segunda-feira, janeiro 19, 2009

Demagogia feita à maneira...

12h44m
Greve às aulas assistidas é "puro boicote" à avaliação

O secretário de Estado da Educação, Jorge Pedreira, considerou que a greve às aulas assistidas, convocada pelos sindicatos dos professores a partir de terça-feira, vem demonstrar que as estruturas sindicais rejeitam qualquer tipo de avaliação.
Em declarações à agência Lusa, a propósito da greve nacional de professores, a decorrer esta segunda-feira, o secretário de Estado afirmou ter "muita dificuldade em compreender" estas acções e qualificou a greve às aulas assistidas como "puro boicote" à avaliação de desempenho.
"Vem demonstrar, no fundo, que aquilo que os sindicatos querem é que não haja nenhuma avaliação", afirmou Jorge Pedreira, que se manifestou convicto de que a paralisação de hoje terá um nível de adesão "significativamente inferior" à registada na anterior greve de professores, a 03 de Dezembro.
Na última paralisação nacional de docentes, os sindicatos apontaram uma adesão na ordem dos 94 por cento, enquanto segundo os números avançados pelo Ministério da Educação não foi além dos 66,7 %.

o Cartaz que o governo gostaria de adoptar


Professores independentes garantem que alunos não serão prejudicados

Cinco movimentos de professores não sindicalizados enviaram hoje uma «mensagem aos portugueses» para esclarecer os motivos da greve e garantir que os alunos não serão prejudicados

Num comunicado enviado aos jornalistas, a Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino (APEDE), a Comissão em Defesa da Escola Pública (CDEP), o Movimento Escola Pública (MEP), o Movimento de Mobilização e Unidade dos Professores(MUP) e o PROmova (PROFESSORES - Movimento de Valorização) dirigem uma «esclarecedora e convincente mensagem aos portugueses».Na missiva, os professores independentes explicam que a opção pela greve só surgiu «depois de terem tentado de todas as maneiras que a suas opiniões fossem tomadas em consideração».Os docentes «fizeram abaixo-assinados, vigílias e dezenas de manifestações - duas das quais com mais de 100 mil professores», tudo fora do horário de trabalho: «ao fim do dia ou aos sábados para não prejudicar os alunos», sublinham.Hoje, estes docentes juntaram-se à greve convocada pelos sindicatos, que segundo o porta-voz da plataforma sindical dos professores está a ter uma adesão de 90 por cento em todo o país. Os independentes explicam a sua adesão à greve em poucas palavras: «querem ser avaliados por processos justos e que contribuam para o seu aperfeiçoamento profissional», «querem ter uma carreira única, digna, em que o mérito seja sempre premiado e não uma carreira dividida artificialmente»; «querem ser tratados com respeito e que as suas opiniões sejam tidas em consideração na elaboração de diversas leis que o governo (...) procura impor».Os professores lembram que «não estão a reivindicar aumentos salariais», mas sim a lutar por «leis que valorizem a sua função e os ajudem a combater a indisciplina e a violência que tem vindo a crescer nas escolas».«Desejam uma escola que ministre um ensino de qualidade, onde os alunos passem de ano a dominar as matérias e não uma escola que não prepara para a vida e que permite a passagem indiferenciadamente, para ficar bem vista nas estatísticas europeias». Por isso, prometem não esquecer os alunos, garantindo que se vão empenhar para garantir a leccionação das matérias previstas.Na semana passada, estes cinco movimentos de professores juntamente com o Movimento dos Professores Desterrados convocaram uma manifestação para esta sexta-feira frente ao Palácio de Belém, em Lisboa, para sensibilizar Cavaco Silva para o «clima de perturbação» que o modelo de avaliação de desempenho «está a provocar nas escolas».Os docentes pretendem alertar o Chefe de Estado para os aspectos «mais gravosos» do modelo de avaliação do Ministério da Educação e apresentar a Cavaco Silva as suas «justas» reivindicações, durante uma audiência que irão solicitar para o mesmo dia.
Lusa/SOL

Pressão para impôr modelo de avaliação é «inaceitável»

O porta-voz da plataforma sindical dos professores, Mário Nogueira, disse hoje ser «inaceitável no plano democrático as pressões e ameaças» do Ministério da Educação para impor o seu modelo de avaliação dos docentes
«O Ministério da Educação enganou-se e vai enganar-se cada vez mais. Os professores responderão sempre mantendo aquilo que são as suas posições. O apelo que fazemos é que não apenas suspendam o modelo, como não entreguem objectivos individuais, que os sindicatos darão todo o apoio para que o façam», sublinhou. aOs professores realizam hoje mais uma greve, em protesto contra o modelo de avaliação de desempenho e o Estatuto da Carreira Docente.Na última paralisação nacional de docentes, a 3 de Dezembro, os sindicatos apontaram uma adesão na ordem dos 94 por cento, enquanto segundo os números avançados pelo Ministério da Educação não foi além dos 66,7 por cento, valor que a tutela considerou «significativo».Mário Nogueira, que hoje visitou duas escolas de Coimbra, sustentou que nos níveis de adesão à greve atingidos às primeiras horas da manhã, superiores a 90 por cento, está também presente uma reacção ao modelo de avaliação.Também a presidente do Conselho Executivo da Secundária Jaime Cortesão, uma das escolas que Mário Nogueira visitou e que estava totalmente parada, disse não a surpreender o nível de adesão à greve.«Nunca conseguimos tal adesão à greve. É a prova de que os professores têm razão», sublinhou Lucinda Henriques, ao estabelecer um paralelismo com paralisações anteriores na sua escola, que rondavam os 50 a 60 por cento de adesão.Na perspectiva da responsável, o «Ministério da Educação tem de ser responsabilizado por não se abrir a discutir uma verdadeira avaliação», porque aquela que os docentes querem, com a componente científico-pedagógica, não está contemplada na versão actual.Na outra escola visitada pelo dirigente sindical, o Agrupamento Dra. Maria Alice Gouveia, os professores leram uma moção em que revelaram ter decidido por unanimidade «não desenvolver quaisquer procedimentos de avaliação de desempenho, nomeadamente a formulação de propostas de objectivos individuais».«É inaceitável, não tem cariz formativo, não promove a melhoria das práticas pedagógicas. Apenas está centrado na seriação de professores para efeitos de gestão da carreira», sublinham, acrescentando que as alterações recentemente introduzidas «mantêm alguns dos aspectos mais contestados, e outras são meramente conjunturais».Para Mário Nogueira, «os professores sabem que o problema da avaliação este ano não é um problema socioprofissional», pois «está salvaguardado que se um professor tiver insuficiente ou regular este ano não produzirá efeitos a nível da carreira».«O que os professores sabem é que neste modelo, apesar dos procedimentos simplificados, não se altera em nada a sua essência. É um modelo burocratizado, incoerente, desadequado, que tem quotas», afirmou. Na sua perspectiva, a simplificação de procedimentos «pretende apenas atingir o objectivo de conseguir que vá para a frente. Por isso, os professores vão continuar a suspender este modelo de avaliação».
Lusa/SOL

Sindicatos afirmam que mais de 90% dos docentes aderiram à greve

Plataforma Sindical dos Professores garante que mais de 90% dos professores está em greve. A maior parte das escolas estão fechadas ou não têm aulas por falta de condições.Na última greve, realizada a 3 de Dezembro, os sindicatos revelaram que 94% dos professores aderiram à paralisação. Hoje, em Gaia por exemplo, na Escola EB2,3 Soares dos Reis, só três dos 130 professores picaram o ponto.Contactado pelo Rádio Clube, o Ministério da Educação opta, para já, pelo silêncio. Mário Nogueira, o porta-voz da plataforma sindical, esteve esta manhã na secundária Jaime Cortesão, em Coimbra, que não teve aulas, e declarou que a paralisação está a ser um sucesso.João Dias da Silva, outro dirigente da plataforma de professores, esteve esta manhã na Escola Clara de Resende no Porto, onde falou sobre a obrigatoriedade do 12ºano. O dirigente sindical afirmou que cada ano que passa é um atraso relativamente ao objectivo de alargar a escolaridade obrigatória dos portugueses.Ainda hoje, a plataforma dos professores vai entregar um abaixo-assinado ao Ministério da Educação para exigir a revisão do Estatuto da Carreira Docente e a suspensão do processo de avaliação dos professores.A Confederação das Associações de Pais (Confap) acusa os professores de estarem a prejudicarem os jovens. Albino Almeida, presidente da Confap, afirma que não faz sentido convocar uma greve durante um período de negociação.

Professores independentes garantem que alunos não serão prejudicados


Lisboa, 19 Jan (Lusa) - Cinco movimentos de professores não sindicalizados enviaram hoje uma "mensagem aos portugueses" para esclarecer os motivos da greve e garantir que os alunos não serão prejudicados.
Num comunicado enviado aos jornalistas, a Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino (APEDE), a Comissão em Defesa da Escola Pública (CDEP), o Movimento Escola Pública (MEP), o Movimento de Mobilização e Unidade dos Professores(MUP) e o PROmova (PROFESSORES - Movimento de Valorização) dirigem uma "esclarecedora e convincente mensagem aos portugueses".
Na missiva, os professores independentes explicam que a opção pela greve só surgiu "depois de terem tentado de todas as maneiras que a suas opiniões fossem tomadas em consideração".
Os docentes "fizeram abaixo-assinados, vigílias e dezenas de manifestações - duas das quais com mais de 100 mil professores", tudo fora do horário de trabalho: "ao fim do dia ou aos sábados para não prejudicar os alunos", sublinham.
Hoje, estes docentes juntaram-se à greve convocada pelos sindicatos, que segundo o porta-voz da plataforma sindical dos professores está a ter uma adesão de 90 por cento em todo o país.
Os independentes explicam a sua adesão à greve em poucas palavras: "querem ser avaliados por processos justos e que contribuam para o seu aperfeiçoamento profissional", "querem ter uma carreira única, digna, em que o mérito seja sempre premiado e não uma carreira dividida artificialmente"; "querem ser tratados com respeito e que as suas opiniões sejam tidas em consideração na elaboração de diversas leis que o governo (...) procura impor".
Os professores lembram que "não estão a reivindicar aumentos salariais", mas sim a lutar por "leis que valorizem a sua função e os ajudem a combater a indisciplina e a violência que tem vindo a crescer nas escolas".
"Desejam uma escola que ministre um ensino de qualidade, onde os alunos passem de ano a dominar as matérias e não uma escola que não prepara para a vida e que permite a passagem indiferenciadamente, para ficar bem vista nas estatísticas europeias". Por isso, prometem não esquecer os alunos, garantindo que se vão empenhar para garantir a leccionação das matérias previstas.
Na semana passada, estes cinco movimentos de professores juntamente com o Movimento dos Professores Desterrados convocaram uma manifestação para esta sexta-feira frente ao Palácio de Belém, em Lisboa, para sensibilizar Cavaco Silva para o "clima de perturbação" que o modelo de avaliação de desempenho "está a provocar nas escolas".
Os docentes pretendem alertar o Chefe de Estado para os aspectos "mais gravosos" do modelo de avaliação do Ministério da Educação e apresentar a Cavaco Silva as suas "justas" reivindicações, durante uma audiência que irão solicitar para o mesmo dia.
SIM
Lusa/Fim

Escolas sem aulas e a funcionar a meio gás em todo o País no início da manhã

11h18m
jn

Escolas de todo o país começaram o dia sem aulas ou a funcionar a meio gás por causa da greve de professores, constatou-se numa ronda por diversos estabelecimentos de ensino.

Na secundária Jaime Cortesão, em Coimbra, por exemplo, onde esteve Mário Nogueira, o porta-voz da plataforma sindical que convocou o protesto, não houve aulas no início da manhã e os poucos alunos que estavam na escola às 08:30 preparavam-se para regeressar a casa.

Também na EB 2/3 D. Afonso III, em Faro, onde estudam cerca de 600 alunos, só houve uma aula à primeira hora. Dezenas alunos estavam concentrados no exterior da escola, assegurando não ter aulas. Nas grades que cercam o recinto, está colado um cartaz onde se lê: "Professores e educadores todos juntos em luta por um estatuto profissional digno e valorizado".

Ainda em Faro, na escola básica do Carmo também só um dos seis professores que habitualmente dão aulas logo de manhã estava hoje na escola.

Em Torres Vedras, a escola Secundária Madeira Torres está encerrada. A outra secundária da cidade tem as portas abertas, mas há muitos alunos sem aulas.

Lisboa a meio gás

Em Lisboa, na secundária Maria Amália Vaz de Carvalho, o cenário encontrado pela Lusa à mesma hora era semelhante: uma parte dos alunos tiveram mesmo de ficar na escola, porque muitos professores decidiram não fazer greve. Um funcionário da escola disse à Lusa que o parque de estacionamento costuma estar cheio logo de manhã, mas hoje tem apenas metade dos carros do que é normal.

Ainda em Lisboa, a secundária do Restelo está aberta, mas a Lusa encontrou muitos alunos no recinto sem aulas.

Em Leiria, as principais escolas secundárias da cidade encontram-se de portas abertas, mas não a funcionar normalmente, devido à greve dos professores.

O mesmo sucede nos concelhos da Marinha Grande e Alcobaça. Neste último, fonte do conselho executivo da Secundária D. Pedro I informou que dos quase cem professores do estabelecimento, "50 por cento estão a fazer greve".

Já o Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) fez àquela hora um "balanço positivo". A coordenadora do Executivo Distrital de Leiria, Ana Rita Carvalhais, adiantou à agência Lusa que pelo menos um estabelecimento de ensino - a EB 2,3 com Secundário da Maceira -, no concelho de Leiria, tinha uma adesão de 100 por cento à greve, taxa registada às 08:30.

A responsável acrescentou que "as escolas do 1º ciclo de Outeiro da Ranha e Meirinhas (Pombal), Maceirinha e A-dos-Pretos (Leiria), e São Martinho do Porto (Alcobaça) estão encerradas".

Ainda em São Martinho do Porto, "a EB 2,3 com Secundário regista uma adesão de 91 por cento, enquanto na EB 2 Padre Franklin, na Marinha Grande, 70 por cento dos professores não compareceram à escola".

Em Santarém, a EB 2,3 Alexandre Herculano está encerrada devido à greve dos professores, entendendo o Conselho Executivo que não tem condições para manter os 659 alunos na escola.

A presidente do Conselho Executivo Maria João Igreja, ela própria em greve, permaneceu ao portão do estabelecimento até cerca das 08:45, contabilizando o número de professores que apareceram ao primeiro tempo de aulas para tomar uma decisão quanto à abertura ou não da escola.

"Esta é uma decisão difícil. É preciso perceber se tenho condições ou não para acolher os alunos. Mesmo que tenha 10 professores ao primeiro tempo, o que lhes faço nas horas seguintes?", disse à agência Lusa.

Apenas três professores com turma atribuída atravessaram o portão, confessando que não faziam greve, uma delas, com apenas algumas horas lectivas, desabafando que o fazia "por questões financeiras". Além destes, entraram mais dois professores sem componente lectiva.

Com muitos alunos das freguesias rurais, dependentes do transporte colectivo, o Conselho Executivo solicitou a passagem dos autocarros para os levarem de regresso a casa, não havendo praticamente alunos à porta da escola às 09:00.

Ainda em Santarém, além desta escola, também a EB 2,3 Mem Ramires decidiu encerrar as portas. Na secundária Dr. Ginestal Machado, ao primeiro tempo a adesão à greve rondava os 89 por cento, com a presença de apenas sete dos 60 professores com aulas às 08:30, mantendo a escola, frequentada por cerca de mil alunos, as portas abertas.

Na Região Norte, a greve de professores de hoje está a registar uma adesão similar à de 03 de Dezembro, segundo os primeiros indicadores recolhidos pelos sindicatos.

"A primeira impressão colhida é a de que há uma fortíssima adesão à greve, a níveis muito próximos - mais ponto, menos ponto - dos atingidos em 03 de Dezembro", disse à Lusa a coordenadora do Sindicato dos Professores do Norte, Manuela Mendonça.

Referindo-se a algumas escolas do Porto, Manuela Mendonça disse que estão sem aulas a EB 1 João de Deus e a secundária Clara de Resende.

Os professores realizam hoje mais uma greve, em protesto contra o modelo de avaliação de desempenho e o Estatuto da Carreira Docente, estimando os sindicatos uma adesão superior a 90 %, à semelhança da registada a 03 de Dezembro.

Na última paralisação nacional de docentes, os sindicatos apontaram uma adesão na ordem dos 94 por cento, enquanto segundo os números avançados pelo Ministério da Educação não foi além dos 66,7 %, valor que a tutela considerou "significativo".

jn

COPIEM LÁ O EXEMPLO DE ESPANHA

Espanha promove a imagem dos professores.
Uma forma de olhar correctamente a Educação, valorizar a imagemdos professores e, consequentemente da Escola Pública.

Veja o anúncio na TV e na Radio...


http://www.educarex.es/documentos/anuncio/anuncio.html

27 escolas encerradas na Região de Lisboa às 10h

Vinte e sete escolas da região de Lisboa encontravam-se encerradas às 9h47 de hoje devido à greve dos professores, disse à agência Lusa uma fonte da Federação Nacional dos Professores (Fenprof)
«Neste momento, na região de Lisboa, temos já escrutinadas 27 escolas básicas, secundárias e do primeiro ciclo fechadas», avançou o dirigente sindical Manuel Grilo, ressalvando que «ainda é muito cedo para avançar com percentagens».«Temos algumas escolas emblemáticas já fechadas», disse Manuel Grilo, dando como exemplos a Escola Básica (EB) do 2.º e 3.º ciclo Avelar Brotero, Bairro Padre Cruz, Conde Oeiras, da Pontinha e as escolas Secundárias Gil Vicente, Alcanena, Entroncamento e Rio Maior.Numa ronda por escolas da Grande Lisboa, a Lusa encontrou várias escolas fechadas e, na maioria dos casos, a funcionar com menos professores do que o habitual.Em Setúbal, por exemplo, pelo menos duas escolas (a escola básica das Amoreiras e a EB2/3 Aranguez) decidiram fechar logo de manhã por causa da ausência de professores. Nos restantes estabelecimentos de ensino da cidade contactados esta manhã pela Lusa havia aulas, mas não a 100 por cento. Em alguns deles havia mesmo só um ou dois professores a dar aulas.
Também no Barreiro todas as escolas por onde passou a Lusa esta manhã estavam abertas, mas a maioria dos alunos estava sem aulas. No concelho da Amadora, a Secundária D. João V, na Damaia, teve apenas dez professores em funções na primeira hora (menos de um terço dos docentes), enquanto a Escola do 2º e 3º Ciclos Miguel Torga, no Casal de São Brás, começou o dia com «provavelmente menos de metade das aulas previstas», segundo fonte do Conselho Executivo. Ainda no concelho da Amadora, também nas secundárias Mães de Água (Falagueira) e da Amadora e na EB 2/3S Azevedo Neves (Damaia) eram vários os alunos que se mantinham nos recreios entre o período das 8h30 e das 9h15, mas não foi possível confirmar a adesão de professores à greve, devido à ausência de responsáveis dos Conselhos Executivos. Em Cascais, a greve teve, à primeira hora lectiva, um «grande» impacto em pelo menos cinco das oito escolas secundárias públicas do concelho. Na Secundária Frei Gonçalo de Azevedo (São Domingos de Rana), por exemplo, a direcção estimava uma adesão de 65 por cento, taxa que ascendia a «pelo menos 90 por cento» na Secundária da Cidadela. Em Carcavelos, 22 dos 52 professores esperados não compareceram nas aulas, mas fonte do Conselho Executivo do estabelecimento, que é sede de agrupamento, explicou que nas restantes escolas do grupo - três primárias - não foram registadas quaisquer faltas.O cenário repetiu-se em Loures, Odivelas e Sintra, onde as maiores escolas dos concelhos estavam de portas abertas, mas com muitos alunos sem aulas.
Lusa / SOL

NUNCA MAIS SEREI A MESMA A PARTIR DE HOJE




PORTUGUÊS


MATEMÁTICA


será que devo retirar-me?


o QUE sÓCRATES QUER DE NÓS


Comercializar estudantes é crime

Posted by Picasa
OS NOSSOS ALUNOS NÃO SÃO NÚMEROS NEM CÓDIGOS DE BARRA

Que sofrimento!!!!


Greve de hoje é teste à unidade dos professores

PEDRO SOUSA TAVARES
PAULO SPRANGER
DN

Greve de hoje é teste à unidade dos professores
Educação. Depois do 'simplex' da avaliação, os professores voltam hoje à greve em todo o País, num protesto que servirá para perceber se a "luta" está para durar ou se a classe começa a desmobilizar. A Plataforma está optimista. O Ministério não fala. Os pais dizem "basta"
"Uma greve forte." É esta a expectativa da Plataforma sindical, que arrisca valores de adesão da ordem dos 90%, e também dos movimentos independentes de professores, que garantem continuar a "acompanhar com empenho" a luta .Exactamente um ano após a aprovação do Estatuto que originou toda a agitação no sector. E um mês e meio depois do protesto de 3 de Dezembro, que bateu recordes de adesão -66,7% segundo o Governo, 94% para os sindicatos -, a expectativa é alta.Não porque se espere novo recuo ministerial mas, sobretudo, para avaliar em que medida o "simplex" avaliativo aprovado este mês - onde desapareceram alguns dos itens mais controversos, como os resultados dos alunos - serviu para desmobilizar os contestatários. Numa altura em que o ano lectivo está praticamente a meio este será um teste da forças dos professores.O Ministério da Educação voltou ontem a recusar fazer quaisquer comentário sobre este tema. Já os sindicatos - que, no final do mês, começam a discutir na 5 de Outubro uma revisão da carreira onde esperam acabar com a divisão entre professores e titulares e com as quotas - estão optimistas.61 mil em abaixo-assinado"Não sei se repetiremos os números de Dezembro", admitiu ao DN Lucinda Manuela, da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE), "mas se houver um grande protesto, o Ministério da Educação terá de perceber que não pode continuar mais tempo de costas voltadas para os professores"."Vai ser um sinal muito forte dos professores", antecipou Mário Nogueira, da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), revelando que, "só até sexta-feira, já tinham sido recolhidas 61 mil assinaturas" no abaixo-assinado que a Plataforma entrega esta tarde no ministério. " Todos os indicadores que temos vão no sentido de uma greve de dimensão semelhante à anterior, que vai aproximar-se dos 90%".Uma mobilização que, segundo Mário Machaqueiro, da Associação dos Professores em Defesa do Ensino , vai contar com os independentes: "A greve não pode ser interpretada como o passo final da luta dos professores, até porque temos outros protestos agendados. Mas a expectativa é de uma adesão bastante significativa ".Atentos estarão também partidos da oposição, como o PSD que viu recentemente chumbada no Parlamento a sua proposta de suspensão da avaliação: "Espero uma grande greve", disse o deputado Emídio Guerreiro. "Do Ministério, sinceramente, não espero muito. Mas a a rejeição existe e vai continuar. Era importante que acabasse com um braço-de-ferro cujo desfecho será sempre negativo".

A primeira avaliação da guerra da avaliação

Hoje pode ser o dia D para a luta dos professores portugueses contra a avaliação. Depois dos recuos do ministério - que se recusa a falar em recuos - e da promulgação do regime simplifcado pelo Presidente da República, o movimento ficou sem grande margem de manobra. Foi, também ele, recuando para os redutos mais radicais da luta. E é essa radicalização que hoje será avaliada. É óbivo que o ambiente e a opinião pública já mudaram - se é que alguma vez estiveram do lado dos que não pretendem nenhum tipo de avaliação. Resta agora perceber que efeitos que isso teve nos próprios professores - são 140 mil ao todo, e desses muitos há que precisam da avaliação deste ano para subirem de escalão, outros haverá que estão cansados (económica e psicologicamente) desta luta tão comprida.Em todo o caso, até ao final do ano, que é como quem diz até ao final da legislatura e eleições, haverá dois números-chave para a ministra da Educação e para todo este processo. Um será a adesão da greve de hoje. Aqui, os sindicatos levam uma certa desvantagem analítica, porque este estará sempre em comparação com o estrondoso número da greve de Dezembro. O outro número é mais real: será no final deste mês quando se souber quantos professores entregaram os objectivos individuais para serem avaliados. Esta equação permitir-nos-á avaliar, com toda a certeza, quantos professores já estão contentes com o modelo simplificado, quantos querem de facto ser avaliados. E no final se perceberá quam ganhou esta guerra. Se os professores ou o ministério. Ou ainda, e mais importante, os alunos. Paulo Portas bem pode apelar ao voto do centro-direita e dos "descontentes" com o socialismo. Bem pode bramar que não quer ser "muleta de ninguém". Mas falta-lhe a frase mágica - 'em nenhuma circunstância faço acordos com o PS'. Sem ter dito essa frase, todas as dúvidas se tornam legítimas. Nas Caldas da Rainha, Portas deixou entreaberta a porta de um acordo, seja com quem for, caso a maioria que saia das
PS. Normalização de relações com sindicatos, casamentos entre homossexuais, fim dos offshores, regionalização... Tudo questões ideológicas... à esquerda. Aliás, o líder do PS não esconde que se candidata em defesa dessas bandeiras. Aparentemente, um eventual entendimento com o CDS parece inviável. Mas em política tudo é relativo tal como as maiorias. E se as sondagens estiverem certas, Paulo Portas pode bem ser a chave da estabilidade socrática.
DN- 19/01/09