sábado, janeiro 17, 2009

Aimar e Rúben Amorim vestiram a pele de professores

Pablo Aimar e Rúben Amorim trocaram os relvados pela sala de aula. Os dois jogadores do Benfica encabeçaram a comitiva encarnada, que se deslocou esta quinta-feira ao Colégio Atlântico, em Pinhal de Frades, no âmbito do projecto «O Benfica Faz Bem». A iniciativa dos encarnados pretende promover o desporto, alimentação e saúde.
À sua espera estavam centenas de crianças vestidas a rigor, exibindo cachecóis e camisolas do Benfica, embora também se vislumbrassem adereços alusivos aos clubes rivais dos encarnados. Os responsáveis pelo colégio, «Tó» e «Tina», como são carinhosamente conhecidos entre os miúdos, foram os mentores de uma recepção condimentada com diversas supresas.
Para começar, o avançado argentino e o médio português tiveram direito a uma visita guiada e personalizada ao interior do colégio. Ao subirem as escadas de acesso ao edifício, Aimar e Amorim foram presenteados com a «hola» mexicana, simulada por dezenas de miúdos. Os maiores pediam autógrafos. «Olha a águia vitória», comentava-se entre os miúdos de idade mais tenra, deliciados com a presença do símbolo do clube encarnado.
Para ver o vídeo, clique aqui
Foi ao som de «Sou Benfica», dos UHF, que um pavilhão lotado recebeu os ídolos encarnados. Bateu-se palmas, fez-se a festa e todos os olhos na sala se centraram nos três protagonistas da tarde: Rúben Amorim, Pablo Aimar e, a inesperada águia vitória. No palco pedia-se às crianças para fazerem o «jogo do silêncio», mas a felicidade de estarem perante os ídolos, que se habituaram a ver na TV, parecia ser incontrolável.
O jogo só resultou quando chegou a vez de Pablo Aimar e Rúben Amorim se apresentarem. O médio, ex-Belenenses, aproveitou a ocasião para lembrar que ainda está no início da carreira. «Só sou um pouco mais velho que vocês», recordou o jogador de 23 anos.
Crianças assumem papel de jornalistas
Enfrentar as perguntas complicadas das crianças nunca é fácil, mas Amorim e Aimar tiveram sempre a resposta na ponta da língua. Os temas quentes da actualidade foram também chamados à conversa. «Vale a pena fingir que é penálti?», perguntou um dos miúdos. Amorim assumiu as despesas e optou por jogo directo: «Não é bonito, mas às vezes na guerra vale tudo.»
E porque se falta tanto dos árbitros? «Como reagem perante os erros de arbitragem?», perguntou uma das crianças. «Os árbitros equivocam-se, mas não fazem de propósito. Faz parte do jogo», defendeu Aimar.
No entanto, o momento de maior exaltação na sala aconteceu quando Rúben Amorim revelou o motivo pelo qual gosta de jogar contra o Sporting. «Ganhamos sempre», afirmou, o que suscitou alguns assobios dos jovens sportinguistas.
Mas, porque a tarde era de «fair-play» e os temas em debate eram a Saúde, Desporto e Alimentação, os jogadores do Benfica deixaram alguns conselhos aos mais pequenos. «É muito importante ter uma boa alimentação. Comer muitos hidratos e verduras, para ter uma vida sã. Façam desporto porque vos aproxima das coisas boas, e vos afasta das más», apontou Aimar.
O clímax da festa foi impulsionado pela distribuição de dois mil bilhetes, três para cada criança, válidos para o desafio Benfica-Belenenses, a contar para a Taça da Liga, marcado para este sábado, dia 17.
Para os próximos meses estão previstas visitas a outras escolas, com a promessa de um dia diferente para muitas outras crianças.

Sindicato contesta criticas de autarca de Vinhais sobre faltas dos professores

O Sindicato dos Professores do Norte (SPN) sugeriu, esta quinta-feira, ao presidente da Câmara de Vinhais que disponibilize os veículos todo-o-terreno da autarquia para os professores não terem de faltar às aulas quando neva.

O sindicalista José Domingues respondeu assim às críticas do autarca socialista Américo Pereira, que considerou esta quinta-feira «uma autêntica vergonha» as faltas dos professores nos últimos dias, por causa da neve.
«Se uma Brigada de Trânsito nos manda parar, nós paramos», disse José Domingues, questionando o que fará Américo Pereira quando a GNR o obriga a imobilizar o veículo na estrada.
«Sugeria ao senhor presidente da Câmara de Vinhais que disponibilizasse os todo-o-terrenos que tem na câmara e, com isso, fizesse deslocar os professores» até às escolas do concelho, acrescentou o sindicalista.

Professores: Entregam abaixo-assinado no dia da greve nacional de protesto


Plataforma Sindical de Professores entrega abaixo-assinado no dia da greve nacional de protesto, agendada para a próxima segunda-feira. Pedir a revisão do Estatuto da Carreira Docente e preparar os professores para as negociações agendadas com o Ministério da Educação, sobre este diploma, para o próximo dia 28 são os objectivos das duas acções marcadas para o dia 19 deste mês


A Plataforma Sindical de Professores entrega na próxima segunda-feira, no dia da greve nacional de protesto agendada, um abaixo-assinado que tem como objectivo pedir a revisão do Estatuto da Carreira Docente. Em declarações à Voz da Planície Joaquim Páscoa, presidente do Sindicato de Professores da Zona Sul, explicou que "a greve e o abaixo-assinado têm a mesma finalidade, ou seja, protestar contra o Estatuto e preparar os docentes para as negociações com o Ministério da Educação, sobre este diploma, que começam já no próximo dia 28".

Foram divulgados, entretanto, os resultados dos docentes avaliados no passado ano lectivo, nomeadamente os contratados, que necessitavam desta avaliação para efeitos de renovação contratual, e os que precisavam de mudar de escalão. Reclamações, recursos e processos nos tribunais foram os resultados da primeira aplicação do sistema de avaliação de desempenho que, de forma simplificada, abrangeu 17 mil professores. Sobre estes resultados, Joaquim Páscoa afirmou que "houve dualidade de critérios" e que os mesmos "confirmam o que a Fenprof – Federação Nacional de Professores sempre disse acerca deste modelo de avaliação, ou seja, que é baseado é critérios pouco quantificáveis".

Os protestos dos professores prosseguem e no calendário de acções a desenvolver está agendada uma greve nacional, para a próxima segunda-feira, data em que se assinalam dois anos da publicação do Estatuto da Carreira Docente, e um pré-aviso de greve para o período entre 20 de Janeiro e 20 de Fevereiro, que tem como objectivo permitir aos professores avaliadores recusarem-se a observar as aulas dos seus avaliados.


Ana Elias de Freitas

"São uma vergonha as faltas dos professores nos dias de neve"

NINGUÉM MANDA CALAR ESTE HOMEM?????

GLÓRIA LOPES

O presidente da Câmara de Vinhais, Américo Pereira, criticou esta quinta-feira duramente os professores que faltam às aulas no concelho por motivos relacionados com a queda de neve, e acusou a Protecção Civil e a GNR de contribuírem para o absentismo dos docentes.
O autarca de Vinhais, Américo Pereira, está indignado com "o elevado absentismo" dos professores que leccionam nas escolas do concelho, sempre que cai neve na região. O edil disse ontem que os estudantes das aldeias se deslocaram para as escolas na sede de concelho, mas não tiveram aulas "porque os professores faltaram, mas o município está a gastar recursos com transportes e com os funcionários dos estabelecimentos de ensino".
Uma fonte do conselho executivo do Agrupamento de Escolas de Vinhais garantiu ao JN que apenas houve faltas lectivas no primeiro bloco da manhã, "porque os docentes que se deslocam de outros concelhos demoraram mais tempo a chegar, devido às dificuldades de circulação nas estradas". O edil referiu que nos últimos três dias que nevou nos concelhos de Bragança e Vinhais, não houve aulas no concelho que lidera, "mas não foi porque a Câmara decidiu encerrar as escolas, foi porque os professores não apareceram com a desculpa da neve, mas as estradas estiveram todas transitáveis", afiançou. Américo Pereira considera a situação lamentável e acusa a Protecção Civil de fazer alarmismo nos meios de comunicação social, "exagerando o verdadeiro estado das estradas". O autarca acusou ainda a GNR e a PSP de emitirem justificações que permitem aos docentes não ter faltas lectivas nos dias que neva.

Já em tribunal

AVALIAÇÃO DO ANO PASSADO JÁ ESTÁ EM TRIBUNAL !!!!!! QUEREM MELHOR!!! JÁ COMEÇOU A FESTA.


Consultem o site abaixo indicado.
Não será melhor não lhe dar continuidade e acabar já com ela. Cortar o mal pela raiz.
Por isso e tudo o resto, GREVE!
http://dn.sapo.pt/2009/01/15/sociedade/primeira_avaliacao_prejudicou_docent.html

Grupo “Professores de Beja em Luta” apela à realização de greve nacional de 2 a 3 dias



O Grupo “Professores de Beja em Luta” decidiu no 2º Plenário Distrital, realizado esta semana, apoiar e apelar à participação dos docentes em várias acções de protesto em resultado daquilo a que chama de “ataque injusto e continuado à Escola Pública”. O grupo apoia e apela à mobilização dos docentes para a Greve Nacional de dia 19, para a Manifestação Nacional de 24 de Janeiro e para o 2º Encontro Nacional de “Escolas em Luta” agendado para o final deste mês. Os “Professores de Beja em Luta” pedem ainda à Plataforma Sindical de Professores que promova uma grande Marcha Nacional pela Educação e “Greves Nacionais de pelo menos de dois/três dias consecutivos”. As conclusões do plenário Distrital foram deixadas na Rádio Pax por Cláudia Machado porta-voz do Grupo “Professores de Beja em Luta”.

ESC. SEC. DE ODEMIRA REITERA POSIÇÃO SOBRE MODELO DE AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO

Os professores da Escola Secundária Dr. Manuel Candeias Gonçalves em Odemira reunidos hoje em Plenário deliberaram, por maioria, com apenas 1 voto contra:

- Manter a luta contra a viabilização deste modelo de avaliação do desempenho;

- Manter a disponibilidade para continuar a luta por um ECD que dignifique e valorize a profissão docente

Nesta reunião foi também reiterada a "intenção de ser avaliados, mas nunca por este modelo, mesmo numa versão que se limita a simplificar o acessório, mantendo os aspectos essenciais mais gravosos. Manifestam ainda o seu direito a ser avaliados através de um modelo que seja justo, testrado, simples, formativo e que, efectivamente, promova o mérito pela competência científica e pedagógica, mas sem diferenciação de natureza administrativa."


Odemira, 14 de Janeiro de 2009. (DIVULGA, SFF.)

escolas que suspenderam a avaliação

> Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009> Actualizando a lista das escolas que aprovaram moções a confirmar a suspensão da avaliação burocrática de desempenho > Escola Secundária Infanta D. Maria - Coimbra (dia 6 de Janeiro de 2009)> Agrupamento de Escolas de Santo Onofre - Caldas da Rainha (dia 7 de Janeiro de 2009)> Escola Secundária D. Sancho I - Vila Nova de Famalicão (dia 7 de Janeiro de 2009) > Escola Secundária de Vergílio Ferreira - Lisboa (dia 7 de Janeiro de 2009) > Escola Secundária Sá de Miranda - Braga (dia 8 de Janeiro de 2009) > Agrupamento de Escolas Anselmo de Andrade - Almada (dia 10 de Janeiro de 2009) > Agrupamento de Escolas de S. Miguel - Guarda (dia 12 de Janeiro de 2009)> Escola Secundária de Silves (dia 13 de Janeiro de 2009) > Escola Secundária/3 de Carregal do Sal (dia 13 de Janeiro de 2009) > Escola Secundária D. João II - Setúbal (dia 13 de Janeiro de 2009)> Escola Secundária Gabriel Pereira - Évora (dia 13 de Janeiro de 2009) > Agrupamento de Escolas Luísa Todi - Setúbal (dia 13 de Janeiro de 2009)> > Escola Secundária com 3º ciclo do Entroncamento (dia 13 de Janeiro de 2009) > Escola Secundária de S. Pedro - Vila Real (13 de Janeiro de 2009)> Agrupamento de Escolas de Vila Pouca de Aguiar (13 de Janeiro de 2009) > Agrupamento Monsenhor Jerónimo do Amaral (13 de Janeiro de 2009) > Agradeço aos colegas que enviaram as moções e a informação. Ao longo do dia, postarei aqui as moções aprovadas nas reuniões de hoje.> Mais escolas:> Agrupamento de escolas do Real, Braga> Escola Secundária da Sé, Guarda> Actualização às 15:00: in blog PROFAVALIAÇÂO > http://geopensar.blogspot.com/

Avaliar professores é fácil?
Não! A avaliação de professores não é uma tarefa simples. Que o digam os supervisores que, durante décadas, promoveram a formação inicial e permanente dos nossos docentes. Para avaliar professores requerem-se características pessoais e profissionais especiais, para além de uma formação especializada e de centenas de horas de treino, dedicadas à observação de classes e ao registo e interpretação dos incidentes críticos aí prognosticados. Cuidado com as ratoeiras! Quem foi preparado para avaliar alunos não está, apenas pelo exercício dessa função, automaticamente preparado para avaliar os seus colegas... A avaliação de professores é uma tarefa complexa. Desde logo, reque um perfil específico do avaliador. Ou seja, nem todos os professores reúnem as condições para avaliarem. O avaliador terá que ser uma pessoa com conhecimentos especializados, com enorme sensibilidade, com capacidade analítica e de comunicação empática, com experiência de ensino e elevada responsabilidade social. Terá que ser um profissional que sabe prestar atenção, sabe escutar, sabe clarificar, sabe encorajar e ajudar a encontrar soluções, sabe dar opiniões, e que sabe ainda negociar, orientar, estabelecer critérios e assumir todo o risco das consequências da sua acção. É necessário que domine com rigor as técnicas de registo e de observação de aulas, conheça as metodologias de treino de competências, os procedimentos de planeamento curricular, e as estratégias de promoção da reflexão crítica sobre o trabalho efectuado. Escolher um avaliador obriga a uma selecção aturada, fundamentada, baseada em critérios de indiscutível mérito e, depois, a uma demorada formação específica e especializada. Para que uma avaliação tenha consequências, o avaliado não pode ter quaisquer dúvidas sobre o mérito do avaliador. Avaliar é uma tarefa periscópica. O avaliador é chamado a pronunciar-se sobre inúmeros domínios sobre os quais se reflecte o pluridimensional acto de ensinar. Quando avalia, olha o professor sobre variadíssimos ângulos e prismas: aprecia o professor enquanto pessoa, como membro de uma comunidade profissional, como técnico qualificado na arte de ensinar e como especialista das matérias que ensina. Por outras palavras o avaliador avalia o professor em vertentes tão diferenciadas quanto o são o seu ser, o seu saber e o seu saber fazer.Logo, o avaliador tem que estar atento a um grande número de variáveis que intervêm na função docente: variáveis de produto, de processo, de presságio, de carácter pessoal e profissional... O avaliador recolhe elementos que permitam avaliar, e depois classificar, o professor enquanto tenta responder às seguintes questões: Onde ensina? O que é que ele ensina? Como é que ensina? O que aprendem os seus alunos? Como se auto avalia? Que capacidade tem para reformular a sua actuação? Com que profundidade domina as> matérias que pretende ensinar?O avaliador não trabalha com o professor apenas na sala de aula. Ele tem que apreender o modo como o professor se envolve com os seus alunos numa situação de classe, mas também como este se implica junto da comunidade escolar e na sociedade que envolve a escola. Porque trabalha com ele como profissional, mas também enquanto pessoa. Formar um avaliador leva tempo, elevadas doses de paciência, muito treino e conhecimento especializado. A escolha de um avaliador não pode ser casual e, sobretudo, não pode depender de critérios político administrativos.> Porquê? Porque o avaliador tem que saber verificar não só o que os professores fazem, mas também como o fazem e, simultaneamente, garantir a melhoria da qualidade da sua intervenção na sala de aula, bem como a qualidade do produto, isto é, da aprendizagem dos alunos. Por isso mesmo a avaliação de um professor não pode ser uma actividade episódica, pontual e descontinuada. A avaliação de um professor requer uma actividade continuada, porque importam mais as actividades de reformulação que venham a ser consideradas do que o simples diagnóstico da sua actual situação. A avaliação de um professor é> então uma actividade projectada no futuro.Avaliar um professor é, pois, dizíamos, uma tarefa muito, mesmo muito complexa. Simples, muito simples mesmo, é avaliar um ministro que pensa ser possível reduzir a avaliação dum professor a uma mera empreitada administrativa, compilada em duas páginas de panegíricos ou de recriminações.

Colegas: obrigatório ler!

PORQUE HÁ AQUELES QUE, FIRMES NAS SUAS CONVICÇÕES E CORAJOSOS NAS SUAS ACÇÕES, CONTINUAM UMA LUTA QUE A TODOS DIZ RESPEITO…

Tomada de Decisão no Agrupamento Vertical de Escolas Luísa Todi - Setúbal


1º. Doc. aprovado com 10 abstenções em Reunião Geral do Agrupamento Vertical de Escolas Luísa Todi - Setúbal, realizado hoje dia 13 pelas 18,30 e que contou com a presença de 166 Professores. Este Documento vai agora ser subscrito e enviado para a Ministra da Educação.

2º. Doc. aprovado por unanimidade dos presentes em reunião sindical na Escola EB 2,3 de Luísa Todi, integrada na Jornada Nacional de Reflexão e Luta de 13 de Janeiro de 2009. Nesta Jornada participaram mais de 56 Professores da Escola.
Exma. Senhora Ministra da Educação
Exmo. Senhor Secretário de Estado Adjunto da Educação
Exmo. Senhor Secretário De Estado da Educação


Os professores do Agrupamento Vertical de Escolas Luísa Todi, reunidos no dia 13 de Janeiro, entendem que as condições objectivas para a aplicação do modelo, mesmo que simplificado, de avaliação do desempenho não se alteraram, tendo em conta os seguintes aspectos:
1. Os/as docentes exigem que o modelo de avaliação da actividade docente constitua um instrumento fundamental de valorização da escola pública e do desempenho dos/as professores/ as e educadores/as;
2. Entendem que qualquer alternativa ao actual modelo de avaliação do desempenho só pode passar pelo fim da divisão artificial da carreira em professores e titulares, uma fractura que descredibiliza o próprio estatuto profissional e a função docente;
3. Consideram também que a simplificação agora publicada em Diário da República (Decreto-Regulamentar 1-A/2009, de 1 de Janeiro) despreza a componente científica e pedagógica do trabalho docente, ao mesmo tempo que, não mexendo no essencial do modelo e apresentando-se, apenas, como uma solução transitória, visa ganhar tempo aproveitando-se, cinicamente, do próprio calendário eleitoral para fazer valer, no futuro, medidas por todos rejeitadas;
4. Entendem ser lamentável, contudo, que o Ministério da Educação e o Governo recorram à ameaça e à chantagem para forçarem os docentes a abdicarem da sua luta.

As declarações recentes do Secretário de Estado Adjunto e da Educação são condenáveis num quadro em que se iniciaram negociações entre Sindicatos e Ministério, visando, designadamente, rever a estrutura da carreira e o modelo de avaliação do desempenho.

Com esta atitude, o Ministério da Educação revela a sua intenção de manter este Estatuto da Carreira Docente, mesmo que, para isso, tenha de passar a ideia de que faz pretensas e irrelevantes cedências, a troco do abandono da luta pelos/as professores/as e educadores/as.

A mesma postura profissional que nos levou a colocar um conjunto de questões até hoje não respondidas, leva-nos a reiterar a posição assumida anteriormente. Assim, voltamos, de novo, a colocar as mesmas questões esperando a mesma postura profissional da parte do Ministério da Educação.
1 – Como garantir que o modelo agora em vigor, obrigando de forma incontornável ao preenchimento de um excessivo número de fichas com base em um sem número de indicadores, não se transforme num monstro burocrático que vai ensombrando já a dinâmica do Agrupamento Vertical de Escolas Luísa Todi?
2 – Qual a legitimidade de implementação de um modelo que, obrigando os professores a desdobrar-se em múltiplas tarefas, lhes retira tempo precioso para o necessário desenvolvimento do trabalho pedagógico e acompanhamento dos alunos, subvertendo, assim, a essência do seu trabalho, que é ensinar?
3 – Dada a incongruência do diploma, fundamento de muita contestação, quem pode garantir que o modelo não se constitui como mais uma “reforma” entre tantas outras que, de uma forma ou de outra, contribuíram para a instabilidade da acção das escolas e, consequentemente, para o que agora alguns pretendem identificar como o insucesso que caracteriza a oferta pública educativa?4 – Como explicar as quotas de progressão na carreira definidas à margem de cada escola, claramente estranguladoras do trabalho cooperativo, quiçá ofendendo a própria letra do Estatuto da Carreira Docente, num modelo que se anuncia como uma mais-valia pessoal e profissional promotora da construção de uma oferta educativa de excelência?
5 – Como legitimar a subordinação, agora adiada, da avaliação do desempenho do docente ao sucesso e ao abandono escolar quando se reconhece o quão determinante assume ser neste processo a realidade social, económica e cultural dos alunos e quando estas escapam ao controlo da responsabilidade e vontade dos professores?
6 – Por que razão estando envolvidas no processo educativo entidades do poder local e nacional, supostamente parceiras das entidades escolares, pais e encarregados de educação, alunos e professores só aos últimos são exigidos deveres e se cobram resultados?
7 – Como assegurar uma avaliação equitativa face às desigualdades resultantes da heterogeneidade que a acção docente determina: professores que têm alunos de apoio educativo e professores que os não têm; professores que só trabalham com alunos de apoio educativo; professores de disciplinas sujeitas a avaliação externa e de outras que o não são; professores de disciplinas que pela suas especificidades, têm mais ou menos probabilidades de sucesso dos alunos; professores cuja possibilidade de desempenhar certas funções lhes trará eventuais benefícios e outros impossibilitados de as desempenhar por razões que lhes são alheias?

8 – Como justificar que não se trata de um erro grosseiro o facto de docentes serem avaliados com base nos resultados dos seus alunos assumindo-se, tanto quanto parece deduzir-se da leitura do Código do Procedimento Administrativo (e segundo parecer da Provedoria de Justiça), como parte interessada no seu próprio acto avaliativo? E já agora como garantir o mesmo em relação ao acto avaliativo do professor avaliador? Será que não estamos perante situações de claro conflito de interesses?
Admitindo que, porventura, se possa entender as questões anteriores merecedoras de resposta em fóruns de âmbito mais específico, não queremos perder a oportunidade para também apresentar algumas questões que, indubitavelmente, se podem considerar de carácter mais técnico:9 – Como ultrapassar a falta de regulamentação relacionada com a avaliação de docentes em situações excepcionais não contempladas no Decreto Regulamentar nº 2/2008, de 10 de Janeiro?
10 – O período de avaliação dos professores é de 2 anos civis; o mandato das Comissões Coordenadoras da Avaliação Docente é de 2 anos lectivos. Significa isto que uma Comissão Coordenadora da Avaliação Docente acompanha o desenvolvimento do trabalho dos professores durante 20 meses passando o mandato para uma nova Comissão Coordenadora da Avaliação Docente em Agosto, tendo esta última a responsabilidade de avaliar o trabalho dos professores que apenas acompanhará durante 4 meses. Como resolver esta incongruência?
11 – Para quando a regulamentação de questões relacionadas com a avaliação de docentes em situações excepcionais não contempladas no Decreto Regulamentar nº 2/2008, de 10 de Janeiro? Como proceder nas situações de docentes em ausência por doença, por um período prolongado (por exemplo, situações de gravidez de risco)? Como proceder nas situações de licença de parto, quando o tempo de licença coincide com o período de definição de objectivos e de observação de aulas? Como proceder no âmbito das funções de avaliador, principalmente no caso do 1º Ciclo do Ensino Básico quando existe incompatibilidade de horários entre avaliadores e avaliados, não sendo de todo possível compatibilizar o calendário de observações de aulas sem prejuízo da componente lectiva do docente avaliador?
12 – Se um dos factores de avaliação é o esforço feito para não faltar, onde se garante que os referidos docentes não serão penalizados?
13 – Como exercer funções de avaliação, no caso das delegações de competências, sem os docentes avaliadores terem passado por qualquer processo de formação no âmbito da supervisão em avaliação?
14 – Quem custeia as deslocações dos docentes avaliadores a outras escolas do Agrupamento, algumas fora da cidade, no cumprimento das suas funções de observação, no âmbito da avaliação docente?
15 – Quando se processa a transição de escalão dum docente que perfaz o tempo de permanência no escalão numa fase intermédia do processo de avaliação docente?
16 – Como pôr em prática, nomeadamente no caso do 1º Ciclo do Ensino Básico, o enunciado dos pontos 6 e 7, do artigo 29º, do Capítulo III, do Decreto Regulamentar nº 2/2008, de 10 de Janeiro, “Pode ser considerada na avaliação do coordenador do departamento curricular a avaliação realizada pelos docentes do correspondente departamento quanto às respectivas funções de coordenação, em termos a definir no Regulamento Interno”, quando a maioria dos docentes não conhece directamente o trabalho desenvolvido pelo Coordenador, no desenvolvimento das suas funções?
17 – Como pode a Comissão Coordenadora da Avaliação Docente exercer as competências que lhe são atribuídas no âmbito da validação das classificações de Excelente, Muito Bom ou Insuficiente se, no quadro da calendarização definida de acordo com o artigo 22º, do Secção III, Capítulo II, este se desenvolve já no decurso do ano lectivo 2009/2010, tendo todos os seus elementos cessado funções como Coordenadores de Departamento com assento no Conselho Pedagógico? A sua coordenadora, nomeadamente, já não será, à data, Presidente do Conselho Pedagógico, cargo que será então, de acordo com o Decreto-Lei nº 75/2008, de 22 de Abril, por inerência, ocupado pelo Director do Agrupamento.
18 – Também a avaliação efectuada pela direcção executiva fica comprometida a meio do processo, pela implementação do novo modelo de gestão segundo o qual, os avaliadores, neste contexto, poderão já não exercer funções de gestão. Como desenvolver uma função inerente a um cargo que já não desempenham?19 – Com a implementação do novo modelo de gestão, vão existir alterações às estruturas intermédias, nomeadamente aos Departamentos Curriculares, perdendo algumas delegações de competências a sua validade, no meio do processo de avaliação. Como proceder então?
20 – Como proceder, ainda, quando um docente avaliador ou avaliado muda de estabelecimento de ensino, por concurso nacional, no decurso do calendário de avaliação?21 – No caso da adaptação do calendário de avaliação aos docentes contratados por período superior a 6 meses, como assegurar as mesmas garantias de reclamação e recurso, sem prejuízo da adequação da etapa da auto-avaliação, obedecendo ao imperativo de conclusão do seu processo de avaliação até 20 dias antes do final do contrato, assegurando a eventual renovação deste? (pontos 1 e 3, do artigo 28º, do Capítulo III, do Decreto Regulamentar nº 2/2008, de 10 de Janeiro).
22 – Como pode ser tão importante a avaliação para a contratação no ano lectivo se a mesma só é oficializada de acordo com calendário em Dezembro, enquanto que os contratos cessam a 31 de Agosto?


Assim, os/as professores/as abaixo-assinados decidem:

• Manter a luta contra a viabilização deste modelo de avaliação do desempenho o qual não é bom para o processo de ensino, para as aprendizagens e para a supressão das dificuldades inerentes ao próprio processo educativo, sobre os quais a avaliação do desempenho deve, também incidir;

• Manter a disponibilidade para continuar a luta por um ECD que dignifique e valorize a profissão docente.
• Manifestar ainda a sua solidariedade e apoio à iniciativa levada a cabo no dia 10 de Janeiro pelos Presidentes dos Conselhos Executivos, reunidos em Santarém, apelando desde já para a realização de uma manifestação alargada, junto do local onde irá decorrer a próxima .

Face ao exposto, interessa informar V. Exa. de que, até ao cabal esclarecimento das questões agora identificadas, os subscritores consideraram adequada a suspensão dos procedimentos relativos ao processo de avaliação no seio deste Agrupamento.



Certos da melhor atenção, apresentam os melhores cumprimentos.


Os docentes do Agrupamento Vertical de Escolas Luísa Todi
Setúbal, 13 de Janeiro de 2009



Moção

Os professores da Escola EB 2,3 de Luísa Todi, reunidos no dia 13 de Janeiro, em reunião sindical, entendem que as condições objectivas para a aplicação do modelo, mesmo que simplificado, de avaliação do desempenho não se alteraram, tendo em conta os seguintes aspectos:
1. Os/as docentes exigem que o modelo de avaliação da actividade docente constitua um instrumento fundamental de valorização da escola pública e do desempenho dos/as professores/ as e educadores/as;
2. Entendem que qualquer alternativa ao actual modelo de avaliação do desempenho só pode passar pelo fim da divisão artificial da carreira em professores e titulares, uma fractura que descredibiliza o próprio estatuto profissional e a função docente;
3. Consideram também que a simplificação agora publicada em Diário da República (Decreto-Regulamentar 1-A/2009, de 1 de Janeiro) despreza a componente científica e pedagógica do trabalho docente, ao mesmo tempo que, não mexendo no essencial do modelo e apresentando-se, apenas, como uma solução transitória, visa ganhar tempo aproveitando-se, cinicamente, do próprio calendário eleitoral para fazer valer, no futuro, medidas por todos rejeitadas;
4. Entendem ser lamentável, contudo, que o ministério da Educação e o Governo recorram à ameaça e à chantagem para forçarem os docentes a abdicarem da sua luta.
As declarações recentes do Secretário de Estado Adjunto e da Educação são condenáveis num quadro em que se iniciaram negociações entre Sindicatos e Ministério, visando, designadamente, rever a estrutura da carreira e o modelo de avaliação do desempenho.
Com esta atitude, o Ministério da Educação revela a sua intenção de manter este Estatuto da Carreira Docente, mesmo que, para isso, tenha de passar a ideia de que faz pretensas e irrelevantes cedências, a troco do abandono da luta pelos/as professores/as e educadores/as.
Assim, os/as professores/as e educadores/as presentes na reunião (ou abaixo-assinados) decidem:
• Manter a luta contra a viabilização deste modelo de avaliação do desempenho o qual não é bom para o processo de ensino, para as aprendizagens e para a supressão das dificuldades inerentes ao próprio processo educativo, sobre os quais a avaliação do desempenho deve, também incidir;
• Manter a disponibilidade para continuar a luta por um ECD que dignifique e valorize a profissão docente.
Manifestam ainda a sua solidariedade e apoio à iniciativa levada a cabo no dia 10 de Janeiro pelos Presidentes dos Conselhos Executivos, reunidos em Santarém, apelando desde já para a realização de uma manifestação alargada, junto do local onde irá decorrer a próxima reunião, no dia 7 de Fevereiro. Neste sentido, solicitam à Plataforma Sindical que divulgue e mobilize os docentes para esta iniciativa de solidariedade.

Escola EB 2,3 de Luísa Todi
Setúbal, 13 de Janeiro de 2009

GREVE A 19 !!! Não falhes...

NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL
PROFESSORES EM GREVE EXIGEM RESPEITO, CONSIDERAÇÃO
E UMA PROFUNDA ALTERAÇÃO NA POLÍTICA EDUCATIVA


Na segunda-feira, dia 19 de Janeiro, o Secretário-Geral da FENPROF, Mário Nogueira, estará, às 8 horas na Escola Secundária Jaime Cortesão e às 9.30 horas na EB 2,3 Alice Gouveia, ambas em Coimbra, onde acompanhará os primeiros momentos da Greve.
Os professores e educadores portugueses voltarão a fazer uma Grande Greve na próxima segunda-feira, dia 19 de Janeiro. Nesta data, em que se completam 2 anos sobre a publicação do Estatuto da Carreira Docente, os professores e educadores em Greve exigirão:
– a suspensão do actual modelo de avaliação que está a perturbar profundamente o funcionamento das escolas, o desempenho dos professores e as aprendizagens dos alunos;
– uma revisão positiva do Estatuto da Carreira Docente de que resulte a eliminação da divisão da carreira, a substituição do modelo de avaliação, incluindo as quotas, ou a revogação da prova de ingresso na profissão.

Para a FENPROF, este será um importantíssimo momento de protesto e exigência! Um protesto também dirigido contra o clima de ameaça e intimidação que o ME procura instaurar nas escolas adoptando uma postura absolutamente inaceitável e antidemocrática; de exigência, não apenas pelas razões antes expostas, mas, igualmente, por uma verdadeira mudança das actuais políticas educativas que têm desvalorizado a Escola Pública e atentado contra a dignidade dos profissionais docentes e as condições em que exercem a sua profissão.

Na segunda-feira, dia 19 de Janeiro, o Secretário-Geral da FENPROF, Mário Nogueira, estará, às 8 horas, na Escola Secundária Jaime Cortesão e às 9.30 horas na EB 2,3 Alice Gouveia, ambas em Coimbra, onde acompanhará os primeiros momentos da Greve. Pelas 15 horas, já em Lisboa, integrará a delegação da Plataforma Sindical dos Professores que entregará no Ministério da Educação o abaixo-assinado exigindo a revogação do “ECD do ME” e a sua substituição por outro que respeite, valorize e dignifique os docentes e o seu exercício profissional.

ESCOLAS RESISTEM E, UMAS APÓS OUTRAS,
REITERAM DECISÃO DE SUSPENDER AVALIAÇÃO

A grande luta dos professores é a que estes travam, escola a escola, suspendendo a avaliação imposta pelo ME. Como a FENPROF sempre afirmou, à teimosia do ME e do Governo os professores respondem com determinação e firmeza e mantêm suspensa a avaliação que o ME tarda em suspender e recusando entregar os objectivos individuais de avaliação. É, pois, nas escolas que o ME está a ser derrotado pelos professores e educadores portugueses!

Todos os dias cresce o número de escolas que, após a publicação do Decreto Regulamentar nº 1-A/2009, de 5 de Janeiro, reafirmam as decisões já antes tomadas de suspender a avaliação. Mas mesmo em escolas em que essa decisão não foi tomada, são milhares os professores que decidem não entregar os objectivos individuais de avaliação.
Estas decisões dos professores e das escolas merecem todo o apoio da FENPROF que os exorta a manterem esta postura e a derrotarem as intenções da actual equipa ministerial e o Governo que, obstinadamente, insistem em levar por diante um modelo de avaliação que cria graves perturbações ao funcionamento e organização das escolas, que não contribui para a melhoria do desempenho dos docentes e que prejudica as aprendizagens dos alunos.
O ME seria responsável se decidisse suspender a avaliação, mas, perante a sua irresponsabilidade, os professores e educadores não hesitam e assumem eles a atitude mais responsável!
Nota: Consultar em http://www.fenprof.pt/ ou em http://www.sprc.pt/ (textos de posições aprovados) a lista das escolas que suspenderam a avaliação.

GREVE A 19

Colegas, peço desculpa por invadir a vossa privacidade, mas o momento que atravessamos assim o exige. O dia 19, data de publicação do ECD, é o dia da reabilitação da dignidade dos professores. Esta equipa ministerial que nos brindou com mimos do tipo: "perdi os professores, mas ganhei os pais", "os professores não interpretaram correctamente o estatuto do aluno". Tem representantes que levantam processos ao prof. Charrua e sobre um incidente com "pistolas" afirma - " foi numa brincadeira de mau gosto". Se não estão de acordo com as trapalhadas deste ME e com o ECD, PARTICIPEM NA GREVE de segunda feira que não é um prolongamento do fim de semana. Concentração, no dia 19, na 5 de Outubro às 15 horas.
NA ERA "PÓS-SIMPLEX DA AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO"ESCOLAS SUSPENDEM E RECUSAM-SE A ENTREGAR OBJECTIVOS INDIVIDUAIS
Na região centro, a Jornada Nacional de Reflexão e de Luta, de 13 de Janeiro, e proximidade da Greve de 2.ª feira – 19 de Janeiro – ampliaram a nova onda de protesto com sucessivas tomadas de posição de muitas escolas. Por toda a região multiplicam-se as reuniões gerais de... [ler mais...]
2.ª FEIRA – GREVE NACIONAL
UMA GREVE IMPORTANTÍSSIMA QUE ANTECEDE


- Debate e votação na Assembleia da República (a 23 de Janeiro) de novo Projecto de Lei, agora do PP, que suspende a Avaliação do Desempenho.
- Abertura de negociações para a revisão do ECD (a 28 de Janeiro) com as mesas negociais dos Professores.

É DETERMINANTE QUE FECHEMOS MUITAS ESCOLAS. FORÇA!

Madeira: Sindicatos e Governo discutem amanhã avaliação

Os dois sindicatos dos professores da Madeira reúnem-se sexta-feira com o secretário regional da Educação, Francisco Fernandes, para debater a questão da avaliação do desempenho dos docentes.
«É uma primeira abordagem, vamos partir pedra no sentido de encontrarmos um modelo operacional que esperamos que não seja idêntico ao nacional», disse à agência Lusa a presidente do Sindicato dos Professores da Madeira (SPM), Marília Azevedo.
As duas categorias em que a carreira foi dividida - professores e professores titulares - e o excesso de burocracia e itens a cumprir que afastam o docente dos alunos são aspectos contestados pelos sindicatos.
«É muito prematuro falar no modelo de avaliação», acrescenta Marília Azevedo, que vaticina a sua entrada em vigor no terceiro período do presente ano lectivo.
O Sindicato Democrático dos Professores também participa nesta reunião, que é considerada a primeira de muitas a ocorrer este ano com vista a determinar um modelo de avaliação do desempenho dos professores em conformidade com o Estatuto da Carreira Docente da Região Autónoma da Madeira.
O Governo Regional, através da Secretaria Regional de Educação, publicou a 01 de Outubro de 2008 a Portaria 165 - A com o objectivo de evitar hiatos legislativos e de contemplar «em sede de avaliação de desempenho a situação dos docentes nos anos escolares 2007/2008 e 2008/2009».
«Para efeitos de avaliação do desempenho dos docentes contratados, de transição ao 6/o escalão e progressão na carreira dos docentes do quadro, o tempo de serviço prestado nos anos escolares 2007/2008 e 2008/2009, considera-se classificado com a menção qualitativa de Bom», estipula a Portaria 165 - A/2008.
Diário Digital / Lusa

Escola Secundária de Santo André / Barreiro


Escola Secundária de Santo André / Barreiro
Professores manifestam direito a ser avaliados através de um modelo que seja justo
Professores manifestam direito a ser avaliados através de um modelo que seja justo" hspace=10 src="http://www.rostos.pt/paginas/imagens/semanal/7/71385.jpg" align=right vspace=5 border=2>“Decidem ainda manter a suspensão da sua participação em quaisquer procedimentos que digam respeito a este modelo de avaliação, até que estejam formalizados na nossa escola todos os instrumentos legais para o efeito (RI, PEE, PAA, instrumentos de registo, etc.) obrigatórios para que se inicie o processo de avaliação” – refere uma declaração dos professores do Departamento de Ciências Sociais e Humanas da Escola Secundária de Santo André/Barreiro.
Divulgamos o texto integral da Declaração dos professores da Escola Secundária de Santo André, aprovada por unanimidade.No próximo dia 20 de Janeiro realiza-se uma reunião Geral de Professores.
DECLARAÇÃO
Os professores do Departamento de Ciências Sociais e Humanas da Escola Secundária de Santo André/Barreiro, reunidos no dia 14 de Janeiro de 2009, fazendo valer o seu direito à avaliação, de acordo com o estipulado pelo artigo 11, nº 1, do Decreto Regulamentar 2/2008 de 10 de Janeiro, comprometem-me a cumprir todas as funções que decorrem da sua actividade profissional, como sempre têm feito enquanto professores conscientes dos seus deveres para com os alunos e a comunidade educativa em geral. Consideram ainda que:
1. O modelo previsto no Decreto Regulamentar 2/2008 de 10 de Janeiro nunca reuniu condições de exequibilidade, tendo sido um factor determinante na degradação do relacionamento interpessoal no seio da classe docente e profundamente perturbador do clima escolar, com reflexos negativos, directos e indirectos, no processo de ensino e aprendizagem.
2. Este modelo, ainda em vigor, encontra-se já completamente desvirtuado por força da introdução de diferentes despachos e emendas, nenhuma delas resultado de uma discussão aberta e participada com a classe docente, carecendo igualmente de uma avaliação científica objectiva.
3. É um modelo que estratifica a carreira artificialmente em professores titulares e professores não titulares, sem qualquer fundamento de ordem profissional, ética e pedagógica, não correspondendo a qualquer diferenciação funcional.
Pelo exposto, reiteram a sua intenção de ser avaliados, mas nunca por este modelo, mesmo numa versão que se limita a simplificar o acessório, mantendo os aspectos essenciais mais gravosos. Manifestam ainda o seu direito a ser avaliados através de um modelo que seja justo, testado, simples, formativo e que, efectivamente, promova o mérito pela competência científico-pedagógica, mas sem diferenciação de natureza administrativa.
Decidem ainda manter a suspensão da sua participação em quaisquer procedimentos que digam respeito a este modelo de avaliação, até que estejam formalizados na nossa escola todos os instrumentos legais para o efeito (RI, PEE, PAA, instrumentos de registo, etc.) obrigatórios para que se inicie o processo de avaliação.
15.1.2009 - 13:42

Já é vontade de dizer mal dos profs

Frio: Sindicato contesta criticas de autarca de Vinhais sobre faltas dos professores por causa do mau tempo
15 de Janeiro de 2009, 17:12
Bragança, 15 Jan (Lusa) - O Sindicato dos Professores do Norte (SPN) "convidou" hoje o autarca de Vinhais a disponibilizar o seu jipe pessoal ou um helicóptero para os docentes não terem de faltar às aulas quando neva.
O sindicalista José Domingues respondeu assim, de forma irónica, às críticas do autarca socialista que considerou hoje "uma autêntica vergonha" as faltas dos professores nos últimos dias, por causa da neve.
"O que o presidente da câmara pode fazer é ceder o jipe dele para os professores poderem transitar", disse.
O sindicalista garantiu à Lusa que "ainda hoje de manhã um grupo de 20 professores, que se deslocava de Bragança para Vinhais, não conseguiu sair da cidade por indicação da GNR".
"Os professores não têm autonomia para desrespeitar a GNR quando diz que não se pode passar", afirmou.
Segundo disse, outro grupo fez o percurso, mas acabou por ficar retido já depois de Vinhais, a caminho de Vilar de Lomba, na zona conhecida como Monte da Forca.
No entanto, o governador civil de Bragança, Jorge Gomes, deu hoje razão às críticas do autarca de Vinhais.
Enquanto responsável máximo pela Protecção Civil no distrito, garantiu à Lusa que "nunca se deu a estrada de Vinhais (EN 103) como intransitável por causa da neve".
O responsável considera, que o autarca "tem alguma razão, porque toda a gente, que se desloca de Bragança para Vinhais para trabalhar, compareceu hoje nos postos de trabalho, excepto a comunidade escolar".
"Não há justificação aparente para que não se desloquem", sustentou o governador.
Em situações como os nevões, quem não puder ir trabalhar por causa das estradas ficarem intransitáveis pode obter uma declaração junto da Protecção Civil para justificar a falta.
O governador realçou que a Protecção Civil pode apenas atestar as condições da estrada, mas não avaliar as condições psicológicas de quem tem que se deslocar.
Jorge Gomes rejeitou, no entanto as críticas do autarca à Protecção Civil, afirmando que "os alertas para as condições climatéricas adversas têm apenas como propósito proteger os cidadãos, chamando a atenção para que vão preparados para a estrada".
O presidente da Câmara de Vinhais, o socialista Américo Pereira, acusou hoje a Protecção Civil e as forças de segurança do distrito de, "em vez de colaborarem activamente na resolução dessas dificuldades, limitarem-se a utilizar a comunicação social para vaidosamente dar entrevistas por tudo e por nada, deturpando muitas vezes a situação que realmente existe no terreno e criando um clima de medo que contribui decisivamente para que as instituições não funcionem e oferecendo assim as justificações para que as pessoas faltem ao trabalho".
HFI.
Lusa/fim

Chega de humilhações!!!!!!!!




8 de Janeiro de 2009 por Ricardo Santos Pinto

Sei que muitos professores nos lêem. Ainda não temos os leitores do «Umbigo», mas lá chegaremos. É para eles este texto. Com todo o respeito, chegou a hora de «decapitar» a senhora ministra. «Jugulai-a» de vez! É agora ou nunca. Mesmo que hoje em dia já não seja ministra de nada, que simbolicamente tenha morrido há muito, a carcaça do simbólico cadáver, com o devido respeito, continua por aí. Envergonhada. Escondida. Inexistente. Fantasmagórica. Mas continua por aí.É preciso, pois, dar a estocada final. Chega de humilhações públicas. Chega de maus-tratos constantes. Chega de todo um programa que só visou partir a espinha da classe docente.Não partiu, reforçou-a. Conseguindo transformar pequenas reuniões de professores em mega-manifestações de 25 mil pessoas. De 100 mil. De 120 mil. Conseguindo adesões de 90% a greves habitualmente pouco concorridas. Conseguindo unir uma classe tradicionalmente pouco activa.Afinal, o que é que está em questão? Sinceramente, já não interessa. Foram anos a ouvir que «quando se dá uma bolacha a um rato, ele a seguir quer um copo de leite!» (Jorge Pedreira, Auditório da Estalagem do Sado, 16/11/2008); que «vocês [deputados do PS] estão a dar ouvidos a esses professorzecos» (Valter Lemos, Assembleia da República, 24/01/2008); que «caso haja grande número de professores a abandonar o ensino, sempre se poderiam recrutar novos no Brasil» (Jorge Pedreira, Novembro/2008); que "admito que perdi os professores, mas ganhei a opinião pública" (Maria de Lurdes Rodrigues, Junho/2006); que «[os professores são] arruaceiros, covardes, são como o esparguete (depois de esticados, partem), só são valentes quando estão em grupo!» (Margarida Moreira - DREN, Viana do Castelo, 28/11/2008).No que me diz respeito, estou completamente à vontade. Na blogosfera em geral, no meu blogue e no «5 Dias», já disse o que tinha a dizer sobre a senhora ministra, já fiz as críticas e já propus as alternativas. Percebo mais destas coisas do que a senhora ministra, que, à excepção dos anos em que fez o Curso do Magistério para poder ser professora primária com o 9.º ano, nunca entrou numa sala de aulas. Nunca teve trinta miúdos problemáticos à sua frente. Nunca se viu entregue à sua própria sorte. Nunca foi insultada olhos nos olhos.A senhora ministra não aguentava uma semana.Por isso é que digo que, chegados a este ponto, nada interessa. Mil propostas pode a senhora ministra fazer e mil propostas os professores recusarão. Pode a senhora ministra cobrir-se de ouro que os professores irão ver não mais do que latão.É a guerra. A guerra total. E, por mais que digam, não há maneira de salvar a face das duas partes. Não há. Ou os professores ou a senhora ministra.Quanto aos professores, nada têm a perder. Após uma campanha de intoxicação da opinião pública de quatro longos anos, os portugueses continuam a confiar muito mais nos professores (42%) do que nos políticos (7%). E os alunos confiam nos seus professores. É o que interessa. Podem ameaçar com processos disciplinares e com tudo o que quiserem - todos sabem que a lei nada prevê para quem não entregar os objectivos individuais.Mas se os professores não têm nada a perder, já os senhores da governação estão aflitos. Há eleições daqui a cinco meses e aquela gente, que nunca fez mais nada na vida, não sabe viver sem o poder. Adoece. Definha. Morre.O exemplo vem de cima e a melhor escola pública do país, a Infanta D. Maria, de Coimbra, voltou a reunir e voltou a decidir que o processo de avaliação vai continuar suspenso. As 458 escolas e agrupamentos que já tinham decidido a suspensão da avaliação irão certamente reafirmar a sua posição. Irão certamente manter a suspensão.E no Sábado, na reunião dos Presidentes dos Conselhos Executivos, estou em crer que vai sair uma nova posição de força. De muita força. A demissão em bloco se necessário for. E os professores, acredito, sairão em socorro dos seus Presidentes.Chegou a altura de acabar com isto de uma vez por todas. Antes que os alunos saiam prejudicados. Antes que isto se torne completamente ingovernável.Os próximos dez dias serão decisivos. Os professores vencerão se não se amedrontarem. Se continuarem unidos. «Há momentos em que a única solução é desobedecer», disse em Abril de 74 aquele que nunca quis cargos. Nem poder. Nem dinheiro. E que pagou por isso. Sigam o seu exemplo.

PASSA A PALAVRA!!!!!

Suspensão da avaliação

20 ESCOLAS JÁ SUSPENDERAM A ADD!

Vinte escolas suspenderam avaliação em dois dias

Só em dois dias, 20 escolas de todo o País aprovaram a suspensão da avaliação do desempenho. As moções foram decididas entre terça e quarta-feira , logo a seguir à publicação do decreto de simplificação da avaliação, que impõe prazos para a calendarização do processo.

Segundo os representantes dos professores, esta segunda vaga de suspensões vai engrossar nos próximos dias, o que mostra que os docentes não desarmam face às ameaças do Governo de abertura de processos disciplinares.

Para o secretário-geral do Sindicato Nacional e Democrático dos Professores (Sindep), as duas dezenas de escolas de todo o País que decretaram a suspensão do processo, ao arrepio daquilo que são os prazos legais do Governo, são já muito significativas. "Estamos a falar de moções aprovadas em apenas dois dias, e que ainda assim representam só o começo da resistência, que vai tomar ainda maiores dimensões", garante ao DN Carlos Chagas.

"Os professores sentem que têm o direito à indignação através dos meios legais", diz João Dias da Silva, da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação, que reconhece que a ameaça de processos disciplinares gerou "algum medo nas escolas, embora não existam razões para isso" (*ver caixa*).

Já José Grilo Santos, presidente do Agrupamento de Escola de Sequeira, na Guarda, o primeiro nesta fase a decretar a suspensão da avaliação, reconhece que os conselhos executivos pouco têm a fazer se os professores não quiserem aplicar o actual modelo. Mas "no caso das escolas do nosso agrupamento, todos os professores aprovaram a suspensão, mostrando uma enorme firmeza".

Apesar de já considerarem este números relevantes, os sindicatos esperam que a lista das escolas a pedir a suspensão aumente de forma significativa a partir de terça feira, dia de reflexão nas escolas. "Essa será uma data decisiva, porque os professores vão poder reunir nas escolas e votar novas moções", frisa o secretário-geral do Sindep. "Até final do mês, altura em que acaba o prazo para entregar os objectivos individuais, ainda temos tempo para informar os professores e organizar a luta", considera Carlos Chagas.

Já Mário Machaqueiro, da Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino, defende que "a dispersão geográfica das escolas que aprovaram a suspensão - lista que inclui a Infanta Dona Maria, em Coimbra, o Agrupamento de Sequeira, na Guarda, a Secundária D. Sancho, em Famalicão ou o Agrupamento de Escolas de Santo Onofre, nas Caldas da Rainha - é muito importante". Para o professor revela "que o movimento está em crescendo, depois da primeira vaga de suspensões, anterior à simplificação do modelo".

Ilídio Trindade, do Movimento Mobilização e Unidade dos Professores, confirma que o dia 13 será decisivo na luta contra a avaliação, mas defende que a partir de agora é preciso começar também a fazer a contabilização professor a professor, e não apenas das escolas que aprovam a suspensão: "É que, mesmo se tivéssemos o caso de todas as escolas apresentarem os objectivos individuais, haveria ainda assim muitos professores que não o fariam e continuavam a resistir. Poderiam até ser a maioria. E é preciso fazer essa contabilidade". Este número seria recolhido em conjunto com os sindicatos e através de informações dadas directamente por aqueles que se recusem a ser avaliados.

*PEDRO VILELA MARQUES* *in DN*

Conselho Pedagógico da Escola Secundária de Bocage-Setúbal cai com demissão por maioria dos coordenadores/avaliadores! Divulga.

Este é um exemplo a seguir!!! Se és coordenador? se és avaliador..DEMITE-TE!!!!
diz NÃO ao modelo de avaliação do M.E.!!!!!* TODOS EM COLECTIVO! EM BLOCO!! EM ONDA!!! Coragem !!!*


Hoje, 10 de Dezembro de 2008, os coordenadores e avaliadores, membros do Conselho Pedagógico da Escola Secundária de Bocage, em Setúbal, demitiram-se das suas funções de avaliadores (à excepção de 2). Os membros da Comissão de Coordenação de Avaliação do Desempenho demitiram-se todos em bloco.Também, a maioria de todos os professores avaliadores da escola seguiram o exemplo, subscrevendo o seguinte documento:
Divulga.

Exma. Senhora Presidente do Conselho Pedagógico Caros Conselheiros Colegas Depois de reflectir sobre o Modelo de Avaliação proposto pelo Decreto Regulamentar nº 2/2008, a que todos estamos sujeitos durante este ano lectivo, cheguei à conclusão de que ele prova ser um modelo, acima de tudo, inexequível, burocratizado e gerador não da qualidade que se deseja, mas de inevitáveis conflitos entre pares, não contribuindo para um melhor funcionamento da Escola, para a sua estabilidade ou para o sucesso dos alunos, mas sim para a sua descredibilização e degradação.
Este Modelo de Avaliação, penalizador para todos os seus intervenientes, também não foi criado, na minha opinião, com o objectivo de melhorar as práticas docentes, mas para influenciar o resultado escolar dos alunos: o docente é directamente responsabilizado pelo sucesso ou insucesso dos alunos e da Escola quando, de facto, as avaliações são apenas propostas em Conselho de Turma, órgão que decide a avaliação final de cada aluno.
Outro dos objectivos deste Modelo é o de preencher ou esvaziar lugares, em quotas previamente estabelecidas, no que respeita a classificações mais elevadas, servindo interesses economicistas. O regime de quotas impõe uma manipulação dos resultados da avaliação, gerando nas escolas situações de injustiça e parcialidade, devido aos "acertos" impostos pela existência de percentagens máximas para atribuição das menções qualitativas de *Excelente*e *Muito Bom*, estipuladas pelo Despacho n.º 20131/2008, e que reflectem claramente o objectivo economicista de um Modelo não formativo, mas classificativo e limitador da progressão na carreira. E como serão atribuídos os *Muito Bons* e *Excelentes* quando o Modelo não é equitativo e não tem em consideração as diferentes variantes e variáveis a que o docente está sujeito em cada ano lectivo? De acordo com a legislação sobre matéria de concursos que se prepara para ser implementada, os professores em situações futuras de concurso poderão vir a ser prejudicados, visto que a referida legislação pretende adulterar a graduação profissional dos professores através da introdução desta nova variável, a classificação obtida na avaliação de desempenho.
Sendo um Modelo complexo, complicado e confuso que rouba cada vez mais tempo à preparação efectiva do meu trabalho lectivo, à reflexão necessária à ponderação de tantos aspectos que não são "contáveis" nem "contabilizáveis"
na relação pedagógica com os alunos, são várias as questões que se me colocam, que o tornam injusto e impraticável, não valorizando, mas penalizando, de facto, o trabalho dos docentes.
Estou plenamente de acordo com a necessidade da avaliação do desempenho e considero de grande importância que esta questão seja debatida, a nível nacional, por todos os seus intervenientes, na busca de um Modelo justo e amplamente discutido e aceite pelos docentes, utilizando documentos iguais para todos os docentes, de todas as escola do país; e não, como no actual processo, em que cada escola elabora os seus documentos, uns mais facilitadores, outros menos.
Não posso concordar que a avaliação de desempenho e a progressão na carreira dos docentes sejam baseadas em itens que os ultrapassam, como o abandono escolar (directamente ligado ao *background* sócio-económico e familiar do aluno), o sucesso alcançado (sem ter em consideração que cada aluno e turma têm as suas especificidades) e a avaliação final dos alunos (da responsabilidade do Conselho de turma e não do docente em si).
Não concordo que as recomendações do Conselho Científico para a Avaliação de Professores não sejam respeitadas pelos órgãos dirigentes do Ministério da Educação, continuando estes na sua linha autista de desprezo pelas recomendações desse órgão por ele nomeado, mas que por ele não se deixou intimidar.
Não concordo, ainda, com o tipo de avaliação preconizada, isto é, entre
pares.* *Qualquer especialista em avaliação aponta, como princípio básico, que NUNCA a avaliação deve ser efectuada por pares, pois é geradora de conflitos e de mal-estar entre colegas, de uma carga maior de parcialidade, podendo criar desigualdades e injustiças entre avaliados:
- a maioria dos avaliadores não recebeu formação adequada para avaliar os seus pares (e quando essa é oferecida, ela é em manifesta transgressão das mais elementares regras de prestação de trabalho, fora do horário de trabalho do docente, sem remuneração extraordinária); eles, avaliadores, não têm qualquer experiência a esse nível; eles, avaliadores, não vão ser avaliados, como previsto, por um inspector; dá-se ainda o caso pouco ortodoxo de alguns avaliadores poderem ser de grupos disciplinares diferentes dos avaliados, não ficando garantida a equidade e justiça necessárias a um processo de avaliação;
- e aqueles casos em que o avaliado tem uma formação académica mais sólida do que o avaliador, por ter decidido enriquecer-se na sua prática profissional com estudos pós-licenciatura? Quantos mestres e doutores irão ser avaliados por colegas licenciados? Pouca ou nenhuma credibilidade se pode dar a este desconcerto;
- a avaliação dos professores vai ser realizada por outros professores, parte pessoalmente interessada na avaliação dos seus colegas. Se existem quotas para as classificações mais elevadas, que garantia de isenção e justiça nos pode merecer a avaliação feita? As observações de aulas e a apreciação de materiais apresentados não serão feitas com base na amizade/inimizade pessoal? Quantos "ajustes de contas" se realizarão ao abrigo deste modelo de avaliação?
Não posso aceitar a quantidade e variedade de reuniões, planos, relatórios, grelhas, dossiers, portefólios e todo um conjunto de documentos que burocratizam todo o processo e afastam os professores da função científico-pedagógica inerente à sua profissão, para além de lhes aumentar descontroladamente a carga horária que fica muito acima das trinta e cinco horas semanais de trabalho.
Ponho em questão essa carga horária, não apenas no número de horas previsto para o trabalho individual, que é manifestamente insuficiente face à quantidade de tarefas que se exige, desde a planificação à elaboração e correcção de todo o tipo de testes, à reformulação do trabalho, mas também às horas previstas para os avaliadores planificarem, acompanharem, observarem, reflectirem, avaliarem e serem, ainda, coordenadores de Departamento, Directores de Turma, Membros da Comissão de Avaliação, participarem no Conselho Pedagógico ou noutras comissões, para além de serem, também, docentes das suas turmas, com todo o trabalho a isso inerente. E que dizer do facto da delegação de competências estar agora dependente da publicação do orçamento de estado?? Ainda por cima com efeitos retroactivos. Mas que país temos nós, se já o legislador pode ultrapassar os princípios mais sagrados do Direito e da Democracia?
E que dizer de todos os outros atropelos ao Código do Procedimento Administrativo, a que este modelo de avaliação conduz?
Por exemplo a avaliação do docente estar dependente, em parte, da melhoria dos resultados dos alunos, não garantindo a imparcialidade na intervenção em procedimento administrativo, conforme está definido nas alíneas c) e d) do artigo 44º, do CPA, podendo conduzir a que a avaliação sumativa final dos alunos seja considerada um acto nulo, conforme o disposto no artigo 133º do CPA.
Estas e muitas outras questões, que estão subjacentes a este Modelo, levam a que eu esteja solidário e concordante com vários milhares de professores deste país num *sentimento comum de desagrado e total discordância deste modelo de avaliação*, decidindo comunicar ao Conselho Pedagógico:
1 ? A firme posição de me desligar de todas as actividades relacionadas com a avaliação, nomeadamente a demissão de membro da Comissão de Coordenação da Avaliação de Desempenho;
2 ? A declaração de que não aceito qualquer actividade relacionada com esta Avaliação de Desempenho, dentro dos actuais moldes.
Solicito, ainda e formalmente, do Conselho Pedagógico:
1 ? uma tomada pública de posição contra este Modelo de Avaliação preconizado pelo Decreto Regulamentar nº 2/2008;
2 ? que exija ao Ministério da Educação a suspensão imediata de toda e qualquer iniciativa relacionada com a avaliação preconizada por este modelo, enquanto todas as limitações, arbitrariedades, incoerências e injustiças que enfermam o referido modelo de avaliação não forem clarificadas e corrigidas por parte do ME, ainda que, no presente ano lectivo, o modelo se encontre, apenas, em regime de experimentação, por não lhe reconhecer qualquer efeito positivo sobre a qualidade da educação e do desempenho profissional dos seus agentes;
3 ? que se cumpra rigorosamente o horário de trabalho fixado por lei, respeitando também escrupulosamente, as suas diferentes componentes;
4 ? a ampla divulgação desta posição a favor da Suspensão da aplicação deste Modelo de Avaliação.

Escola Secundária de Bocage, em Setúbal, 10 de Dezembro de 2008


Professor do Quadro de Nomeação Definitiva




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*Como estoirar com a avaliação burocrática sem cometer ilegalidades? *

1. Há cerca de 140 mil professores. Com excepção dos membros dos PCEs, que ou não são avaliados ou sê-lo-ão pelas DREs, todos os outros dispõem da liberdade e da responsabilidade de recusarem ser avaliados.

2. Essa recusa aplica-se aos não titulares e aos titulares, aos que o são de facto e aos que o são em comissão de serviço.

2. Aplica-se também aos coordenadores de departamento.

3. De acordo com o decreto-lei 15/2007 e o decreto regulamentar 2/2008, um professor que recuse ser avaliado não pode progredir na carreira nesse ano.

4. Não existe mais nenhuma penalização prevista. Como a esmagadora maioria dos docentes não progride este ano na carreira, a penalização é residual.

5. Está nas mãos de todos os professores - porque todos têm o estatuto de avaliados -, recusarem ser avaliados.

6. Não é necessário que os avaliadores recusem avaliar os colegas. Se o fizerem podem estar a incorrer numa violação dos direitos profissionais, visto que faz parte dos conteúdos funcionais dos professores titulares a avaliação dos colegas.

7. Quando o ME e algumas DREs - em especial aquela do Norte -, ameaçam com processos disciplinares estão a referir-se apenas aos avaliadores que recusam avaliar os colegas.

8. Como provei atrás, para estoirar com o modelo burocrático não é necessário que os avaliadores violem conteúdos funcionais.

9. Basta que os avaliadores, à semelhança dos não titulares, recusem ser avaliados.

10. E desta forma simples, o modelo estoira. O ME sabe disse. A ministra também. Por isso é que ela está acabada. O Pedreira também sabe. Todos sabem. E nós também sabemos. É um segredo de Polichinelo.



Zona Centro

ESCOLAS SUSPENDEM AVALIAÇÃO E RECUSAM-SE A ENTREGAR OBJECTIVOS INDIVIDUAIS

Na região centro, a Jornada Nacional de Reflexão e de Luta, de 13 de Janeiro, e proximidade da Greve de 2.ª feira – 19 de Janeiro – ampliaram a nova onda de protesto com sucessivas tomadas de posição de muitas escolas.

Na região centro, para além da Escola Secundária Infanta D. Maria, do Agrupamento de Escolas Inês de Castro (Coimbra), Agrupamento de Escolas Gândara-Mar (Tocha), Escola Secundária Emídio Navarro (Viseu), Secundária Carregal do Sal, EBI de Oliveira de Frades e EB 2, 3 do Caramulo, também hoje, há poucas horas

REUNIÃO GERAL DE PROFESSORES REALIZADA NA ESCOLA SECUNDÁRIA JOSÉ FALCÃO (COIMBRA) REAFIRMOU A SUSPENSÃO DA AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO. AMANHÃ CONSELHOS EXECUTIVOS SÃO RECEBIDOS POR MARIA DE LURDES RODRIGUES PARA APRESENTAR POSIÇÕES APROVADAS EM SANTARÉM.

De seguida apresenta-se a resolução tomada pelos docentes da ES José Falcão

MOÇÃO
(votos a favor – 58, votos contra – 13, abstenções – 11)

Os professores da Escola Secundária José Falcão, de Coimbra, reunidos em 7 de Novembro de 2008 com o objectivo de analisar o Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, decidiram, por unanimidade, suspender a avaliação de desempenho docente tal como surge consignada no citado diploma até serem corrigidas as anomalias ali patenteadas e eliminadas as injustiças materiais a que o mesmo, não obstante a formalidade de lei, conduz.

Já depois disso, multiplicaram-se as manifestações contra este concreto modelo de avaliação docente, com repercussão nacional, numa inequívoca expressão de repúdio relativamente aos propostos (e impostos) instrumentos aferidores do desempenho. O Ministério da Educação, na sequência desta firme e objectiva posição dos docentes, deu início a um processo de sucessivas alterações do Modelo de Avaliação. Não obstante, as modificações quedaram-se em aspectos meramente administrativos, teimando em ignorar a materialidade subjacente a um adequado quadro de avaliação, a qual deve assentar em aspectos científicos, pedagógicos e didácticos com indubitável aplicabilidade, como se constata pela leitura atenta do Decreto Regulamentar nº1-A/2009.

Este pressupõe a divisão da carreira em categorias e vem suspender transitoriamente aspectos da avaliação que têm a ver com a prática lectiva da avaliação para alguns docentes das categorias de titulares, dando, assim eco a um ponto controverso do Estatuto da Carreira Docente e do modelo de avaliação, que urge alterar.

Considerando, então, que:

- As alterações produzidas pelo Ministério da Educação deixam intocável o núcleo essencial do Modelo Avaliativo consagrado pelo Dec. Reg. 2/2008, como seja a existência de quotas para Excelente e Muito Bom e a desconsideração dos efectivos méritos, capacidades e investimentos na Carreira.

- As alterações atinentes à problemática consideração das classificações dos alunos e abandono escolar são meramente conjunturais, tendo sido afirmado que esses aspectos seriam posteriormente retomados para efeitos de avaliação.

- O Estatuto da Carreira Docente mantém-se inalterável, com o indesejável quadro de divisão da carreira docente em categorias e condições de progressão.

Isto é, considerando que o Dec. Reg. nº1-A/2009 mantém incólume a estrutura e essência do Modelo de Avaliação anteriormente em vigor, os professores da Escola Secundária José Falcão, de Coimbra, reafirmam a manutenção da suspensão do Modelo de Avaliação.


Coimbra, 14 / 01 / 2009

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A inútil escreve a Sousa Tavares

É do conhecimento público que o senhor Miguel de Sousa Tavares considerou'os professores os inúteis mais bem pagos deste país.' Espantar-me-ia umaafirmação tão generalista e imoral, não conhecesse já outras afirmações quenão diferem muito desta, quer na forma, quer na índole. Não lhe parece quehá inúteis, que fazem coisas inúteis e escrevem coisas inúteis, que sãopagos a peso de ouro? Não lhe parece que deveria ter dirigido as suasaberrações a gente que, neste deprimente país, tem mais do que uma sinecurae assim enche os bolsos? Não será esse o seu caso? O que escreveu é umatentado à cultura portuguesa, à educação e aos seus intervenientes, alunose professores. Alunos e professores de ontem e de hoje, porque eu já fuialuna, logo de 'inúteis', como o senhor também terá sido. Ou pensa hoje deforma diferente para estar de acordo com o sistema?O senhor tem filhos? - a minha ignorância a este respeito deve-se ao factode não ser muito dada a ler revistas cor-de-rosa. Se os tem, e se estudam,teve, por acaso, a frontalidade de encarar os seus professores e dizer-lhesque 'são os inúteis mais bem pagos do país.'? Não me parece... Estudam osseus filhos em escolas públicas ou privadas? É que a coisa muda de figura!Há escolas privadas onde se pagam substancialmente as notas dos alunos, queos professores 'inúteis' são obrigados a atribuir. A alarvidade queescreveu, além de ser insultuosa, revela muita ignorância em relação àeducação e ao ensino. E, quem é ignorante, não deve julgar sem conhecimentode causa. Sei que é escritor, porém nunca li qualquer livro seu, por issonão emito julgamentos sobre aquilo que desconheço. Entende ou quer que aprofessora explique de novo?Sou professora de Português com imenso prazer. Oxalá nunca nenhuma das suasobras venha a integrar os programas da disciplina, pois acredito que nenhumdos 'inúteis' a que se referiu a leccionasse com prazer. Com prazer epaixão tenho leccionado, ao longo dos meus vinte e sete anos de serviço, aobra de sua mãe, Sophia de Mello Breyner Andersen, que reverencio. O senhoré a prova inequívoca que nem sempre uma sã e bela árvore dá são e belofruto. Tenho dificuldade em interiorizar que tenha sido ela quem o ensinoua escrever. A sua ilustre mãe era uma humanista convicta. Que pena não ter interiorizado essa lição! A lição do humanismo que não julga sem provas! Jávisitou, por acaso, alguma escola pública? Já se deu ao trabalho de ler,com atenção, o documento sobre a avaliação dos professores? Não, claro quenão. É mais cómodo fazer afirmações bombásticas, que agitem, no mausentido, a opinião pública, para assim se auto-publicitar.Sei que, num jornal desportivo, escreve, de vez em quando, umas crónicas eque defende muito bem o seu clube. Alguma vez lhe ocorreu, quando o seuclube perde, com clubes da terceira divisão, escrever que 'os jogadores defutebol são os inúteis mais bem pagos do país.'? Alguma vez lhe ocorreuescrever que há dirigentes desportivos que 'são os inúteis' mais protegidosdo país? Presumo que não, e não tenho qualquer dúvida de que deve entendermais de futebol do que de Educação. Alguma vez lhe ocorreu escrever que osadvogados 'são os inúteis mais bem pagos do país'? Ou os políticos? Não,acredito que não, embora também não tenha dúvidas de que deve estar maisfamiliarizado com essas áreas. Não tenho nada contra os jogadores defutebol, nada contra os dirigentes desportivos, nada contra os advogados.Porque não são eles que me impedem de exercer, com dignidade, a minhaprofissão. Tenho sim contra os políticos arrogantes, prepotentes, desumanose inúteis, que querem fazer da educação o caixote do (falso) sucesso paraposterior envio para a Europa e para o mundo. Tenho contrapseudo-jornalistas, como o senhor, que são, juntamente com os políticos,'os inúteis mais bem pagos do país', que se arvoram em salvadores dapátria, quando o que lhes interessa é o seu próprio umbigo.Assim sendo, sr. Miguel de Sousa Tavares, informe-se, que a informaçãozinhaé bem necessária antes de 'escrevinhar' alarvices sobre quem dá a estepaís, além de grandes lições nas aulas, a alunos que são a razão de ser doprofessor, lições de democracia ao país. Mas o senhor não entende! Para si,democracia deve ser estar do lado de quem convém.Por isso, não posso deixar de lhe transmitir uma mensagem com que terminaum texto da sua sábia mãe: 'Perdoai-lhes, SenhorPorque eles sabem o que fazem.'
Ana Maria Gomes
Escola Secundária de Barcelos

Lusa / EDUCARE 2009-01-09
Os sindicatos de professores lamentaram o chumbo dos projectos da Oposição que visavam a suspensão da avaliação de desempenho, sublinhando que o Parlamento perdeu a oportunidade de devolver a tranquilidade às escolas.
"Quem ficou hoje a perder foi a escola pública, que continua num grave clima de perturbação devido à implementação deste modelo de avaliação de desempenho", afirmou o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (FENPROF) e porta-voz da Plataforma Sindical, que reúne 11 estruturas do sector.Mário Nogueira falava aos jornalistas na Assembleia da República, depois de serem chumbados as propostas do PSD, Bloco de Esquerda e Os Verdes. Os documentos dos dois partidos de esquerda foram chumbados por apenas um voto, já que foram votados favoravelmente por quatro deputados do PS e por toda a oposição."Lamentamos que se tenha perdido esta oportunidade no sentido de resolver a forma como se está a processar a avaliação de desempenho nas escolas", afirmou, por seu turno, o secretário-geral da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação, João Dias da Silva, sublinhando que o modelo do Governo, pela base que o sustenta, é "um corpo estranho dentro das escolas". Para Mário Nogueira, durante o debate que antecedeu as votações, foi "evidente" que nem o Partido Socialista, nem o Governo, "têm argumentos para manter esta avaliação"."Hoje percebeu-se que o grupo parlamentar do PS e o Governo estão completamente isolados", acrescentou o dirigente sindical.O líder da FENPROF lamentou ainda que só quatro deputados do PS tenham votado favoravelmente os diplomas do Bloco de Esquerda e dos Verdes."O grupo parlamentar do PS tem à volta de 40 professores e hoje falou mais alto o aspecto partidário do que aquilo que deveria ser o seu sentimento enquanto profissionais, enquanto professores", completou.

Escolas sem lugares marcados


Sara R. Oliveira 2009-01-09
Escolas de área aberta não resistiram à inadaptação dos professores e às alterações do modelo de ensino. Artigo aborda o assunto e salienta que a Escola da Ponte é dos poucos exemplos que se mantêm de pé.
Numa escola de área aberta praticamente não há divisões entre salas, os espaços são amplos e acolhem alunos de diferentes níveis de ensino e vários professores. E não há lugares marcados. Nem para estudantes, nem para professores. O conceito de planta aberta tornou-se bastante popular nos anos 60 e 70 do século passado. O modelo foi aplicado um pouco por todo o lado, mas o design que sacrifica paredes acabou por ter os dias contados no nosso país. "Escolas de área aberta em Portugal: falhanço ou inovação?" é o título de um artigo que aborda a questão e recorda que a Escola da Ponte, em Vila das Aves, optou por preservar as inovadoras linhas da arquitectura. O trabalho é da autoria de José Freire da Silva, arquitecto do Ministério da Educação, e do professor Miguel Martinho, e foi publicado na edição online do Programme on Education Building (PEB) Exchange da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Há dois aspectos fundamentais que ajudam a explicar o aparecimento das escolas de planta aberta. As preocupações económicas, de economizar dinheiro nas construções, e a influência de novas ideias e metodologias na área da educação que reclamavam espaços mais amplos, uma outra configuração que permitisse desenvolver vertentes inovadoras. Desta forma, um design mais usado no mundo dos negócios acabou por tornar-se popular nas escolas dos anos 60 e 70, sobretudo na América do Norte, Inglaterra e Escandinávia antes da ideia ser exportada para outros países. No fundo, pretendia-se pôr um ponto final às típicas "caixas" das salas de aula para que espaços mais flexíveis e polivalentes pudessem aparecer. Menos divisões entre salas, menos portas e paredes do que uma escola tradicional, mas desenhada para o mesmo número de alunos. "Nos anos 70, foram construídas algumas escolas de área aberta, mas a pouco e pouco foram sendo transformadas no modelo clássico", refere Freire da Silva ao EDUCARE.PT. No artigo publicado, lembra-se a resistência criada no próprio seio da comunidade escolar a essa inovação da arquitectura que chegava aos espaços escolares. Uma escola diferente para um modelo pedagógico diferente. O modelo acabaria por não vingar devido à cultura de individualismo cultivada pelos professores que defendiam um docente por sala, aos ruídos provocados por mais gente na mesma área. Além disso, vários estudos demonstravam que os professores não estavam preparados para uma abordagem que se pretendia inovadora. "A escola de área aberta tinha sido projectada partindo do pressuposto de não haver espaços individuais para a turma", adianta Freire da Silva. O que permitia "elaborar um programa distinto, juntar o programa educativo com as preferências dos alunos". "E poupava-se muita área de construção: menos construção para o mesmo número de alunos", acrescenta. Mas o contexto alterou-se. "À medida que a população crescia, havia menos espaço para os alunos". E assim o modelo tradicional conquistou o terreno que antes lhe pertencia, até pelas alterações do modelo de ensino que actualmente se baseia numa escola básica com nove anos de escolaridade. "Várias situações no ensino alteraram-se e o edifício não acompanhou essa evolução". O artigo recorda uma escola em Mem Martins, inaugurada em 1966, escola-piloto de um projecto de colaboração sob a orientação do arquitecto inglês Guy Oddie, que não sendo de planta aberta, demonstrava aproximações a esse conceito e com inovações para a altura, como uma maior área dedicada às aulas. O edifício não resistiu às mudanças. E as escolas de área aberta foram sendo contestadas por professores e pais que consideravam o modelo inapropriado. Freire da Silva lembra que esse conceito de área aberta nas escolas foi colocado em prática pelo ministro da Educação Veiga Simão, no governo de Salazar. Com o 25 de Abril, a situação mudou e os professores andavam de escola em escola, o que dificultava a adaptação a um modelo pedagógico diferente. "Os professores têm tendência a fecharem-se no seu próprio espaço e numa sala controlam muito mais os alunos". O exemplo da Escola da Ponte sobreviveu. "Curiosamente, uma das principais razões para o sucesso dessa escola, na opinião da sua equipa de professores, é precisamente o design de espaço aberto", realça-se no artigo. "Felizmente, nem todos os professores portugueses rejeitaram o design de área aberta", acrescenta-se. "É a única que se manteve porque a equipa defende esse modelo", sustenta Freire da Silva. Sem tantas paredes que os arquitectos idealizam para uma escola tradicional. "Defende-se que esse tipo de espaço não dificulta o modelo pedagógico, antes pelo contrário". Na Escola da Ponte, os alunos movimentam-se à vontade no seu trabalho diário e não têm lugares marcados.

Sindicatos convocam greve às aulas assistidas para efeitos de avaliação


Lusa / EDUCARE 2009-01-12
A plataforma sindical entrega hoje ao Ministério da Educação um pré-aviso de greve para o período entre 20 de Janeiro e 20 de Fevereiro, de forma a permitir que os professores avaliadores se recusem a observar aulas dos seus avaliados.
Segundo o regime simplificado do modelo de avaliação de desempenho definido pelo Governo, a componente científico-pedagógica, que assenta, sobretudo, na observação de aulas, deixa de ser obrigatória, excepto para os professores que ambicionem obter as classificações de Muito Bom e Excelente.Nesses casos, os docentes têm de requerer que pelo menos duas aulas leccionadas por si sejam observadas por um avaliador, que não pode recusar-se a fazê-lo."Os avaliadores, ainda que discordando do modelo [de avaliação], estarão obrigados a essa tarefa, excepto se, no momento da sua concretização, se encontrarem de greve", explica a plataforma sindical, em comunicado.Assim, os 11 sindicatos do sector decidiram entregar hoje ao Ministério da Educação (ME) um pré-aviso de greve abrangendo todos os professores avaliadores entre 20 de Janeiro e 20 de Fevereiro, período que coincide com a realização de aulas assistidas."Esta, como outras formas de luta (...), orienta-se para o combate ao modelo de avaliação imposto pelo ME, cuja suspensão [os professores] continuam a exigir", adianta a plataforma.O período desta paralisação tem início logo no dia seguinte à greve nacional agendada para 19 de Janeiro, a segunda realizada para contestar o modelo de avaliação.A 03 de Dezembro, os docentes realizaram a maior greve de sempre no sector, com uma adesão que o Ministério contabilizou em 61%, mas que atingiu os 94%, segundo os sindicatos.

Movimentos convocam manifestação para dia 24



Lusa / EDUCARE 2009-01-13
Seis movimentos de professores convocaram uma manifestação para dia 24 de Janeiro frente ao Palácio de Belém para sensibilizar Cavaco Silva para o "clima de perturbação" que o modelo de avaliação de desempenho está a provocar nas escolas.
"Estamos convictos de que o Presidente da República terá uma palavra a dizer. Temos a expectativa de que possa ajudar a resolver este conflito, já que o Governo tem-se mostrado intransigente nas questões fundamentais", afirmou hoje Octávio Gonçalves, do Movimento Promova, em declarações à agência Lusa. De acordo com o coordenador deste movimento, os docentes pretendem ainda alertar o Chefe de Estado para os aspectos "mais gravosos" do modelo de avaliação do Ministério da Educação e apresentar a Cavaco Silva as suas reivindicações, durante uma audiência que irão solicitar para o mesmo dia."O simplex da avaliação só é válido para este ano lectivo. Aceitá-lo agora significa estar de acordo com a imposição no próximo ano do modelo completo e integral. Este modelo põe em causa o bom ambiente nas escolas e é um foco de conflitualidade", acrescentou Octávio Gonçalves. O Movimento Mobilização e Unidade dos Professores, a Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino, o Movimento Escola Pública, o Movimento dos Professores Desterrados e a Comissão de Defesa da Escola Pública são os restantes cinco organizações que formaram a Comissão Provisória de Coordenação das Escolas em Luta, responsável pela organização do protesto.Os sindicatos de professores organizam hoje uma "jornada de reflexão e luta" nas escolas de todo o país, com a realização de plenários sobre a manutenção, ou não, da suspensão do modelo de avaliação de desempenho, a revisão do Estatuto da Carreira Docente, que arranca dia 28, pronunciando-se ainda sobre eventuais novas formas de luta."Esperamos que hoje os professores reafirmem a suspensão da sua participação nos procedimentos relacionados com a avaliação e que se pronunciem sobre os moldes em que deve continuar a contestação", afirmou o coordenador do Promova.Octávio Gonçalves faz uma avaliação "positiva" da postura dos sindicatos nos últimos meses, sobretudo porque continuam a apelar à suspensão efectiva do modelo nas escolas.A mesma opinião é partilhada por João Madeira, do Movimento Escola Pública, para quem o intensificar da luta dos professores deve depender do que se passar hoje nas escolas: "Faz sentido continuar a resistir porque não há uma evolução positiva por parte do Ministério. É isso que as escolas e os professores devem hoje reafirmar"."A suspensão do processo é a única forma de acalmar a resistência. A simplificação da avaliação foi apenas uma tentativa do Governo para tirar gás ao conflito", acrescentou João Madeira."A versão simplex deixou o essencial na mesma e introduziu aspectos preocupantes, nomeadamente o facto de tornar facultativa a avaliação da componente cientifico pedagógica, valorizando muito mais os aspectos burocráticos. Além disso, consagra a divisão da carreira e a existência de quotas para as classificações de Muito Bom e Excelente", sintetiza, por seu turno, Octávio Gonçalves.

Qualificação dos pais pesa no desempenho escolar dos filhos


Lusa / EDUCARE 2009-01-14
As diferenças de desempenho escolar dos alunos do Secundário surgem associadas às qualificações escolares e às profissões dos pais, revela estudo do Ministério da Educação.
O estudo abrangeu 588 escolas públicas e privadas das diferentes regiões do País e baseou-se em inquéritos a 46 175 alunos do 10.º ano ou equivalente (correspondente a 44% do universo), a frequentar as diferentes modalidades do nível secundário no terceiro trimestre de 2007/2008.Segundo o estudo "Estudantes à entrada do Ensino Secundário", factores como a origem étnico-nacional, línguas faladas e participação dos pais em diferentes aspectos da vida escolar dos alunos têm pouco ou nenhum peso na explicação do desempenho escolar dos alunos".Os alunos que ingressaram no 10.º ano ou equivalente em 2007/2008 têm um perfil social com uma representação algo elevada de grupos com maior vantagem socioeconómica, refere o estudo. O percurso escolar destes estudantes caracteriza-se por uma fraca incidência da retenção, nomeadamente retenções precoces (no 1.º e 2.º ciclo do Ensino Básico), por uma quase total inexistência de interrupções dos estudos e um predomínio de classificações positivas, indica o documento. O estudo refere ainda que os estudantes do 10.º ano ou equivalente inquiridos têm na quase sua totalidade nacionalidade portuguesa (95,4%). Relativamente à origem étnico-nacional, 80,7% dos alunos têm origem portuguesa, 7,8% têm origem luso-africana, quatro por cento são descendentes de ex-emigrantes e 2,2% têm origem luso-europeia.Uma proporção significativa das famílias/responsáveis dos alunos inquiridos têm o 2.º ciclo do Ensino Básico ou menos concluído (36,2%), seguido do 3.º ciclo do Ensino Básico (23,9%), do Ensino Secundário (21,6%) e do Ensino Superior (18,3%).Assim, é possível observar que cerca de um terço dos estudantes inquiridos (36,2%) possuem já um nível de escolaridade mais elevado do que os seus familiares/responsáveis e que perto de um quarto está próximo de o realizar (23,9%).A análise da origem socioprofissional dos estudantes revela que os alunos provêm em maior proporção de famílias com categorias mais providas de recursos, caso dos "Empresários, Dirigentes e Profissionais Liberais" (41,4%) e dos "Profissionais Técnicos e de Enquadramento" (16,5%). Em termos globais, constata-se que à entrada do Secundário existem mais raparigas do que rapazes, o que está associado a perfis de desempenho escolar mais elevados por parte das alunas.No que se refere à escolha da escola, os estudantes seleccionam-na principalmente em função da proximidade da residência e da oferta escolar, embora o factor amigos e o facto de os próprios alunos já terem estado nesse estabelecimento também tenham alguma relevância.Quanto à questão da mudança de cursos, na maioria das situações, são os alunos dos cursos científico-humanísticos que, proporcionalmente, mais referem pretender mudar para um curso profissionalmente qualificante.O estudo, realizado pelo Observatório de Trajectos dos Estudantes do Ensino Secundário (OTES) do Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação com o objectivo de produzir e analisar informação relevante para os processos de tomada de decisão relativamente ao Ensino Secundário.

Professores determinados a resistir


Sara R. Oliveira 2009-01-13
Jornada de reflexão e luta serviu para reforçar argumentos da classe docente. Plataforma Sindical garante que as posições se mantêm e fala numa elevada adesão por todo o país.
Uma análise rigorosa da situação com o actual modelo de avaliação e a revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD), que começa no próximo dia 28, em cima da mesa. Escolas de todo o país responderam ao repto lançado pela Plataforma Sindical dos Professores e dedicaram o dia de hoje a uma jornada de reflexão e luta. As posições mantêm-se, os argumentos tornam-se mais fortes e há uma forte determinação para resistir em vários pontos propostos pelo Ministério da Educação (ME). O braço-de-ferro continua.Mário Nogueira, porta-voz da Plataforma Sindical e secretário-geral da Federação Nacional de Professores (FENPROF), adianta, em declarações ao EDUCARE.PT, que "há uma grande determinação dos professores em manter suspenso o actual modelo de avaliação". "Os professores são claros nesta matéria, apesar das ameaças", refere. A revisão do ECD é outros dos pontos quentes e também aqui os docentes voltam a dizer que não querem a divisão dos professores em duas categorias e quotas estabelecidas para aceder às classificações mais elevadas. O ECD, recorde-se, foi publicado há dois anos. O responsável refere que a adesão foi significativa, aliás, "das mais elevadas em termos de reuniões sindicais". "A jornada de reflexão serviu para os professores reforçarem os argumentos". Mário Nogueira acredita que a próxima manifestação, marcada para o dia 19, será mais um momento importante na vida da classe docente, à semelhança da manifestação de Dezembro. "Vai ser um grande dia, os professores estão mobilizados". Na sua opinião, o protesto poderá implicar alterações. "Para de uma vez por todas, começarmos a termos grandes ganhos". Esta jornada acontece um dia depois da Plataforma Sindical ter entregue ao ME um pré-aviso de greve às aulas assistidas, entre 20 de Janeiro e 20 de Fevereiro, para que os professores avaliadores não assistam às aulas dos seus avaliados. Segundo a agência Lusa, os conselhos executivos das escolas José Gomes Ferreira e Pedro de Santarém, de Lisboa, não tiveram conhecimento da jornada marcada pela Plataforma Sindical. "Os professores estão a entregar os objectivos individuais. E estamos a dar início ao processo. Neste momento está tudo calmo. Creio que o modo como foi feito o 'simplex' veio acalmar [a contestação]", afirmou Maria Sameiro Vale, vice-presidente do Conselho Executivo da Secundária José Gomes Ferreira. Para Luís Rodrigues, presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas Pedro de Santarém, ainda existe uma "grande franja de professores que não se revêem na simplificação". "Saiu uma série de legislação sobre esta matéria e na altura não foram tomadas posições. Foram perdidas oportunidades que hoje são difíceis de repescar. Hoje, as pessoas estão despertas para uma série de situações que deixaram passar na altura", acrescentou. E a luta continua. Na segunda-feira, dia 19, os professores são chamados a participar numa manifestação em todas as escolas do país. Entretanto, seis movimentos de professores agendaram uma outra manifestação para o próximo dia 24 com o objectivo de sensibilizar o Presidente da República para a situação de instabilidade e clima de descontentamento. O protesto terá lugar em frente ao Palácio de Belém, em Lisboa, e os professores esperam ser recebidos nesse dia pelo chefe de Estado.

Fenprof faz "balanço muito positivo" do dia de "reflexão" dos professores


13.01.2009 - 19h51 Lusa
O secretário-geral da Fenprof faz um "balanço muito positivo" da jornada de "reflexão" sobre avaliação e a revisão do estatuto da carreira que os sindicatos dos professores promoveram hoje nas escolas, garantindo que as "reuniões foram muito participadas".Mário Nogueira disse ter conhecimento da realização de reuniões de professores "muito participadas" nas escolas de Norte a Sul do país, mas admitiu não ter dados definitivos sobre a iniciativa convocada pela Plataforma Sindical. Nogueira, que é também porta-voz da Plataforma Sindical que congrega onze sindicatos de professores, falava no final de uma reunião com uma delegação da Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE). "Hoje, a ideia era fundamentalmente ouvir os professores. Saber até onde os colegas estão dispostos a ir em termos de luta", acrescentou o dirigente da Federação Nacional dos Professores (Fenprof). Segundo Mário Nogueira, existe neste momento "uma grande determinação dos professores em relação à greve" nacional marcada para 19 de Janeiro. O líder da Fenprof disse não ter ainda conhecimento de como correram os plenários em muitas escolas do país, frisando que as reuniões não decorreram todas à mesma hora. "Há escolas que realizaram reuniões à tarde e houve outras que as marcaram até para a noite", referiu. Os sindicatos de professores organizaram hoje uma "jornada de reflexão e luta" nas escolas de todo o país, com a realização de plenários sobre a manutenção, ou não, da suspensão do modelo de avaliação de desempenho, a revisão do Estatuto da Carreira Docente, que arranca dia 28, pronunciando-se ainda sobre eventuais novas formas de luta.

Professores de todo o país mantêm recusa da "avaliação-simplex"

Professores de todo o país estiveram reunidos nesta terça feira e mantêm a sua recusa do processo de avaliação imposto pelo governo, mesmo na sua versão simplificada. Os professores discutiram e aprovaram moções, subscritas por todo o país, onde reiteram a decisão de suspensão do processo de avaliação, com a recusa da entrega dos objectivos individuais. Os professores farão uma greve no próximo dia 19 de Janeiro, segunda feira.

Professores de todo o país estiveram reunidos na terça feira, em escolas ou agrupamentos escolares, e decidiram manter a sua recusa do processo de avaliação imposto pelo governo, mesmo com as alterações introduzidas na versão "simplex". Os professores discutiram e aprovaram moções que em que reafirmam a sua oposição a este modelo de avaliação e apelam ao seu boicote, nomeadamente através da recusa da entrega de objectivos individuais.Entre as escolas e agrupamentos que, por todo o país, aprovaram moções neste sentido estão os agrupamentos Clara de Resende (Porto), Luisa Todi (Setúbal) e S. Miguel (Guarda) ou as Escolas Secundárias de Lousada, Maximinos (Braga), Cristina Torres (Figueira da Foz), Gabriel Pereira (Évora), D. João II (Setúbal), Entroncamento, Carregal do Sal e Silves.Por outro lado, algumas reuniões plenárias de professores estão a ser convocadas em vários locais, como é o caso do distrito de Beja (14 de Janeiro) ou dos concelhos de Setúbal e Palmela (20 de Janeiro) e Barreiro e Moita (17 de Janeiro).
Os professores mantêm a convocatória de greve para o próximo dia 19 de Janeiro, segunda feira.