segunda-feira, outubro 29, 2007
Permuta de professores
Novo sistema de avaliação de desempenho de professores

O Conselho de Ministros aprovou o projecto de decreto regulamentar que define os mecanismos indispensáveis para a aplicação do novo sistema de avaliação de desempenho dos professores.
O novo regime de avaliação, mais exigente e com efeitos no desenvolvimento da carreira, tem como principal objectivo a melhoria dos resultados escolares dos alunos e da qualidade das aprendizagens, proporcionando condições para o desenvolvimento profissional dos docentes, tendo em vista o reconhecimento do mérito e da excelência.
De acordo com estes princípios, a avaliação de desempenho tem como referência os objectivos e as metas fixados no projecto educativo e no plano anual de actividades dos agrupamentos e das escolas, podendo ainda considerar os objectivos definidos no projecto curricular de turma.
São ponderados, igualmente, os indicadores de medida previamente estabelecidos pelas escolas, nomeadamente quanto ao progresso dos resultados escolares esperados para os alunos e à redução das taxas de abandono escolar, tendo em conta o contexto sócio-educativo.
Os objectivos individuais da avaliação de desempenho são fixados por acordo entre os avaliadores e professor avaliado, com base numa proposta por este apresentada, no início do período em avaliação.
O sistema de avaliação de desempenho abrange os professores em exercício efectivo de funções, incluindo os docentes em período probatório e os contratados, bem como aqueles que se encontram em regime de mobilidade em organismos da Administração Pública, que são avaliados nesses organismos segundo as funções que aí exercem.
A avaliação dos professores titulares que exercem as funções de coordenadores do conselho de docentes e de departamento curricular é igualmente regulamentada, clarificando-se que estes docentes também são avaliados pelo exercício da actividade lectiva.
A avaliação realiza-se no final de cada período de dois anos escolares e reporta-se ao tempo de serviço prestado nesse período. Para tal, é necessário que os professores tenham prestado serviço docente efectivo durante, pelo menos, um ano escolar, independentemente do estabelecimento de ensino onde exerceram funções. Este tempo pode ser inferior no caso dos docentes contratados, realizando-se a avaliação no termo do contrato.
Os avaliadores, no âmbito deste processo, são os coordenadores dos departamentos curriculares e os presidentes dos conselhos executivos ou os directores. A prática lectiva dos coordenadores dos departamentos curriculares é avaliada por inspectores em termos a regulamentar.
A comissão de coordenação da avaliação de desempenho, a quem cabe validar as classificações de Excelente, de Muito Bom e de Insuficiente, é integrada pelos presidentes do conselho pedagógico, que assumem a coordenação, e por quatro outros membros do mesmo conselho com a categoria de professores titulares.
Fases do processo de avaliação
O processo de avaliação processa-se de acordo com as seguintes fases, estabelecidas de forma sequencial:
- Preenchimento da ficha de auto-avaliação;
- Preenchimento das fichas de avaliação pelos avaliadores;
- Conferência e validação das propostas de avaliação com a menção qualitativa de Excelente, de Muito Bom ou de Insuficiente, pela comissão de coordenação da avaliação;
- Realização de entrevista individual dos avaliadores com o respectivo avaliado;
- Realização da reunião conjunta dos avaliadores para atribuição da avaliação final.
A diferenciação dos desempenhos é assegurada pela definição de patamares de exigência que se concretizam na fixação de percentagens máximas para a atribuição das classificações de Muito Bom e de Excelente, por agrupamento ou por escola, tendo como referência os resultados obtidos na respectiva avaliação externa.
domingo, outubro 28, 2007
Educação: BE acusa direita de financiar escolas da Opus Dei e Governo de apresentar falsos"rankings"
"Os rankings não pretendem esclarecer nada do ponto de vista da informação, pelo contrário, procuram criar uma mistificação gigantesca, criar uma fraude absoluta para confundir os pais, alunos e professores", criticou Francisco Louçã durante a sessão de encerramento do fórum "Educação pela igualdade", que decorreu em Lisboa.
De acordo com o líder bloquista, trata-se de uma "deturpação da liberdade de escolha" de pais e alunos em detrimento "dos representantes políticos da direita e da extrema direita", que classificou de "meros encarregados de negócios da privatização do ensino".
"Na verdade, liberdade de escolha existe desde sempre, é absolutamente possível a qualquer pai ou mãe escolher a escola para os seus filhos. O que verdadeiramente está em causa nesse projecto é outra coisa muito diferente: é tentar obrigar os contribuintes a financiarem escolas privadas e, nomeadamente, torná-las indiferentes em relação à obrigação de serviço público que a escola pública representa", considerou.
Se, considerou Louçã, "o objectivo é tão simples assim, é meramente conseguir alguns milhões orçamentais para o financiamento do ensino priivado para as escolas confessionais, mais vale tratar o assunto como ele tem que ser tratado".
Ou seja, "se a 'Opus Dei' quer dinheiro e se a direita e a extrema direita querem dinheiro para as escolas da 'Opus Dei', pois olhem por onde o dinheiro pode vir", disse.
E ironizou: "Jardim Gonçalves provou recentemente que é um homem de uma mesada extremamente generosa, bastaria que ele perfilhasse este projecto para resolver por inteiro as dificuldades de financiamento desta operação das escolas privadas".
Francisco Louçã não poupou críticas ao Governo de José Sócrates e acusou o ministério da tutela de instalar a "confusão" com a divulgação dos rankings das melhores escolas do país.
"Os rankings servem exclusivamente para esta operação ideológica e para esta confusão", salientou, atribuindo ao Ministério da Educação a responsabilidade na promoção do abandono escolar em Portugal.
"As escolas temem os resultados no fim do ano e esse efeito competitivo é o que leva a que muitos dos alunos que não têm resultados sejam empurrados para serem excluídos para que não estejam no dia do exame. O que é preciso é que não apareçam, porque se aparecerem a média pode ser prejudicada", frisou.
Em função deste processo "temos a irresponsabilidade para a exclusão", disse ainda.
Perante esta realidade apontada pelo Bloco de Esquerda, o líder referiu que o partido se sente "obrigado a apresentar uma proposta sobre a indisponibilidade da informação a que pais, estudantes e professores têm direito para saberem o resultados escolares em função daquilo que conta: o território, a região, o lugar, a estrutura social, o número de alunos levados a exame".
Esta é, segundo o BE, a única forma de "assumir o compromisso de usar essa informação para corrigir as distorções e para incentivar e actuar nas escolas que têm resultados mais eficientes".
SMS.
Lusa/Fim
Alunos mais difíceis seguidos de perto
Alexandra Inácio e Fernando Basto
PGR quer saber números da indisciplina escolar
sexta-feira, outubro 26, 2007
Novas regras para avaliação dos professores
Matemática desilude
Nas 1.292 escolas do ensino básico onde se realizaram exames nacionais do 9º ano, apenas 179 tiveram este ano uma nota média igual ou superior a três, numa escala de um a cinco, com quatro em cada cinco escolas com média negativa a Matemática.
( 18:24 / 25 de Outubro 07 )
Segundo dados do Ministério da Educação (ME), quase três em cada quatro estabelecimentos de ensino (73,9 por cento) conseguiram ter positiva nos exames, mas apenas por arredondamento, com médias iguais ou superiores a 2,5. Na lista das dez escolas com melhores resultados nos exames nacionais de Língua Portuguesa e Matemática do 9º ano, nove são privadas e apenas uma é pública, sendo a maioria dos distritos de Lisboa e Porto. Na Matemática, mais de oitenta por cento das escolas (quatro em cada cinco) tiveram média negativa no exame. Dos 1.292 estabelecimentos de ensino onde decorreram provas, só 222 (17 por cento) alcançaram uma média igual ou superior a 2,5, numa escala de um a cinco. A prova de Matemática revelou-se um «desastre», uma vez que três em cada quatro alunos tiveram nota negativa, um desempenho ainda mais negro do que o registado no ano passado. As negativas acentuaram-se significativamente, passando de 63 por cento em 2006 para 72,8 por cento este ano. No Português, só duas escolas do ensino básico tiveram média negativa no exame nacional de Língua Portuguesa do 9º ano. Em todos os estabelecimentos de ensino onde a 19 de Junho decorreu esta prova, 99,9 por cento alcançaram uma média igual ou superior a 2,5. Quase nove em cada dez alunos «passaram» no exame de Língua Portuguesa, uma prestação muito acima do registado no ano passado, quando apenas 54,5 por cento dos estudantes tiveram positiva. Entre os cerca de 96 mil alunos que realizaram a prova, apenas 0,2 por cento (156) obtiveram nível 01, o mais baixo da escala, e 13,5 por cento (12.953) não foram além do nível 02, ainda negativo.
BE vai apresentar programa para o combate ao insucesso escolar
Lisboa, 25 Out (Lusa) - O Bloco de Esquerda vai apresentar um projecto de combate ao insucesso e abandono escolar, durante o II fórum dedicado ao sector da Educação, promovido pelos bloquistas sexta-feira e sábado em Lisboa.
"Um novo compromisso pela escola pública" é o tema do II Fórum da Educação promovido pelo Bloco de Esquerda, em Lisboa, entre sexta-feira e sábado em Lisboa, anunciou hoje o BE.
O Bloco apresentará no decorrer dos trabalhos iniciativas legislativas na área da Educação, entre as quais um "programa para o combate ao insucesso escolar e abandono escolar", refere o comunicado do BE.
O sistema de rankings escolares será igualmente discutido no Fórum, no painel "selecção social na era dos rankings", pelo sociólogo Pedro Abrantes, Benedita Portugal e António Castela, da Federação Regional de Lisboa das Associações de Pais.
O encontro, que será encerrado sábado pelo coordenador da comissão política, Francisco Louçã, abordará ainda as "perspectivas sobre o ensino especial", "os desafios da imigração" e a "exclusão social", e a "democracia na sala de aula".
SF.
E-tour - viagem do conhecimento chega a todo o país

Durante cerca de seis meses, as escolas de todos os distritos do país terão oportunidade de conhecer o serviço Escola Virtual, através de um road-show que irá percorrer todo o país.
A iniciativa "E-Tour, a viagem do conhecimento" arrancou hoje na Praça do Metro, junto à Casa da Música, no Porto. Trata-se de um road-show organizado pela Porto Editora que levará a todo o país a Escola Virtual, o único projecto de e-learning nacional para utilização nas escolas básicas e secundárias.
As escola EB 1 Augusto Leça, a EB 2,3 de Paranhos, a EB 2,3 da Maia e as escolas secundárias de Senhora da Hora e de Valongo são os primeiros estabelecimentos de ensino a visitarem o E-Tour e a acompanharem as aulas na sala de aula tecnológica montada no interior do camião, que irá estar até a próxima sexta-feira na cidade do Porto. Durante os próximos seis meses, as 18 capitais de distrito receberão a visita do E-Tour e estarão envolvidos mais de 500 estabelecimentos de ensino, 1000 professores e 20 mil alunos. Em cada uma dessas cidades, o camião da Porto Editora estará de segunda-feira a sexta-feira, a funcionar das 10h00 às 22h00, período durante o qual as escolas desse distrito terão acesso a uma sala de aula tecnológica, montada no interior do veículo e devidamente equipada com computador, data-show e quadro interactivo.O E-Tour permite que professores e alunos possam experimentar e antecipar o ambiente de aulas preconizado no Plano Tecnológico apresentado pelo Governo. As turmas que visitarem o camião E-Tour poderão ter aulas reais dentro deste espaço, com acesso aos conteúdos disciplinares da Escola Virtual. A iniciativa E-Tour destina-se também a dar a conhecer o serviço Saber Mais, um projecto de e-learning de educação e formação de adultos. O Saber Mais disponibiliza recursos interactivos que abrangem todas as unidades de competência definidas nos referenciais de Competências-Chave para os níveis B3 e Secundário, constituindo um apoio a cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA) ou a processos de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC).
Um ano de leituras
Joana Silva Santos 2007-10-22
Lançado há um ano o Plano Nacional de Leitura está em análise na Fundação Calouste Gulbenkian. No futuro pretende-se consolidar o trabalho e concretizar novos projectos.
"Para nós, Plano Nacional de Leitura, o balanço é muito positivo." É assim que Isabel Alçada, Comissária do Plano Nacional de Leitura (PNL), faz o balanço de um ano de trabalho em nome da promoção da leitura. "Houve uma grande adesão de escolas, bibliotecas, da sociedade civil em geral e tivemos diversos apoios", justifica. Os elementos divulgados no relatório no primeiro ano do PNL parecem confirmar o balanço feito por Isabel Alçada. Um milhão de crianças, entre o pré-escolar e o 2.º ciclo, foram abrangidas por actividades diárias de leitura orientada. Quase 9000 escolas e jardins-de-infância registaram-se no PNL. Cerca de 1300 escolas participaram na "Semana da Leitura". Foram recomendados pelo PNL 643 títulos para leitura nas salas de aula e para leitura autónoma. Mais de 7000 escolas e 20 000 crianças e jovens dos vários níveis de escolaridade participaram em diversos concursos e passatempos de leitura. Foram registados mais de 130 projectos de promoção da leitura.Ainda assim, Isabel Alçada reconhece que, quando se está envolvido num projecto, "somos tentados a avaliar de acordo com as nossas expectativas positivas a adesão dos participantes". Por isso mesmo salienta que uma coisa é o balanço de quem está envolvido na execução do plano e outra é o balanço exterior. Mas este também foi feito e será apresentado no final da primeira conferência do PNL que começa hoje na Fundação Calouste Gulbenkian e tem como tema "A leitura em Portugal: desenvolvimento e avaliação".Isabel Alçada prefere não avançar com resultados desta avaliação mas adianta que para o PNL este estudo "é uma segurança". "Desde o início que consideramos essencial que o plano tivesse um estudo de avaliação. Ao longo deste período a equipa que faz as avaliações acompanhou o trabalho, fez estudos de caso e vai fazer um balanço a partir de dados objectivos e inquéritos sobre a adesão e desenvolvimento do PNL", explica.A complementar esta avaliação estão também estudos sobre os hábitos de leitura dos portugueses em geral e da população escolar; os instrumentos de avaliação da leitura e a promoção da leitura nos países da OCDE, que Isabel Alçada considera essenciais. "São importantes porque estamos a estabelecer pontos de partida. São plataformas a partir das quais o PNL se pode desenvolver. Dizemos como está o país no momento em que se lança o PNL, explica. Além disso, salienta, "a partir do "retrato" que estes estudos vão traçar podemos ter mais segurança na acção que estamos a desenvolver". E para quem pensa que estes estudos deveriam ter surgido antes do lançamento do PNL, Isabel Alçada tem uma justificação simples. "Achámos que não devíamos esperar por estes estudos para começar porque já perdemos muito tempo", argumenta a comissária.Quanto a expectativas, Isabel Alçada garante que para o futuro é essencial consolidar o trabalho. "Temos de procurar integrar o que se revela como boas práticas e rejeitar o que não tem dado resultados. É preciso consolidar as orientações que temos e não sermos tentados a descansar sobre os resultados. Temos que ter um trabalho de continuidade pela consistência e sustentabilidade do projecto", afirma.Ampliar o programa é outro dos objectivos e surgem também diversas hipóteses de lançar outras iniciativas o que, para Isabel Alçada, "é uma tentação enorme". Para o ano já está programado trabalhar também com o 3.º ciclo sendo que algumas escolas serão financiadas para leituras orientadas na sala de aula. Está ainda previsto o lançamento de um outro projecto com centros de saúde. "A proposta partiu de médicos de clínica geral que gostariam de ter à sua disposição material para poderem recomendar aos jovens casais para lerem às crianças desde que nascem", adianta Isabel Alçada, salientando que, "quanto mais cedo começar a promoção da leitura, maiores são as perspectivas da continuação da leitura".Para a comissária do PNL, todos os projectos de promoção de leitura são bem-vindos e importantes. "Quantos mais surgirem melhor. O PNL definiu linhas de orientação e pode agora ser articulado com uma série de projectos e tornar-se mais rico", conclui.Lançado no dia 1 de Junho de 2006, por iniciativa dos ministérios da Educação e da Cultura e do ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, o Plano Nacional de Leitura recebeu o alto patrocínio do Presidente da República e de Maria Cavaco Silva. Para participar na I Conferência do PNL, que decorre entre hoje e amanhã, foram convidados especialistas de várias universidades estrangeiras. Wendy Griswold, da Northwestern University, EUA, Scott Murray, da Universidade de New Brunswick, Canadá, Helena Bomey, da Escola de Ciências Sociais do Brasil, e José Morais, da Universidade Livre de Bruxelas, são alguns dos conferencistas convidados a reflectir sobre o tema num contexto internacional.Personalidades como Roberto Carneiro, Júlio Pedrosa, António Nóvoa, Manuel Villaverde Cabral, David Justino e Carlos Reis irão animar os debates, assim como vários membros do Conselho Científico do Plano Nacional de Leitura.
Estatuto do aluno aprovado
Lusa 2007-10-25
O novo estatuto do aluno foi ontem aprovado na Comissão Parlamentar de Educação, apenas com os votos do Partido Socialista.
A Comissão Parlamentar de Educação aprovou ontem, apenas com o voto favorável do Partido Socialista, a realização de uma prova de recuperação para os alunos que ultrapassem o limite de faltas, independentemente de serem injustificadas ou não.Todos os partidos da Oposição rejeitaram a prova de recuperação para alunos com excesso de faltas proposta pelo PS, argumentando que esta medida não promove a assiduidade, nem uma maior exigência e qualidade do ensino, já que o estudante transitará de ano lectivo, mesmo que não obtenha aproveitamento.A Comissão Parlamentar de Educação está a discutir e a votar na especialidade as alterações ao Estatuto do Aluno do Ensino Básico e Secundário aprovadas pelo Governo em Abril passado.As alterações ao diploma aprovadas pelo Governo já previam a realização de uma prova pelos alunos que ultrapassassem o limite de faltas injustificadas, mas definia que o estudante chumbava caso não aprovasse no exame.No debate de ontem, o PS insistiu que o objectivo não passa por premiar os alunos faltosos e que esta é antes uma forma de os integrar na escola, funcionando como um mecanismo de diagnóstico, para dar uma resposta pedagógica adequada. Os argumentos do partido socialista não convenceram a oposição e em especial o CDS-PP.Desta forma "não existe consequência para quem falta indiscriminadamente, nem nada impede que um aluno faltoso continue a realizar provas sucessivas", considerou o deputado José Paulo Carvalho, do CDS-PP. "Até se define aqui um princípio interessante, mas estamos a aprovar normas que o vão destruir", afirmou.No final do debate, em declarações à Lusa, José Paulo Carvalho reiterou a posição do CDS-PP e garantiu que enquanto o Partido Socialista continuar a insistir na realização da prova de recuperação, sem alterar o modelo de faltas injustificadas, o CDS-PP continuará a votar contra.Já o PSD preferia que, em vez de uma prova de recuperação, aos alunos que excedam o limite de faltas lhes fosse proposto um plano de acompanhamento especial, que lhes permitisse recuperar a matéria perdida."Acho positivo que seja dada outra oportunidade a um aluno aplicado que tenha um percalço, mas continuo a achar fundamental que exista um plano especial de acompanhamento para os alunos que excedam o limite de faltas", argumentou Emídio Guerreiro, deputado do PSD.Ana Drago, deputada do Bloco de Esquerda, considerou que "a assiduidade não pode ser um valor vazio", adiantando ainda que "este mecanismo proporciona a desigualdade na escola", pois quem tem meios para contratar explicadores para os filhos ficará em vantagem face aos alunos oriundos de famílias carenciadas.Para o PCP, "este é um mecanismo que visa camuflar o insucesso escolar, onde se aceita resignadamente que não se pode fazer nada".Desde a sua aprovação em Conselho de Ministros que o novo estatuto do aluno gerou polémica, com a direita a pretender medidas mais rígidas e punitivas e a esquerda a acusar o Governo de "deriva autoritária.O novo estatuto do aluno começou a ser votado na terça-feira, mas devido à complexidade do tema e à divergência de opiniões entre o PS e os partidos da Oposição, a votação só deverá ser concluída no próximo dia 30.
Concurso exclusivo para coordenação
quinta-feira, outubro 25, 2007
Professores escrevem a Sócrates
Maior parte das escolas com média negativa no exame nacional de 9º ano
Na lista das dez escolas com melhores resultados nos exames nacionais de Língua Portuguesa e Matemática do 9º ano, nove são privadas e apenas uma é pública, sendo a maioria dos distritos de Lisboa e Porto.
A prestação das públicas não melhora substancialmente se a análise for alargada aos 50 estabelecimentos de ensino com média mais elevada.
Nesta lista passam a constar apenas cinco escolas sob alçada do ME, um número que sobe para 23 se tivermos em conta as 100 com melhor desempenho. Em primeiro lugar da ordenação geral surge o Externato As Descobertas, em Lisboa, com uma média de 4,04 nas provas às duas disciplinas.
Na segunda posição figura a Escola Secundária Artística do Conservatório de Música de Calouste Gulbenkian, em Braga, com média de 3,98, o único estabelecimento público entre os dez com melhor classificação.
Se entre as dez escolas com notas mais altas aparece apenas uma pública, já todas são do Estado nas dez com piores resultados.
Entre as 50 com média mais baixa surge apenas uma privada, a Escola Portuguesa da Guiné-Bissau, com 2,11 de média, enquanto nas 100 com pior prestação figuram apenas quatro privadas.
A nível nacional, a média das escolas públicas e privadas nas duas provas não chega aos três valores, situando-se nos 2,69, quase meio ponto abaixo da classificação média atribuída internamente aos alunos no final do ano lectivo.
Em 51 dos 1.292 estabelecimentos de ensino os estudantes alcançaram melhor nota no exame do que aquela que tiveram na avaliação contínua dada pelos seus professores.
Já em 1.237 escolas sucedeu o contrário, com a nota dos alunos a baixar no exame.
Nas restantes quatro houve coincidência entre as duas classificações.
Por distritos, Coimbra apresenta a melhor média, com 2,88, seguido de Lisboa (2,81) e de Viana do Castelo (2,79).
Curiosamente, as cinco escolas portuguesas no estrangeiro alcançaram, em conjunto, uma melhor prestação do que os estabelecimentos dos restantes distritos de Portugal Continental e duas Regiões Autónomas.
O arquipélago da Madeira foi a região portuguesa com pior resultado nos exames do 9º ano, com uma média negativa que não foi além dos 2,46.
Por sexos, as raparigas tiveram notas ligeiramente melhores do que os rapazes, com médias de 2,73 e 2,69, respectivamente.
A primeira fase dos exames nacionais do 9º ano decorreu a 19 e 21 de Junho, tendo sido realizadas um total de 181.492 provas.
Quase todas as escolas passam a Português
Só duas escolas do ensino básico tiveram média negativa no exame nacional de Língua Portuguesa do 9º ano, de acordo com dados do Ministério da Educação (ME).
Dos 1.292 estabelecimentos de ensino onde a 19 de Junho decorreu esta prova, 99,9 por cento alcançaram uma média igual ou superior a 2,5 numa escala de um a cinco.
Quase nove em cada dez alunos passaram no exame de Língua Portuguesa, uma prestação muito acima do registado no ano passado, quando apenas 54,5 por cento dos estudantes tiveram positiva.
Entre os cerca de 96 mil alunos que realizaram a prova, apenas 0,2 por cento (156) obtiveram nível 01, o mais baixo da escala, e 13,5 por cento (12.953) não foram além do nível 02, ainda negativo.
Assim, 86,4 por cento dos estudantes conseguiram positiva no exame da disciplina, sendo que destes 2,5 por cento (2.419) alcançaram mesmo o nível máximo (05) e 29,8 por cento (28.617) o nível 04.
Atingiram o nível três 54,1 por cento dos alunos. A Escola Básica Integrada da Apelação e a Secundária com 3º Ciclo de Fonseca Benevides, ambas no distrito de Lisboa, foram os únicos estabelecimentos a registar este ano uma média negativa, com 2,40 e 2,41, respectivamente.
Por oposição, a Escola Inglesa de São Julião, também no distrito de Lisboa, foi a que alcançou o melhor resultado, com uma média de 4,29, ex-aequo com o Externato As Descobertas, que lidera a tabela geral das melhores classificações no conjunto dos exames nacionais a Português e Matemática.
Entre as dez com melhor média figura apenas um estabelecimento do Estado, a Escola Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, Braga, com uma classificação de 4,24, que a coloca na terceira posição.
No extremo oposto da tabela, com as médias mais baixas, as públicas dominam, ocupando as 20 últimas posições.
No geral, as escolas alcançaram nesta prova uma média de 3,23, enquanto a classificação atribuída internamente pelos professores no final do ano lectivo foi praticamente igual, situando-se nos 3,21.
Matemática afunda contam de 80 por cento das escolas
Mais de oitenta por cento das escolas do ensino básico tiveram média negativa no exame nacional de Matemática do 9º ano, de acordo com dados do Ministério da Educação.
Dos 1.292 estabelecimentos de ensino onde decorreram provas, só 222 (17 por cento) alcançaram uma média igual ou superior a 2,5, numa escala de um a cinco.
A prova de Matemática revelou-se um "desastre", uma vez que três em cada quatro alunos tiveram nota negativa, um desempenho ainda mais negro do que o registado no ano passado.
As negativas acentuaram-se significativamente, passando de 63 por cento em 2006 para 72,8 por cento este ano.
Entre os cerca de 96 mil alunos que realizaram a prova a 21 de Junho, 25 por cento (24.656) obtiveram nível 01, o mais baixo da escala, e 47,2 por cento (45.471) não foram além do nível 02, ainda negativo.
Assim, só 27,2 por cento dos estudantes conseguiram positiva no exame da disciplina mais temida, sendo que destes apenas 1,4 por cento (1.326 alunos) alcançaram o nível máximo.
Na lista das dez escolas com melhores resultados a Matemática, nove são privadas, sendo o primeiro lugar ocupado pelo Externato As Descobertas, em Lisboa, que é simultaneamente o estabelecimento de ensino com a média mais elevada no conjunto das provas de Língua Portuguesa e Matemática.
Esta escola privada alcançou uma média de 3,79 a Matemática, seguida do Externato das Escravas do Sagrado Coração de Jesus, com 3,74, e do Externato dos Cedros, com 3,68, ambos no distrito do Porto.
A única pública nesta lista é a Escola Artística do Conservatório de Música de Calouste Gulbenkian, em Braga, que surge na quarta posição, com uma média de 3,68.
Já entre as dez com piores resultados surgem apenas estabelecimentos de ensino do Estado, sendo a média mais baixa registada na secundária com 3º ciclo de Marquês de Pombal, em Lisboa, que não foi além dos 1,15 valores.
A nível nacional, as escolas públicas e privadas não foram além de uma média de 2,16 nos exames nacionais de Matemática do 9º ano, um valor quase um ponto abaixo da classificação média atribuída aos alunos na avaliação contínua do final do ano lectivo (3,06).
Lusa / SOL
SIC Online - Ranking dos exames de 9º ano
SIC
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Ministra da educação reage ao Raking
Os dados foram fornecidos pelo Ministério da Educação e respeitam duas disciplinas: Língua Portuguesa e Matemática. Terça-feira foi revelado o ranking para os exames do ensino secundário. No total há 1.070 escolas com média inferior a 3,0 e apenas 223 com média igual ou superior a 3,0. Só duas escolas têm média de 4,0.
SIC Online - Ranking dos exames de 9º ano
Tempo para quase nada
CDS considera novo estatuto do aluno um «erro histórico»
líder do CDS-PP, Paulo Portas, classificou o novo estatuto do aluno, aprovado esta quarta-feira na especialidade, como «um erro histórico» e deixou um apelo implícito ao Presidente da República para que trave este diploma.
( 21:31 / 24 de Outubro 07 )
«O CDS-PP fará o que estiver ao seu alcance para que este diploma não seja aprovado e promulgado (...) Não apenas votaremos contra, como tentaremos explicar o que está em causa e acreditamos que alguém possa travar este estatuto se vier a ser aprovado tal como está», afirmou Paulo Portas, em conferência de imprensa no Parlamento. Questionado se se referia ao Presidente da República, Paulo Portas acenou afirmativamente e, sem nunca mencionar o chefe de Estado, fez um comentário lacónico em francês, alegando ser desnecessário referir o nome do Presidente: 'cela va sans se dire'. «Não acredito que uma pessoa responsável que saiba que um sistema de ensino tem de promover o mérito e o esforço (...) possa aprovar uma disposição como esta», frisou. O novo estatuto do aluno do ensino básico e secundário foi hoje aprovado na especialidade na Comissão de Educação, apenas com os votos favoráveis da maioria socialista. A principal objecção do CDS-PP ao diploma prende-se com o regime de faltas, com Paulo Portas a lamentar que «deixe de existir diferença entre faltas justificadas e injustificadas» e que os alunos deixem de poder ser retidos, como acontece actualmente quando excedem o limite de faltas não justificadas. «O PS considera igual, dá igual tratamento a um aluno que falta porque está doente e um aluno que falta porque faz gazeta», criticou. «É completamente incompreensível que o primeiro-ministro ande todos os dias na televisão a dizer que o principal problema do país é a produtividade e depois o sinal que o seu Governo dê na escola é que a produtividade não interessa e a assiduidade não é relevante», sublinhou. No actual regime de faltas, explicou Portas, quando um aluno dá metade das faltas injustificadas os encarregados de educação são chamados à escola e quando excede esse limite de faltas injustificadas «ou é retido ou fica excluído». A proposta do PS hoje aprovada prevê que os pais sejam avisados logo à primeira falta injustificada, e a escola aplique uma medida correctiva ao aluno. Quando o aluno atinge um número de faltas (justificadas e injustificadas) correspondente a duas semanas, no 1.º ciclo do ensino básico, ou ao dobro do número de tempos lectivos semanais, por disciplina, nos restantes ciclos ou níveis de ensino, os pais ou encarregados de educação são convocados à escola. Finalmente, de acordo com a proposta socialista, quando o aluno atinge um número de faltas (justificadas e injustificadas) correspondente a três semanas, no 1.º ciclo do ensino básico, ou ao triplo do número de tempos lectivos semanais, por disciplina, nos restantes ciclos ou níveis de ensino, o aluno realiza uma prova de recuperação organizada pela escola. «Se este regime vier a vigorar, transforma-se o professor num funcionário de recuperação e o aluno numa pessoa sobre a qual não recai o dever de ir às aulas», disse.
Educação: PSD critica novo regime de faltas que "só irá resolver problema estatatístico"
Lisboa, 24 Out (Lusa) - O deputado do PSD Emídio Guerreiro criticou hoje o regime de faltas previsto no novo estatuto do aluno, considerando que "só resolverá o problema estatístico", permitindo aos estudantes "transitar de ano sem rigor, nem avaliação".
"No regime de faltas que o PS impôs o que conta é meramente o facilitismo", acusou Emídio Guerreiro, em declarações aos jornalistas no Parlamento.
A proposta do PS hoje aprovada na especialidade na comissão parlamentar de Educação, que está a debater e a votar as alterações ao Estatuto do Aluno do Ensino Básico e Secundário introduzidas pelo Governo em Abril passado, prevê que os pais sejam avisados logo à primeira falta injustificada e a escola aplique uma medida correctiva ao aluno.
Quando o aluno atinge um número de faltas (justificadas e injustificadas) correspondente a duas semanas, no 1.º ciclo do ensino básico, ou ao dobro do número de tempos lectivos semanais, por disciplina, nos restantes ciclos ou níveis de ensino, os pais ou encarregados de educação são convocados à escola.
Finalmente, de acordo com a proposta socialista, quando o aluno atinge um número de faltas (justificadas e injustificadas) correspondente a três semanas, no 1.º ciclo do ensino básico, ou ao triplo do número de tempos lectivos semanais, por disciplina, nos restantes ciclos ou níveis de ensino, o aluno realiza uma prova de recuperação organizada pela escola.
Numa reacção a esta proposta, Emídio Guerreiro considerou que apenas resolve "o problema estatístico", já que permitirá aos alunos transitarem de ano "sem rigor e sem avaliação".
"Os estudantes não vão ter melhor ensino, nem aproveitamento", lamentou o deputado social-democrata, insistindo que o novo regime de faltas apenas "resolve o plano estatístico e não o plano de fundo".
Também o líder do CDS-PP, Paulo Portas, já criticou o novo estatuto do aluno, que está a ser votado na especialidade, classificando-o como "um erro histórico" e deixando um apelo implícito ao Presidente da República para que trave o diploma.
VAM/SMA.
Lusa/fim


