domingo, janeiro 18, 2009

PCP: Jerónimo de Sousa acusa primeiro-ministro de ter mentido aos portugueses

Alpiarça, Santarém, 17 Jan (Lusa) - O secretário-geral do PCP acusou hoje o primeiro-ministro de ter "mentido" ao povo português, servindo não a maioria que o elegeu mas os interesses dos que hoje "dramatizam uma situação de caos para o país sem Sócrates".
Jerónimo de Sousa, que encerrou um encontro de quadros deste partido do distrito de Santarém, afirmou que o Governo socialista "anda há quatro anos a apregoar o sucesso económico e a modernidade da sociedade, mas termina a legislatura sem cumprir nenhum dos grandes objectivos económicos e sociais que anunciou ao país".
Afirmando que o PS conseguiu a maioria absoluta porque prometeu desenvolvimento económico, baixa de impostos, criação de 150.000 novos postos de trabalho, reformas superiores a 300 euros, o líder comunista disse que essas foram "bandeiras" que "enganaram tanta gente".
"Aqui chegados, há razão para dizer que José Sócrates mentiu ao povo português. Não cumpriu porque se pôs do lado não da maioria que lhe deu os votos, mas do grande capital. A esses sim, serviu os interesses", afirmou.
São estes interesses que, segundo Jerónimo de Sousa, hoje "estão preocupados com o destino do Governo do PS e de José Sócrates" e "dramatizam uma situação de caos para o país sem Sócrates", desenvolvendo uma "campanha que anuncia um país ingovernável sem Sócrates".
"O apocalipse do cenário está montado: ou José Sócrates ou o dilúvio", afirmou, acusando esses interesses de, ao apelarem à unidade das forças partidárias como um "imperativo para conter a crise", quererem que os portugueses "se resignem".
Acusando o PS de protagonizar "a mais cínica forma de acção política" ao "dar-se ares de esquerda", Jerónimo de Sousa considerou "hipocrisia" vir garantir-se aos portugueses que "vão passar a viver melhor, com mais rendimentos em 2009, apesar da crise e da recessão económica".
"É espantoso. É, no mínimo, preciso ter lata, que, num quadro de crise, venha um ministro dizer que o ano até nem vai ser mau para os rendimentos das famílias. É quase como dizer então viva a crise", afirmou.
No final de um encontro que se destinou a aprovar um "plano de trabalho para 2009", com o objectivo de "intensificar a luta" e preparar os três actos eleitorais - europeias, legislativas e autárquicas -, Jerónimo de Sousa apelou à mobilização para "a grande jornada nacional de luta" agendada para 13 de Março, em Lisboa, e à adesão maciça à greve de professores de segunda-feira.
Para o líder do PCP, o Governo deve suspender "de imediato" o modelo de avaliação dos professores e "entrar de forma séria num processo negocial com as organizações sindicais, que permita encontrar um modelo alternativo que valorize a profissão".
O secretário-geral do PCP acusou o Governo de ter passado "da ofensa e da calúnia à chantagem e à ameaça" e de estar a procurar dividir os professores para diminuir a sua capacidade de luta.
"Ainda não perceberam que cada vez que falam sobre o conflito que abriram com os professores, isso tem como efeito imediato criar mais revolta e uni-los ainda mais", disse, considerando que o Governo tem sido "mais parte do problema do que da solução".
Jerónimo de Sousa afirmou ainda que o PS apenas espera que passe o período eleitoral para "retomar o mesmo caminho de destruição" do Serviço Nacional de Saúde, só travado graças à "luta ampla e vigorosa das populações".
MLL.
Lusa/fim

Ministra fala sobre desafios da Educação, mas não sobre greve de professores

A ministra da Educação falou sobre os desafios da Educação em Portugal, tendo lembrado que nunca se fizeram tantos exames como agora. Contudo, perante 30 jovens socialistas, Maria de Lurdes Rodrigues não se referiu à greve dos professores de segunda-feira.

A ministra da Educação falou, este sábado, sobre os novos paradigmas da Educação em Portugal, não tendo, no entanto, se pronunciado sobre a greve de professores, marcada para segunda-feira.
Durante cerca de meia hora, num encontro com 30 jovens socialistas, no Porto, Maria de Lurdes Rodrigues preferiu falar sobre os desafios da Educação, destacando a mudança de paradigma de uma educação selectiva, só para alguns, para uma aberta e obrigatória para todos.
«Nunca na história do sistema educativo se fizeram tantos exames como actualmente se fazem. Ao contrário do que possam ter ouvido, há sempre uns nostálgicos da história do passado que falam do antigo exame da quarta classe e dos outros exames, mas o que vos posso garantir é que nunca se realizaram tantas provas de exame e provas externas», explicou.
Para a ministra da Educação, estas provas «permitem aferir não apenas a qualidade do ensino, mas a qualidade das aprendizagens» num sistema de ensino «com referenciais de qualidade que nunca antes tinham sido definidos».
Maria de Lurdes Rodrigues falou ainda sobre as «exigências de avaliação de escolas, ensino, políticas e desempenhos profissionais», «exigências novas e que terão forçosamente como contrapartida uma mudança no que é o contrato social seja com a escola, professores ou outros profissionais».
«Tenho dúvidas que seja possível continuar a fazer o caminho, enfrentar as novas exigências sem rupturas», acrescentou Maria de Lurdes Rodrigues ao cabo de um encontro sem direito a perguntas para os jornalistas presentes que tiveram mesmo de sair da sala.
Antes da saída dos jornalistas deste encontro promovido pelo PS/Porto, Maria de Lurdes Rodrigues anunciou que iria responder às perguntas dos jovens socialistas presentes na sala.

Dois terços dos professores fizeram greve

Os professores fazem greve amanhã em todo o País, numa paralisação em protesto contra o modelo de avaliação de desempenho e o estatuto da carreira docente (ECD).
Na última greve, a 3 de Dezembro, a adesão foi de 66,7 por cento, segundo os dados definitivos do Ministério da Educação, quase mais seis por cento do que o inicialmente divulgado pela tutela. Para amanhã, os sindicatos esperam uma forte adesão dos professores. "Será um dia de luto, já que se assinalam dois anos sobre a publicação em Diário da República do ECD", considerou Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof e porta-voz da Plataforma Sindical de Professores.
Uma greve nas escolas pode ser sinónimo de dor de cabeça para os pais com filhos em idade escolar. Ana Cristina Nunes, administrativa, vai ter de colocar um dia de férias para poder ficar com o filho, de seis anos. "É o segundo em menos de dois meses", afirmou, indignada.

Sistema de ensino na Finlândia

Recebi por e-mail esta mensagem que aqui deixo. Não conhecia estes pormenores da educação na Finlândia mas eles respondem ao que eu tenho sugerido.
São medidas como estas, de acompanhamento dos alunos e dos professores, que evitam a indisciplina, as retenções e os abandonos e tornam os alunos responsáveis pelo trabalho que têm de desenvolver juntamente com os professores e não contra eles.
Este ambiente também é propício a um melhor conhecimento das capacidades de cada aluno e por isso cada um pode ser colocado no lugar mais certo.
Este modelo fará dos alunos e dos professores criaturas mais felizes no seu dia-a-dia o que contribuirá para uma maior produtividade.
msg p/ Sr.ª Ministra
Como a Sr.ª gosta muito do sistema de Ensino da Finlândia, aqui fica um pequeno contributo elucidativo do que por lá se faz:
1. Na Finlândia as turmas têm 12 alunos;
2. Na Finlândia há auxiliares de acção educativa acompanhando constantemente os professores e os educandos;
3. Na Finlândia, os pais são estimulados a educar as crianças no intuito de respeitarem a Escola e os Professores;
4. Na Finlândia os professores têm tempo para preparar aulas e são profissionais altamente respeitados.
5. Na Finlândia as aulas terminam às 3 da tarde e os miúdos vão para casa brincar, estudar, usufruir do seu tempo livre;
6. Na Finlândia o ensino é totalmente gratuito, inclusivamente os LIVROS, CADERNOS E OUTRO MATERIAL ESCOLAR;
7. Na Finlândia todas as turmas QUE TÊM ALUNOS com necessidades educativas especiais, têm na sala de aula um professor especializado a acompanhar o aluno que necessita de apoio;
8 . Na Finlândia não há professores avaliadores, professores avaliados nem Inspectores.!!!!!
9. Na Finlândia não há professores de primeira e de segunda.
Nota alguma diferença???
Eu não notei nada... Atentamente, Pedro G. R. A.
Mandem para o máximo de pessoas que conhecerem para ver se esta mensagem chega aos ouvidos daquela tão adorada, Sra. Maria Ministra da Educação.
*************************************************************
Joviana Benedito Profª. aposentada do Ensino Sec. e autora

Lurdes Rodrigues: Futuro da educação exige rupturas

FERNANDO BASTO
A diversidade dos instrumentos de intervenção é a palavra-chave para novas mudanças no sistema educativo, orientado para a qualidade. Para tanto, a ministra da Educação defende rupturas com o passado, sem nostalgias.
Maria de Lurdes Rodrigues veio, ontem, ao Porto, reflectir sobre os novos desafios da educação. O convite foi feito pela "Geração Desafios", uma plataforma de debate político constituída por jovens socialistas do distrito. O seu objectivo é promover o debate político e gerar ideias sobre os desafios para a região.
Ontem, no primeiro encontro da plataforma, a ministra da Educação falou sobre as mudanças processadas no sistema educativo e os desafios que se colocam no futuro.
"O grande desafio que se coloca ao sistema educativo é o da qualidade e da exigência, pois só assim se pode cumprir o desafio da igualdade de oportunidades", sublinhou a governante.
Maria de Lurdes Rodrigues explicou que, hoje, o sistema educativo está marcado pelas heranças herdadas dos sistemas anteriores. "Houve uma evolução feita em contínuo, em acumulação. E enfrentar o futuro vai exigir maiores rupturas com o passado", defendeu.
A governante realçou que, se antes o sistema tinha como preocupação seleccionar os melhores e formar elites, hoje a escola é para todos. "Antes media-se a eficácia dos sistema educativo pelo número de alunos que ficavam para trás, hoje avalia-se pelo número de alunos que passam", explicou. A ministra fez notar que, nunca no passado, houve tantas provas para aferir a qualidade das aprendizagens. "É uma nova era a de hoje, em que queremos todos na escola, durante mais tempo, mas num sistema com maior qualidade. Isto exige uma ruptura com o passado", sublinhou. Maria de Lurdes Rodrigues defendeu uma nova organização dos recursos, mais diversificados. A este passo, criticou o concurso centralizado de professores, que "trata as escolas como se fossem todas iguais". Por outro lado, as mudanças não se coadunam com "olhares nostálgicos do passado". "Há muitos equívocos nostálgicos em relação ao passado e o futuro será muito diferente", fez notar. A ministra recusou comentar a greve nacional dos professores que se realiza amanhã.

atreve-te

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Ministra fala sobre desafios da Educação, mas não sobre greve de professores


Para ela a greve é como se não existisse!!!!!!!


Ontem às 21:59

A ministra da Educação falou sobre os desafios da Educação em Portugal, tendo lembrado que nunca se fizeram tantos exames como agora. Contudo, perante 30 jovens socialistas, Maria de Lurdes Rodrigues não se referiu à greve dos professores de segunda-feira.
A ministra da Educação falou, este sábado, sobre os novos paradigmas da Educação em Portugal, não tendo, no entanto, se pronunciado sobre a greve de professores, marcada para segunda-feira.
Durante cerca de meia hora, num encontro com 30 jovens socialistas, no Porto, Maria de Lurdes Rodrigues preferiu falar sobre os desafios da Educação, destacando a mudança de paradigma de uma educação selectiva, só para alguns, para uma aberta e obrigatória para todos.
«Nunca na história do sistema educativo se fizeram tantos exames como actualmente se fazem. Ao contrário do que possam ter ouvido, há sempre uns nostálgicos da história do passado que falam do antigo exame da quarta classe e dos outros exames, mas o que vos posso garantir é que nunca se realizaram tantas provas de exame e provas externas», explicou.
Para a ministra da Educação, estas provas «permitem aferir não apenas a qualidade do ensino, mas a qualidade das aprendizagens» num sistema de ensino «com referenciais de qualidade que nunca antes tinham sido definidos».
Maria de Lurdes Rodrigues falou ainda sobre as «exigências de avaliação de escolas, ensino, políticas e desempenhos profissionais», «exigências novas e que terão forçosamente como contrapartida uma mudança no que é o contrato social seja com a escola, professores ou outros profissionais».
«Tenho dúvidas que seja possível continuar a fazer o caminho, enfrentar as novas exigências sem rupturas», acrescentou Maria de Lurdes Rodrigues ao cabo de um encontro sem direito a perguntas para os jornalistas presentes que tiveram mesmo de sair da sala.
Antes da saída dos jornalistas deste encontro promovido pelo PS/Porto, Maria de Lurdes Rodrigues anunciou que iria responder às perguntas dos jovens socialistas presentes na sala.

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http://www.lutadosprofessores.com/

sábado, janeiro 17, 2009

Reforma da administração pública
Açores e Madeira beneficiam funcionários públicos
Os funcionários públicos da Madeira e dos Açores vão manter o vínculo ao Estado, ficando com um regime mais favorável do que a generalidade dos funcionários do Continente que, no início de Janeiro, foram obrigados a transitar para o Contrato de Trabalho em Funções Públicas (CTFP). Notícia do Jornal de Negócios deste Sábado não é novidade para mim pois já tinha lido o Decreto Legislativo Regional n.º 26/2008/A que no Art.ºArtigo 7.ºManutenção e conversão da relação jurídica de emprego público1 — Os actuais trabalhadores da administração regionalnomeados definitivamente mantêm a nomeação definitiva,sem prejuízo de, caso assim o entendam, manifestarem porescrito, no prazo de 90 dias, a intenção de transitarem nostermos fixados da Lei n.º 12 -A/2008, de 27 de Fevereiro,para a modalidade de contrato por tempo indeterminadoE temos mais no Art.º 117 — Sem prejuízo do disposto nos artigos 9.º e 10.ºdo Decreto Legislativo Regional n.º 21/2007/A, de 30de Agosto, aos docentes dos estabelecimentos de ensinonão superior que à data da entrada em vigor do presentediploma se encontrem a prestar serviço no Sistema Educativo Regional, o tempo de serviço prestado neste sistemadurante o período de congelamento, ocorrido de 30 deAgosto de 2005 a 31 de Dezembro de 2007, é relevado,na actual carreira, para efeitos de progressão, de acordocom os módulos de tempo naquela previstos, nos seguintestermos:a) 50 % daquele período de congelamento a partir dadata da entrada em vigor do presente diploma;b) 50 % daquele período de congelamento a partir de 1de Setembro de 2009.Se mais razões havia para a greve do dia 19

Ministra fala sobre desafios da Educação, mas não sobre greve de professores

Hoje às 21:59

A ministra da Educação falou sobre os desafios da Educação em Portugal, tendo lembrado que nunca se fizeram tantos exames como agora. Contudo, perante 30 jovens socialistas, Maria de Lurdes Rodrigues não se referiu à greve dos professores de segunda-feira.
A ministra da Educação falou, este sábado, sobre os novos paradigmas da Educação em Portugal, não tendo, no entanto, se pronunciado sobre a greve de professores, marcada para segunda-feira.
Durante cerca de meia hora, num encontro com 30 jovens socialistas, no Porto, Maria de Lurdes Rodrigues preferiu falar sobre os desafios da Educação, destacando a mudança de paradigma de uma educação selectiva, só para alguns, para uma aberta e obrigatória para todos.
«Nunca na história do sistema educativo se fizeram tantos exames como actualmente se fazem. Ao contrário do que possam ter ouvido, há sempre uns nostálgicos da história do passado que falam do antigo exame da quarta classe e dos outros exames, mas o que vos posso garantir é que nunca se realizaram tantas provas de exame e provas externas», explicou.
Para a ministra da Educação, estas provas «permitem aferir não apenas a qualidade do ensino, mas a qualidade das aprendizagens» num sistema de ensino «com referenciais de qualidade que nunca antes tinham sido definidos».
Maria de Lurdes Rodrigues falou ainda sobre as «exigências de avaliação de escolas, ensino, políticas e desempenhos profissionais», «exigências novas e que terão forçosamente como contrapartida uma mudança no que é o contrato social seja com a escola, professores ou outros profissionais».
«Tenho dúvidas que seja possível continuar a fazer o caminho, enfrentar as novas exigências sem rupturas», acrescentou Maria de Lurdes Rodrigues ao cabo de um encontro sem direito a perguntas para os jornalistas presentes que tiveram mesmo de sair da sala.
Antes da saída dos jornalistas deste encontro promovido pelo PS/Porto, Maria de Lurdes Rodrigues anunciou que iria responder às perguntas dos jovens socialistas presentes na sala.

Deputada do BE defende avaliação de políticas educativas, antevendo greve muito significativa

Santarém, 17 Jan (Lusa) -- A deputada do Bloco de Esquerda (BE) Cecília Honório, do Movimento Escola Pública, defendeu hoje durante um debate em Santarém uma avaliação das políticas educativas, antevendo para segunda-feira uma greve "muito significativa".
"Não há, nem nunca houve uma avaliação das políticas educativas, nunca acontece nada aos ministros", afirmou Cecília Honório, durante o encontro promovido pelo MEP e que reuniu duas dezenas de pessoas.
Após o debate, a deputada, que disse não ter reservas à necessidade de "avaliar as escolas e os professores com seriedade", reiterou esta posição.
"Estivemos aqui boa parte da tarde a falar sobre a responsabilidade e esquecemo-nos muitas vezes que a máxima responsabilidade é dos governantes, dos ministros e das ministras, e que o país tem uma larga experiência de políticas educativas, cada ministro que chega vê-se ao espelho e faz a sua reforma e depois sobre isso não há, de facto, avaliação", frisou.
Para a Cecília Honório, "os danos em educação só são avaliados daqui a muito tempo a todos os níveis, os traumas que uma ministra provoca nas escolas e no seu funcionamento demora a verificar".
A deputada disse ainda esperar que segunda-feira ocorra "uma greve muito significativa", porque "está muita coisa em jogo" e considerando a greve como "uma boa altura para avaliar as políticas deste Ministério da Educação nas questões centrais".
"O que é que mudou na qualidade de ensino e de trabalho? Mudaram as condições de trabalho? Mudaram as turmas sobrelotadas? Os alunos aprendem melhor? Houve reforma curricular?", questionou Cecília Honório, enaltecendo a oportunidade de "mostrar, claramente, à senhora ministra da Educação que as suas políticas não têm sido as melhores para a defesa da escola pública".
Além da deputada e representante do MEP, participaram no debate representantes das associações de pais, conselhos executivos e dos professores do distrito de Santarém.
JPS.

Docentes levam protesto à porta de Cavaco

2009-01-14
Seis movimentos de professores convocaram uma manifestação para o próximo dia 24, em frente ao Palácio de Belém, para sensibilizar Cavaco Silva para o "clima de perturbação" que o modelo de avaliação de desempenho "está a provocar nas escolas".
"Estamos convictos de que o presidente da República terá uma palavra a dizer. Temos a expectativa de que possa ajudar a resolver este conflito, já que o Governo tem-se mostrado intransigente nas questões fundamentais", declarou Octávio Gonçalves.
Segundo o coordenador do Movimento Promova, os docentes pretendem alertar ainda o chefe de Estado para os aspectos "mais gravosos" do modelo de avaliação do Ministério da Educação e apresentar a Cavaco Silva as suas "justas" reivindicações, durante uma audiência que irão solicitar para o mesmo dia.
"O simplex da avaliação só é válido para este ano lectivo. Aceitá-lo agora significa estar de acordo com a imposição no próximo ano do modelo completo e integral. Este modelo põe em causa o bom ambiente nas escolas e é um foco de conflitualidade", defende Octávio Gonçalves, considerando que foram introduzidos "aspectos preocupantes", como a avaliação facultativa da componente científico-pedagógica e a valorização dos aspectos burocráticos.
No protesto frente ao Palácio de Belém, participam o Movimento Mobilização e Unidade dos Professores, a Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino, o Movimento Escola Pública, o Movimento dos Professores Desterrados e a Comissão de Defesa da Escola Pública, além da Promova.
JN

Modelo de avaliação dos sindicatos não satisfaz presidente do Conselho das Escolas

16.01.2009 - 20h35 Lusa
O presidente do Conselho das Escolas (CE) concordas que o modelo de avaliação de desempenho dos professores deve ser revisto, mas defende que os sindicatos deveriam apresentar outra proposta que fosse “justa, credível e séria”. Álvaro Almeida dos santos considera que os resultados da aplicação deste modelo poderão “ficar aquém do esforço realizado”."O actual modelo deve ser revisto", afirmou Álvaro Almeida dos Santos, em declarações à agência Lusa, adiantando que, por ser "complexo e difícil", os resultados da sua aplicação "poderão ficar aquém do esforço realizado" pelas escolas. Segundo o presidente deste órgão consultivo do Ministério da Educação (ME), "os sindicatos deveriam apresentar uma proposta alternativa que fosse justa, credível e séria", o que até agora não aconteceu."A proposta que apresentaram no mínimo não é credível, nomeadamente porque se baseia em pressupostos que já estavam ultrapassados", afirmou o responsável. Álvaro Almeida dos Santos afirmou que não fará greve na próxima segunda-feira, alegando que a realização de um protesto deve ser acompanhada da apresentação de propostas alternativas. "Não vislumbro perspectivas de construção de uma solução e é essa a minha objecção", justificou. Menos de dois meses depois da última paralisação nacional, os professores voltam segunda-feira à greve contra o modelo de avaliação de desempenho definido pelo Governo, contestando ainda a divisão da carreira em duas categorias e a existência de quotas para aceder à carreira mais elevada. A 03 de Dezembro, a greve contou com uma adesão de 94 por cento, segundo os sindicatos, e de 61 por cento, de acordo com o Ministério da Educação

Professores de Beja propõem mais greves de dois ou três dias consecutivos


15.01.2009 - 09h37 Lusa
Um plenário do "Movimento Professores de Beja em luta" aprovou ontem à noite uma moção onde apela à Plataforma Sindical para convocar mais greves nacionais de dois ou três dias consecutivos, contra a política educativa do Governo. Além da greve nacional agendada para segunda-feira, os docentes "apelam à Plataforma Sindical para realizar mais greves nacionais de professores que durem pelo menos dois ou três dias consecutivos", disse à agência Lusa Cláudia Páscoa, do Movimento Professores de Beja em Luta, promotor do plenário. Segundo Cláudia Páscoa, que falou no final do plenário, onde se reuniram "cerca de 50 professores" em Beja, os participantes "entendem que uma greve nacional de dois ou três dias consecutivos tem mais força e um impacto mais significativo do que greves alternadas de um só dia cada". Na moção, aprovada "por maioria", os docentes apelam também à Plataforma Sindical, à CGTP e à UGT para organizarem, ainda durante o actual período lectivo, "uma grande marcha nacional pela Educação e em defesa da escola pública, com todos os membros da comunidade educativa". Cláudia Páscoa justificou as propostas do plenário dos docentes de Beja com a necessidade de "endurecer a luta" contra o "ataque injusto e continuado à escola pública" e a política educativa do Governo, nomeadamente a revisão do Estatuto da Carreira Docente e o modelo de avaliação de desempenho. A moção, que vai ser enviada à Plataforma Sindical e distribuída por docentes do distrito de Beja, apela ainda aos professores para participarem na greve nacional de segunda-feira, na manifestação nacional agendada para dia 24, em Lisboa, e no segundo Encontro Nacional de Escolas em Luta, dia 31. O Movimento Professores de Beja em Luta foi criado por professores de 15 escolas do Baixo Alentejo, no início deste ano lectivo, "em defesa de uma escola pública de qualidade" e para "lutar contra a revisão do Estatuto da Carreira Docente e o modelo de avaliação de desempenho".

MOBILIZAR! UNIR! RESISTIR!


Caro(a) colega,
A semana de 19 a 24 de Janeiro de 2009 vai ficar na história de Portugal, pela determinação, mobilização e participação dos PROFESSORES em duas jornadas de luta.A semana inicia-se (19 de Janeiro) com uma GREVE e termina com uma CONCENTRAÇÃO/MANIFESTAÇÃO em frente do Palácio de Belém (24 de Janeiro, às 14:30h).Uma e outra necessitam de uma adesão e participação massiva dos professores.É importante que demonstres a tua determinação na luta contra a política educativa que continua a fazer de ti um "indigno" e a destruir a tua profissão e escola pública.Vê como te consideram:«quando se dá uma bolacha a um rato, ele a seguir quer um copo de leite!» (Jorge Pedreira, Auditório da Estalagem do Sado, 16/11/2008, referindo-se aos professores e à sua luta).«vocês [deputados do PS] estão a dar ouvidos a esses professorzecos» (Valter Lemos, Assembleia da República, 24/01/2008).«caso haja grande número de professores a abandonar o ensino, sempre se poderiam recrutar novos no Brasil» (Jorge Pedreira, Novembro/2008).«admito que perdi os professores, mas ganhei a opinião pública» (Maria de Lurdes Rodrigues, Junho/2006).«[os professores são] arruaceiros, covardes, são como o esparguete (depois de esticados, partem), só são valentes quando estão em grupo!» (Margarida Moreira - DREN, Viana do Castelo, 28/11/2008).É POR TUDO O QUE TÊM FEITO E DITO...É preciso dizer não!É por tudo isto ...
... que é determinante fazer greve no dia 19;
... que é importante participar na concentração/manifestação em frente do Palácio de Belém, no dia 24, às 14:30 h;

... que não entregues os "objectivos individuais".
MOBILIZAR! UNIR! RESISTIR!



Copia e divulga o CARTAZ da Concentração/Manifestação, que se encontra no blogue do MUP - http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/


ENVIA ESTA MENSAGEM AO MAIOR NÚMERO DE COLEGAS!

A coragem de um prof


Colegas,
Suponho que todos se sintam sensibilizados por sentirem que, no passado Sábado, fizeram parte de “algo maior”, que fizeram parte da história…
Pois na história, por maior e mais significativa que tenha sido a manifestação, é onde todos e cada um dos 120 000 irá ficar se, chegados às escolas, nada fizerem para mudar as coisas.
Sei que muitos se sentiram desiludidos com as consequências práticas da primeira manifestação e que muitos temem a repetição do mesmo com esta segunda manifestação. Alguns sentem-se desiludidos, ou mesmo ultrajados, com as declarações da Sr.ª ministra da Educação na televisão…Seremos assim tão ingénuos que estávamos à espera que ela viesse às televisões pedir desculpa, dizer que se tinha enganado e que se iria empenhar, connosco, no combate aos verdadeiros males do nosso ensino?! Não me façam rir!
Porque não há-de a ministra se sentir segura, se ela sabe que 90% dos professores que aos Sábados vêm gritar para as ruas chegam às escolas, na segunda-feira seguinte, e continuam a colaborar na política das aparências…
Ela conta com o nosso medo, conta com a nossa inércia, conta com o nosso “seguidismo”…Não lhe interessa resolver nada do que está mal, interessa-lhe apenas a nossa colaboração. E ela sabe que a está a ter em centenas de escolas, as mesmas de onde vieram muitos dos 120 000. A esse medo chama-se CONIVÊNCIA!
Sejamos honestos! Em causa não está a avaliação, mas TUDO o resto. Toda a política da aparência que está a conduzir o sistema de ensino público português para o mesmo caminho que o nosso famigerado sistema nacional de saúde.
Quem, de entre nós, tendo um pouco de dinheiro, não prefere recorrer a uma clínica privada do que perder horas num centro de saúde ou num hospital público?! Pois o mesmo irá acontecer ao sistema de ensino público português, caso não nos revoltemos contra esta política que, perante as dificuldades, cede.
No futuro, e o futuro é daqui a dois ou três anos, no sistema de ensino público ficarão apenas os que forem incapazes de fugir para o privado: professores e alunos.
Os meninos estão a ter maus resultados a Matemática? Não faz mal, baixa-se o nível de exigência dos exames. Os meninos ficam retidos no final do ano? Não faz mal, inventam-se dezenas de “planos” e de “justificações” e o pessoal, só para não ter que preencher a papelada, continua a “engolir sapos” e a passar os meninos todos no final de cada ano.
É necessário passar a imagem, para a opinião pública, que o governo está muito preocupado com os problemas do ensino? Inventa-se uma “avaliação burocrática de docentes” e a malta colabora, com medo, e vamos para casa todos contentes com o “Bom”…
O sistema público de ensino está a ruir a cada ano e em vez de enfrentarmos os problemas de frente e assumir o que está mal, incluindo o que está errado dentro da classe docente, continuamos a colaborar com o “sistema”…Ou seja, o “Titanic” afunda-se, mas nós continuamos a dançar ao som da orquestra…Pois bem, se houver alguém que acredite que este sistema de avaliação vai melhorar o nosso sistema de ensino, que entregue os objectivos pessoais.
Se houver alguém que acredita que os professores que se esforçam, que sempre se esforçaram, vão ser “premiados”, que entregue os objectivos pessoais.
Se alguém acredita que os nossos colegas que sempre fizeram do ensino a sua “segunda profissão” e se gabam de usar indiscriminadamente os 102 irão ser penalizados, que entregue os objectivos pessoais.
Se alguém acredita que este processo nos irá ajudar a melhorar os nossos métodos de ensino e a ser melhores professores, que entregue os objectivos pessoais.
Se alguém acredita que este processo irá permitir detectar os nossos erros e corrigi-los, beneficiando indirectamente os nossos alunos, que entregue os objectivos pessoais.Mas NÃO ENTREGUEM OS OBJECTIVOS POR MEDO! Não cedam à chantagem do medo e às ameaças da ministra. Todos temos muito a perder, mas há coisas que não têm preço…Uma delas é a nossa dignidade profissional.
Nós somos professores e, na nossa profissão, todos os dias somos confrontados com ameaças directas à nossa autoridade. Quando não temos mais argumentos para convencer os nossos alunos pela razão, o que é que fazemos?! Ameaçamos! É a última arma que resta, quando faltam mais argumentos…Sabemos bem como é!
Pois bem, temos uma ministra que, há muito, desistiu de nos convencer pela razão, pois nós bem sabemos da hipocrisia desta pseudo-avaliação. Que lhe resta? A ameaça…Como não pode mandar os professores para a “rua” com uma falta disciplinar, ameaça-nos com a não progressão na carreira. E nós? Nós, pelos vistos, cedemos com um sorriso nos lábios…Seremos assim tão ingénuos que pensamos que, se alinharmos no “esquema” e entregarmos os objectivos, nada nos irá acontecer?!
Seremos tão ingénuos ao ponto de pensar que, se alinharmos com o “sistema”, o nosso emprego estará assegurado para sempre?
Será que as pessoas não compreenderam que os tempos mudaram e que já não há certezas no que toca a um emprego para toda a vida, nem mesmo para quem trabalha para o Estado?
ACORDEM e olhem à vossa volta…Estamos a entrar numa das piores crises financeiras que o mundo ocidental já conheceu… Alguém acredita que o seu emprego estará seguro indefinidamente só por não contrariar o “chefe”?! Os tempos mudaram e não voltam atrás, nem mesmo para quem é funcionário público.
A escola de Silves está cheia de pessoas normais, não de super-heróis. As pessoas que estão a boicotar a avaliação na minha escola são pessoas honestas e cumpridoras da lei. Pagam impostos e não têm cadastro criminal. Não são loucas, nem irresponsáveis e, por isso, também têm medo.
Estão habituadas a ensinar aos seus alunos e filhos a cumprir as leis. Mas sabem que antes de qualquer lei, está a lealdade e a rectidão perante as nossas mais profundas convicções.
Os professores de Silves também têm medo das repercussões que este acto de resistência pode ter nas suas carreiras, sobretudo os corajosos avaliadores que arriscam, talvez, um processo disciplinar. De onde lhes vem a coragem? De saber que pior que ter medo de não cumprir esta avaliação, é o medo de olharmos para o espelho e termos vergonha de não termos defendido a nossa dignidade profissional e os nossos alunos.
É disso que se trata, de defender a dignidade do nosso sistema de ensino. É daí que nos vem a força, das nossas convicções…Como poderíamos olhar de frente, olhos nos olhos, os nossos alunos se cedêssemos na luta pelos nossos ideais?
A ministra ameaça-nos como “meninos mal comportados” e nós claudicamos? Em Silves, não!Não sigam o exemplo dos professores do Agrupamento Vertical de Escolas Dr. Garcia Domingues de Silves, sigam a vossa consciência. E se, perante ela, se sentirem bem em entregar os objectivos pessoais, entreguem-nos!
Nós, perante o medo, continuamos a RESISTIR! E desde que o começámos a fazer que dormimos melhor e que temos um outro sorriso…Estamos bem com a nossa consciência e isso não tem preço.
Desde que resisto, que sou MAIS FELIZ! Os meus alunos agradecem…

Cartaz da greve


Documento aprovado em Santarém

Documento aprovado em Santarém por 139 presidentes de Conselhos Executivos e entregue nesta quinta-feira, 15 de Janeiro, no ME.Exma. Sra. Ministra da Educação,As Presidentes e os Presidentes dos Conselhos Executivos das Escolas em relação infra, reunidos em 10/01/2009, cientes e convictos das suas obrigações perante Vª. Exa. e perante a Escola, cientes e convictos da importância e necessidade de implementação de um processo de avaliação que promova, eficiente e eficazmente, a qualidade do ensino público e da condição docente, cientes e convictos, ainda, da importância do seu contributo em tudo o que à Escola Pública respeita, unanimemente entenderam dever manifestar a Va. Exa.:1) que a regulamentação agora publicada, apesar de retirar do processo avaliativo alguns parâmetros anteriormente previstos, não se torna, ainda assim, mais exequível, nomeadamente por força da concentração de competências no Presidente do Conselho Executivo;2) que a mesma regulamentação, ao consignar a não obrigatoriedade de os Professores serem avaliados na componente científico-pedagógica, não só não promove, como compromete, a qualidade do ensino;3) que este processo de avaliação, a realizar-se nos termos agora regulamentados, promoverá a injustiça entre pares, constituindo-se, assim, como instrumento promotor de desmotivação e consequente mau instrumento de gestão, pois não assegura, de forma distinta, a avaliação do mérito científico-pedagógico;4) que a insistência, assim, no actual modelo de avaliação, compromete a construção, desde já e a longo prazo, de um modelo de avaliação justo, sério e credível, bem como desvia significativamente a Escola da sua principal razão: a educação dos alunos;5) ser da maior importância, para a realização de uma justa e credível avaliação do desempenho dos Professores em sede da respectiva escola, a rectificação da injustiça instalada nas escolas com o processo de concurso para Professores titulares, no qual não foi dado o primado ao mérito profissional;6) haver, pelo exposto e a fortiori, fundamento suficiente para reiterar a posição maioritária do Conselho de Escolas, favorável à suspensão deste processo de avaliação de desempenho.Mais unanimemente entenderam, considerando que a sua responsabilidade e missão não se esgotam num papel puramente funcional, ser a respectiva avaliação em quadro de SIADAP desadequada, pelo que solicitam consequente revisão de tal.Reiterando a disponibilidade neste acto expressa, são:Presidentes dos Conselhos Executivos das(os) seguintes Escolas/Agrupamentos:Agrupamento Afonso Betote - Vila do CondeAgrupamento Cidade Castelo BrancoAgrupamento de Escolas a Sudoeste de OlivelasAgrupamento de Escolas Anselmo de Andrade - AlmadaAgrupamento de Escolas António José de Almeida - PenacovaAgrupamento de Escolas D. Afonso Henriques - GuimarãesAgrupamento de Escolas D. Nuno Álvares Pereira - TomarAgrupamento de Escolas D. Sancho I -CartaxoAgrupamento de Escolas da Cordinha - Oliveira do HospitalAgrupamento de Escolas da Guia - PombalAgrupamento de Escolas da LousãAgrupamento de Escolas da Pedrulha - CoimbraAgrupamento de Escolas da Pontinha - OdivelasAgrupamento de escolas de Aguada de Cima - ÁguedaAgrupamento de Escolas de Aguiar da BeiraAgrupamento de Escolas de AlmeidaAgrupamento de Escolas de AnadiaAgrupamento de Escolas de Cabanas do Viriato - Carregal do SalAgrupamento de Escolas de Campo de Besteiros - TondelaAgrupamento de Escolas de Canas de SenhorimAgrupamento de Escolas de Carregal do SalAgrupamento de Escolas de Ceira - CoimbraAgrupamento de Escolas de Entre Ribeiras - Paul- CovilhãAgrupamento de Escolas de Figueira de Castelo RodrigoAgrupamento de Escolas de GóisAgrupamento de Escolas de José Relvas - AlpiarçaAgrupamento de Escolas de MidõesAgrupamento de Escolas de Miranda do CorvoAgrupamento de Escolas de MortáguaAgrupamento de Escolas de NelasAgrupamento de Escolas de Oliveira de FradesAgrupamento de escolas de OurémAgrupamento de Escolas de PinhelAgrupamento de Escolas de S. Pedro do SulAgrupamento de Escolas de S. Silvestre - CoimbraAgrupamento de escolas de Santo Onofre - Caldas da RainhaAgrupamento de Escolas de SoureAgrupamento de Escolas de VizelaAgrupamento de Escolas de VouzelaAgrupamento de Escolas do Caramulo - TondelaAgrupamento de Escolas do Concelho de Vila do BispoAgrupamento de Escolas do SátãoAgrupamento de Escolas do TortosendoAgrupamento de Escolas Dr. Manuel Fernandes - AbrantesAgrupamento de Escolas Febo Moniz - AlmeirimAgrupamento de Escolas Finisterra - Febres - CantanhedeAgrupamento de Escolas Gil Vicente - LisboaAgrupamento de Escolas Inês de Castro - CoimbraAgrupamento de Escolas Maria Pais Ribeiro "A Ribeirinha" - Vila do CondeAgrupamento de Escolas Marinhas do Sal - Rio MaiorAgrupamento de Escolas Martim de Freitas - CoimbraAgrupamento de Escolas Padre António Andrade - OleirosAgrupamento de Escolas S. Martinho do Porto - AlcobaçaAgrupamento de Escolas Santa Cruz da Trapa - S. Pedro do SulAgrupamento de Escolas Silva Gaio - CoimbraAgrupamento de Escolas Soares dos Reis - Vila Nova de GaiaAgrupamento de Escolas Virgínia Moura - GuimarãesAgrupamento de Samora Correia - BenaventeAgrupamento de Vila Nova de PoiaresAgrupamento do AvelarAgrupamento Fazendas de Almeirim - AlmeirimAgrupamento Idães - FelgueirasAgrupamento Marcelino Mesquita - CartaxoAgrupamento Maria Alice Gouveia - CoimbraAgrupamento Marquês de Pombal - PombalAgrupamento Paço de Sousa - PenafielAgrupamento Pêro da CovilhãAgrupamento Vale Aveiras - AzambujaAgrupamento Vertical de Escolas - AlcocheteAgrupamento Vertical de Escolas de Ponte da BarcaConservatório de Música de CoimbraEB23 Alexandre Herculano - SantarémEB23 António Correia de Oliveira - EsposendeEb23 Ciclos Santa Iria - TomarEB23/S de Oliveira de FradesEscola Sec. Com 3º Ciclo Fernando Namora de Condeixa-a-NovaEscola Sec/3 de PinhelEscola Sec/3 de Raul Proença - Caldas da RainhaEscola Secundária /3 de AlcanenaEscola Secundária Alberto Sampaio - BragaEscola Secundária Avelar Brotero - CoimbraEscola Secundária Cacilhas - Tejo - AlmadaEscola Secundária D. Duarte - CoimbraEscola Secundária da LousãEscola Secundária da LousadaEscola Secundária da MealhadaEscola Secundária da Quinta das Flores - CoimbraEscola Secundária Daniel Faria - BaltarEscola Secundária de ArganilEscola Secundária de Barcelinhos - BarcelosEscola Secundária de BarcelosEscola Secundária de BarcelosEscola Secundária de FelgueirasEscola Secundária de Figueira de Castelo RodrigoEscola Secundária de Oliveira do HospitalEscola Secundária de Porto de MósEscola Secundária de S. Pedro - Vila RealEscola Secundária de Vilela - ParedesEscola Secundária de VouzelaEscola Secundária do FundãoEscola Secundária Dr João Lopes Morais - MortáguaEscola Secundária Dr. Ginestal Machado - SantarémEscola Secundária Dr. J.C.C. Gomes - ÍlhavoEscola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima de AveiroEscola Secundária Dr. Mário Sacramento - AveiroEscola Secundária Eça de Queirós - Póvoa de VarzimEscola Secundária Emídio Navarro - ViseuEscola Secundária Fernão Mendes Pinto - AlmadaEscola Secundária Gama Barros - Lisboa - CacémEscola Secundária Homem Cristo de AveiroEscola Secundária Infanta D. Maria - CoimbraEscola Secundária Jácome Ratton - TomarEscola Secundária Jaime Cortesão - CoimbraEscola Secundária José Falcão - CoimbraEscola Secundária José Régio - Vila do CondeEscola Secundária Luis Sttau Monteiro - LouresEscola Secundária Manuel da Fonseca - Santiago do CacémEscola Secundária Marquesa de Alorna - AlmeirimEscola Secundária Pe. Benjamim Salgado - Vila Nova de FamalicãoEscola Secundária Rainha D. Amália - LisboaEscola Secundária Rocha Peixoto - Póvoa de VarzimEscola Secundária Rodrigues Lobo de LeiriaEscola Secundária Sá da Bandeira - SantarémEscola Secundária Santa Maria do Olival- TomarEscola Secundária Sebastião da Gama - SetúbalEscola Secundária/3 Amato Lusitano - Castelo BrancoEscola Secundária/3 de Carregal do SalEscola Secundária/3 de Santa Comba Dão

Educação: 112 escolas e agrupamentos já tomaram posição

Recusa de avaliação alastra a todo o País
Professores de escolas de todo o País têm vindo a aprovar nos últimos dias tomadas de posição colectivas, assumindo a recusa em participar no processo de avaliação de desempenho, começando pela não entrega dos objectivos individuais.
Sindicatos, movimentos independentes e blogues de docentes apontam já para mais de uma centena de escolas e agrupamentos onde, após a publicação do Decreto Regulamentar de simplificação, a 5 de Janeiro, os professores voltaram a reunir e decidiram manter a suspensão do processo. O blogue ProfAvaliação apresentava ontem uma lista com 43 agrupamentos e 69 escolas onde foi aprovada a suspensão.
Para o dia da greve, segunda-feira, estão marcadas dezenas de reuniões de docentes que poderão tomar decisões idênticas. A Fenprof garante que "mesmo em escolas em que essa decisão não foi tomada, são milhares os professores que decidem não entregar os objectivos individuais". A Fenprof faz ainda um apelo para se encher com mensagens de protesto os mails de 40 deputados do PS que são docentes, divulgando os respectivos endereços electrónicos. A ideia é pressionar a aprovar o projecto do CDS-PP, que defende a suspensão da avaliação e será votada no Parlamento dia 23.

MOVIMENTOS FALAM EM DEMISSÃO
Os deputados socialistas que são professores vão romper a disciplina partidária e aprovar a suspensão da avaliação, quando dia 23 for votado na Assembleia da República o projecto do CDS-PP, levando o Governo a apresentar a demissão. Este é o cenário ontem aventado pelo movimento Mobilização e Unidade dos Professores (MUP) num texto colocado no seu site. "São notícias que vão chegando das sedes do PS a nível nacional. Fala-se, inclusivamente, de que se preparam para o Governo pedir a demissão. Falta o motivo e este parece ser aquele em que Sócrates aposta e vai daí ... professores socialistas juntam-se a Alegre e companhia ", pode ler-se no texto.

NOTAS
CONSELHO QUER REVISÃO
O presidente do Conselho das Escolas, Álvaro dos Santos, disse à Agência Lusa que o modelo de avaliação "deve ser revisto" mas defendeu que os sindicatos devem apresentar uma alternativa credível.
ABAIXO-ASSINADO
No dia da greve, a Plataforma Sindical vai entregar no Ministério um abaixo-assinado.

SINDICATOS QUEREM CONTINUAR A NEGOCIAR -Avaliação de professores suspensa nos Açores

Os sindicatos dos professores informa que o modelo de avaliação previsto no Estatuto da Carreira Docente (ECD) está suspenso e que, este ano lectivo, os professores em matéria de avaliação apenas deverão elaborar um “relatório crítico de 15 páginas”.
Para o Sindicato dos Professores da Região Açores (SPRA) “é um modelo simplificado e não o que está no ECD”, ou seja não há observação de aulas nem uma série de procedimentos previstos na proposta da secretaria. Na passada quinta-feira, a Secretaria Regional da Educação e Formação negou que o modelo de avaliação dos professores estivesse suspenso nas escolas açorianas. A responsável pela tutela fez questão de lembrar que “o modelo não está suspenso. Apenas está a ser analisada uma solução transitória para o presente ano lectivo”. A declaração da governante gerou alguma confusão junto dos docentes, mas na verdade o modelo está suspenso, pelo menos, este ano lectivo.A tutela da educação continua a negociar com os sindicatos as alterações do Estatuto da Carreira, hoje deverá realizar-se, em Angra do Heroísmo, a última ronda com o Sindicato Democrático dos Professores dos Açores.
Negociação suplementar
Na passada quinta-feira, Lina Mendes, responsável pela Secretaria da Educação, realizou a 2ª, e última, ronda de negociações com o SPRA, mas este sindicato já anunciou que vai requerer uma “negociação suplementar”, como sinal de “protesto”.Um comunicado do sindicato dá conta que, apesar de se ter conseguido “introduzir algumas alterações significativas no Estatuto da Carreira Docente”, considera que os resultados “globais alcançados não correspondem às expectativas dos docentes”. Por isso alegam a necessidade da negociação suplementar. O SPRA diz-se insatisfeito por a tutela não ter ido mais longe na eliminação dos “constrangimentos geradores do descontentamento e do desânimo que se instalou na classe docente”. Nomeadamente, exemplificam, os que se prendem com o agravamento das condições de trabalho e com o processo de avaliação.

Aspectos positivos Como aspectos positivos conseguidos até agora nas rondas negociais, os sindicalistas destacam a não aplicação, em 2008/2009, do modelo de avaliação consagrado no ECD e a introdução, este ano, de um regime de avaliação simplificado, que consistirá na elaboração, por todos os docentes, de um relatório, com o máximo de quinze páginas, e que incidirá sobre “as dimensões social e ética; o desenvolvimento do ensino e da aprendizagem; a participação na escola e a relação com a comunidade escolar e o desenvolvimento profissional”. Este relatório classificado apenas com as menções de “Insuficiente ou Bom”Numa lista de 14 pontos positivos destacam-se: a dispensa da avaliação do desempenho dos docentes que reúnam as condições para se aposentarem até 31 de Agosto de 2011; a abolição de todas as normas que impunham restrições ao direito constitucional de protecção na doença; a uniformização dos horários de trabalho dos docentes da Educação Especial; o direito à redução de uma hora na componente lectiva semanal dos docentes do Ensino Básico e do Ensino Secundário por cada 10 docentes a avaliar e o compromisso de reduzir, de 25 para 20, na Educação Pré-Escolar, o limite do número de alunos por turma.Este sindicato alega que vai defender na negociação suplementar a uniformização dos horários dos diferentes níveis e sectores de ensino, as consequentes reduções da componente lectiva resultantes do desgaste físico e psíquico da profissão e que a observação de aulas “ocorra apenas nas situações em que haja indícios de más práticas ou para validar a atribuição das menções de Muito Bom e de Excelente, contestando a implementação dos procedimentos diferenciados impostos pela secretaria.