Tem uma professora de excepção, extremamente exigente, dedicada, preocupada, afável, responsável, trabalhadora, sacrificada, actualizada e inteligente. Não imaginam a vontade que eu tenho de lhe dar 20 VALORES pelo seu empenho e profissionalismo. No entanto eu, enquanto responsável máxima e primária pela educação do meu filho, não posso avaliá-la. Tenho pena.

Lucat, em 2008-11-08 12:37:51
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Ainda ontem mais um professor agredido por um pai de etnia cigana.Tem que haver segurança nas escolas.

pedrox, em 2008-11-08 12:28:30
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Em tempo de crise, +ou- 2525 Euros mensais não é nada mau, por isso podem fazer a deslocação em 700 autocarros sem problema.
Depois de várias horas de comentários, sobre o assunto dos professores, nada abonatórios à inteligência, tão pouco à honestidade e responsabilidade de alguns comentadores que se retractam como tal, gostaria sobre esta matéria dizer o seguinte:
Se há profissões dignas e extremamente importantes para qualquer sociedade, certamente os professores estarão na primeira linha.
Como todos sabemos, em todas as profissões há bons e maus trabalhadores. No seio dos professores, acresce a capacidade de se saber ou não, ter ou não vocação para ensinar. Também todos sabemos que a grande maioria de professores, só o são por não encontrarem (infelizmente e para mal de todos nós) um trabalho condicente com a sua preparação académica e até vocação profissional. Quem não tem lembranças, como por exemplo o que se passou comigo antes da entrada no IST, em que no curso de radiotecnia em 1968, com a duração de quatro anos, só aprendi realmente electrónica no último ano de curso, porque o professor era um profissional de engenharia com credenciais invejáveis, mas que ao mesmo tempo tinha uma aptidão fora do comum para ensinar, coisa que não se passava com os outros.
Para ser professor não basta ter um curso, ou ter andado a queimar as pestanas, é preciso ter vocação para saber ensinar. De facto a avaliação dos professores tem de ser feita, porém tem de obedecer a critérios bem definidos, com o mínimo possível de subjectividade, assim como essa avaliação ter de ser feita por professores reconhecidos por todos os avaliados. Só assim se poderá aferir da capacidade de cada professor, colocando-o no seu devido lugar, como quem diz, dar-lhe o merecido destaque. Doutra forma é misturar-mos o trigo com o joio e classificar-mos todos por igual, o que acho injusto. Sou defensor de trabalho igual, salário igual, mas levando à prática o que as palavras significam no seu todo. A igualdade entre o salário e o trabalho tem que ser real entre (neste caso) os professores, para poderem usufruir do mesmo vencimento. Como se pode fazer isso? Com a avaliação de desempenho.

Deixamerir, em 2008-11-08 12:25:14
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Percebi e entendi o que querem certos incompetentes que estão no ensino a leccionar. Não serem avaliados e poderem passar desprecebidos no meio dos professores competentes e que se ezsforçam por um ensino melhor. Começo bem essa corja de auto proclamados defensores do povo. Só que eles não viram ainda, que tudo isso ruíu como um castelo de areia. Tudo na vida não pode ser balizado nem por 8 nem por 80.

Deixamerir, em 2008-11-08 12:23:32
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tenho familiares prof. e Ffaço um apelo veemente a todos os comentadores:
POR FAVOR OUÇAM O QUE OS PROFs VÃO DIZER.

OF54, em 2008-11-08 12:20:13
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Há professores que pagam do seu bolso o papel que gastam nas escolas.
Que raio de porra é esta?

OF54, em 2008-11-08 12:18:03
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O meu grito de revolta: escola pública sempre.

OF54, em 2008-11-08 12:17:10
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Não é justo que um prof. com 3 anos de serviço de ed. física vá avaliar um de histótia (ex) com 30 anos.
Isto tem algum sentido?
Fora com a abrilada


Fora com a caça ao voto nas escolas:
Aas escolas são para todos os filhos em igualdade de tratamento.
Defendamos a escola pública PORRA.


OF54, em 2008-11-08 12:16:33
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nÃO É SÉRIA UMA AVALIAÇÃO FEITA PELO COLEGA DA SALA DO LADO: SÓ SERVE PARA COLOCAR A PORRADA E A ANARQUIA NAS ESCOLA: FELIZMENTE OS PROF. NÃO VÃO CAIR NESSA ARMADILHA.
o min_edu QUER PROF. DE 500 eUROS E A PAGAREM A GASOLINA PARA CHEGAREM À ESCOLA.

nÃO SOU PROF MAS VIVO COM AS LÁGRIMAS DE MUITOS QUE SE ESFORÇAM PEKLOS ALUNOS E SÃO INSULTADOS PELOS PAIS.

aCREDITO PORQUE VEJO:

pOR FAVOR NÃO INSULTEM OS PROGFESSORES.


ouçam o que vão dizer com atenção

OF54, em 2008-11-08 12:14:18
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Já entendi o que querem certos incompetentes que estão no ensino a leccionar. Não serem avaliados e poderem passar desprecebidos no meio dos professores competentes e que se ezsforçam por um ensino melhor. Começo bem essa corja de auto proclamados defensores do povo. Só que eles não viram ainda, que tudo isso ruíu como um castelo de areia. Tudo na vida não pode ser balizado nem por 8 nem por 80.

Deixamerir, em 2008-11-08 12:13:31
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Estava a ver que não...

isabelmaria, em 2008-11-08 11:50:42
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nÃO ENVERGONHEMOS OS NOSOS FILHOS E NETOS COMO O FEZ A CONDENAFA FÁTIMA FELGUEIRAS NO CONCELHO DOS FERRARIS EM PORTUGAL

RUA COM ELES.

OF54, em 2008-11-08 11:49:22
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ABAIXO OS ABRILINOS
ACABEMOS COM A ABRILADA
RETOMEMOS O 25 DE ABRIL
RUA COM OS COMISSÁRIOS POLÍTICOS NAS ESCOLAS
DFENDAMOS A ESCOLA PÚBLICA
ABAIXO OS CACETEIROS ARREGIMENTADORES DE VOTOS


Pelo direiro:
À segurança
À honra-dignidade-verdade-lealdade-trabalho-família-paz.


Força prof. pelo exemplo demonstrado ao sábado para não prejudicarem as crianças nem o funcionamnto das escolas

CORRAM COM OS ABRILINOS: uma escola não pode funcionar como uma comissão política de um partido

OF54, em 2008-11-08 11:48:23
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pRONTO: VOU EMBORA: OS ABRILINOS DA MARIA RESTÃO BEM IDENTIFICADOS.

acabou: FIQUEM COM O VOSSO RELAMBÓRIO E NÃO VOS DEIXEM AGREDIR PELOS VOSSOS FILHOS E NETOS UM DIA


jÁ NÃO HÁ VALORES EM PORTUGAL:
SÃO A CONSEQUENCIA DA ABRILADA.


pOR MIM ACABA AQUI,

OF54, em 2008-11-08 11:47:46
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HÁ MUITAS FORMAS DE AVALIAR OS PROFESSORES.

OF54, em 2008-11-08 11:45:55
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Honra-lealdade-mérito-verdade-trabalho-responsabilidade_
Sim sim sim.

espeito.Educação
contra o vandalismo que assola a sociedade pela defesa da escola pública

Contra os abrilinos que fizeram desta quintarola----


VERGONHA

OF54, em 2008-11-08 11:44:47
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OF54? Não me diga que é o venezuelano Hugo Chaves disfarçado. Apanhei-o…

isabelmaria, em 2008-11-08 11:44:09
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Se quizerem fazer o favor, podem os "mais esclarecidos" talvez os que não podem ir à manif. dizerem como avaliar os prof.? Fico agradecido.

Deixamerir, em 2008-11-08 11:43:13
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Alguém pode conceber um prof com 3-4 ou 65 anos de serviço avaliar quem se sacrificou derante 30 e mais anos só porque caiu em graça do PS?

OF54, em 2008-11-08 11:42:30
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Isabel maria: cale-se porque não sabe o que diz e respeite os seus filhos e os seus netos não os envergonhe.
Não lhe respondo mais.

OF54, em 2008-11-08 11:41:03
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Há mais regimes políticos sque respeitam a vontade popular e sem serem precisos os abrilinos: RUa com os pigs caceteiros arregimentadores de votos.

Emigraem seus vende pátrias... força professores
Sois a consciênia da nação.


Os do contra vão trabalhar. O resto é treta.

OF54, em 2008-11-08 11:40:09
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Desde quando é que os réus escolhem os juizes ou o modus faciendi dos mesmos?

antoniopestana, em 2008-11-08 11:39:57
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Virá o dia em que o zé pagode concluirá que este regime não serve......

OF54, em 2008-11-08 11:38:03
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OF54. Já tomou a medicação de hoje?

isabelmaria, em 2008-11-08 11:37:37
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Os professores estão muito distantes da porca da politiquice que vomitais seus badalhocos.
HAJA VERGONHA-RESPEITO-LEALDADE-HONRA-TRABALHO-VERDADE-

termos que desconheceis.. ó abrilinos da abrilada...

Volta Marcelo caetano--- estás perdoado... regressa lá do túmulo-

(tenho familiares professores e estou em posição de dizer que alguns comentadores querem continiar a viver na porcaria desta badalhoquice.

A confusão só aproveita aos incompetentes e aos assantantes de bancos/BPN e outros que tais.
RUAS COM ELES... nem que seja a martelo ou ao chicote.

OF54, em 2008-11-08 11:37:08
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Tou a ver que há alguns que levam nas fuças dos seus próprios filhos,,,,,

OF54, em 2008-11-08 11:33:07
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ABAIXO OS ABRILINOS
ACABEMOS COM A ABRILADA
RETOMEMOS O 25 DE ABRIL
RUA COM OS COMISSÁRIOS POLÍTICOS NAS ESCOLAS
DFENDAMOS A ESCOLA PÚBLICA
ABAIXO OS CACETEIROS ARREGIMENTADORES DE VOTOS


Pelo direiro:
À segurança
À honra-dignidade-verdade-lealdade-trabalho-família-paz.


Força prof. pelo exemplo demonstrado ao sábado para não prejudicarem as crianças nem o funcionamnto das escolas

CORRAM COM OS ABRILINOS: uma escola não pode funcionar como uma comissão política de um partido
(Comentário só para os Abrilinos)

Haja VERGONHA.

OF54, em 2008-11-08 11:32:11
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Nenhum professor rejeita a avaliação ó pses:

OF54, em 2008-11-08 11:31:01
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Afinal quem está melhor preparado para avaliar o trabalho de um professor do que os seus pares? A alternativa é que sejam os "clientes" a faze-lo. Se não querem ser avaliados pelos pares (como acontece em tantas empresas, talvez queiram ser avaliados pelos pais e pelos alunos. Eu não tenho nenhuma deficuldade em perceber quais são os excelentes, suficientes e maus professores dos meus filhos. Vê-se à distancia...

isabelmaria, em 2008-11-08 11:30:47
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Peço desculpa pela linguagem usada:
Quem opina contra os prof neste contexto... ou fala à sorte (e então vomita), ou é Burro ou leva na cara do seu filho em casa e tem vergonha de denunciar.

FORA COM OS ABRILINOS: HAJA VERGONHA


Os ptofessores não são o BPN

Os professores estão miito preocupados em ensinar os seus alunos. Foi para isso que escolheream a profissão.


OF54, em 2008-11-08 11:29:55
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A minha inteira solidariedade para com os profs. deste país!

john2john, em 2008-11-08 11:28:30
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Para que haja avaliação implica obrigatoriamente o reconhecimento de capacidades de avaliação que possa ultrapassar a capacidade de percepção dos avaliados. Além de impossível,é absurdo que todos os avaliados reconheçam as capacidades dos seus avaliadores,isso nunca aconteceu em nenhum outro sector e se fosse implementado acabaria com qualquer possibilidade de avaliação.
Imagine-se por exemplo nos tribunais,os réus recusavam-se a ser julgados porque não reconheciam as capacidades dos juizes...

antoniopestana, em 2008-11-08 11:19:00
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Em tempo de crise, +ou- 2525 Euros mensais não é nada mau, por isso podem fazer a deslocação em 700 autocarros sem problema.
Depois de várias horas de comentários, sobre o assunto dos professores, nada abonatórios à inteligência, tão pouco à honestidade e responsabilidade de alguns comentadores que se retractam como tal, gostaria sobre esta matéria dizer o seguinte:
Se há profissões dignas e extremamente importantes para qualquer sociedade, certamente os professores estarão na primeira linha.
Como todos sabemos, em todas as profissões há bons e maus trabalhadores. No seio dos professores, acresce a capacidade de se saber ou não, ter ou não vocação para ensinar. Também todos sabemos que a grande maioria de professores, só o são por não encontrarem (infelizmente e para mal de todos nós) um trabalho condicente com a sua preparação académica e até vocação profissional. Quem não tem lembranças, como por exemplo o que se passou comigo antes da entrada no IST, em que no curso de radiotecnia em 1968, com a duração de quatro anos, só aprendi realmente electrónica no último ano de curso, porque o professor era um profissional de engenharia com credenciais invejáveis, mas que ao mesmo tempo tinha uma aptidão fora do comum para ensinar, coisa que não se passava com os outros.
Para ser professor não basta ter um curso, ou ter andado a queimar as pestanas, é preciso ter vocação para saber ensinar. De facto a avaliação dos professores tem de ser feita, porém tem de obedecer a critérios bem definidos, com o mínimo possível de subjectividade, assim como essa avaliação ter de ser feita por professores reconhecidos por todos os avaliados. Só assim se poderá aferir da capacidade de cada professor, colocando-o no seu devido lugar, como quem diz, dar-lhe o merecido destaque. Doutra forma é misturar-mos o trigo com o joio e classificar-mos todos por igual, o que acho injusto. Sou defensor de trabalho igual, salário igual, mas levando à prática o que as palavras significam no seu todo. A igualdade entre o salário e o trabalho tem que ser real entre (neste caso) os professores, para poderem usufruir do mesmo vencimento. Como se pode fazer isso? Com a avaliação de desempenho.

Deixamerir, em 2008-11-08 10:47:32
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E Portugal é o segundo pais da Europa Ocidental com maior consumo de anti-depressivos...

isabelmaria, em 2008-11-08 10:27:00
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E também, Portugal é o país da Europa ocidental com maior incidência de tuberculose...

isabelmaria, em 2008-11-08 10:21:14
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700 autocarros? Grande festa. Os pais, os cidadãos, os trabalhadores, os alunos não estão do vosso lado. Todas as profissões são avaliadas. Temos duvidas sobre a qualidade do vosso trabalho. Agora querem horas extra. Que vergonha! Comparem-se com os profissionais de outras áreas...

isabelmaria, em 2008-11-08 10:17:50
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Acho que é realmente muito importante e um grande indicador de progresso,o facto de se bater um record de professores manifestantes.

MELHOR DO QUE ISTO TALVEZ SÓ O FACTO DE SERMOS O PAÍS DA EUROPA ONDE A SIDA MAIS AUMENTA.

antoniopestana, em 2008-11-08 10:16:38
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Era bom que os professores se preocupassem com os dados reais: somos o país da Europa que gasta mais dinheiro com o ensino (per capita), em que os professores estão menos tempo na escola, em que as escolas apresentam piores resultados, em que os professores são mais bem pagos. Tudo está mal nas escolas portuguesas. A culpa é dos pais? Dos alunos? Que vergonha...

isabelmaria, em 2008-11-08 10:12:03
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Um professor da Escola Primária n.º 2 do Monte da Caparica, concelho de Almada, foi agredido quarta-feira pelo pai de um aluno. Um nariz partido foi o resultado do ataque


Poderá haver profes menos bons ... mas este é sem dúvida um grande herói nacional... haja vergonha.

OF54, em 2008-11-08 10:07:35
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Vele e Azevedo garantiu ajuda a uma empresa imobiliária e traçou o plano: pedir 40 milhões de euros ao Banco Português de Negócios (BPN) para se lançarem na compra e venda de imóveis. O BPN chegou a dar 2 milhões, mas a empresa garante que nunca viu o dinheiro


Os prof. não são o BPN

OF54, em 2008-11-08 10:05:52
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OBRIGADO PROFESSORES.... passem ao lado dos patetas.... em frente contra todos os abrilinos... para retiomar Abril.
Abaixo os salteadores de bancos/BPN

OF54, em 2008-11-08 10:04:19
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Os professores não são o BPN.

OF54, em 2008-11-08 10:02:27
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A Confap recebe milhõs todos os anos: onde está o dinheiro? (não sou prof.)

OF54, em 2008-11-08 10:01:53
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Acabar com a escola pública? E os mais desfavorecidos que também t~em inteligência como podem pagar aos tubarões?


Não insultem a intelig~encia humana.


Vão-se embora.-

OF54, em 2008-11-08 10:01:14
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ABAIXO OS ABRILINOS
ACABEMOS COM A ABRILADA
RETOMEMOS O 25 DE ABRIL
RUA COM OS COMISSÁRIOS POLÍTICOS NAS ESCOLAS
DFENDAMOS A ESCOLA PÚBLICA
ABAIXO OS CACETEIROS ARREGIMENTADORES DE VOTOS


Pelo direiro:
À segurança
À honra-dignidade-verdade-lealdade-trabalho-família-paz.


Força prof. pelo exemplo demonstrado ao sábado para não prejudicarem as crianças nem o funcionamnto das escolas

CORRAM COM OS ABRILINOS: uma escola não pode funcionar como uma comissão política de um partido
(Comentário só para os Abrilinos)

Haja VERGONHA.

OF54, em 2008-11-08 09:59:55
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Força sr ministra o REINADO desta e de outras corporações tem de acabar ,custe o que custar. A maioria do povo está consigo!!
também há muito que a politica tomou conta das escolas na figura de alguns dos srs professores há décadas que o combate politico contra os governos também se faz nas escolas .
Não se esqueça que o seu dever é devolver as escolas aos alunos foi para isso que foi eleita democraticamente ,NEM QUE PARA ISSO TENHA DE PRIVATIZAR O ENSINO.

Chicosantos, em 2008-11-08 09:40:21
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Não sou professor de profissão e há uns anos apenas dei aulas na àrea de Finanças em "Económicas".Esposa de amigo meu de Viseu,professora do Secundário numa escola naquele Distrito e já com muitos anos de profissão,me explicou,a meu pedido,em que consiste a chamada "Avaliação".Uma vergonha.Este Governo totalitário ,fascista e cretino,quere transformar os professores em dilatores e informadores do poder politico ão querer que cada professor "avalie" o seu colega.Pensava eu que os informadores pidescos deste poder politico podre,tivesse acabado com o saudoso 25 de Abril.Mas não.O sr.Sócrates,individuo de baixo "recorte" intelectual,vaidoso e ordinário para com os seus opositores politicos,montou um poder politico que se "alimenta"dos bufos,ma maioria reles XUXAS,consubstanciado num Estado Totalitário e Estalinista.Honra seja feita à maioria dos Magistrados que aplicam as leis que existem com Justiça.Espero,hoje,que os Professores afirmem bem alto à sua revolta e digam NÃO à escumalha que arrinaram o País.Aqui vai o meu grande apreço por todos os Professores,independentemente da côr politica de cada um.Foi graças a eles que eu me tornei Homem e servi a minha Pátria,nos anos sessenta,com muito orgulho.Bem haja a todos os Professores.

ram, em 2008-11-08 09:36:36
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Ferreira Leite pede suspensão da avaliação dos professores

A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, defendeu hoje a suspensão do actual modelo de avaliação dos professores e a aprovação de um novo modelo de avaliação externa e sem quotas administrativas

Numa declaração na sede nacional do PSD, em Lisboa, Manuela Ferreira Leite defendeu também o fim da divisão da carreira docente em duas, a de professor e a de professor titular.

A ex-ministra da Educação falou aos jornalistas depois de se reunir com professores militantes do PSD que são dirigentes sindicais, na véspera de mais uma manifestação de professores convocada para Lisboa contra o actual modelo de avaliação.

«A avaliação dos professores é um princípio que o PSD defende intransigentemente», salientou Manuela Ferreira Leite.

A presidente do PSD criticou, contudo, o actual modelo, considerando que é injusto e que a sua burocracia está a perturbar a actividade docente.

«O modelo em vigor assenta em princípios inadequados e injustos e num esquema de tal forma burocrático e complexo que está criar uma enorme perturbação nas escolas e a desfocar os professores da sua função essencial», afirmou, na declaração sem direito a perguntas.

«O Governo impôs um processo que tem dado origem a um clima de tensão e crispação entre todos os intervenientes, que está a prejudicar o sistema educativo. A teimosia com que tem tratado esta questão está a afectar seriamente o que é essencial para a qualidade do ensino: a motivação dos professores», acrescentou.

Manuela Ferreira Leite anunciou que, «por isso, o PSD defende a suspensão imediata deste modelo de avaliação» e entende que, «desde já, se deve começar a trabalhar num novo modelo de avaliação, sério e eficaz».

«A avaliação tem de ser externa, retirando das escolas e dos docentes a carga burocrática e conflitual que os desviam da sua função primordial que é ensinar. A avaliação tem de procurar a efectiva valorização do mérito e da excelência, devendo por isso pôr-se fim às quotas administrativas criadas por este Governo», defendeu.

De acordo com a presidente do PSD, é preciso também «acabar com a divisão da carreira docente, iníqua e geradora de injustiças, entre professores titulares e professores que acabam por ser classificados de segunda».

«Insistir no actual modelo é pura perda de tempo. Os professores não são justa e verdadeiramente avaliados e, principalmente, os alunos e as suas famílias estão a ser prejudicados com o clima de intranquilidade que se vive nas escolas», concluiu Manuela Ferreira Leite.

Lusa / SOL

sábado, novembro 08, 2008

CDS-PP: ministra deve corrigir "erro" que está a cometer no sistema de ensino

08.11.2008 - 19h34 Lusa
O CDS-PP apelou hoje à ministra da Educação que corrija de imediato "o erro" que está a cometer no sistema de ensino, considerando que o clima de tensão que se vive nas escolas começa a ser "perturbador".

Numa reacção à manifestação de professores em Lisboa para exigir a suspensão do modelo de avaliação de desempenho proposto pelo Governo, o deputado José Paulo Carvalho disse à Lusa não ter ficado surpreendido com a adesão ao protesto.

O deputado, que integra a comissão parlamentar de Educação, disse mesmo temer que a situação possa levar a "algum clima de descontrolo nas escolas", porque os professores estão "fartos e cansados de ser bastante maltratados pelo ministério da Educação".

Por isso, continuou, é preciso que a ministra Maria de Lurdes Rodrigues "corrija de imediato o erro que está a cometer". "Tem sido uma ministra sem qualquer abertura para uma saída de bom senso", lamentou José Paulo Carvalho, recordando as centenas de e-mails que tem recebido de professores com o relato das mais variadas situações.

Contudo, o deputado acrescentou que "o estado de tensão gravíssimo que se vive nas escolas" é denominador comum a todas as mensagens.

José Paulo Carvalho apelou ainda a todos os membros do Governo para que tentem incutir algum "bom senso" à titular da pasta da Educação, já que Maria da Lurdes Rodrigues tem revelado grandes dificuldades em perceber o que se passa.

Dezenas de milhares de professores vindos de todo o país desfilaram hoje entre o Terreiro do Paço e o Marquês de Pombal para exigir a suspensão do modelo de avaliação de desempenho proposto pelo Governo

PCP solidário com professores na exigência de uma mudança da política educativa

08.11.2008 - 19h43 Lusa
O PCP manifestou hoje o seu apoio e solidariedade aos professores que se manifestam em Lisboa contra o sistema de avaliação de desempenho, exigindo uma mudança nas políticas educativas do Governo.

Em declarações aos jornalistas, o líder parlamentar comunista, Bernardino Soares, manifestou "o apoio e a solidariedade do PCP aos professores", afirmando que o Governo "não pode continuar a ignorar o sentimento dos professores". "A política educativa tem de ser mudada. Mudar o ministro e não mudar a política, como aconteceu na Saúde, é continuar a atacar a escola pública", afirmou.

Bernardino Soares esteve no Terreiro do Paço, onde decorreu um plenário de professores antes do desfile até ao Marquês de Pombal, juntamente com os deputados da comissão parlamentar de Educação João Oliveira e Miguel Tiago e o membro da comissão política do partido Jorge Pires.

Dezenas de milhares de professores vindos de todo o país desfilaram hoje entre o Terreiro do Paço e o Marquês de Pombal para contestar a avaliação de desempenho, o concurso de colocação de professores, os horários de trabalho, o novo regime de gestão e administração escolar e o Estatuto da Carreira Docente.

BE: ministra e Governo ficaram "aflitos" depois da manifestação

08.11.2008 - 19h57 Lusa
O Bloco de Esquerda considera que o Governo e a ministra da Educação ficaram "aflitos" depois da manifestação que reuniu hoje em Lisboa dezenas de milhares de docentes, em protesto contra o processo de avaliação de desempenho.

"A ministra está aflita e o Governo está aflito. Pensam que de uma forma ditatorial e prepotente conseguem impor regras nas escolas", afirmou o líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, que participou na manifestação.

Em declarações aos jornalistas no final da manifestação, Francisco Louçã classificou o modelo de avaliação do ministério da Educação como "incompetente, disparatado e prejudicial para escolas, professores e alunos".

O bloquista manifestou-se ainda convicto que se as escolas continuarem a aprovar a suspensão do processo avaliação, os professores vão vencer o "braço de ferro" com o Governo. "A suspensão escola a escola dá mais força aos professores. É agora que têm de vencer a ministra e o primeiro-ministro", acrescentou o líder do Bloco, que já pediu repetidamente a suspensão do processo de avaliação de desempenho dos docentes.

Francisco Louçã sublinhou ainda a "manifestação de força" protagonizada hoje pelos professores em Lisboa, relevando o "orgulho pela dignidade imensa" demonstrada pela classe docente.

Professores de todo o país manifestaram-se hoje contra o modelo de avaliação de desempenho, contestando também o diploma de concursos de colocação de docentes e o novo regime de gestão e administração escolar, num protesto convocado por todos os sindicatos do sector.

A Plataforma Sindical dos Professores já reclamou ter reunido "a maior manifestação de sempre em Portugal" com 120 mil professores, superando a realizada a 8 de Março, mas a PSP não avançou ainda com números dos manifestantes que se concentraram em Lisboa.

No final do protesto, os professores aprovaram por unanimidade a realização de uma greve nacional a 19 de Janeiro, caso o Ministério da Educação não suspenda o processo de avaliação de desempenho.

Professores prometem "guerra o ano todo" e admitem antecipar greve nacional


08.11.2008 - 20h39 Lusa, PÚBLICO
A Plataforma Sindical de Professores advertiu no final da manifestação de hoje em Lisboa que, caso o Ministério da Educação não recue em questões como a avaliação do desempenho, os docentes prometem "luta o ano todo" e admitem antecipar a greve nacional convocada esta tarde para 19 Janeiro.

"Ou o Ministério da Educação suspende a avaliação de desempenho, avança para a negociação, encontramos um outro modelo e o ano lectivo prossegue normalmente, ou o ministério assume que vai ter luta o ano todo. Se querem guerra, guerra terão", declarou o porta-voz da Plataforma e secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, no final da manifestação que reuniu pelo menos 120 mil docentes, segundo números dos sindicatos.

Além da greve nacional, na manifestação ficou ainda decidido que vão realizar-se outros protestos no actual ano lectivo, caso o processo de avaliação de desempenho não seja suspenso. "Neste momento, não há espaço para meios-termos e não há entendimento possível. Da nossa parte, não há nenhuma abertura para nada que não seja a suspensão imediata", sublinhou o porta-voz da plataforma sindical, acusando a ministra de sofrer de "analfabetismo político", por não ter "capacidade democrática para interpretar o significado das manifestações".

Considerando "inadmissível" que a ministra da Educação tenha hoje recusado suspender a aplicação do modelo de avaliação, o secretário-geral da Fenprof apelou ainda aos docentes para serem eles a fazê-lo, na prática, parando nas escolas todos os procedimentos relacionados com este processo.

Segundo a organização, o protesto de hoje, convocado por todos os sindicatos do sector, reuniu pelo menos 120 mil professores, superando a manifestação de Março, até agora a maior alguma vez realizada em Portugal por uma única classe profissional.

A PSP recusou adiantar números de adesão ao protesto. Calvo André, responsável pelo policiamento da marcha, escusou-se a avançar com qualquer número, dando duas explicações. “É impossível calcular dada a dimensão da manifestação”, começou por dizer. Mas acrescentou: “Tenho indicações para não adiantar números”.

Questionado sobre o autor dessa indicações, acabou por afirmar que tinha sido o próprio a decidi-lo. Calvo André não quis igualmente fazer qualquer comparação com o protesto de professores de 8 Março. Nesse dia, a polícia calculou em 100 mil o número de manifestantes.

Pai espanca professor em primária do Monte da Caparica

Um professor da Escola Primária n.º 2 do Monte da Caparica, concelho de Almada, foi agredido quarta-feira pelo pai de um aluno. Um nariz partido foi o resultado do ataque

Licínio Grosso, o professor, ficou com escoriações na face e fracturou os ossos do nariz, noticia o Correio da Manhã, que falou com a Associação de Pais da escola, que confirma que a vítima chegou a perder a consciência.

«O pai, acompanhado pelo filho mais velho, invadiu a escola e entrou numa sala de aula, agredindo o professor Licínio», disse ao CM Fernando Miguel, da associação.

Na origem do incidente pode ter estado «uma atitude mais firme por parte do professor para com o aluno, o que deve ter irritado o pai», afirma Fernando Miguel.

O professor foi assistido no Hospital Garcia da Orta e, até ao momento, não apresentou queixa do agressor.

O caso acontece numa escola cujos professores, funcionários e encarregados de educação dizem «não ter condições mínimas de segurança».

SOL

Ferreira Leite pede suspensão da avaliação dos professores



Ferreira Leite pede suspensão da avaliação dos professores
A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, defendeu hoje a suspensão do actual modelo de avaliação dos professores e a aprovação de um novo modelo de avaliação externa e sem quotas administrativas

Numa declaração na sede nacional do PSD, em Lisboa, Manuela Ferreira Leite defendeu também o fim da divisão da carreira docente em duas, a de professor e a de professor titular.

A ex-ministra da Educação falou aos jornalistas depois de se reunir com professores militantes do PSD que são dirigentes sindicais, na véspera de mais uma manifestação de professores convocada para Lisboa contra o actual modelo de avaliação.

«A avaliação dos professores é um princípio que o PSD defende intransigentemente», salientou Manuela Ferreira Leite.

A presidente do PSD criticou, contudo, o actual modelo, considerando que é injusto e que a sua burocracia está a perturbar a actividade docente.

«O modelo em vigor assenta em princípios inadequados e injustos e num esquema de tal forma burocrático e complexo que está criar uma enorme perturbação nas escolas e a desfocar os professores da sua função essencial», afirmou, na declaração sem direito a perguntas.

«O Governo impôs um processo que tem dado origem a um clima de tensão e crispação entre todos os intervenientes, que está a prejudicar o sistema educativo. A teimosia com que tem tratado esta questão está a afectar seriamente o que é essencial para a qualidade do ensino: a motivação dos professores», acrescentou.

Manuela Ferreira Leite anunciou que, «por isso, o PSD defende a suspensão imediata deste modelo de avaliação» e entende que, «desde já, se deve começar a trabalhar num novo modelo de avaliação, sério e eficaz».

«A avaliação tem de ser externa, retirando das escolas e dos docentes a carga burocrática e conflitual que os desviam da sua função primordial que é ensinar. A avaliação tem de procurar a efectiva valorização do mérito e da excelência, devendo por isso pôr-se fim às quotas administrativas criadas por este Governo», defendeu.

De acordo com a presidente do PSD, é preciso também «acabar com a divisão da carreira docente, iníqua e geradora de injustiças, entre professores titulares e professores que acabam por ser classificados de segunda».

«Insistir no actual modelo é pura perda de tempo. Os professores não são justa e verdadeiramente avaliados e, principalmente, os alunos e as suas famílias estão a ser prejudicados com o clima de intranquilidade que se vive nas escolas», concluiu Manuela Ferreira Leite.

Lusa / SOL

Avaliação arrancou em todas as escolas

ANA TROCADO MARQUES
"Não há nenhuma escola deste país onde o processo de avaliação não tenha começado", afirmou Margarida Moreira. A directora Regional de Educação do Norte diz há muito "ruído inventado" e garante não ter nenhuma recusa de avaliação.

"Em todas as escolas o processo já começou. Está é em fases diferentes de escola para escola, mas muitas das que mais visibilidade têm tido na comunicação social, já definiram objectivos individuais", garantiu Margarida Moreira.

A directora regional assegura que, formalmente, não tem nenhuma recusa de avaliação.

"O que tem chegado à DREN são moções e moções são abaixo-assinados. Também apareceram moções análogas aquando do concurso dos professores titulares e, a verdade é que, a maioria das pessoas que reclamou, veio a concorrer", frisou, acrescentando que, caso haja professores que se recusem a ser avaliados, "cumprir-se-á a lei".

"Agora, o facto de um professor decidir que não quer apresentar objectivos individuais não interrompe o processo de avaliação. O avaliador faz valer a sua posição e define os objectivos, a não ser que o professor declare expressamente que não quer ser avaliado.

PSD defende suspensão da avaliação dos professores

00h29m
ALEXANDRA INÁCIO
Oito meses depois, os professores voltam à rua e, novamente, de forma massiva. Manuela Ferreira Leite apoiou a suspensão da avaliação. O Governo acusou-a de dar uma "cambalhota" em relação a Março.

"O PSD defende a suspensão imediata deste modelo de avaliação", afirmou ontem Manuela Ferreira Leite. Em Março, no entanto, antes da Marcha da Indignação, a antiga ministra da Educação disse que "daria um voto negativo" a José Sócrates se ele recuasse. Pedro Silva Pereira, ministro da Presidência, acusou mesmo a actual líder do PSD de dar uma "cambalhota" por "desespero".

Em Março, recorde-se, Luís Filipe Menezes pediu para ser recebido pela Fenprof e também apoiou se colocou ao lado dos professores. Ferreira Leite criticou. Ontem, reuniu-se com professores social-democratas, dirigentes sindicais, na sede do PSD, como João Dias da Silva, da FNE.

Se há oito meses, Ferreira Leite "aconselhou" a ministra da Educação a analisar "aspectos injustos" da reforma e não tornar a avaliação burocrática, ontem, defendeu que o modelo está assente "num esquema de tal modo burocrático que está a criar enorme perturbação nas escolas".

Os argumentos da líder do PSD coincidem com os defendidos pelos sindicatos ou professores que assinam documentos a reclamar a suspensão do processo nas escolas. Aliás, o discurso esteve em sintonia não só com as queixas como com as exigências: defende que o modelo deve ser já renegociado e propôs um regime alternativo. A "avaliação terá de ser externa" - libertando os docentes da carga burocrática -, as quotas e a divisão da carreira devem acabar.

Falta um ano para as eleições legislativas. Hoje devem voltar a manifestar-se, em Lisboa, 100 mil ou mais pessoas contra as políticas educativas do Governo e o modelo de avaliação docente, em particular. Nas vésperas de nova manifestação histórica, a Oposição aproveitou para reafirmar o apoio aos docentes. Além do PSD, o BE anunciou um debate de urgência com a ministra sobre a avaliação, a 4 de Dezembro. Até a compreensão de um antigo ministro da Educação do PSD, actualmente assessor do presidente da República para as questões sociais, os professores receberam. David Justino refere que o sector está a ser demasiado "fustigado".

"Enquanto transformarmos a Educação num campo de batalha é difícil encontrar soluções e um rumo que possa unir as pessoas para uma educação de excelência", disse. A Fenprof concorda.

Mário Nogueira reconhece que está a travar "um combate político-partidário". E, se em Abril - aquando da assinatura do Memorando - os sindicatos quiseram pacificar o final do ano lectivo, agora, "no 1º período, não têm mais nada a perder. Não há mais espaço de manobra e não vamos dá-lo para meias medidas".

Hoje, devem ser anunciadas novas medidas de luta. Em cima da mesa está a possibilidade de convocação de uma greve e uma Marcha pela Educação que pretenderá unir aos professores, pessoal não docente, pais e alunos.

Professores dizem que há mais cem autocarros neste protesto


Educação. Mobilização de sábado poderá exceder os 100 mil participantes
Foi a maior manifestação de professores de sempre. Mas oito meses depois da marcha da indignação, a mobilização prevista para amanhã poderá ser ainda maior. Ontem, segun- do dados da Plataforma Sindical, já havia mais cem autocarros mobilizados para o protesto do que os que em Março trouxeram a Lisboa cem mil professores para desfilarem contra a política do Governo.

O sistema de avaliação de desempenho será o principal motivo a trazer os professores à rua, com os sindicatos a pedirem a suspensão imediata do processo. Se em Março a possibilidade deste processo já causava um descontentamento tão grande, agora o tom crítico sustenta-se nas dificuldades práticas com que os docentes dizem debater-se diariamente para fazerem a avaliação. Na fase inicial, a definição dos objectivos individuais a cumprir por cada docente tem sido o maior problema. E que os sindicatos dizem já ter levado à suspensão do processo em dezenas de escolas.

Ao Terreiro do Paço, onde se concentram os manifestantes, chegarão pessoas de todo o País, garantem os sindicatos. Ao final do dia de ontem já havia 700 autocarros alugados prontos a rumarem à capital. O que leva Mário Nogueira, porta-voz da plataforma, a falar numa manifestação "extraordinária e gigantesca".

Carlos Chagas, presidente do Sindicato Nacional e democrático dos professores (Sindep), também disse ao DN que espera uma manifestação ainda maior do que a de Março. A previsão de uma adesão em massa levou até a plataforma a alterar o trajecto que estava programado para começar na Alameda da Cidade Universitária. "Da indignação à exigência: deixem-nos ser professores" será a faixa que seguirá à frente.

O Ministério negou esta semana que haja escolas com o processo formalmente suspenso, referindo apenas movimentos pontuais de professores. Há dois dias, o secretário de Estado adjunto e da Educação voltou a sublinhar que "não se podem confundir posições de grupos de professores com os órgãos representativos das escolas". | Com

"Situações resolvidas com estalo agora são resolvidas com faca"

Ensino. Coordenador do Observatório da Segurança Escolar diz que o problema é a venda de armas

"Situações resolvidas com estalo agora são resolvidas com faca"

Os pais dos alunos da Escola Básica 118 do Alto da Ajuda, em Lisboa, fecharam ontem a escola contra a falta de segurança das crianças e alegadas agressões dos estudantes mais velhos. Na terça-feira, um desentendimento entre colegas da Escola Básica 2/3 de Alcabideche resultou em três facadas num deles. Há 15 dias, um aluno da Escola Básica 2/3 Lindley Cintra, no Lumiar, levou uma facada quando jogava básquete num campo nas imediações. E o chefe de gabinete do ministro da Justiça pediu mais "autoridade e disciplina nas escolas", para combater a violência.

Pedro Duarte Silva, chefe de gabinete do secretário de Estado adjunto e da Justiça, presidia à abertura do Congresso sobre Estilos de Vida e Comportamentos Aditivos, ontem, sobre os problemas de violência infantil, adolescente e adulta. "Nas escolas (...) a autoridade e a disciplina têm de estar presentes, (...) a não violência de uns não pode facultar terreno para a violência de outros", cita a agência Lusa.

A preocupação não parece estender-se ao Ministério da Educação, cuja assessoria desvaloriza os recentes casos de violência envolvendo alunos. O mesmo acontece com o coordenador do Observatório da Segurança Escolar, João Sebastião. No entanto, este admite que há uma maior agressividade nos confrontos entre estudantes.

"Situações que, em tempos, eram resolvidas com um estalo ou um pontapé, agora são resolvidas com uma faca ou pistola", diz João Sebastião, criticando: "Não percebo como é que se continuam a vender armas brancas, proibidas legalmente." A maioria das armas que tem encontrado nas escolas parte da denúncia de alunos e funcionários e "são uma minoria os casos em que são usadas com o objectivo de atingir", sublinha o sociólogo.

Os responsáveis da PSP pela Escola Segurança não têm a percepção de que esteja a aumentar a violência escolar, embora esteja por fazer o levantamento exaustivo das últimas ocorrências.

Os pais da escola da Ajuda é que se cansaram de esperarem por uma resposta contra a violência que dizem sentir no interior da escola e que, segundo eles, é exercida por alunos mais velhos. Fecharam a escola com cadeados, rapidamente retirados pelos bombeiros, mas que serviu para atrair a atenção da Equipa de Missão para a Segurança Escolar, com quem agendaram uma reunião na próxima semana.|