segunda-feira, novembro 13, 2006

Abaixo-assinado!!!

Enviar para todos os professores que conheças, por favor.


Propomos que ponham em acção a capacidade de mobilização dos colegas e ver se chegamos pelo menos não às 60.000 mas sim às 80.000 ou mesmo 100.000 assinaturas.

Para já começou bem pois num dia ou dois já estamos nas cerca de 1.400.
O local onde se pode assinar é:
http://www.fenprof.pt/?aba=27&cat=59&doc=1827&mid=115

Privilégios dos Professores????

Subject: Resposta a um leitor do "Expresso" s/ os privilégios dos profs.

(Consultem a página indicada vale a pena)

Convido o Zorba1952 a, antes de vir para aqui com disparates e mentiras, consultasse a última versão (2006) do Education at a Glance, publicado pela OCDE. Vou facilitar-lhe o trabalho de persquisa: encontra esse documento em http://www.oecd.org/dataoecd/44/35/37376068.pdf Se for à página 58, verá desmontada a convicção generalizada e disparatada de que os professores portugueses passam pouco tempo na escola e que no estrangeiro não é assim. Está lá escarrapachado que, em tempo de permanência na escola, os profs portugueses estão em 14º lugar (em 28 países), com tempos de permanência superiores aos japoneses, húngaros, coreanos, espanhóis, gregos, italianos, finlandeses (sim, os tais que o ex-PR disse, na TV, que passavam 52 horas por semana na escola, eh, eh, eh), austríacos, franceses, dinamarqueses, luxemburgueses, checos, islandeses e noruegueses! E agora? Quem tem mais credibilidade? O estudo da OCDE, ou o "estudo" a olhómetro de muitos (à boa maneira portuguesa...)? Já agora, no mesmo documento de 2006 poderá verificar, na página 56, que os professores portugueses estão em 21º lugar (em 31 países) quanto a sálários! Admirado, não? Pois é, há dias, os jornais da situação vomitaram cá para fora que os profs portugueses eram os terceiros mais bem pagos, não foi? Mas há mais (e olhe que vi os gráficos na diagonal...)! Mais, na pág. 32 poderá verificar que, quanto a investimento na educação em relação ao PIB (e olhe que temos um PIB de trampa!), estamos num modesto 19º lugar (em 31 países - aposto que está boqueaberto, o seu olhómetro dava-lhe outros números, não?)) e que estamos em 23º lugar (em 31 países) quanto ao investimento por aluno, como se pode verificar na pág. 32. Isto o ME não manda publicar, não!!! Convido o Expresso a confirmar os dados que acabei de dar, retirados daquele que é considerado o estudo mais credível, o da OCDE. E, já agora, que divulgasse os números.

Novas negociações


Negociação ME-professores retomada dia 16
O Ministério da Educação (ME) e os 14 sindicatos de professores agendaram, ontem, para dia 16 a primeira reunião da negociação suplementar relativa à revisão do estatuto da carreira, que a tutela quer aplicar a partir de Janeiro. As organizações sindicais entregaram, ontem, ao secretário de Estado Adjunto e da Educação o pedido de negociação suplementar, depois de ter terminado na semana passada o período regular, iniciado no final de Maio, no qual os professores acusaram a tutela de "intransigência e inflexibilidade". "Privilegiamos sempre a negociação, mas obviamente não negligenciamos a parte da luta e dos protestos", avisou o dirigente sindical, em declarações à Lusa.

Bullying


http://www.inukshuk.com/
THE NATIONAL BULLYING SURVEY 2006 – RESULTS
The National Bullying Survey 2006 has revealed pupils in UK schools are suffering extreme misery at the hands of classroom bullies.
And teachers across the UK say they want more training to deal with the problem.
Bullying Online surveyed 8,574 children, parents, teachers and adults in the first six months of 2006 in the largest ever investigation into school bullying in the UK. The survey was widely publicised on national TV, radio and in newspapers as well as in young people’s magazines and on youth, charity, police and council websites.
69% of pupils who took the survey said that they had been bullied in the last 12 months and 50% of those said they had been physically hurt by a bully. 87% of parents who took the survey said that their child had been bullied and 77% reported that their child was bullied more than five times.
“We reply to thousands of emails a year so we knew the problem was a big one, but even so we were shocked by what we found out,” said director Liz Carnell. “This is a scandalous situation and it needs tough measures to sort it out.
“If assaults were happening in the workplace the attackers would be prosecuted but in many cases the bullies are getting off scot-free without any punishment at all,” she said
The charity believes there should be urgent research to find out why so many children are being bullied repeatedly, despite their parents making numerous complaints to schools.
“There have never been so many trendy methods of dealing with school bullying but the results of our survey are shocking and it’s time to find out which methods work and ditch the rest,” said Liz Carnell.
“Parents will be shocked to learn that bullying is big business but that none of the anti-bullying methods being used in schools have been evaluated in independent long term trials.

Bullying é cada vez mais comum

Lusa 2006-11-10
Face à gravidade e à frequência com que o fenómeno ocorre nas escolas, um especialista norte-americano nesta área entende que o país deve criar uma campanha de sensibilização para o problema.
Allan Beane, especialista norte-americano em Educação, defende que Portugal deve criar uma campanha nacional contra a violência verbal, física e social praticada reiteradamente entre alunos.O comportamento agressivo e intencional de alunos mais velhos, fortes ou populares sobre colegas mais novos e com menos popularidade, vítimas de rejeição social, insultos diários e até maus-tratos físicos, é um fenómeno conhecido como bullying, e foi ontem tema de uma conferência em Lisboa.De acordo com Allan Beane, esta forma de violência é cada vez mais comum nas escolas norte-americanas e constitui já uma das principais causas de absentismo escolar, levando mais de 160 mil alunos a faltar diariamente às aulas, com medo.Os rapazes são os principais praticantes do bullying directo, ameaçando fisicamente, empurrando ou batendo em colegas mais fracos, enquanto as raparigas preferem o bullying social, caracterizado pelas ofensas, pela humilhação, disseminação de boatos maldosos e rejeição de outros alunos.Esta última forma de violência é também cada vez mais frequente, encontrando na Internet um dos seus palcos preferenciais, nomeadamente através da difamação de colegas em sites, com publicação de fotografias e vídeos, explicou o especialista.Humilhadas e intimidadas diariamente, as vítimas de bullying sofrem de uma baixa auto-estima, de ansiedade e depressão, um sofrimento emocional que muitas vezes substituem por sentimentos profundos de raiva, ódio e vingança - que, aliás, já motivaram 37 tiroteios em escolas norte-americanas.A mudança repentina na assiduidade e no desempenho escolar, perda de apetite, sintomas físicos como dores de cabeça e de barriga, pesadelos, quebra de auto-estima e súbitas mudanças de humor são, segundo Allan Beane, alguns dos principais sinais evidenciados pelas vítimas, a que pais e professores devem estar alerta."O bullying é cada vez mais comum e mais grave. Ocorre em todas as escolas, a um certo nível, começa no pré-escolar, a partir dos três anos, e percorre todo o ensino até ao Secundário, criando um ambiente escolar marcado pelo medo e pela ansiedade, que faz aumentar o insucesso, o absentismo e o abandono escolar", afirmou o especialista, sublinhando que o fenómeno pode mesmo conduzir as vítimas ao suicídio.Alegando que 60% dos jovens que praticam "bullying" têm cadastro criminal quando chegam aos 24 anos e que 40% praticam actos de violência doméstica quando se tornam adultos, o especialista considera que é necessária pôr em prática em todos os países uma campanha para pôr fim à violência escolar."É preciso uma política que envolva toda a comunidade escolar, uma campanha nacional de sensibilização que deve começar logo no ensino pré-escolar, envolvendo todos os professores, os pais e a sociedade em geral. A campanha contra a violência na escola tem de tornar-se uma forma de vida", sublinhou Allan Beane, que acaba de editar em Portugal o livro "A Sala de Aula Sem Bullying".

Descobrir enigmas



Pais e filhos à volta dos livros
Marta Rangel 2006-11-10
Quando os pais lêem em conjunto com os filhos, estes ganham mais e melhores capacidades. Para ensinar os pais, a FERSAP vai dar formação no âmbito do Projecto Leitura-a-Par, em parceria com a Comissão do Plano Nacional de Leitura.
A Federação Regional de Setúbal das Associações de Pais (FERSAP) vai realizar acções de formação para promover hábitos de leitura nos próximos dias 13 e 14, na Cova da Piedade, e 20 e 21 de Novembro, em Fernão Ferro.Inserida no Projecto Leitura-a-Par e em parceria com a Comissão do Plano Nacional de Leitura, a iniciativa da FERSAP dirige-se a pais, encarregados de educação, funcionários de ATL e todas as pessoas interessadas em incentivar o gosto pelos livros. A formação estará a cargo de João Rosa, professor responsável pela implementação dos projectos Leitura-a-Par. Cada sessão será dirigida a um grupo composto por 12 a 20 pessoas e deverá abordar o treino de técnicas de leitura, levantar dificuldades surgidas, aconselhar os pais na forma de ultrapassá-las e partilhar experiências e resultados dos processos de desenvolvimento da leitura. Para a realização das actividades, o Plano Nacional de Leitura faculta todos os materiais necessários.Segundo informação divulgada pela FERSAP, vários estudos que se debruçaram sobre projectos de envolvimento dos pais no desenvolvimento da leitura, como, por exemplo, "ouvir a criança a ler" e "leitura a par", demonstraram que "o envolvimento dos pais em ler com os filhos é eficaz". De acordo com estes estudos, realizados sobretudo em países de língua inglesa, as crianças mostraram "ganhos na capacidade de correcção e compreensão da leitura" e desenvolveram "atitudes favoráveis em relação à escola". Para além disso, os pais ou encarregados de educação, adquiriram "uma melhor compreensão da estratégia de leitura dos filhos" e, até, desenvolveram "relações mais positivas" com os professores. Segundo estes estudos, outros membros da família, como irmãos mais novos, também saem beneficiados destas técnicas de "Leitura-a-Par". Outras das visíveis mudanças qualitativas é "uma maior disponibilização de livros pela frequência de bibliotecas públicas". O Plano Nacional de Leitura é da responsabilidade do Ministério da Educação (ME), em colaboração com o Ministério da Cultura e o Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares. Segundo informação divulgada aos meios de comunicação social, os grandes objectivos deste Plano são "o desenvolvimento de competências nos domínios da leitura e da escrita" e a "criação de hábitos de leitura nos alunos". Procurando contrariar a tendência ilustrada pelos resultados do PISA de 1997 e 2003, em que 48% dos alunos portugueses ocupavam os patamares mais baixos na avaliação de níveis de leitura, o Plano Nacional tem como grande prioridade "dar resposta aos níveis de iliteracia da população em geral e dos jovens em particular". O Plano Nacional de Leitura pretende desenvolver-se em duas fases, de cinco anos cada uma. Na primeira, estão previstos "programas de intervenção e de formação" da responsabilidade do ME, coordenados por uma comissão presidida por Isabel Alçada, em articulação com a Rede de Bibliotecas Escolares. Na segunda, serão definidos novos programas e metas a alcançar a partir dos resultados dos estudos realizados, incluindo a avaliação da primeira fase.

O perigo de ir à escola

37 por cento dos alunos e 18 por cento dos professores de 204 escolas portuguesas já foram vítimas de violência física ou psicológica, revela estudo. Estudantes de 12 a 14 anos são alvo preferencial


A insegurança e criminalidade nas escolas portuguesas são uma realidade. Os casos que vão povoando as páginas dos jornais são apenas uma gota de água na realidade quotidiana de violência física e psicológica de que alunos e professores são vítimas. A DECO realizou um estudo que envolveu 46 mil estudantes e docentes e que revela situações que normalmente são ocultadas pelo medo e pelo silêncio.
Mais de 200 escolas responderam aos inquéritos enviados pela DECO. Quase 40 mil alunos aderiram à iniciativa, tal como cerca de 9230 professores. Os resultados foram reveladores: cerca de 37 por cento dos estudantes e 18 por cento dos professores admitiram já ter sido vítima de violência ou de crimes de ordem física ou psicológica dentro ou nas imediações da escola.
O estudo foi realizado entre Fevereiro e Abril deste ano e os dados refere-se ao ano lectivo de 2004/2005.
Os docentes de Lisboa, Porto e Setúbal são os que mais se queixam de situações de insegurança e criminalidade. Mas apenas no inquérito da Deco, porque raras são as queixas feitas quer à escola, quer à polícia. Justicação: «Caem em saco roto», um vez que «não têm consequências práticas».
É este também o principal motivo que leva os alunos alvos de violência física ou psicológica a escolher o silêncio, não fazendo queixa sequer aos pais.
Os alunos de idades entre os 12 e 14 anos são o alvo preferencial deste tipo de violência, que ocorre mais em estabelecimentos educacionais localizados em zonas urbanas.
Medo, insegurança, discriminação e gozo por parte dos colegas são os motivos apontados por cerca de cinco por cento dos estudantes para faltar às aulas. Ferimentos causados por violência dentro ou nas imediações da escola também justificam o absentismo dos alunos.
Dos mais de nove mil docentes que responderam ao inquérito, 83 assumiram ter sido vítimas de ofensas físicas desde que dão aulas na sua escola actual.
As ofensas verbais, ameaças e racismo são as principais queixas dos alunos (24,7 por cento) e dos docentes (12,5 por cento), seguidas dos assaltos e das ofensas físicas. Só 5,1 por cento dos estudantes e 1,4 por cento dos professores se queixam de provocações, assédio e abusos sexuais.
Os números oficiais versus a realidade
«As medidas para garantir a segurança nas escolas são feitas com base nos números oficiais do Ministério da Educação que, como este estudo provou, estão muito longe da realidade», disse Rita Pinho Rodrigues, da DECO, na apresentação do estudo em conferência de imprensa, esta quarta-feira.
De acordo com dados do Gabinete de Segurança do Ministério da Educação, referentes ao ano lectivo 2004/2005, registaram-se mais de 1.200 casos de violência escolar nos estabelecimentos de ensino portugueses, que obrigaram um total de 191 alunos, professores e funcionários a receber tratamento hospitalar devido a agressões.
Este estudo levado a cabo pela DECO vai ser a capa da edição de Outubro da revista ProTeste.

Na abertura oficial da «escola segura», polícias quiseram ser «modernos



Cerca de dez mil alunos estiveram esta quarta-feira, no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, na abertura oficial do ano escolar, num evento preparado pelo Comando Metropolitano da PSP de Lisboa. À sua espera estava um espectáculo com demonstrações das actividades da polícia, cães da PSP e actores da série «Morangos com Açúcar».
À medida que os adolescentes, oriundos de várias escolas de Lisboa, entravam no Pavilhão, percebia-se o verdadeiro motivo da sua euforia: o espectáculo iria terminar com um concerto dos DZRT. «A polícia é fixe», diziam. Mas ainda tiveram direito a outra surpresa. O apresentador do evento era o actor João Leiria, que fez de agente da PSP na série «Morangos com Açúcar».
Apesar das dezenas de polícias, durante o concerto que fechou o evento, as fãs conseguiram furar a segurança e «atacar» um membro do grupo que acabou «agarrado» por 20 adolescentes.
Quem não teve uma boa recepção foi a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e o ministro da Administração Interna, António Costa. Assim que foram anunciados os seus nomes pelo comandante da PSP de Lisboa, Francisco Oliveira Pereira, ouviu-se uma imensa assobiadela. Tão grande, que o comandante se viu obrigado e pedir «palmas, palmas».
Na génese da organização deste evento estão subjacentes dois objectivos, disse o comandante da PSP/Lisboa. «Criar uma ligação entre a polícia e a escola e dar outra imagem da polícia, uma polícia moderna, eficaz e competente».
Espectáculo com demonstrações das actividades policiais
Antes da música, os polícias deram um verdadeiro espectáculo das suas capacidades. Salvaram reféns, desactivaram bombas, controlaram um grupo de desordeiros, detectaram droga dentro de um veículo suspeito e, por fim, os «cães polícia» fizeram a delícia dos miúdos e graúdos.
Além do policiamento de proximidade «escola segura», já bem conhecido, foi apresentado o programa «recreio seguro» que visa resolver «problemas de droga e álcool dentro das escolas e é levado a cabo por polícias à paisana», explicou a subcomissária Paula Monteiro aos alunos.
O evento começou com uma hora de atraso e os DZRT só actuaram já passavam das 17h, quando algumas escolas tinham abandonado o recinto para regressarem a casa. Quem ficou teve direito a um mini-concerto acústico do grupo.

Escolas: sabe o que é o «bullying»?

Um especialista norte-americano em Educação desafiou esta quinta-feira Portugal a criar uma campanha nacional contra a violência verbal, física e social praticada reiteradamente entre alunos, que nos EUA afecta entre 20 e 58 por cento dos estudantes, escreve a Lusa.
O comportamento agressivo e intencional de alunos mais velhos, fortes ou populares sobre colegas mais novos e com menos popularidade, vítimas de rejeição social, insultos diários e até maus tratos físicos, é um fenómeno conhecido como «bullying», que foi hoje tema de uma conferência em Lisboa.
De acordo com o especialista Allan Beane, esta forma de violência é cada vez mais comum nas escolas norte-americanas e constitui já uma das principais causas de absentismo escolar, levando mais de 160 mil alunos a faltar diariamente às aulas, com medo.
Os rapazes são os principais praticantes do «bullying» directo, ameaçando fisicamente, empurrando ou batendo em colegas mais fracos, enquanto as raparigas preferem o «bullying» social, caracterizado pelas ofensas, pela humilhação, disseminação de boatos maldosos e rejeição de outros alunos.
Esta última forma de violência é também cada vez mais frequente, encontrando na Internet um dos seus palcos preferenciais, nomeadamente através da difamação de colegas em sites, com publicação de fotografias e vídeos, referiu o especialista.
Os sinais de alarme
Humilhadas e intimidadas diariamente, as vítimas de «bullying» sofrem de uma baixa auto-estima, de ansiedade e depressão, um sofrimento emocional que muitas vezes substituem por sentimentos profundos de raiva, ódio e vingança, que já motivaram 37 tiroteios em escolas norte-americanas.
A mudança repentina na assiduidade e no desempenho escolar, perda de apetite, sintomas físicos como dores de cabeça e de barriga, pesadelos, quebra de auto-estima e súbitas mudanças de humor são, segundo Allan Beane, alguns dos principais sinais evidenciados pelas vítimas, a que pais e professores devem estar alerta.
E em Portugal?
Contactado pela agência Lusa, o director do Observatório para a Segurança Escolar, João Sebastião, afirmou que não existem em Portugal dados precisos sobre este tipo de violência e questionou a importação do conceito de «bullying» para a realidade portuguesa.
«Tenho largas dúvidas sobre esse conceito porque ele, basicamente, inclui tudo. É tão abrangente que se torna muito indefinido e acaba por dizer pouco, além de que não é sensível às diferenças culturais», referiu o responsável.
«Se [o conceito] for aplicado genericamente, então concluímos que todas as escolas são campos de batalha. No recreio, os alunos passam a vida a chamar nomes uns aos outros e agredidos e agressores alternam muito. A situação não é linear», acrescentou.

Violência nas escolas tem origem na família

Especialistas em educação defenderam esta sexta-feira que o aumento da violência escolar se deve em parte a uma crise de autoridade familiar, onde os pais renunciam a impor disciplina aos filhos, remetendo-a para os professores.
Vários especialistas internacionais estão reunidos na cidade espanhola de Valência a analisar até sábado o assunto «Família e Escola: um espaço de convivência».
Os participantes no encontro, dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas, o que obriga a «um esforço conjunto da sociedade», refere a agência Lusa.
«As crianças não encontram em casa a figura de autoridade», um elemento fundamental para o seu crescimento, disse na conferência inaugural do congresso o filósofo Fernando Savater.
«As famílias não são o que eram antes, um núcleo muito amplo e hoje o único que muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa», sublinhou.
Para Savater os pais continuam a «não querer assumir qualquer autoridade», preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos «seja alegre» e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinar quase exclusivamente para os professores.
No entanto e quando os professores tentam ter esse papel disciplinador, «são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos que intentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os».
«O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois. Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se ir queixar», sublinha.
Os professores, afirma, não podem ser deixados sós, e a liberdade «exige um componente de disciplina» que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade.
«A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara», afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, «uma oportunidade e um privilégio».
Savater explicou que é essencial perceber que as crianças hoje não são mais violentas ou mais indisciplinadas que antes, mas que hoje «têm menos respeito pela autoridade dos mais velhos».
"Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incómodo. Isso leva-os à rebeldia", afirmou.
Daí que mais do que reformas aos códigos legislativos ou às normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade, admitindo que «mais vale dar uma palmada, no momento certo» do que permitir as situações que depois se criam.
Como alternativa à palmada, oferece outras, como suprimir privilégios, alargar os deveres ou trabalhos de casa.

Sexta, 10 de novembro de 2006, 14h46
EDUCAÇÃO- Professores índios de Campinápolis são qualificados na aldeia São Pedro

SORAIA FERREIRA Assessoria/Seduc-MT

Crianças da aldeia São Pedro, em Campinápolis: à espera de professores mais preparados Terra Indígena Parabubure, MT – Quem visitar, nos próximos dias, a aldeia São Pedro, da Terra Indígena Parabubure, localizada no município de Campinápolis (565km de Cuiabá), perceberá que algo diferente acontece na comunidade. O silêncio foi imposto na aldeia e as crianças não podem brincar ao redor da escola. A ordem foi dada pelo cacique Isaias Powê e a situação se prosseguirá até o dia 29 de novembro.
É que desde a última segunda-feira (06.11) a comunidade passou a sediar a segunda etapa do curso projeto Haiyô – Magistério Intercultural. A formação é oferecido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), a 65 professores índios Xavante, de 38 aldeias que estão localizadas em quatro municípios: Campinápolis, General Carneiro, Santo Antônio do Leste e Barra do Garças, (respectivamente a 565km, 449km, 379km, 516km de Cuiabá),
A educação escolar é levada a sério pelos índios e, ao ceder a aldeia para a realização do curso, o cacique convocou a comunidade e pediu para não haver incômodo. Do lado de dentro das salas de aula, o clima é um misto de festa e disciplina. “Todas as manhãs eles fazem o ritual de agradecimento ao dia, nas horas dos intervalos brincam entre si, mas na hora da aula participam e se interessam pelas matérias”, afirma a consultora da área de Linguagem, Maria Domingas.
A cada etapa do Haiyô, os professores índios estudam em tempo integral, de segunda a sábado, para, no final de 10 etapas, conquistarem a habilitação em nível Médio - Magistério. Além dos 65 professores da aldeia São Pedro, mais 233 docentes índios participam do curso em mais quatro pólos: Canarana, Juína e Xingu (Baixo/Médio e Alto).
Aldeia São Pedro
As aulas na aldeia estão acontecendo na Escola Indígena Municipal “Imaculada Conceição”, construída em alvenaria pelo Governo do Estado, com recursos do Fundescola e cedida ao Município. Na unidade estudam 210 crianças, da pré-escola ao Ensino Médio, advindos de nove aldeias circunvizinhas.

A “São Pedro” é a maior aldeia da Terra Indígena Parabubure e nela moram 85 famílias e cerca de 350 índios Xavante. Todo o território possui cerca de 70 aldeias, com uma população estimada de seis mil índios, o que representa a metade da população de Campinápolis. Este fato faz com que os índios fomentem grande parte da base da economia municipal, que tem na agricultura familiar, na administração local e na movimentação financeira dos índios as principais fontes de renda.
Apesar de ser oferecido pelo Estado, o Haiyô atende em Campinápolis 90% de professores da rede municipal de Educação. A cidade possui 34 escolas indígenas municipais e quatro indígenas estaduais, que juntas atendem a mais de 1,1 mil estudantes.


Universidades públicas sem dinheiro para preencher quadros
Só 64% dos lugares de quadro estão preenchidos na categoria de catedráticos e docentes associadosPedro Araújo"A s universidades públicas vão receber menos 53 milhões de euros do Orçamento de Estado e a quantia transferida (668, 8 milhões) nem dá para pagar os salários dos professores e muito menos para preencher os quadros", avisa José Lopes da Silva, presidente do Conselho dos Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP). O resultado é, segundo a Fenprof, o aumento dos docentes a tempo parcial e uma pulverização dos contratos.A paralisação no preenchimento dos quadros é notória. Tanto na categoria de catedrático como de associado, só 64% dos lugares de quadro estão preenchidos, com pequenas variações decimais de 2004 para 2005, de acordo com dados do Observatório de Ciência e Ensino Superior recolhidos por Mário de Carvalho, do Departamento de Ensino Superior do Sindicato dos Professores do Norte, filiado na Fenprof.Desconto para CGAA Lei do Orçamento de 2007 determina que as universidades passem a descontar para a Caixa Geral de Aposentações (CGA) 7,5% por cada vencimento pago. São cerca de 50 milhões de euros. Juntando à perda de outros 53 milhões de euros relativamente ao ano corrente, trata-se de uma diminuição nominal de 14% no financiamento do Estado às universidades públicas.Independentemente do número de vagas existentes nos quadros (4717), a verdade é que metade dos 14.706 docentes a prestar serviço nas universidades públicas estão excluídos daquele vínculo mais permanente, no caso reservado a catedráticos e associados. A falta de dinheiro impede a abertura de mais concursos para o quadro, uma vez que o surgimento de candidatos externos à instituição significam um encargo adicional significativo, enquanto que a escolha de um docente da casa representa um custo de apenas mais 10%. O problema é que a isenção do júri leva muitas vezes à escolha mais dispendiosa.No espaço de um ano (2004 para 2005), as universidades públicas ganharam mais 463 docentes a tempo parcial. Os 2975 professores neste sistema de vínculo foram apurados no ano passado e representavam 20,2% do total do corpo docente, um aumento de quase 3% relativamente a 2004.A pulverização dos contratos demonstra-se pelo facto de o número de alunos ter diminuído entre 2004 e 2005 (171 mil para 169 mil), mas o número de docentes tem aumentado nas universidades públicas 14.706 contra 14.527. "Cinco contratos a 20% dá um a 100%", explica José Lopes da Silva. "No sector público, um contrato a 100% está a ser desmembrado em dois contratos a 50%. Neste tipo de casos concretos, fica a instituição contratante com a garantia prévia de que o encargo com a remuneração do mesmo serviço lectivo será menor, porque desaparece a possibilidade de opção pelo regime de dedicação exclusiva", afirma Mário de Carvalho.O recurso ao tempo parcial é, muitas vezes, resultado da procura de maiores vencimentos por parte dos docentes das universidades públicas. "Não era assim no meu tempo. Não é ilegal dar aulas noutra universidade (privada ou não) quando se está a tempo parcial", afirma José Lopes da Silva, tentando desligar em parte a questão da incapacidade financeira para preencher as vagas do quadro com o aumento do tempo parcial. No entanto, fruto de protocolos, há 1030 docentes do público que prestam serviço noutra instituição, 420 dos quais estão em dedicação exclusiva e 149 em tempo integral.
O sindicalismo pitecantrópico
As relações entre os responsáveis políticos pelo Ministério da Educação e os sindicatos de professores têm sido, nos últimos meses, conflituosas. É compreensível: estão a ser desencadeadas muitas mudanças ao mesmo tempo, a maior parte delas positivas mas com restrições de privilégios e de regalias dos professores.As razões do protesto dos sindicatos estão pois identificadas e relacionam-se com a perda destes privilégios e regalias. No caso do aumento do número de horas de permanência na escola, os professores não têm qualquer razão: estavam mal habituados face às obrigações profissionais dos seus congéneres espanhóis, franceses, alemães e outros. No caso das aulas de substituição, os professores têm apenas uma razão processual: um professor de Matemática substituir outro de Educação Física não parece bem e pode contribuir para o aviltamento da escola e para a sua transformação num local de entretenimento e de diversão. Mas o princípio da substituição por um professor de área afim é intocável e os sindicatos confundem o essencial com o acessório. Em vez de proporem uma bolsa de professores por Concelho, os sindicatos barafustam para se justificarem a si próprios.No caso da limitação do número daqueles que poderão aceder ao 8º escalão, os professores também só têm uma razão processual: vêem gorada uma expectativa de progressão ao 10º escalão mas, se não compreendem que Portugal é o país que mais gasta com salários de professores relativamente ao PIB (3,2% contra 1,8% da média UE15) e que o Estado não tem capacidade para manter esta despesa, uma vez que temos 160.000 professores, então não têm a competência da cidadania necessária ao exercício da profissão docente. Por muito que nos custe, talvez valha mais termos um vencimento menor do que não podermos ter nenhum vencimento.Finalmente, o caso da avaliação de desempenho é o caso em que os sindicatos mais desajustados se revelaram de um sindicalismo moderno e profissional, militando as suas acções contra os próprios professores. Quem tem medo da avaliação? Por certo os maus professores. E quem são os dirigentes sindicais dos professores, praticamente os mesmos desde há 25-30 anos? Aqueles que nem sequer tiveram a coragem de serem professores, renunciando à sua profissão. Porém, se renunciaram à sua profissão, não renunciaram ao seu poder corporativo e burocrático, necessitando de uma guerrinha com os responsáveis políticos do Ministério da Educação para afirmarem o seu pretenso poder. Os professores que se desiludam: a luta que travam não é para sua defesa mas para a justificação da existência das estruturas sindicais e do seu sindicalismo pitecantrópico.A luta dos professores, neste momento da democracia portuguesa, só pode afirmar-se por mais dedicação à escola, mais exigência no desempenho profissional, melhoria do estatuto dos melhores professores e reciclagem dos maus professores. Se os professores não compreendem isto, então também não terão a competência da cidadania necessária ao exercício da profissão docente. E, então, deverão retirar-se.O tempo da vilanagem e da falta de critérios cívicos e técnicos para o recrutamento de pessoas paras as funções de interesse público deve ser considerado extinto. Tal como Ramalho Eanes proclama na sua tese de doutoramento, é tempo de o Estado Forte e Meritocrático regressar, salvaguardando os valores e práticas essenciais da democracia responsável e cidadã. Isto se queremos salvar Portugal da mediocridade e da vilania a que, em muitos aspectos, tem estado sujeito.

Mais uma opinião!!!!!



Dei aulas no Ensino Secundário, público e privado. Dei aulas na universidade, pública e privada. Significa isto que tenho gosto em dar aulas tal como, com raríssimas excepções, tive sempre muita satisfação em frequentar aulas, no Liceu e no Ensino Superior. Ganhei por tudo isso uma grande admiração pela profissão e julgo que, se não tivesse optado muito cedo pelo jornalismo, teria feito certamente uma carreira académica. Durante todo este percurso pelo mundo do ensino fiz muitos amigos que são amigos para a vida. Não sou assim suspeito de ter qualquer ‘parti-pris’ contra os professores. Antes pelo contrário, conheço as suas dificuldades, vivi talvez a fase mais difícil do ensino nos anos 70 e 80 e, grosso modo, sei por experiência os principais problemas que se colocam ao ensino em Portugal. Por todas estas razões sou hoje um cidadão estupefacto com a guerra sem quartel que se desenvolve entre os sindicatos e a ministra da Educação. Confesso que tenho dificuldade em perceber os sindicatos acantonados em posições anacrónicas e inaceitáveis nos dias que correm. O sindicalismo, no seu todo, atravessa uma crise delicada de adaptação a uma nova realidade económica e social. Os sindicatos dos professores, em particular, parecem perdidos nesse mar encapelado defendendo atitudes, conceitos e privilégios que hoje assumem foros de escândalo. Embora os sindicatos respondam a filiações partidárias diversificadas, é um facto que são os comunistas que encabeçam todas as contestações e impõem a velha ordem avessa a mudanças e a reformas, levando à trela, para surpresa de muitos, as organizações sociais-democratas, incapazes de ter posição própria. Neste contexto, o que eu esperava era ouvir a voz dos professores não submetidos a tutelas sindicais. Voz alternativa para uma boa discussão e negociação com o Ministério da Educação. Os sindicatos não podem ganhar esta batalha e já não são capazes de dialogar. Estão entrincheirados, dispostos a “matar ou a morrer”. Nada justifica este fundamentalismo. Os professores sensatos sabem bem que a reforma da ministra Maria de Lurdes Rodrigues é essencial para a dignificação da escola e dos seus profissionais. Sabem também que a diferenciação no estatuto da carreira é crucial para separar o trigo do joio e para fazer justiça aos que exercem com mérito essa profissão. Não faz sentido que os professores que não têm assiduidade, não cumprem o programa escolar, não se interessam por uma carreira distinta sejam colocados na mesma plataforma que os outros. Há professores muito bons, mas também há professores muito maus. A tentativa desesperada de manter o critério de alinhar todos pela mesma bitola, fugindo à avaliação de desempenho, é evidentemente um esforço inglório e ultrapassado. Como é óbvio, o ensino no seu todo ressente-se. Precisamos em Portugal de instituir um ensino credível, competitivo, moderno e eficaz. Entre outras coisas isso só se consegue com um bom corpo docente. Os professores têm de perceber isto e a ministra não pode transigir em matérias desta natureza onde se joga o futuro dos nossos filhos.
Emídio Rangel
Dei aulas no Ensino Secundário, público e privado. Dei aulas na universidade, pública e privada. Significa isto que tenho gosto em dar aulas tal como, com raríssimas excepções, tive sempre muita satisfação em frequentar aulas, no Liceu e no Ensino Superior. Ganhei por tudo isso uma grande admiração pela profissão e julgo que, se não tivesse optado muito cedo pelo jornalismo, teria feito certamente uma carreira académica.
Durante todo este percurso pelo mundo do ensino fiz muitos amigos que são amigos para a vida. Não sou assim suspeito de ter qualquer ‘parti-pris’ contra os professores. Antes pelo contrário, conheço as suas dificuldades, vivi talvez a fase mais difícil do ensino nos anos 70 e 80 e, grosso modo, sei por experiência os principais problemas que se colocam ao ensino em Portugal.
Por todas estas razões sou hoje um cidadão estupefacto com a guerra sem quartel que se desenvolve entre os sindicatos e a ministra da Educação. Confesso que tenho dificuldade em perceber os sindicatos acantonados em posições anacrónicas e inaceitáveis nos dias que correm. O sindicalismo, no seu todo, atravessa uma crise delicada de adaptação a uma nova realidade económica e social. Os sindicatos dos professores, em particular, parecem perdidos nesse mar encapelado defendendo atitudes, conceitos e privilégios que hoje assumem foros de escândalo. Embora os sindicatos respondam a filiações partidárias diversificadas, é um facto que são os comunistas que encabeçam todas as contestações e impõem a velha ordem avessa a mudanças e a reformas, levando à trela, para surpresa de muitos, as organizações sociais-democratas, incapazes de ter posição própria. Neste contexto, o que eu esperava era ouvir a voz dos professores não submetidos a tutelas sindicais. Voz alternativa para uma boa discussão e negociação com o Ministério da Educação.
Os sindicatos não podem ganhar esta batalha e já não são capazes de dialogar. Estão entrincheirados, dispostos a “matar ou a morrer”. Nada justifica este fundamentalismo. Os professores sensatos sabem bem que a reforma da ministra Maria de Lurdes Rodrigues é essencial para a dignificação da escola e dos seus profissionais. Sabem também que a diferenciação no estatuto da carreira é crucial para separar o trigo do joio e para fazer justiça aos que exercem com mérito essa profissão. Não faz sentido que os professores que não têm assiduidade, não cumprem o programa escolar, não se interessam por uma carreira distinta sejam colocados na mesma plataforma que os outros. Há professores muito bons, mas também há professores muito maus. A tentativa desesperada de manter o critério de alinhar todos pela mesma bitola, fugindo à avaliação de desempenho, é evidentemente um esforço inglório e ultrapassado. Como é óbvio, o ensino no seu todo ressente-se. Precisamos em Portugal de instituir um ensino credível, competitivo, moderno e eficaz. Entre outras coisas isso só se consegue com um bom corpo docente. Os professores têm de perceber isto e a ministra não pode transigir em matérias desta natureza onde se joga o futuro dos nossos filhos.

Emídio Rangel

Oração do estudante

Professor que está zangado,
Equilibrada seja sua paciência...
Seja feita a sua vontade,
Assim nas provas como nas aulas...
O dez nosso de cada dia,
Nos dê sempre...
Perdoe as nossas faltas,
Assim como nós perdoamos a sua amolação...
Mas não nos deixe em recuperação,
E nos livre da reprovação!
Amen!

sexta-feira, novembro 10, 2006

Professores desistem


Aulas extra-curriculares do primeiro ciclo provocam confusão
Professores desistem de leccionar
Um número considerável de professores contratados pela Câmara Municipal para dar aulas extra curriculares está a desistir do serviço.
Carlos CunhaA determinação do Ministério da Educação de arrancar este ano com o prolongamento do horário dos alunos do 1º ciclo através de aulas extra-curriculares tem dado autênticas dores de cabeça aos envolvidos no processo.No concelho de Barcelos, uma grande parte dos professores contratados pela Câmara Municipal está a desistir de dar este tipo de aulas.Ao que o Cávado Jornal apurou, o número de desistência já anda na ordem dos 15 a 20%. Isto num universo de mais de 300 professores contratados pela Empresa Municipal de Educação e Cultura, nas disciplinas de inglês, música e expressão plástica, e pela Empresa Municipal de Desportos para ginástica.As razões para este abandono são de vária ordem. Em primeiro lugar está a pequena compensação financeira que estes professores recebem, que é agravada pela pequena carga horária diária que têm, o que faz com que muitas vezes não compense sequer as deslocações. Por outro lado, estes professores estão sentir algumas dificuldades de integração nos agrupamentos para onde foram destacados. O pessoal docente do primeiro ciclo não vê estes colegas como fazendo parte integrante do quadro pedagógico e, às vezes, dificultam a cedência das instalações ou de material, como por exemplo, para tirar umas simples fotocópias. A agravar tudo isto, soma-se o problema de indisciplina dos alunos, que aproveitam o facto de terem pouco contacto com estes professores e de não ser possível construir uma relação de respeito, para mostrarem a sua irreverência. Para o Presidente da EMEC este abandono de professores é “natural” tendo em conta todas estas condicionantes.Ainda por cima quando algumas Câmaras não têm o seu quadro completo, pelos que os professores optam por ir para mais perto da sua residência, enquanto que outros acabaram por ser colocados nas escolas para onde concorreram pelo Ministério da Educação: “Devido a tudo isto, e à rigidez de horários, torna-se complicado gerir mais de 200 turmas e as dificuldades de conseguirmos colocações aumentam” acrescenta Carlos Alberto.---------------Prolongamento sem condiçõesModelo contestado por todosA decisão da Ministra da Educação de arrancar com o prolongamento de horário no 1º ciclo até às 17,30 horas é uma ideia que tem méritos reconhecidos. O mesmo já não acontece com a forma como ela foi colocada em prática. O Ministério resolveu colocar em andamento o processo e determinar que todas as escolas tivessem prolongamento de horário sem acautelar as condições físicas e humanas em que o serviço iria decorrer. Muitos dos edifícios não tem espaços para a realização de ginástica, muito menos para que estes tomem banho depois das aulas. Por outro lado, as salas não estão preparadas para acolher aulas de música ou expressão plástica.Para além disto, a permanência dos alunos mais tempo na escola obriga a mais pessoal auxiliar que na esmagadora maioria dos casos não existe.

quarta-feira, novembro 08, 2006

SPRC denuncia cortes no ensino especial


Teresa Sousa 2006-11-08
Segundo o SPRC, há milhares de alunos sem apoios educativos ou que se encontram a ser orientados por professores sem especialização.
O Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) acusa o Ministério da Educação de ter reduzido a escola inclusiva a "uma miragem". Em comunicado, a estrutura sindical alerta para o facto de, este ano lectivo, haver professores especializados por colocar e, em simultâneo, alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE) sem qualquer apoio.De acordo com os dados divulgados pelo SPRC, este ano, terá havido uma redução superior a 50% nas vagas para docentes de Educação Especial. Assim, e ainda segundo o SPRC, há alunos com NEE colocados em turmas com mais de vinte alunos, professores sem especialização nem experiência na área a prestar apoio, falta de auxiliares de acção educativa para apoiar estes alunos.A avaliar pelas contas do SPRC, a redução do apoio educativa atinge "milhares de alunos com NEE". Isto, afirma o Sindicato, num cenário em que há "muitos candidatos (com especialização e/ou experiência) por colocar". De resto, o Sindicato protesta contra as "medidas ditadas pela lógica economicista", temendo que esta tendência se venha a agravar, em 2007, uma vez que o Orçamento apresentado pelo Governo na Assembleia da República contempla um corte de 4,2% nas despesas de educação.

terça-feira, novembro 07, 2006

Plataforma Sindical na Assembleia da República


PLATAFORMA SINDICAL ESTARÁ AMANHÃ
NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
A Plataforma Sindical dos Professores reúne amanhã, terça-feira, dia 7 de Novembro, a partir das 12.00 horas, com a Comissão de Educação, Ciência e Cultura da Assembleia da República.
Entretanto, a anteceder esta reunião, a Plataforma Sindical reunirá com o Grupo Parlamentar do PCP que também agendou para amanhã a reunião solicitada (10 horas, também de dia 7). As reuniões com os restantes Grupos Parlamentares, bem como as audiências solicitadas a outras Comissões Parlamentares, aguardam agendamento, prevendo-se que sejam marcadas para os próximos dias.
Estas reuniões foram solicitadas para que pudessem ser apresentadas as preocupações dos docentes e das suas organizações sindicais, que decorrem do processo de revisão do ECD que se encontra em curso.
Por um lado, são preocupações relacionadas com o processo, propriamente dito, designadamente com o desrespeito que o ME tem revelado relativamente a aspectos que deverão ser básicos em qualquer negociação (decisão unilateral de calendário negocial, inflexibilidade de posições, entre outros procedimentos que se consideram incorrectos); por outro, são profundas preocupações que decorrem do conteúdo do projecto ministerial e das suas previsíveis consequências, não apenas para os profissionais docentes, como para o bom funcionamento das escolas e do próprio sistema educativo.
Nestas reuniões, as organizações sindicais de docentes pretendem sensibilizar os senhores deputados, através dos respectivos Grupos Parlamentares e de diversas Comissões Parlamentares, para a necessidade de serem introduzidas profundas alterações ao texto de Estatuto da Carreira Docente que o Ministério da Educação pretende impor aos professores e educadores portugueses.
A Plataforma Sindical de Professores