quarta-feira, novembro 22, 2006

Onde estão as melhores escolas do mundo?
Aquelas mesmo, mesmo boas, huuum?
As mesmo, mesmo, mesmo boas?
Melhores que as escolas da tua mãe,huum?
As escolas mesmo, mesmo, mesmo, mesmo, mesmo, mesmo, boas, hein?Em...............*Portugal*!!!!!!!!!!!!!!!!
Ora vejamos com atenção o exemplo de uma vulgar turma do 7º ano de escolaridade, ou seja, ensino básico. Ah, é verdade, ensino básico é para toda a gente, melhor dizendo, para os filhos de toda a gente!

DISCIPLINAS / ÁREAS CURRICULARES NÃO DISCIPLINARES

1. Língua Portuguesa
2. História
3. Língua Estrangeira I - Inglês
4. Língua Estrangeira II - Francês
5. Matemática6. Ciências Naturais
7. Físico-Químicas
8. Geografia
9. Educação Física
10. Educação Visual
11. Oferta de Escola : Tapeçaria, Oficina de Artes, ...
12. Educação Visual e Tecnológica
13. Educação Moral R.C. - facultativa, mas está lá para muita gente.
14. Estudo Acompanhado
15. Área Projecto
16. Formação Cívica

*É ISSO - CONTARAM BEM - SÃO 16 ( dezasseis) Carga horária = 36 tempos lectivos.*
Não é o máximo ensinar isto tudo aos filhos de toda esta gente? De todo o Portugal? Somos demais, mesmo bons!

MAS NÃO FICAMOS POR AQUI !!!!

A Escola ainda:
Integra alunos com diferentes tipologias e graus de deficiência, apesar dos professores não terem formação para isso;
Integra alunos com Necessidades Educativas de Carácter Prolongado de toda a espécie e feitio, apesar dos professores não terem formação para isso;
Não pode esquecer os outros alunos, atestado-médico-excluídos" e que também têm enormes dificuldades de aprendizagem;
Integra alunos oriundos de outros países que, por vezes não falam um &%$%$## de Português, ou melhor, nem sequer sabem o que quer dizer &%$%$##;

Tem o dever de criar outras opções para superar dificuldades dos alunos como:

-Currículos Alternativos
- Percursos Escolares Próprio
- Percursos Curriculares Alternativos
- Cursos de Educação e Formação

MAS AINDA HÁ MAIS...
A escola ainda tem o dever de sensibilizar ou formar os alunos nos mais variados domínios:

-Educação sexual
- Prevenção rodoviária
- Promoção da saúde, higiene, boas práticas alimentares,etc.
- Preservação do meio ambiente
- Prevenção da toxicodependência
Etc, etc...
peço desculpa por interromper, mas...
em Portugal são todos órfãos?"(possível interpolação da ministra da educação da Finlândia)
Só se encontra mesmo um único defeito: *Os professores*.
Uma cambada de selvagens e incompetentes que não merecem o que ganha m,trabalham poucas horas, comparem com os alunos, vá, vá comparem.
Têm muitas férias, faltam muito, passam a vida a faltar ao respeito e a agredir os pobres dos alunos, coitados!
Vejam bem que os professores chegam ao cúmulo de exigir aos alunos que tragam todos os dias o material para as aulas, que façam trabalhos de casa, que estejam constantemente atentos e calados na sala de aula, etc e depois ainda ficam aborrecidos por os alunos lhes faltarem ao respeito!!

Olha que há cada uma!

Exma Senhora Ministra da Educação,

Os abaixo-assinados vêm expressar a Vossa Excelência a sua muita preocupação com as consequências negativas que advirão da colocação em funcionamento da anteriormente aprovada Terminologia do Ensino da Língua nos Ensinos Básico e Secundário (TLEBS). Essa terminologia foi proposta em termos de parcialidade científica e disciplinar, à margem dos especialistas interessados na preservação da Língua como património comunicacional e estético de índole pragmática e criativa, sem discussão pública alargada e, por isso, não permitindo a responsáveis das áreas competentes e a cidadãos em geral medir devidamente os resultados das alterações introduzidas e pronunciarem-se.
Os signatários vêm deste modo solicitar a Vossa Excelência se digne proceder à suspensão imediata da aplicação desse documento e proceder à sua reconsideração, de modo a facultar o debate com vários tipos de especialistas, evitando o tipo de ensino do Português que nele se propõe, de terminologia incorrecta e abstrusa, inadaptável a certos níveis etários e ocasionadora de graves dificuldades de aprendizagem, molestação da Língua, formação de deficientes modelos de pensamento, além do apreciável aumento de custos de material escolar, por tudo isto atingindo também outras disciplinas curriculares, com gravíssimas consequências para o nosso país.

PROMOTORES


· Jorge Moraes Barbosa – Professor Catedrático de Linguística, Universidade de Coimbra;
Decano dos Linguístas em exercício na Universidade Portuguesa
· Maria Alzira Seixo – Professora Catedrática de Literatura, Universidade de Lisboa;
Presidente da Federação Internacional de Línguas e Literaturas Modernas (1999--2002)
· Vasco Graça Moura – Escritor, Prémio Pessoa
· Helena Carvalhão Buescu – Professora Catedrática de Literatura Portuguesa e
Comparada, Universidade de Lisboa
· Eduardo Prado Coelho – Professor Associado de Literatura, Universidade Nova de Lisboa;
Ensaísta
· Maria do Carmo Vieira – Professora do Ensino Secundário, Escola Secundária Marquês de
Pombal
· Manuel Gusmão – Professor Catedrático de Teoria da Literatura, Universidade de Lisboa
· Maria Alice Gomes da Costa – Professora do Ensino Secundário, Escola Secundária D.
Pedro V
· José Saramago – Escritor, Prémio Nobel de Literatura
Lisboa, 20 de Novembro de 2006

terça-feira, novembro 21, 2006


Reconhecimento de competências ao nível do secundário
16 de Novembro de 2006
A operacionalização do Referencial de Competências-Chave ao nível do ensino secundário contribui para a consolidação deste nível de escolaridade como patamar de qualificação dos portugueses, através do processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências.
O lançamento do Referencial de Competências-Chave para a Educação e Formação de Adultos − Nível Secundário constitui um marco decisivo para o aumento da qualificação da população adulta, contribuindo, de forma decisiva, para a consolidação deste nível de escolaridade como patamar de qualificação dos portugueses.
No quadro da União Europeia (UE), Portugal é um dos países que revela mais baixos níveis de qualificação escolar e profissional da população adulta.
Cerca de 3.500.00 dos actuais activos têm um nível de escolaridade inferior ao ensino secundário, 2.600.000 dos quais têm um nível de escolaridade inferior ao 9.º ano; Entre a população mais jovem (18-24 anos), cerca de 485 mil jovens adultos estão a trabalhar sem terem concluído o 12.º ano, 266 mil dos quais sem terem terminado o 9.º ano; Menos de 50 por cento dos jovens adultos (20-24 anos) não concluíram o ensino secundário, enquanto a média da UE se situa acima dos 75 por cento. Para inverter esta situação, a iniciativa Novas Oportunidades estabeleceu uma meta ambiciosa, de acordo com a qual, até 2010, 650 mil adultos deverão passar por um processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC), tendo em vista a obtenção de certificação equivalente ao ensino básico ou secundário.
A operacionalização do Referencial de Competências-Chave ao nível do secundário, essencial para atingir a meta definida, ao mesmo tempo que permite o reconhecimento dos saberes e das competências adquiridos ao longo da vida, possibilita o desenvolvimento de processos de formação flexíveis, realizados de acordo com as necessidades pessoais e profissionais de cada adulto.
A partir de Janeiro, cerca de 50 dos 270 Centros RVCC actualmente em funcionamento estarão em condições de avançar com este processo, que se destina a adultos com 18 anos ou mais, com um mínimo de três anos de experiência profissional e que não tenham concluído o ensino secundário.
Tendo em conta o Referencial de Competências-Chave de nível secundário, os candidatos começam por demonstrar as competências que adquiram ao longo da vida, tanto em contexto escolar quanto através da experiência pessoal e profissional, em três áreas de competências-chave: Cidadania e Profissionalidade; Sociedade, Tecnologia e Ciência; Cultura, Língua e Comunicação.
Esta demonstração processa-se com base na construção de um portfólio, onde os adultos explicitam as experiências que consideram significativas para obterem a certificação pretendida.
Consoante a avaliação feita pelos técnicos dos centros e depois de identificadas as lacunas dos candidatos, os adultos podem ter de realizar acções de formação complementar de curta duração, a decorrer no próprio centro ou nalguma entidade associada, ou podem ser encaminhados para um Curso de Educação e Formação (EFA), com a indicação do percurso que devem desenvolver.
Os cursos EFA, organizados por módulos, possibilitam uma resposta flexível, ajustada a cada adulto, permitindo que cada candidato frequente apenas a formação de que necessita.
O processo fica concluído com a apresentação e discussão do portfólio, que deverá demonstrar as competências adquiridas pelo adulto, perante um júri. Se o júri reconhecer essas competências, valida-as e é emitido um certificado equivalente ao ensino secundário.
Este processo enquadra-se no âmbito das recomendações comunitárias relativamente à valorização e validação das aprendizagens adquiridas em diversos contextos, numa perspectiva de aprendizagem ao longo da vida.
Para mais informações na página da Direcção-Geral de Formação Vocacional:
O Referencial de Competências-Chave para a Educação e Formação de Adultos - Nível Secundário; O Referencial de Competências-Chave para a Educação e Formação de Adultos - Nível Secundário: Guia de Operacionalização
Depois de um dia inteiro de negociações com o secretário de Estado da Educação, as estruturas sindicais de professores não chegaram a acordo e ameaçam agora jogar a ultima cartada.
Vão recorrer aos órgãos de soberania para impedir que o novo estatuto de carreira docente seja aprovado pelo Governo.
O secretário de Estado da Educação garante que houve alguma aproximação mas não pode abdicar dos princípios que defende.
A única conquista que conseguiram nesta última ronda de negociações foi a promessa de um terço dos professores poder subir ao topo da carreira.
Até entrar em vigor, no início do próximo ano, o novo estatuto da carreira dos professores ainda vai levar muitas voltas.

Segue-se a regulamentação

Estatuto avança mesmo sem acordo

Vítor Mota
As greves custam caro ao bolso dos professores e por isso a luta deve passar por outras iniciativas Ao fim de seis meses de discussão, nada. O Ministério da Educação (ME) e os sindicatos de professores não chegaram a acordo em relação à revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD), que deverá entrar em vigor no início de 2007.
“O Ministério não teve sensibilidade em vários pontos, nomeadamente na avaliação passar a ser de três em três anos, nos horários da educação especial ou na avaliação de desempenho”, refere Mário Nogueira. O dirigente da Fenprof – e porta-voz da plataforma de 14 sindicatos – dá como exemplo o caso de um professor que, ao longo da carreira, obtenha uma nota de 6,4 (Regular) e outro que tenha nota dois (Insuficiente). “Vão ter exactamente a mesma penalização, o que não é justo”, considera.
Do encontro de ontem, Mário Nogueira levou a promessa do secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, de que a quota para professores titulares nas escolas seja fixada em um terço dos quadros (a proposta aponta desde o início para que seja até até um terço).
A proposta apresentada ontem aos sindicatos prevê que os docentes possam beneficiar, a partir dos 60 anos, de uma redução da componente lectiva de oito horas por semana, mais duas do que a tutela admitia nas anteriores versões do documento. Mas, apesar de algumas cedências, os professores criticam a atitude negocial do ME. A Federação Nacional do Ensino e Investigação considera que a tutela “impôs o seu essencial, forjou ardilosamente, em cedências acessórias, uma aproximação falsa aos sindicatos”.
A avaliação de desempenho é um dos pontos polémicos. “Vai haver confusão e instabilidade nas escolas”, avisa o sindicalista. “Todos os anos vão ser avaliados milhares de professores, vão passar o tempo a preencher fichas, a ter aulas observadas, vai ser uma confusão, criada por quem não percebe como é que funcionam as escolas”, diz Mário Nogueira. Por isso, o Estatuto “está muito longe de começar a ser aplicado ou de agradar aos professores”. A “luta”, diz, vai continuar, mas para já não fala em greve. “As greves têm custos e há outras iniciativas que se podem ter nas escolas”. Na quinta-feira, a plataforma sindical reúne-se para discutir o que fazer no futuro.
Os sindicatos aguardam agora a versão final do ECD e em breve terão pareceres de constitucionalistas sobre o documento. O processo de negociação da regulamentação de alguns artigos deverá começar em breve.
ASSINATURAS PELA LÍNGUA
José Saramago, Eduardo Prado Coelho e Vasco Graça Moura são alguns dos signatários de um documento de protesto entregue ontem à ministra da Educação, contra a aplicação da Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário (TLEBS). O abaixo-assinado conta ainda com as assinaturas de professores catedráticos e do Secundário e solicita à ministra que suspenda imediatamente a aplicação da TLEBS. “Esta terminologia foi proposta em termos de parcialidade científica e disciplinar, à margem dos especialistas interessados na preservação da Língua como património comunicacional e estético de índole pragmática e criativa”, lê-se na carta. A TLEBS, adoptada em 2004 e experimentada em várias escolas em 2005, destina-se a servir de referência para as práticas pedagógicas dos professores de Língua Portuguesa e Português e para a produção de documentos do ME em matéria de ensino e divulgação da língua portuguesa e substitui a Nomenclatura Gramatical Portuguesa.
MEIO ANO A DISCUTIR
- 27 MAIO
1.ª Proposta do ME: Prova de avaliação para candidatos; avaliação de desempenho anual e sucesso escolar é critério; pais avaliam professores; duas categorias (professor e professor titular); quotas no topo; reunião a 29/05
- 14 JUNHO
Greve e manifestação de professores
- 05 JULHO
Reunião ME/Sindicatos
- 06 SETEMBRO
2.ª Proposta: carreira aumenta para 32 anos (propunha 30); reuniões entre ME e sindicatos nos dias 20 e 27
- 28 SETEMBRO
Sindicatos entregam carta com sete condições para a negociação
- 04 OUTUBRO
3.ª Proposta do ME: criação de dois escalões intermédios de topo
- 05 OUTUBRO
Manifestação junta 20 mil professores em Lisboa
- 11 OUTUBRO
Contraproposta sindical: existência de sete escalões, 26 anos até ao topo
- 17 e 18 OUTUBRO
Greve dos professores
- 19 OUTUBRO
4.ª Proposta: extinção de QZP; pais avaliam se professor concordar; insucesso relacionado com contexto socioeducativo; Secretário de Estado ‘ameaça’ sindicatos: ou param protestos ou negociações terminam
- 25 OUTUBRO
5.ª Proposta: contraproposta sindical: aceitam a avaliação do desempenho desde que não condicionada a quotas e vagas; primeiro-ministro diz que há acordo com sindicatos; sindicatos desmentem
- 31 OUTUBRO
6.ª Proposta: seis horas diárias de componente lectiva (propunha 8); educ. especial com 22 horas/semanais (propunha 25); fim das negociações
- 08 NOVEMBRO
Pedida negociação suplementar
- 15 NOVEMBRO
7.ª Proposta: professores dos últimos escalões sem quotas para o topo; faltas por doença sem reflexo na avaliação de desempenho; início da vigília de professores
- 17 NOVEMBRO
Cordão humano de três mil professores; 65 mil assinaturas contra o ECD entregues no ME
APONTAMENTOS
TEXTO DEFINITIVO
O Ministério da Educação deve elaborar o texto final do ECD, que será remetido aos sindicatos. O documento será enviado ao Conselho de Ministros, para aprovação. Segue-se o processo de negociação da regulamentação de vários artigos.
ELOGIO À MINISTRA
Se os professores criticam a ministra da Educação, já alguns sociais-democratas não deixam de elogiar o trabalho de Maria de Lurdes Rodrigues. O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, elogiou a “persistência, coragem e capacidade de trabalho” da ministra, apoiando o “plano reformista” na Educação. Edgar Nascimento

segunda-feira, novembro 20, 2006

TLEBS


A língua materna
Não se pense que os professores de Português, porque é estes que estão em causa, não querem estudar, não querem “perder tempo ”a investigar uma área do conhecimento que tem tudo a ver com a sua área de especialização. Investigar até continua a ser, para a maioria deles, uma actividade complementar da sua função de docentes.
*Têm aparecido ultimamente vários artigos, alguns assinados por nomes conceituados na área das literaturas ou das linguísticas, uns mais científicos outros mais ligeiros, mas nenhum fugindo à ironia, uns roçando-a apenas, outros mergulhando fundo no gozo subtil de um tema que vem irritando os professores e baralhando os alunos. Estou-me a referir à já célebre TLEBS. Para quem não saiba: Terminologia Linguística do Ensino Básico e Secundário. Porquê irrita? Porquê baralha? Comecemos pela primeira questão. Não se pense que os professores de Português, porque é estes que estão em causa, não querem estudar, não querem “perder tempo ”a investigar uma área do conhecimento que tem tudo a ver com a sua área de especialização. Investigar até continua a ser, para a maioria deles, uma actividade complementar da sua função de docentes. Mas… os professores conhecem os seus alunos e sabem as limitações de muitos, se calhar da maior parte, no uso da língua mãe. Conhecem as suas dificuldades em interpretar, sabem como é reduzido o seu vocabulário, como são refractários à leitura, como a enorme maioria não consegue criar um texto coerente, cabalmente articulado e com um léxico variado e bem adequado. Por isso, e já há muito tempo que os professores de Português protestam contra os programas excessivos que não lhes permitem tempo para desenvolver nos alunos aquelas competências - que são de facto as prioritárias – por isso, dizia, estão irritados por terem agora de perder um tempo precioso a ensinar novas terminologias e sobretudo novos conceitos que a prática mostra não serem nem fáceis, nem inequívocos, nem sequer consensuais em muitos casos. Só para mostrar a complexidade da “ciência” que temos de impor aos alunos vejamos um exemplo. Se, ao fazer uma análise sintáctica, me quero certificar se estou diante de um complemento ou de um modificador, preciso, nos casos em que não é evidente, de empreender um ou vários dos seguintes testes: verificar a possibilidade ou a impossibilidade do respectivo segmento figurar numa pergunta do tipo “o que fez”, “o que aconteceu” “o que se passa com” ; substituir um verbo transitivo por um verbo intransitivo; colocar o grupo verbal em estrutura clivada. .O leitor ficou baralhado? Os alunos também. E está respondida a segunda questão.Eu não sei e se calhar muito pouca gente sabe a razão desta determinação ministerial da aplicação da TLEBS nos ensino básico e secundário, mas, por mim, penso que deve haver dente de coelho a trincar os neurónios dos meninos, meninos pequenos, meninos grandes. Meninos que deviam empregá-los, no que toca à disciplina de Português, a desenvolver a sua capacidade de comunicar, quer oralmente quer por escrito, de uma forma cada vez mais correcta, cada vez mais eficaz e, porque não, cada vez mais bonita. Que deviam sair da escola a dominar a sua própria língua, a ser capazes de tirar dela toda a riqueza que ela encerra. Que deveriam ter aprendido a usá-la para se poderem defender, para poderem argumentar, para poderem expor de forma clara um pensamento, uma ideia e até, por que não, para poderem dizer de forma harmoniosa um poema.
*Professora do Ensino Secundário
salvadormanuela@hotmail.com
O corte nauseabundo
1. Reclamaram o saber, há mais de 200 anos, Luís António Verney e Ribeiro Sanches. Insurgiu-se António Sérgio contra o descalabro do ensino, em plena ditadura salazarista. Sacrifícios vãos? Tais sacrifícios nunca são em vão - fica a semente. Se o desastre continua e encobre a febre do lucro letal, certas conquistas parecem irreversíveis, por exemplo, a de liberdade de expressão, a de associação sindical, a de greve. Em suma a possibilidade de se oporem os cidadãos aos desvarios dos governantes. E aquilo que se passa no domínio da Educação e da Investigação - fontes principais da Cultura, por sua vez alicerce das sociedades justas e criadoras de bens e de bem estar -, aquilo que vemos acontecer todos os dias é um desvario trágico e funesto. O governo, a sufocar o progresso igualitário, tira da cartola canibalesca coelhos envenenados e, fingindo que reforma, cozinha-os nas universidades e nas escolas.
2. O presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas denuncia "As universidades nunca foram tão prejudicadas" e conclui que não chega o dinheiro para pagar o pessoal de metade das universidades e um terço dos politécnicos. Como há-de chegar para o resto - investigação, actualização, material? Mas eis que a já desgraçadamente famosa ministra da Educação nos comunica - toda ela alegria - que nada sofre o ME com o corte de 342,1 milhões de euros na dotação orçamental. Graças ao corte, o seu sonho concretiza-se: livra-se de milhares de professores. Fecha as portas a cinco mil contratados, reduz destacamentos e afasta da docência os professores com horário zero. Depois (cultiva a contradição e o disse-não-disse), afirma que "globalmente não há professores a mais"... Tudo isto é triste, inquieta e causa náuseas.
3. A educação custa dinheiro ao Estado. Mas economizar no Ensino nada tem de socialista a não ser que se trate da via socialista para a ignorância. Equilibrar, assim, o deficit? Qual? O verdadeiro défice é o cultural e deste é que resulta a crescente pobreza portuguesa. Incentiva- -se o analfabetismo? A Cultura não é distracção gratuita ou folclore, popularucho e anestesiador - o pimba. Não é divertimento inútil. A partir dela se constroem os países, firmemente ancorados no Ensino e na Investigação. Desprestigiar docentes, acusá-los de incompetência e preguiça, sonegar-lhes direitos adquiridos pode ser frutuosa demagogia e oportuno truque eleitoralista. Não serve, porém, o país nem os que querem ensinar nem os que querem aprender a construir uma vida melhor

Cordão humano com três mil professores «cercou» Ministério da Educação


Um abaixo-assinado com mais de 65 mil assinaturas e um cordão humano (molhado) com mais de três mil professores, que «isolou» o Ministério da Educação esta sexta-feira à tarde, marcaram mais um dia de protesto dos docentes contra o Governo.
«É inédito», garantia Mário Nogueira da Plataforma Sindical de Professores, que não escondia a felicidade pela adesão maciça ao protesto.
Durante mais de uma hora, os cerca de três mil manifestantes (2.500 segundo as contas da polícia), percorreram algumas das principais artérias da capital, num cordão humano que ligou o Pavilhão Carlos Lopes e ao Ministério da Educação, na Avenida 5 de Outubro.
Maria de Lurdes Rodrigues foi, mais uma vez, o alvo de todas as críticas dos professores, que enquanto caminhavam, iam gritando palavras de ordem: «Ministra aprende, a gente não se rende»; «A luta continua, ministra para a rua» e «Está na hora, está na hora da ministra se ir embora».
Pelo caminho, os manifestantes - vestidos com gabardinas amarelas, empunhando bandeiras pretas - tiveram de resistir à chuva forte e também às críticas que vinham de alguns automobilistas, mais irritados, que estavam parados no caos do trânsito que entretanto se gerou em consequência do protesto.
Mas os professores também ouviram palavras e buzinadelas de apoio.
«Acho que já ganhámos a população. As pessoas estão ao nosso lado porque já perceberam o que se está a passar», garante Paulo Costa, professor de Inglês em Lourosa, que desceu até Lisboa para participar no cordão humano.
Mas, afinal «o que se está a passar»?
Paulo Costa explica que o tão contestado novo Estatuto da Carreira Docente (ECD), tem apenas como objectivo «reduzir os custos com as remunerações do professores». «Não existem professores de primeira e professores de segunda», reclama o docente, que também está contra as «quotas» criadas pelas novas regras da avaliação desempenho.
De cachimbo na boca e chapéu de chuva na mão, Fernando Varão, professor reformado há 14 anos, também não quis faltar ao protesto, até porque ainda é sindicalista.
Varão acusa o Governo actuar por «razões economicistas» e o Ministério de Maria de Lurdes Rodrigues de estar a tentar «voltar professores uns contra os outros».
Finalmente, o cordão humano chegava à Av. 5 de Outubro. A ideia era cercar o ministério. Os professores eram muitos, por isso o cordão deu mais que uma volta ao quarteirão, para felicidade dos sindicalistas. «Somos muitos!», exclamava um dos professores.
Mário Nogueira, porta-voz da Plataforma Sindical de Professores, também exultava e garantia que a acção «simboliza o isolamento da ministra e da sua equipa junto dos professores da escola pública e da população». Depois, de forma irónica acrescentava: «quem está do lado de fora está em segurança, eles estão mesmo isolados».
Estava a chegar ao fim mais um dia de protestos, mas antes disso, os professores ainda entregaram no ministério da Educação um abaixo-assinado com 65 mil assinaturas contra o Estatuto da Carreira do Docente

Realiza-se hoje a última reunião negocial entre o Ministério da Educação e os sindicatos de professores com vista a um acordo na revisão do Estatuto da Carreira Docente.Esta é a última oportunidade para acordo na negociação suplementar, falhadas que foram as tentativas de acordo durante o período previsto para as negociações.Em Outubro, o Ministério cedeu na avaliação dos professores pelos pais (só se for aceite pelos visados), admitiu extinguir os quadros de zona pedagógica e baixou a fasquia de exigência no acesso à carreira de professor titular (escalão máximo), mas exigiu como contrapartida o fim das acções de protesto. Os sindicatos “não cederam à chantagem” e as negociações terminaram sem acordo.Na última reunião, o Ministério admitiu que os professores no topo de carreira passem automaticamente a titulares (cedendo na exigência de uma prova) e aceitou que as faltas por doença do próprio ou de filho menor de dez anos não contem para efeitos de avaliação. Os sindicatos não aceitaram a proposta.

Prof's entregam 65 mil assinaturas....


O maior abaixo-assinado de professores de sempre, com 65 mil subscritores, foi ontem entregue no Ministério da Educação (ME) pelos sindicatos do sector, perante mais de 2.500 docentes que nas ruas voltaram a pedir a demissão da ministra. Arrumado em sete caixas de cartão, o documento contra a proposta da tutela de revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD) foi entregue por uma delegação da plataforma reivindicativa ao secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, no final de um cordão humano de protesto, que cercou com três voltas as instalações do ME. "Mais de 65 mil professores expressaram o seu desacordo com uma proposta de estatuto que representa a liquidação da profissão docente e a degradação das condições de trabalho e da dignidade dos professores. Esperamos que contribua para que o Ministério altere as suas posições", afirmou Mário Nogueira, porta-voz da plataforma sindical. O processo de negociação suplementar relativo à revisão do ECD começou quinta-feira, tendo a tutela apresentado uma nova versão da sua proposta, tal como JN adiantou ontem, com alterações que os sindicatos classificaram como "passos importantes que abrangem directamente milhares de professores e que só foram possíveis graças à luta persistente" dos docentes. Apesar de se congratularem com estas mudanças, as organizações sindicais garantiram ontem que "não há qualquer possibilidade de acordo" com o ME, uma vez que se mantêm os aspectos mais contestados como a divisão da carreira em duas categorias, a introdução de quotas para aceder à mais elevada e a avaliação de desempenho dependente de critérios como os resultados escolares e as taxas de abandono dos alunos. O secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, admitiu ontem introduzir novas alterações à proposta de revisão do ECD na última ronda negocial com sindicatos, segunda-feira, ressalvando tratar-se de "matérias de pormenor". "É possível que na segunda-feira haja mais alguns acertos. Há várias matérias sobre as quais estamos ainda a estudar a possibilidade de fazer um esforço de aproximação [aos sindicatos], embora em matérias já de pormenor", afirmou Jorge Pedreira.



Carta aberta ao Dr. António Almeida Santos
(Ex-Presidente da A.R.)


Pedindo desculpa pela insistência, estou, de novo, a escrever-lhe mais uma carta, depois de ler o 2.º volume das suas “Quase Memórias”, no referente à descolonização de Timor, por indicação de alguns amigos.
Recebi a sua missiva em 9-11-2006, onde refere ter tomado conhecimento de uma minha “carta aberta”, que coloquei no site do PortugalClub (Internet), um mês depois de a ter remetido através do sede do PS/Largo do Rato, e onde referia que “reservava o direito, desde já, de vir a divulgar esta carta nos órgãos de Comunicação Social”. Tal não aconteceu, apesar de ter tentado num diário e dois semanários, pelo que concluo estar a liberdade de Imprensa em Portugal “muito em baixo” … O seu texto é verdadeiramente surpreendente, tal como os elogios ao meu livro “Memórias da Revolução; Portugal 1974-1975”.

Desta vez estou muito indignado com os erros cometidos, face às suas deduções em relação ao livro “Timor; Abandono e Tragédia” (Editora Prefácio - 2000), publicado em co-autoria com o Coronel Morais da Silva. Curiosamente, enquanto autores, ele é promovido a general e eu despromovido a tenente-coronel…, quando bastava verificar as breves notas biográficas constantes da contracapa.
Enquanto que, em relação ao 1.º volume, as incorrecções diziam respeito a outras pessoas, desta vez têm a ver com as suas invenções em relação à minha pessoa e que passo a referir.

1. Na pág. 348, depois de apresentar uma versão de Lemos Pires sobre a actuação de Maggiolo Gouveia, afirma:
(…) Mas esta versão não é única. O tenente-coronel Manuel A. Bernardo, no livro Timor; Abandono e Tragédia, que publicou recentemente, em co-autoria com o general Morais da Silva, diz que Maggiolo Gouveia, na noite de 10 para 11 de Agosto, “foi feito prisioneiro; e os seus guardas, sob a chantagem de matarem o seu comandante, detido como refém, foram obrigados a aderir”. Maggiolo, adita ainda, escreve uma carta ao governador, logo a seguir uma segunda, pedindo que não negociasse a sua libertação e que não se preocupasse com ele. Mesmo assim, o governador o mandou o major Barrento (seu cunhado e CEME muitos anos depois, acrescento eu) ao acampamento da UDT para prosseguir as negociações. Durante esse tempo, Maggiolo Gouveia esteve realmente preso” (pág. 142).
Bernardo, à época, estava em Timor. (mentira!, acrescento eu)
O próprio Lemos Pires confirma esta parte do relato de Bernardo, ao escrever (ob. cit. pág. 216) que “Maggiolo Gouveia terá afirmado ao major Barrento que não fizesse nada pela sua libertação, porque junto da UDT os poderia moderar” (…)
E a seguir, o autor Almeida Santos, refere que também João Carrascalão, líder da UDT, em declarações à imprensa, em 3-8-1976, veio confirmar esta versão…
O autor Almeida Santos (ex-Ministro da Coordenação Interterritorial), que tinha a obrigação de conhecer o comandante militar de Timor, Tenente-Coronel José Magalhães (n.º 2 na hierarquia do poder no território), confundiu este oficial comigo, dando como certa a minha presença em Timor, onde nunca fui até à presente data, e considera as suas declarações, no meu texto “Descolonização de Timor; 1974-1975”, incluídas no livro “Timor; Abandono e Tragédia”, como sendo minhas! (vide pp. 141 a 145). Daí o atribuir-me o posto de tenente-coronel, quando á altura dos factos eu era major e me encontrava em Lisboa …

2. Na sequência do mesmo equívoco, as afirmações mais graves seriam feitas mais à frente (pp. 350 e 351):
(…) “Maggiolo Gouveia”, conclui Lemos Pires, “foi uma das vítimas do processo de descolonização de Timor. … Acabou por ser mártir às mãos vingativas dos seus carrascos” (Lemos Pires, ob. cit., págs. 216, 217 e 218).
Amaro Bernardo, testemunha presencial do seu comportamento (mentira!, acrescento eu, pois quem lá estava e fez estas afirmações foi José Magalhães, em 1976), escreve a propósito, a pág. 142 do seu citado livro: “De 14 a 20 circulou por Díli, desarmado, falou comigo várias vezes, ia à porta dos quartéis tentar aderentes para a UDT, e o seu estado de alteração profunda era evidente, chegando os testemunhos a considerá-lo com indícios de loucura. Nós falávamos com ele e nem nos ouvia. Vociferava e desaparecia de repente, sem possibilidade de diálogo.
Nem sequer se tentou detê-lo, para não complicar a situação, pois o governador tentava, a todo o custo, travar as ameaças de uma guerra civil”.
No mesmo sentido, o tenente-coronel Jaime Magalhães (novo erro, acrescento eu, pois o comandante militar é José e não Jaime e foi entrevistado por mim (2000), em Miraflores/Algés, onde reside) confirma que ele “andava transtornado e que, uma vez, esteve à porta do Quartel-General agarrado à cancela da entrada a discursar para o pessoal do interior. Eu cheguei lá e o oficial de dia, um aspirante, disse-me: “Por favor, tire-me daqui o Maggiolo, pois eles matam-no”. Fez cenas idênticas junto da nova Polícia Militar e de outras unidades de Díli” (ibidem, pág. 143).

Todas estas declarações do Tenente-Coronel José Magalhães estavam inseridas no capítulo VI. O Comandante Militar e a actuação de Maggiolo Gouveia (no livro “Timor Abandono e Tragédia”) e na p. 141, em nota pé de página, eu indicava ser A Capital de 6-7-1976, a fonte das afirmações deste comandante militar. Se tivesse dúvidas sobre a identidade do militar a ocupar este cargo, poderia verificar nesse jornal ou mais à frente nas pp. 154, 155, 156 e 158, onde o seu nome é por várias vezes referido nas legendas das fotografias (reuniões em Dilí, Ataúro e Banguecoque) e referido como desempenhando essas funções.

Não pretendendo fazer qualquer análise sobre o extenso texto do autor Almeida Santos, nem sobre as suas apreciações em relação ao comportamento do meu co-autor do livro em causa, Coronel Morais de Silva (ex-general graduado e ex-CEMFA) gostaria apenas de salientar o papel muito importante da actuação da Igreja Católica, quer na resistência ao invasor indonésio, quer na denúncia das torturas e fuzilamentos, pela FRETILIN, de timorenses presos, em 1975/1976. Foi numa das várias valas comuns, na área de Aileu, em Timor, que os restos mortais de Maggiolo Gouveia foram localizados pelo seu filho, Dr. Rui Maggiolo, com o apoio, entre outros, de elementos da Igreja timorense.
Segundo Mari Alcatiri (então n.º 2 da FRETILIN), em declarações a um jornal australiano, em Maio de 2000, foram 150 os prisioneiros fuzilados pelos militares da FRETILIN, encontrando-se entre eles, além de Maggiolo Gouveia (morto nas vésperas do Natal de 1975), José Osório Soares, Presidente da APODETI e César Mouzinho, ex-Presidente da Câmara Municipal de Dilí. (Ob. cit. p. 94). Outras fontes (indonésias) referem terem sido mais de um milhar as vítimas dos massacres realizados em Aileu, Maubisse e Same, entre 9-12-1975 e 20-1-1976. (Paradela de Abreu. Timor; a Verdade Histórica. Lisboa, Ed. Nova Dinastia, 1997)
Posso ainda acrescentar que todo este processo nasceu com uma investigação feita por mim desde o início de 2000, a solicitação do Coronel Morais da Silva. Depois, em Junho desse ano, face aos rumores de que o CEME, General Martins Barrento (major em Díli em 1975) não queria que o nome de Maggiolo Gouveia fosse inscrito no memorial do Monumento aos Combatentes do Ultramar (depois confirmados), pus a circular um abaixo assinado no dia 10 de Junho, no Restelo, que seria remetido à Liga dos Combatentes (Bernardo, ob. cit., pp. 256 e 257).
Depois de publicado o livro em causa com a participação de D. Maria Natália Gouveia, e de ter sido conseguida a referida inscrição, por decisão, depois de votação “suada”, daquela Liga, o camarada e amigo Coronel José Pais, (falecido em Fevereiro passado), com o acordo da família, lançou a ideia na imprensa de trazer para Portugal os restos mortais do malogrado oficial. Foi constituída uma comissão de apoio à família para conseguir este objectivo, com quatro coronéis: Morais da Silva, José Pais, Manuel Bernardo e Nuno Roque.
Conseguimos “aliciar” para estas diligências o Padre Vítor Milícias, amigo e compadre de um dos elementos da comissão, que de facto deu todo o apoio possível na sua qualidade de Alto Comissário para Timor-Leste.

À semelhança do solicitado na carta anterior, venho exigir que a verdade dos factos referidos em 1. e 2. seja reposta, em futuras edições do livro “Quase Memórias”. Para satisfação dos meus leitores - dada a consideração que eles me merecem -, esta carta será de imediato publicada (onde for possível) num dos OCS deste cinzento mundo dos media, existente em Portugal. Em caso contrário seguirá o mesmo destino da primeira: a divulgação num site da Internet…

Manuel Amaro Bernardo
Coronel Inf.ª Reformado

Prof não é uma profissão como as outras...

Apesar das "cedências" que não passaram de uma estratégia maquiavelicamente planeada para justificar as supostas "negociações" (refiro-me à questão da gravidez e doença), este desabafo põe a nú as verdades do nosso dia-a-dia que importa que todos os que NÃO SÃO PROFESSORES conheçam e assumam. A nossa NÃO É UMA PROFISSÃO COMO AS OUTRAS !

Não nos deixemos enganar: a nossa luta ainda não terminou: continuemos a dizer NÃO à prepotência, à existência de duas carreiras e às quotas !

Irene Bernardo
Olá a todos.Recebi este mail e achei que devia encaminhá-lo. Como diz é apenas um desabafo, pois tanta coisa falta na lista das indignações com as quais lidamos todos os dias.Mas reencaminhemo-lo também para essa senhora que tem por endereço gme@me.gov.pt para que ela saiba que está sozinha e que nós somos muitos a quem ela desconsidera e mal-trata.
NÃO TÊM O DIREITO DE NOS TRATAR ASSIM !"Sinto-me insultada, humilhada" - ouvi colegas dizerem repetidamente nos últimos tempos. É em nome dos muitos docentes que partilham esta mágoa e no meu próprio que quero expressar a minha opinião.
Costumo dizer que, de tanta pancada, me sinto dolorida. "Eles", leia-se Ministra e o Governo que a apoia, NÃO TÊM O DIREITO DE NOS TRATAR ASSIM.

Sempre me senti orgulhosa e honrada por, através da minha profissão, colaborar com as Famílias na formação dos seus filhos e meus alunos e contribuir para que eles se tornassem cidadãos responsáveis e participativos nas comunidades em que se viessem a integrar. Agora apontam-me o dedo acusatório e fazem-me sentir culpada do falhanço cultural de um país?Senhora Ministra, V. Exª que é professora, quantos anos exerceu funções docentes? Que Portugal percorreu, com malas e filhos às costas até conseguir instalar a sua vida num local definitivo e finalmente poder proporcionar alguma estabilidade à sua família ? Durante quantos anos o seu local de trabalho foi em locais remotos, com buracos no chão e no tecto, com o frio a tolher-lhe os movimentos? Quantas vezes teve alunos a necessitar, muito mais do que aprender a ler, de uma refeição quente, ou de um colo onde encontrar o afecto que lhe faltava em casa?Não sei a sua resposta, mas se o seu percurso profissional não se revê no que eu acabo de descrever, então Srª Ministra, desculpe, mas não admito que decida o que quer que seja, em meu nome e sem me ouvir! Tenho 34 anos de serviço e apesar de me ter quase sempre sentido desconsiderada pelos sucessivos governos do meu país, nunca desisti dos meus alunos e fui professora, enfermeira, mãe, psicóloga, assistente social e colmatei todas as situações em que as obrigações dos governos iam falhando.
Obviamente, tendo iniciado funções docentes em 1972, assisti a inúmeras tentativas falhadas dos governos de introduzir medidas reformadoras no ensino, sem nunca pararem para fazer uma avaliação credível e sempre ao sabor da orientação dos Ministros que se foram sucedendo, quase sempre fingindo que ouviam os professores.

E agora hábil e maquiavelicamente a Ministra faz, num total desrespeito pelos docentes deste país, passar a mensagem de que a culpa do insucesso governativo na área da educação é dos professores. Assisto ao ataque mais violento que desde o regime fascista foi feito à minha condição de Docente e de Mulher, com as medidas que a Ministra propõe no novo ECD. Poderia exemplificar com inúmeras histórias de mulheres professoras que conheço mas vou falar do meu caso que representa uma faixa etária de quem, pensando até há pouco tempo estar em fim de carreira, se assombra e ainda não acredita no injusto e violento abanão que o país pela voz da Ministra lhe está a infligir:
- Com o meu tempo de serviço passarei a Professor Titular destacando-me dos meus colegas que serão APENAS Professores ou ainda menos, candidatos a professores e assim poderão ficar indefinidamente porque o sistema de avaliação é tão repressivo que muito dificilmente poderá progredir mesmo que tenha um desempenho exemplar, porque as quotas fixarão o número de professores bons que uma escola pode ter.

- Sendo Coordenadora de Departamento terei de avaliar os meus colegas com todos os problemas pessoais que daí podem surgir e serei avaliada pelos pais dos alunos com todo o tipo de pressões e conflitos que inevitavelmente ocorrerão.
- Terei de assistir à repressão prevista para se abater sobre as minhas colegas, Mulheres em idade fértil, que tiverem a péssima ideia de quererem realizar-se como Mães porque nesse ano não serão avaliadas e nos anos seguintes se precisarem de faltar mais de cinco dias, serão castigadas com a avaliação de Insuficiente, correndo o risco de serem afastadas da carreira !!!!! Inacreditável!
Uma mulher que pretende penalizar outras mulheres por estes motivos não andou na Faculdade de Letras em Lisboa nos aos 70-74, a ser perseguida e a levar bastonadas da polícia de choque Marcelista que nos espancava, mesmo em estado de gravidez adiantada até nos fazer abortar.

- O meu discurso parece exageradamente dramático ? Não é !!!
- O que é DRAMÁTICO é a maneira injusta e cruel como a opinião pública está a julgar e crucificar em praça pública os professores deste país, deixando-se influenciar pelos habilidosos discursos de quem sabe que o elo mais fraco do sistema educativo são os docentes, sendo estes portanto o alvo ideal para o povo descarregar a sua frustração e raiva pelo rumo que o país está a tomar, em viagem vertiginosa para outra ditadura.
úcia Maria de Mello Serpa

sexta-feira, novembro 17, 2006




Estudantes do Secundário protestam contra aulas de substituição

Marta Rangel 2006-11-17

No mesmo dia em que começaram oficialmente as negociações suplementares do ECD, centenas de alunos convocaram um protesto contra as aulas de substituição.
Alunos do Ensino Secundário protestaram ontem em vários pontos do País contra as aulas de substituição, numa iniciativa convocada por mensagens de telemóvel (SMS) e Internet, que terminou com a realização de uma greve e o encerramento de algumas escolas."Greve de alunos 16 de Novembro contra as substituições. Mensagem a rodar. Passem!" foi uma das mensagens que circulou desde o início do mês por telemóveis e sistemas de conversação instantânea na Internet.Joana Ferreira, aluna da Escola Secundária Leal da Câmara, em Rio de Mouro, disse, em declarações à agência Lusa, que está "contra as aulas de substituição" porque "não têm sentido nenhum". Na sua opinião, em vez de utilizarem "saudavelmente o tempo", os alunos ficam "fechados nas salas de aula a jogar às cartas, por exemplo". Maria Loureiro, da Escola Secundária de Camões, é da mesma opinião e aponta o dedo ao Ministério da Educação: "Antes de criar aulas de substituição, o Ministério devia preocupar-se com os métodos para a sua concretização", afirmou. "Em vez de estarmos fechados numa sala de aula devíamos estar a aproveitar os recursos que a escola nos oferece, como a biblioteca, as salas de computadores ou as salas de estudo", acrescentou.Em Lisboa, cerca de 400 estudantes de várias escolas secundárias manifestaram-se em frente ao Ministério da Educação (ME), onde decorre a vigília dos professores. Gritavam palavras de ordem como "Mostra a tua indignação, diz não às aulas de substituição" ou "Eu não vou daqui para fora, enquanto a ministra não se for embora".O protesto obrigou ao corte de trânsito, durante a manhã, no sentido sul-norte da Avenida 5 de Outubro - uma situação que acabou por ficar normalizada por volta das 13h45, quando apenas cerca de 100 alunos permaneciam junto às instalações do ME.Na região de Lisboa, as escolas secundárias Fonseca Benevides e Braamcamp Freire foram encerradas a cadeado durante a manhã. Na escola básica do 2.º e 3.º ciclos Gonçalves Crespo, na Pontinha, registaram-se desacatos: os alunos impediram a entrada dos professores e um aluno de 15 anos agrediu um agente da PSP.Na quarta-feira, a Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL) tinha enviado a todos os estabelecimentos de ensino um ofício que estabelecia o que fazer em caso de encerramento a cadeado. A DREL ordenava os conselhos executivos a chamar a polícia e a identificar os autores.No Porto, o protesto quase não se fez sentir. A agência Lusa contactou várias escolas secundárias, que se encontravam a funcionar com normalidade. Apenas cartazes afixados em vários pontos da cidade, que informavam a realização de uma manifestação de estudantes do Ensino Secundário, no dia 22, na baixa do Porto, eram o único sinal relacionado com a manifestação. Em Coimbra, a repercussão também foi reduzida: uma concentração de estudantes que estava marcada para o meio-dia ainda não tinha sequer começado por volta das 13 horas.Mais impacto teve a iniciativa no Alentejo, onde os alunos aderiram em força à greve, registando uma adesão de 80% a 90% na Secundária São Lourenço, em Portalegre, e cerca de 50% na Secundária Diogo de Gouveia, em Beja.Em Évora, os alunos bloquearam com pregos as entradas da Secundária Gabriel Pereira, enquanto no litoral alentejano mais de duzentos estudantes protestaram nas ruas de Alcácer do Sal, com a greve a fazer-se sentir igualmente nos concelhos de Sines e Santiago do Cacém. No Algarve, cerca de 200 estudantes manifestaram-se nas ruas de Faro e foram mesmo recebidos pelo governador civil da cidade, a quem entregaram uma moção com as suas reivindicações.Segundo disse à agência Lusa o director regional de Educação, a jornada de luta não originou, no entanto, quaisquer fechos de escolas nesta região. O protesto de alunos chegou também à Madeira, onde os estudantes da escola básica e secundária da Ponta do Sol, no Funchal, mantiveram os portões encerrados durante 30 minutos.Já nos Açores não houve qualquer tipo de protestos dos estudantes do Ensino Secundário.Perante o facto de os protestos dos alunos contra as aulas de substituição se terem desenrolado no mesmo dia do arranque da negociação suplementar relativa ao Estatuto da Carreira Docente (ECD), o secretário de Estado adjunto da Educação, Jorge Pedreira, disse estranhar a coincidência óbvia: "Queria registar, e ao mesmo tempo lamentar, que haja esta tentativa de perturbação da vida normal das escolas, por coincidência no mesmo dia em que retomamos a negociação sobre o Estatuto da Carreira Docente", afirmou o responsável, em conferência de imprensa.Questionado pelos jornalistas sobre se estava a insinuar que o protesto dos alunos tinha sido combinado com os professores, que estão em vigília à porta do Ministério da Educação (ME) desde quarta-feira, Jorge Pedreira declarou: "Estou a querer dizer apenas isto - a coincidência é óbvia e mais nada".Perante acusações proferidas pela Juventude Socialista (JS), a FENPROF já emitiu um comunicado a negar "estar na base da acção de protesto desencadeada por alguns estudantes no dia 16 de Novembro". Esta organização sindical garante que, a FENPROF tal como as restantes organizações sindicais de professores, "apenas tomou conhecimento da iniciativa no próprio dia face aos desenvolvimentos publicamente conhecidos". Perante os protestos dos mais de 400 estudantes, só em Lisboa, contra as aulas de substituição, Jorge Pedreira aconselhou os alunos a apresentarem as suas queixas junto dos conselhos executivos e garantiu que a tutela "dará todo o apoio para a resolução desses problemas"."Há normas e orientações da parte do Ministério que permitem assegurar as aulas e actividades de substituição com qualidade e maior significado pedagógico. Há todas as condições para esse efeito. É, fundamentalmente, uma questão de organização", afirmou.Em declarações aos jornalistas, Jorge Pedreira garantiu que a solução "não passa por acabar com as aulas de substituição" e criticou a forma como os estudantes escolheram protestar: "Penso que os estudantes têm todo o direito de se manifestar e protestar. Penso que fazê-lo nos moldes em que o estão a fazer, nas ruas, não resolve nada", defendeu.
Aulas de substituição
(Artigo no " Público")
O problema destas aulas resulta essencialmente da legislação proposta pelo Secretário de Estado, que não faz a mínima ideia do que é ser professor.
Dá ideia que a formação dele é essencialmente religiosa.
Passo a explicar:
se por acaso um padre adoece, a missa pode ser dada por outro prelado
O génio deste Secretário de Estado, ainda com a ideia cabotina que o professorado é um sacerdócio, "pensa" que sacerdócio quer dizer troca de sacerdote; daí a facilidade com que ele se propõe resolver as aulas de substituição: falta um professor de Matemática, nada de pânico:pega-se na planificação do dito, vai-se à sala de profs, arrebanha-se um que esteja disponível (o professor de Moral, Trabalhos Oficinais, Inglês, História, etc e, está resolvido o problema).
Com secretários destes, todos os problema se resolviam.
Ex: Medicina: o operador não veio? Fácil de resolver...
Ele que mande a planificação da transplantação coronária que o dentista, que está de folga, faz essa operação...
Como é possivel que este génio tenha perdido tanto tempo como vereador numa câmara do interior e tenha levado o país à degradação em que está?
Promovam-no ou internem-no que eu, como estou de folga, opero-o.

Assuntos de interesse - Publicações


Os Colégios dos Meninos Órfãos (séc. XVII-XIX )
Ana Isabel Marques Guedes

A necessidade de acautelar as pessoas e os bens de um importante grupo demográfico, assegurando, tanto quanto possível, a estabilidade e a reprodução sociais levou, desde tempos remotos, à criação de instituições específicas para acolher as crianças órfãs. Em Portugal, as instituições para órfãos florescem a partir de Quinhentos, com a criação do colégio de Lisboa, seguido de outras nas principais cidades do reino nos séculos posteriores. As estratégias desenvolvidas em torno dos alunos variaram, ao longo dos tempos, de instituição para instituição. A capacidade de adaptar o projecto educativo às necessidades das comunidades onde se inseriam ditou a sobrevivência de cada um dos colégios, fazendo com que a sua influência se pudesse prolongar num espaço e num tempo substancialmente diferentes.

Data de Publicação: 01-10-2006
Nº de Páginas: 274
ISBN: 972-671-176-2
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Fórum Gulbenkian Imigração: A União Europeia e a Imigração
“A União Europeia e a Imigração" é o título da Conferência sobre a Agenda Comum para a Integração e a Abordagem Comum em matéria de Gestão da Imigração Económica, que contará com a participação do vice-presidente da Comissão Europeia e Comissário Europeu para a Justiça, Liberdade e Segurança, Franco Frattini, e da Network of European Foundations. Esta Conferência terá lugar no Auditório 2 da Fundação Gulbenkian no dia 21 de Novembro, às 15h00.

A imigração é um dos temas que, espontaneamente, os cidadãos europeus citam como exemplo de questão que deveria ser objecto de uma acção concertada mais aprofundada a nível da União Europeia.
De certo modo, pode dizer-se que a percepção dos fenómenos migratórios, por parte da opinião pública nos países europeus, é muito clara no sentido de compre­ender que já não se mostram suficientes as soluções puramente nacionais. Como fenómeno global, exige respostas globais. Tanto na vertente da regularização dos fluxos migratórios como no plano da integração dos imigrantes nas sociedades europeias para onde vêm viver e trabalhar e para onde trazem as suas famílias.
Desde há vários anos que a União Europeia, com particular destaque para a acção da Comissão e do Parlamento Europeu, tem vindo a desenvolver políticas de imigração nessas duas vertentes, a das políticas de admissão e as de integração. A adopção de legislação europeia e a definição de regras de cooperação admi­nistrativa, entre os Estados membros da União, repre­sentam uma experiência única de regulação regional dos fluxos migratórios.
No ano em que as Nações Unidas escolheram a ligação da imigração e do desenvolvimento como tema da recente Assembleia Geral, parece particularmente oportuno fazer o balanço do contributo da União Europeia e perspectivar os desafios e as linhas de evolução futura destas políticas no âmbito europeu.
Num contexto onde as preocupações de segurança têm um impacto directo sobre as próprias políticas de imigração e onde as diferenças culturais estão no centro das atenções de todos os que curam da coesão das nossas sociedades, cabe à União Europeia assumir um protagonismo activo na promoção da cooperação entre os Estados e na mobilização da sociedade civil para as tarefas do diálogo entre culturas e da integração bem sucedida dos imigrantes nos vários países europeus.
Ninguém melhor do que o mais alto responsável por estas políticas no âmbito da Comissão Europeia, o Vice-Presidente Franco Frattini, para suscitar esta reflexão e este debate no âmbito do Fórum Gulbenkian Imigração.

Programa

15:00
Abertura
Emílio Rui Vilar
Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian

António Costa
Ministro de Estado e da Administração Interna

15:20
Políticas da União Europeia de imigração
e integração de imigrantes

Apresentação
António Vitorino
Comissário do Fórum Gulbenkian Imigração

Conferência
Franco Frattini
Vice-Presidente da Comissão Europeia e Comissário com o pelouro da Justiça, Liberdade e Segurança

Debate

16:30
European Programme for Integration and Migration (EPIM)

Apresentação do Projecto
Françoise Pissart
Presidente do Steering Committee do EPIM

Intervalo

17:15
Plataforma sobre Políticas de Integração
e Acolhimento de Imigrantes

Apresentação da Plataforma
Emílio Rui Vilar / Isabel Mota

Cerimónia de Assinatura da Plataforma
e do Acordo de Adesão

18:15
Encerramento
Ministério da Educação submete à consulta pública, até 12 de Dezembro, um Anteprojecto de Proposta de Lei sobre Manuais Escolares que, posteriormente, e após aprovação em Conselho de Ministros, será apresentado à Assembleia da República.
Para mais informações consulte http://www.netprof.pt/pdf/anteprojectoManuais.pdf
Ministra ameaça empregosA ministra da Educação anunciou segunda-feira, na Assembleia da República, pretender reconverter profissionalmente milhares de docentes para áreas de apoio como a biblioteca, a manutenção dos edifícios, o apoio jurídico, o apoio social e outras tarefas levou a plataforma, em comunicado, a denunciar o que considera ser a tentativa para «reconverter os docentes a outras áreas profissionais».Ao salientar que não há professores a mais no sistema, a plataforma sindical salienta que a existência de professores em excesso é devida ao encerramento de escolas, a cortes na educação especial, à integração de escolas secundárias em agrupamentos e ao aumento dos horários de trabalho dos que são colocados.A plataforma salienta o anunciado corte de 343 milhões de euros em salários, a efectuar através da redução de mais do que os 5 mil contratados que a ministra tinha anunciado e o bloqueio à entrada de novos docentes.Segundo a Fenprof, no Orçamento de Estado para 2007 estão previstos cortes de 16 por cento na Educação e 16 instituições receberão menos dinheiro para salários do que este ano. A federação sindical lembra que as despesas com pessoal já ultrapassam, actualmente em 6 por cento, o valor dos respectivos orçamentos.